O que nós perdemos! – Nro 6 – Maverick Hunter: Project Mega Man

Na época da caça as bruxas, quando a Capcom pós fim a Mega Man Legends 3, Mega Man Universe e Mega Man Online, os fãs quase que completamente perderam a confiança da empresa, algum dia, voltar a entregar Mega Man de qualidade como gostaríamos. Não é difícil entender porque: O criador da franquia estava deixando a Capcom e a empresa amargava diversas perdas financeiras com títulos que ela acreditava teriam tudo o necessário para uma nova geração.

E não se preocupem, nós vamos falar desses três cancelados eventualmente.

Mas houve algo ainda pior que perdemos no meio dos cortes relacionados a franquia Mega Man. E foi um adventure em primeira pessoa, feito por membros descontentes da Retro Studio (que havia feito Metroid Prime, portanto tinham imensa experiência em trazer jogos do 2D side scrolling para a primeira pessoa) que se juntaram na Armature Studio. Eu sei que é difícil imaginar Mega Man como um FPS, mas isso vai explicar melhor.

Sim! Mil vezes Sim!

Com uma história imensamente mais adulta, que envolvia Mega Man como um super robô caçador de androides acompanhado por uma humana detetive de polícia, e planejado desde de o início para ser uma trilogia, Maverick Hunter: Project Mega Man parecia melhor que a encomenda… e um jogo que realmente merecia nossa atenção. Infelizmente os executivos na Capcom, já preocupados com diversos jogos considerados “Vendas-Certas” não atingindo suas metas de vendas, preferiram não arriscar em algo totalmente novo e o projeto da Armature foi guardado numa gaveta depois de menos de um ano de trabalho e com apenas alguns pequenos trechos jogáveis.

Teria sido este o jogo a salvar a franquia? Do esquecimento? Com toda a certeza! Um adventure FPS rápido e frenético como esse poderia ter sido a porta de entrada de Mega Man de volta no mainstream dos jogadores de videogame, mas infelizmente não foi a aposta da Capcom. E tudo o que sobrou foi a esperança que algum dia este projeto volte a decolar da gaveta onde esta juntando pó!

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Quer tirar fotos com o Mario e a Peach?

Por US$ 10,00 você pode! E ainda vai usar esses mesmo US$ 10,00 para comprar coisas legais no e-shop! É só comprar um cartão de dez doletas promocional da Peach, ou do Mario ou do Goomba e, após registrar o valor no e-shop, virar o cartão e usá-lo como um cartão de realidade aumentada. O vídeo mostra os detalhes e as diversas opções!

Muito muito legal!

Evolve – Mais um jogo roubando você com micro transações!

Você gosta de Evolve? Eu não… e não só porque eu achei o Gameplay monótono e repetitivo. O game tem mais de US$ 130,00 dólares em DLC, já no disco, que não são cobertos pelo Season Pass (que deveria cobrir todos os DLCs iniciais).

Eu vou repetir só para deixar claro o nível de esfoliação que esse game está tentando fazer com você: Evolve tem, na XBOX Live, 4 páginas, no HUB de DLCs, com 44 itens, 24 por US$ 1,99, 9 por US$ 2,99,  8 por US$ 3,99 e  6 por US$ 4,99 E NENHUM, NENHUM DESTES, ESTA NO SEASON PASS DE US$ 24,99. Ou seja… para você ter a experiência completa de Evolve, com todos os itens que os criadores fizeram, no lançamento do game, você tem que gastar, no mínimo US$ 235,15. Mais ou menos. Sem contar o imposto.

Isso é uma falta de vergonha. Isso é pior do que o Capcom está fazendo com Resident Evil Revelations 2. Me faz ter uma enorme  vontade de que essa indústria inteira vá para a casa do caralho.

E sim… eu entendo que todas essas coisas são opcionais, mas caralho! O jogo acabou de ser lançado! Isso não é um DLC que saiu 6 meses ou 12 meses depois do lançamento do jogo… é um DLC lançado no primeiro dia!

Evolve não funcionou comigo, pelas exatas mesmas razões que Titanfall (farei um review por esses dias para explicar) mas eu jamais pagaria por um jogo com essa política de DLC. E eu espero que a Turtle Rock Studios entenda que se for esse o comportamento deles com seus futuros games… que o público não vai aceitar isso!