Mad Gear – Super Analisando a gangue de rua mais legal do mundo

ATENÇÃO – Essa é uma matéria humorística gerada por construção de hipérbole e Reductio ad Absurdum. Ela não deve ser entendida como uma crítica real a cidades violentas, gangues de rua, cartéis de venda de drogas, ninjas, body builders, profissionais do sexo ou Prefeitos Wrestlers sem pescoço. Agradecemos a compreensão.

Eu gosto de jogos da Capcom.

Não… você não entendeu… eu REALMENTE gosto de jogos da Capcom.

Tipo… eu sou parte do time do streetfighter.com.br, tenho TODOS os jogos do Capcom Arcade Gallery de PS3, tenho quase todas as coleções lançadas para PSP, PS3, 360, Vita, etc…

Sou o tipo de cara que ainda caí no “Vou comprar Marvel VS Capcom 3 no lançamento! Afinal… o que pode dar errado? Eles não vão lançar uma nova versão na era do dlc!”.

Mas, e provavelmente por causa disso, no lançamento do SNES, apenas um jogo disputava o tempo do meu console com Super Mario World com alguma chance de ganhar: Final Fight. Sim, a versão capada e imensamente limitada do SNES era um sonho em 1991 quando eu coloquei as mãos nela. Eu surrei multidões de punks, dei piledrivers em hordas de Andores e transformei o líder da gangue numa mancha distante no asfalto tantas vezes que o serviço de limpeza da cidade já devia me considerar persona non grata. E, depois da vigésima vez que você joga o game, ou quando você vai fazer um sábado retrô dele na casa do Junião, algumas perguntas começam a surgir na sua cabeça.

Assista o sábado retrô… Assista o sábado retrô… Assista o sábado retrô…

Quem paga por isso?

Como Horace Belger, o líder original da Mad Gear, consegue pagar por basicamente um exército? Como ele consegue um arsenal de armas brancas? Como ele consegue que halterofilistas enormes e desengonçados, com uma cara que denota um queda de qi mais considerável do que a da bolsa de 29, andem por aí acompanhando transexuais pós operadas e se coloquem no caminho do prefeito mais puto e mais bravo da história?

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180 Kg de Prefeito sem pescoço e muito puto

Considerando que você vence o último chefe numa cobertura na área cara da cidade, eu parto do pressuposto que Horace Belger tem grana – afinal ele tem uma senhora cadeira de rodas bem chique com a qual percorre sua penthouse super chique ENQUANTO ATIRA EM VOCÊ COM UMA BESTA SEMI AUTOMÁTICA E CARREGA UMA MULHER LOIRA, EM UM VESTIDO VERMELHO, POR AÍ.

Deixa essa última parte entrar na sua mente. E criar raízes.

Tomando que o dinheiro de Belger seja originário da Mad Gear, onde quero pensar que seja da venda de drogas, prostituição e armas brancas, visto que eles não me parecem um grupo sucinto de assassinos finos e bem vestidos que poderiam acabar com um alvo ou mandar uma mensagem…

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Imagine isso num terno. E dizendo “Andore. J Andore.”

… porque ele simplesmente não aplica esse dinheiro em algo que, sei lá, renda muito mais do que sequestrar a filha do prefeito e/ou armar um bando de capangas com a capacidade marcial de um sapo e mandá-los dar queixadas nos punhos (ombros, cotovelos, joelhos, etc….) dos heróis?

E já que estamos falando do que Belger quer fazer com seu dinheiro…

Por que diabos ele sequestra a filha do prefeito?

Existem planos ruins: Vamos mudar a fórmula da coca cola, seu rótulo e vamos vender como New Coke.

Existem planos muito ruins: TODA A VEZ QUE ALGUÉM DIZ “Vamos pelos esgotos”. Em. Qualquer. Filme. Ou. Livro.

Existem planos horríveis: Vamos fazer um videogame always on, que não aceite jogos usados e que seja quase que completamente voltado para o DRM.

E existe um outro nível completo de imbecilidade que é sequestrar a filha de um ex-wrestler conhecido pelo pávio curto que tem amizade com World Warriors e Ninjas. Só o fato do namoradO da moça, e o melhor amigo dele, participarem do circuito Street Fighter e terem alguma possibilidade de, sei lá, chegar as quartas de final, já deveria ser política de deterrimento suficiente para manter a Mad Gear fora do quarteirão onde está a Jéssica.

O fato que o pai dela manda na polícia, tem 160 Kg de fúria não controlada e…

… NÃO…

… TEM…

… PESCOÇO….

…deveriam valer para alguma coisa também.

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Só lembrando vocês!!!

“Ah Marcel! Mas eles pretendiam usar a Jéssica para controlar o Haggar!”. Em que planeta eles vivem? Quem pensou nesse plano? O Trasher, chefão da primeira fase, que fala com o Haggar pelo vídeo fone e mostra a Jéssica presa (com uma quantidade varíavel de roupa dependendo da versão) deveria ter, no momento que o Haggar esmaga o fone, percebido que o plano era imbecil. Ou algum dos acessores do Belger deveria ter dito: “Senhor… nossos vendedores de drogas estão mais quebrados que arroz de terceira e nossas prostitutas estão com suas cabeças enfiadas em seus largos e surrados anûs. O senhor tem certeza que não prefere devolver a filha desse louco? Tipo… agora? E mudar da cidade? De preferência para um lugar sem extradição? E que o senhor seja o único morador?”.

