Jogando: Dishonored: Definitive Edition (PS4/XBOX One) – Sem Spoilers – Spoiler Free

Eu quero tirar uma coisa do caminho: Eu amo Dishonored. Eu amo esse jogo. Muito. Lá em 2012 quando eu vi o primeiro trailer de Dishonored eu fiquei extremamente excitado.

Universo Steampunk: Check.

Alta ciência estilo Tesla soltando faíscas por todo lugar: Check.

Uma sociedade política e economicamente a beira da ruína: Check!

Uma história sobre amizade, amor e vingança: Check!

Parkour por todo lugar com direito a teletransporte: Caralhos com asa … check check check!!!

Sim, eu amo Dishonored. Muito! A História do jogo principal é excelente e seus três DLCs, embora MUITO curtos, fazem um excelente serviço de prosseguir/iluminar com diversos pontos da história. Até hoje eu tenho vontade de fazer uma tatuagem com o motto desse jogo:

REVENGE SOLVES EVERYTHING! (Vingança resolve tudo!)

Se eu tivesse que colocar para vocês, de supetão, o que é Dishonored eu diria que é o filho bastardo de uma relação a 3: Bioshock + Mirror´s Edge + Assassins Creed (na época que eu jogos eram bons). No game você controla Corvo, um cavalheiro responsável pela segurança da Imperatriz em um Império de Ilhas decadente que vive da extração de um super combustível presente nos cetáceos deste mundo (imagine um mundo movido a óleo de baleia ao invés de petróleo). Depois de vagar pelo restante do Império por meses, buscando ajuda dos estados súditos em combater uma praga que está matando o povo como moscas de banana, sem qualquer sucesso, você retorna para a capital no exato dia em que a Imperatriz e a filha dela são atacadas por inimigos com a capacidade de se teleportar livremente, empurrar e puxar objetos e conjurar dardos venenosos do nada. Despreparado e pego de supetão Corvo é vencido, a jovem princesa capturada e a Imperatriz morta.

E é aí que a porca torce o rabo.

A partir da aí uma trama de mistério, revolta, traições e assassinatos se inicia, com Corvo sendo o vórtice louco girando sem controle. E no processo de solucionar essa crise você conhecerá muitas partes da cidade a fundo, verá personagens coloridos e vívidos e participará de batalhas animais. A quantidade de detalhe colocada lá só por atmosfera é destruidor – de quadros a óleo a máquinas de combate tudo parece saído de um mundo real, que funcionaria com aquelas regras. E o fato que a cidade é tratada como um personagem, reagindo a suas escolhas e mudando, torna a situação ainda mais legal! Mate muita gente e o nível de violência da cidade vai aumentando as suas voltas, com cidadãos brigando por nada na rua, revoltas por alimentos e tudo mais. Escolha com cuidado seus alvos ou, mesmo, elimine-os sem matá-los, e você vera uma sociedade que começa a lutar contra sua profunda corrupção e se levantar. É tão tão bacana.

E se a atmosfera é um delicioso bombom a jogabilidade é a bola de sorvete que ficou logo embaixo dele! Os botões superiores foram muito bem utilizados: a esquerda temos usar itens (ou poderes) no gatilho, com a roda de escolhas no botão; a direita temos golpes de espada no gatilho, com defesa usando a espada no botão – Você aprende em poucos segundos e vai usar pelo jogo todo… com detalhe de funcionar muito bem. Fora dos botões de ombro você tem interação com objetos, salto (apertando duas vezes ele põe o pé na parede ou objeto e salta um pouco mais alto, apertando e segurando, escala o objeto) e ações contextuais nos botões frontais num controle simples, fácil e rápido de dominar. E você vai dominá-lo enquanto tenta achar combinações para abrir cofres, salta sobre inimigos do terceiro andar de uma casa ou procura caminhos alternativos para evitar guardas até o seu alvo. Os cenários permitem dezenas de maneira de chegar aos seus alvos e várias maneiras de eliminá-los, seja matando-os ou não! Tomando o cuidado de evitar Spoilers, em uma determinada missão eu fui apresentado a 4 maneiras de me livrar de meus alvos, 2 letais e 2 não letais, algumas delas extremamente inventivas! Acredite em mim, Dishonored não é tanto sobre a morte do inimigo em si… é mais sobre o caminho até lá!

A direção de arte é fantástica e, assim como em Half Life 2 e suas continuações, vai manter os gráficos atuais e bem feitos por anos a fio. As animações, no entanto, é que chefiam o carro dos gráficos deste jogo; tudo, do mais simples aflito (jogue para entender) ao maléfico Regente, passando pelos TallBoys e pelas torres elétricas, tudo tem animações incríveis, com movimentação suave e trejeitos que realmente definem os personagens. É claro que os personagens principais, com os quais você tem mais contato, tem uma gama maior de movimentos, mas mesmo mais simples dos “pedaços de cenário” não se movimentam como autômatos.

