
Falando da importância de jogos Thridparty no Wii e dizendo que lê os blogs, Reggie Fill-Aimes, presidente da Nintendo of America, pega, no seu jeito alegre e bonachão, uma galera já sacudida pela surpresa de Super Mario Galaxy 2 e mostra dois jogos “hardcore” extremamente esperados pela galera (quer dizer, bem… mais ou menos… um deles bem mais que o outro).
Final Fantasy: The Crystal Bearers
Agora sim.. parece um jogo Square-Enix. Crystal Bearers vem para tentar apagar a mancha e aquela sabor de axila que ficou na sua boca depois de FF: The Crystal Chronicles. Os gráficos mostrados são simples e belos, com mais sabor do que substância (se é que me entendem… se não me entenderam isso quer dizer que tem mais direção de arte do que foto-realismo – mais ou menos como o aclamado Half Life 2), o jogo parece bem longo e vívido e o sistema de combate chupou Zelda TP até o tutano do osso… mas como ganhar dinheiro é uma arte que Square-Enix conhece com maestria, nos damos uma fézinha para eles.


Resident Evil: Darkside Chronicles
Se você gostou de Umbrella Chronicles, mas ficou bravo por não ter mais contéudo novo e pela ausência de RE 2 e RE:Code Veronica, esse é o seu jogo… no mais, é só outro bom shooter-on-tracks, como RE: Umbrella Chronicles ou House of the Dead Overkill. Nada ruim, e com ótimos gráficos, mas nada excepcional.


Dead Space: Extraction
Ok… esse é O Shooter-on-tracks (também chamado On-rail Shooter) que você estava esperando… controle de movimento, escolha de caminhos, armas com dois ou três modos de disparo, gráficos animais (é absurdo de tão bonito… em uma Tv de alta resolução essa coisa vai chutar traseiros – não ficou devendo nada para a versão do 360) e uma história de fazer se borrar todo de medo, Dead Space: Extraction vai lhe mostrar o passado do marker e como ele foi colocado a bordo da Ishimura (desenrolando a história vista no game de 360/PS3). Novos personagens são apresentados e você vai jogar com vários deles para tentar escapar dos Necromorphs. Sua opção… morte dolorosa. Pode esperar que esse será bom!!!


Além disso durante o discurso de exacerbado carinho pelo DS e pelo DSi Kattie Donnaway mostrou alguns joguinhos que se mostraram bem interessantes…
Kingdom Hearts: 358/2
Não adianta fazer biquinho pois a equipe que trouxe o brilhante Kingdom Hearts de GBA a vida ataca novamente e traz o que parece ser mais uma obra prima dos Action-RPG a vida. KH: 358/2 (sei lá por que esse nome) é lindo, tem uma música soberba e parece se centrar na história da organização secreta que queria destruir o mundo em Kingdom Hearts 2, do PS2. Se for metade do que seu predecessor de GBA foi, o game tem o aval total do Mini. Estamos salivando.


C.O.P. – The Recruit
Um novo GBA para o DS… e agora ele parece GBA mesmo! COP conta a história de um corredor underground preso e forçado a ajudar a polícia a prender criminosos e terroristas de alta periculisadade. Podendo pegar carros, motos, lanchas e tudo o mais seu personagem vai virar um nova york menor e mais simplificada de pernas para o ar atirando em todos os vilões no caminho. O gráfico é limpo e parece real. Estamos de dedos cruzados… e loucos por mais uma dose de violência urbana sem sentido.


…só observando que, hoje em dia, a Square não tem sido a grande fazedora de dinheiro que era no começo do Playstation II, embora esteja mais esforçada do que nunca para agradar o mercado (em outras palavras, vendida). Embora as franquias antigas ainda sobrevivam(“franquias antigas” = o NOME “final fantasy”), as vendas de todos os novos títulos (infinite undiscovery, last remnant e por aí vai) foram bem fracas. De fato, a Square decepcionou seus investidores e acionistas no último balanço do mercado no ano passado. Até então ela era considerada, juntamente com capcom, konami e algumas outras, uma das empresas mais seguras do mercado – mas não mais.
Final Fantasy XIII e Versus XIII são uma investida com todas as armas da Square na recuperação de mercado e credibilidade. Vamos torcer para que algo bom saia.
Diga-se também que a franquia “Dragon Quest” da ex-rival Enix manteve sua popularidade ao longo dos tempos. Mesmo com a mudança de empresa e as adaptações que a Square tem empreendido a fim de ganhar espaço no mercado ocidental, a equipe de produção de Dragon Quest permaneceu quase que inalterada nos últimos 10 anos ou mais, o que parece ter mantido a integridade da franquia.
Estranho, aliás, que a Square não lance vários e vários Dragon Quests em todos os gêneros e plataformas possíveis, como ela faz (tristemente) com Final Fantasy.