Nintendo paralisa um Kick Starter… de um livro?

Por mais estranho que isso possa parecer a Big N meteu um “Cease-and-desist” (Cessar e desistir, um tipo de aviso judicial que basicamente diz “Pare ou vou enfiar um processo na sua bunda!”), e pediu ao Kick Starter que paralisasse os recebimentos, relativos ao livro NES/Famicom: A visual compendium, um magazine visual não autorizado semelhante ao Art of Mass Effect Universe, mas voltado para o NES nos EUA.

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Segundo a Nintendo o jogo utiliza milhares de imagens de games dela, todas com direitos autorais reservados, sem falar em propagandas nunca lançadas ao público, cuja a divulgação não foi autorizada pela empresa. Além disso a Big N alega que a capa do Magazine/Almanaque copia seu selo de qualidade, e que poderia ser confundido com um produto autorizado.

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O Kick Starter já paralisou o crow funding mas os criadores do projeto ainda não se manifestaram. Se você participou do funding, pode ficar tranquilo: seu cartão ou não foi debitado ou terá o valor devolvido.

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De olho na E3 2016 – Nintendo

O Mini apresenta um mini especial sobre o que você verá (e não verá) na apresentação da Nintendo deste ano na E3.

E aqui estão os trailers (que tomariam muito tempo se costurados no mini especial) do que você vai ver lá:

MIITOMOS

POKEMON GO

Pokemon Sun e Pokemon Moon

Monster Hunters Generations

Dragon Quest VII

Dragon Quest VIII

ZELDA Wii U / ZELDA NX

Vai ser lindo! Vai ser incrível! Vai ser fantástico!

Vai ser Nintendo! Ou nada!

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Nintendo não venderá o NX subsidiado

E isso significa que ela vai lucrar em cada unidade vendida a partir do lançamento.

“E daí Marcel? Empresa nenhuma vende abaixo do custo!” – eu quase consigo ouvir algumas vozes gritando.

Bem… no universo de consoles de videogame não funciona bem assim. Salvo a Nintendo, que só vendeu o Wii U e o Virtual Boy abaixo do custo de produção (curiosamente seus dois aparelhos que menos venderam), SEGA, Microsoft e Sony tem como praxe (ou tinham… no caso da SEGA) vender o Hardware abaixo do custo de produção e lucrar nos contratos de produção de games e na venda dos jogos e acessórios. Depois de alguns anos, com melhorias de tecnologia de produção, o custo de produção dos consoles caía (ou lançava-se versões menores e mais baratas deles) e as empresas começavam a lucrar com o Hardware. Como exemplo podemos usar o PS3, que só zerou seu custo de venda (ou seja – a Sony ficava no 0 a 0 por unidade vendida) em 2008 e só começou a dar lucro em 2009 – e o aparelho foi lançado em 2006.

Ou seja… o aparelho pode chegar um pouquinho mais caro ao usuário final, mas com todos os jogos incríveis que com certeza ele virá, ninguém vai dar a mínima para isso!

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