E quão grande é a P*RR@ da Mad Gear?

Você já tentou montar um organizar um churrasco? Entre amigos? Com umas 20 pessoas?

Então… a menos que você seja um ditador paranormal capaz de explodir bolas com um pensamento você deve ter percebido que é desafiador fazer 20 pessoas irem para a casa correta, em um horário mais ou menos próximo, levando as coisas originalmente programadas e distribuídas corretamente. Sempre alguém vai levar algo diferente do marcado, ou chegar 4 horas depois, ou levar refrigerante num lugar onde todo mundo só toma suco, etc….

Agora imagine organizar uma peça de teatro. Com crianças. Que gritam. E xingam. E esmurram. E mordem. E tem um grau de habilidade social semelhante a um grupo de lêmures raivosos….

(Quero deixar claro que não conheço absolutamente nada sobre lêmures além do que vi em Madagascar. E que nem mesmo sei se existem lêmures raivosos. Mas minha mente concebeu uma bola de pequenos seres peludos emaranhados, com olhos e dentes enormes, guinchando e soltando pelos enquanto lutavam. E lêmures pareciam absolutamente perfeitos para a analogia. Caso algum biólogo ou veterinário, defensor de lêmures e outros bichos esquisitos, tenha se sentido ofendido com nossa piada pedimos que releve. Afinal… até Deus tem senso de humor. É só pensar no ornitorrinco.).

A peça infantil ainda vai ser fichinha perto de organizar uma gangue que aparentemente corresponde a 50% da população economicamente ativa de Metro City, na busca, imensamente infrutífera, de parar a busca por vingança do prefeito Haggar e seus dois parceiros completamente hetero-afetivos. Pedir para profissionais do sexo tentarem deter três lutadores ensandecidos, ainda que auxiliadas por uma legião de vagabundos e delinquentes, policiais corruptos, samurais monossilábicos, um militar que grita e joga granadas e grupos de marginais quadrigêmeos de mesmo nome terá mais ou menos o mesmo resultado final de uma sessão de sexo grupal em uma família de classe média: Ninguém nunca mais vai comentar o assunto e muita gente vai ter dor em lugares que não sabiam que possuíam.

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Como ninguém corre? Entenda que sou uma pessoa corajosa… mas eu desabaria em lágrimas enquanto tento correr de volta para o colo da minha mãe, com as calças sujas, se meu emprego você segurar Guy, Cody ou Haggar. Ou tentar dar um soco neles. Ou conversar com eles quando eles estão moderadamente putos.

Como ninguém se entrega antes? Como ninguém simplesmente olha na cara de Belger, ou de um de seus generais, e diz “Senhor… eles estão acabando conosco… vamos esquecer isso tudo, mudar para alguma cidade mais segura, tipo Metrópolis, e começar do zero.”.

E, por último, de quem é o maldito carro? E por que eles quebram ele?

A primeira fase de bônus do jogo envolve seu personagem, ou personagens, descendo o braço em um carro de tiozão cinza, sem marca, que é socado, mordido, chutado, piledriveado, suvacado e, geralmente falando, tratado de forma rude, até ficar reduzido a uma pequena e patética montanhinha de escombros. Normalmente, se você não for um loser completo, ao você terminar de destruir o carro um homem entra pelo lado direito da tela e chora dizendo “Oh! My Car!” (Na versão do Arcade/Sega CD/Cps Charger e todas as outras versões que não estejam em Hardware Nintendo ele diz “Oh! My God!” – Mas a Nintendo tinha, e ainda tem um pouco, um estrito código de evitar possíveis ofensas religiosas em seus jogos).

Ok…

Por que? De quem é o carro? Belger? Se for, por que ele estacionou nesse fim de mundo destruído?

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E por que não tem ninguém cuidando dele? A pessoa correu? A pessoa se escondeu? E se o dono do carro for simplesmente um membro da Mad Gear que roubou o carro? Nesse caso seu personagem pode te dado PT em um carro de um honesto morador de Metro City que simplesmente teve o carro roubado.

E vai ser uma situação estranha explicar isso ao seguro…

“Oi! Bom Dia! Sim… então… eu moro em Metro City e eu liguei ontem sobre meu carro roubado. Então… eu tenho boas e más notícias. A Boa é que a polícia achou meu carro. Ele estava em um bairro industrial meio esquecido. A má notícia é que alguém reduziu ele a sucata. Com as mãos. E eu acho que o chassi tem um baixo relevo da Nike agora.”.

(Foi trazido a nossa atenção que podemos ter sido indelicados com os fãs do Ornitorrinco, essa estúpida e incompreendida criatura de Deus. Pedimos desculpas a todos os 3 fãs desse pokemon do mundo real).

ATENÇÃO – Essa é uma matéria humorística gerada por construção de hipérbole e Reductio ad Absurdum. Ela não deve ser entendida como uma crítica real a cidades violentas, gangues de rua, cartéis de venda de drogas, ninjas, body builders, profissionais do sexo ou Prefeitos Wrestlers sem pescoço. Agradecemos a compreensão.

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Sobre Marcel Bonatelli

Historiador de games e jogador inveterado eu respondo todas as suas dúvidas sobre games e o mercado de games no site minicastle.org ou no email marcelbonatelli@minicastle.org

Um pensamento sobre “Mad Gear – Super Analisando a gangue de rua mais legal do mundo

  1. Pingback: Sábado Retrô – Mighty Final Fight (NES) | Minicastle

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