É claro que para completar essa atmosfera fantástica o som era fundamental. E ele é tão bom! A cobertura do nosso sorvete! Dos gemidos dos aflitos, os resmungos dos guardas no frio, as músicas assoviadas (que você pode achar as letras em livros infantis pelo jogo!)… enfim… brilhante. Os efeitos sonoros são animais, chegando até a assustar em alguns momentos, e as músicas são fantásticas – com especial atenção aos momentos onde você é descoberto e tem que sobreviver, utilizando mais movimentos do que um calango que recebeu anfetaminas! Todos os atores de voz foram tão bem escolhidos que você tem dificuldade de não ver aquele personagem com aquela voz.

Infelizmente é aqui que minha metralhadora de boas notícias fica sem munição. Graficamente o jogo desaponta – e desaponta massivamente. Não entendam isso mal: Dishonored não é um jogo feio. Mas para uma edição em novos videogames – que, supostamente, deveria estar rodando numa qualidade nunca vista, ela deixa muito a desejar. O jogo roda a 1080p, mas não roda a 60 fps e tem quedas acentuadas de velocidade com muitos objetos na tela (o que não ocorria no XBOX 360 ou no PS3). As texturas são simples, os gráficos tendem para uma espécie de suave Cell Shading e a paleta é pastel. No entanto os cenários remontam bem uma espécie de cruzamento da era vitoriana com a renascença e são tão imensos e imersivos que você acaba por se acostumar, rapidamente, com os gráficos. Mas eles estão mais ou menos no mesmo nível do game quando saiu para PC e pouca coisa melhor do que a versão original para os consoles de geração anterior. Se você estava esperando uma remasterização no nível da de Tomb Raider ou Last of Us, esqueça.

Como eu disse em 2012  – Dishonored é uma obra de arte. E um jogo que provavelmente não vai vender muito: É ousado demais, irreverente demais e exige que o jogador pense – o que é complicado numa era de jogadores simplistas que estão esperando o próximo triplo A com um número na frente (Sim Black Ops 3, Assassins Creed Unity e Fifa 16 – EU ESTOU OLHANDO PARA VOCÊS… COM ÓDIO!). Eu realmente espero estar errado e que dessa vez o jogo faça todo o sucesso que merece, mas considerando o quanto o lançamento original do game vendeu acho difícil. Em um 2015 com vários jogos excelentes ele certamente não será seu jogo do ano mas, principalmente se você não experimentou esse game em seu formato original, ele é uma compra obrigatória. Principalmente por 90 dilmas.

Porque Vingança soluciona tudo! Bom divertimento!

dishonored

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“Um presidente sem carisma” ou “Por que Tatsumi Kimishima pode ser exatamente o que a Nintendo precisa agora?”

Eu acho que ando meio revoltado com os gamers nos últimos tempos. Não me leve a mal, a indústria de videogames me revolta com uma certa constância – EA Acess é uma ideia péssima, Ubi é uma ideia horrível, um Assassins Creed e um Call of Duty por ano é ainda pior, entre outras coisas que me sobem o sangue. Mas nos últimos tempos minhas principais críticas tem ido para a comunidade gamer.

E não… não importa o quanto todo mundo ache que o Mini precisa escrever algo sobre o Gamergate, nós não vamos tocar nesse assunto. Eu respeito gamers de ambos os sexos da mesma forma, mas acho que as duas senhoras mais diretamente responsáveis pelo assunto referido estão usando o Gamergate como cavalo de batalha política para auto promoção.

Um tempo atrás eu toquei no ponto de como nós, gamers, realmente não sabemos o que nós queremos quando ligado a algo que é importante para nós. Queríamos um novo FF7 – mas não queremos que ele seja mudado de jeito nenhum. Queremos uma continuação de Chronno Trigger e Chronno Cross – mas não queremos que ela seja feita pela equipe atual da Square. Parecemos aquelas crianças que os pais tentam a todo momento contentar e continuamos pedindo mais e mais e mais…

Em suma… somos reis na arte do “mimimimimi…”.

Aliás “mimimimimi” e Nintendo sempre foram como pão e manteiga na nossa comunidade, não?! Eu acho que se eu ganhasse um real para cada vez que eu ouvi “A Nintendo vai falir”, “A Nintendo está perdida”, “Agora já era… a Nintendo acabou” eu podia, literalmente, viver do Minicastle.org. E agora a comunidade mais uma vez virou seus olhos para a Nintendo.

“O novo presidente parece um picolé de Chuchu”

“Quem é esse cara? Ninguém nunca ouviu falar dele.”

“Mas que games ele dirigiu? Do que ele entende?”

“Ele parece estranho”

“Ele não tem carisma”

..

.

A lista de reclamações é longa como um braço. E, embora imbecil, é perfeitamente inteligível. Afinal você está indo do homem que fez isso…

… para isso…

Sim… esse foi o mais “carismático” dos vídeos que eu consegui achar dele

O fato é que Iwata era divertido. E excelente com o palco. Ele não tinha absolutamente nenhum problema com relações humanas ou com demonstrações já havia passado por bons e maus bocados no leme da Companhia. Mas mais do que tudo isso, Satoru Iwata era um homem do show business. Como Steve Jobs ou  Phil Spencer, Iwata tinha  carisma e personalidade para encarar uma E3 ou uma tóquio game show e falar o que quer que tivesse que falar.

Você consegue imaginar esse homem vestido de Luigi? Ou atirando bananas pelo nariz?

tatsumi-kimishima

Eu achei que não.

Mas para isso… para a presença de palco… a Nintendo já tem Reggie Fill Aimes, seu vice presidente, e Shigeru Miyamoto, seu principal designer.

E, se você é fá da Nintendo, você deveria estar extremamente feliz com o senhor Kimishima como presidente.

Se você for a concorrência, no entanto, você deve estar perdendo o sono.

Tatsumi Kimishima foi bancário por 27 anos, até 2000, quando assumiu como CFO (Chief Financial Officer) da Pokemon Company, da Nintendo – nesses 27 anos ele rodou o mundo como gerente de aquisições do Sanwa Japan Bank. Em 2002 ele assumiu como presidente da Nintendo da America até 2004 quando assumiu como CFO da Nintendo do Japão, deixando o espaço para o então gerente de Marketing da Nintendo, Reggie Fill Aimes, se tornar o presidente da Nintendo da América. Kimishima trabalhou tanto como CFO quanto como chefe do RH da Nintendo pelos últimos 10 anos.

Suas primeiras ações como presidente da gigante japonesa foram uma restruturação interna, unindo todos os estúdios de games internos sobre o controle direto de Miyamoto, e colocando um novo chefe executivo, para auxiliá-lo – ninguém menos do que Eiji Aonuma, o homem responsável pela série Zelda nos últimos 15 anos. Depois disso Kimishima reiniciou as negociações com as Third Parties (as empresas criadoras de jogos externas, como a EA e a Capcom) com três fins: Ampliar a linha de amiibos para conter personagens Third Parties famosos, mesmo que eles não tenham aparecido em Super Smash Bros (como Simon Belmont, de Castlevania, ou os Twinbees); ampliar a linha de games disponíveis nos serviços de distribuição digital novo da Nintendo, com acesso a um catálogo prévio de empresas japonesas, que contém jogos que muitas vezes não chegaram ao Ocidente; e negociar, é claro, a produção de jogos para o NX, o 3DS, o futuro portátil da empresa e, se der tempo, o pobre do Wii U.

Não só isso mais Kimishima parece atrelado a ideia de que o NX tem que ser bem sucedido “Mesmo que tenha que ser redesenhado”. E que as perspectivas sobre Mobile serão vistas “com muito cuidado”.

Pode ser que Kimishima não aguente o tranco? Claro! Pode ocorrer em qualquer empresa. Mas eu gosto de lembrar a todos os detratores do cara que ele tem mais tempo de Nintendo do que a maior parte de vocês tem jogando videogame. Que o cara tem mais tempo de estrada do que a maior parte de vocês tem de vida. E que ele veio de um emprego duro para outro emprego duro: Mexer com o dinheiro dos outros para mexer com o dinheiro da maior companhia de videogame do planeta.

Isso não é bolinho e não é para qualquer um.

Eu posso estar errado (e serei o primeiro a admitir se eu estiver) mas eu acredito que, com o auxílio certo, o senhor Kimishima pode sim levar a Nintendo de volta ao anos de ouro dos 8 e 16 bits.

E ora de 任 Nin  天  Ten 堂 Do – “Deixe a sorte para os céus!”!!!

Nós temos uma brasileira no hall dos lutadores mundiais! E ela é linda!

Um World Warrior brasileiro que não é um monstro e não será simplesmente esquecido depois de três versões do mesmo game?

Pode ser!

Conheçam a linda Laura, a mais nova Street Fighter e a nova personagem brasileira de Street Fighter V.

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A nova beldade usa Jiu Jitsu (seria estilo Gracie?) e trabalha para a Shadaloo (linda e vilã… gamei!). Esperamos ter mais informações sobre ele no fim dessa semana durante a Brasil Game Show em sampa.

Valeu Capcom!

Atrasados mas não esquecidos – Star Fox Zero e Mighty number 9 ganham data de lançamento

O próximo, e lamentavelmente atrasado, Star Fox, chegará nas nossas mãos no mesmo dia que o terceiro filme do capitão América (se não houver atrasos de qualquer um dos lados): 18 de Março de 2016.

Enquanto isso o testemunho maravilhoso de que a criação de Keiji Inafune, Mega Man, continua firme e forte mesmo que não seja azul, não seja construído pelo doutor Light e não esteja enfrentando o Willy, Mighty Number 9, chega as nossas ávidas mãozinhas em 12 de Fevereiro de 2016.

Os dois são compras de lançamento para mim. E para vocês?