O que nós perdemos – Superman (Factor 5)

Aproveitando a semana de lançamento de Batman V Superman…

Trailer bem aqui

… que é um filme 7/10 com alguns problemas, mas muito muito divertido, é hora de falar do que poderia ter sido o ÚNICO realmente bom jogo do Superman.

A Factor 5 é uma pequena companhia americana que trabalhou muito perto com a LucasArts por muitos anos, principalmente criando os simuladores X-Wing, Tie Fighter, Rogue Squadron, entre outros, além de ferramentas para adaptações de jogos de PC, com as propriedades de George Lucas, como a incrível versão de Indiana Jones do Nintendo 64.

Depois de criar uma pérola no Nintendo 64 e duas no Gamecube a empresa assinou um contrato de exclusividade para criar 3 jogos no, ainda para ser lançado, PS3. Por razões negociais e financeiras, ao final do processo todo, apenas um dos jogos planejados foi lançado, o criticamente aclamado, mas muito pouco vendido, LAIR, sobre voar em dragões e cuspir fogos em tropas inteiras. Um jogo bom – mas nem de perto tão incrível quanto Rogue Squadron 2 ou Rogue Leader.

Sem um grande contrato por trás e sem perspectivas de produzir nada no momento para o Wii a empresa foi procurada pela Crash Entertainment, uma pequena empresa da Califórnia que pegava patentes comerciais de Hollywood e fazia a ponte entre estúdios de cinema e estúdios de games – com o objetivo de criar games que acompanhassem lançamentos cinematográficos. A Crash queria a experiência da Factor 5 com jogos envolvendo vôo para um novo jogo a ser lançado junto com a continuação de Superman Returns, de Brian Singer (que, GRAÇAS AOS DEUSES DO CINEMA, nunca aconteceu). Sem ter um script, uma data de lançamento ou qualquer ideia além de “Metallo, Darkseid e Doomsday aparecem no filme” a empresa começou a criar assets que permitissem a aceleração da criação de um jogo posteriormente. Por mais de 2 anos a Crash injetou dinheiro no projeto, e na Factor 5, enquanto a Warner dançava em volta da cadeira do que seria feito com a propriedade intelectual Superman.

O final da história… todo mundo sabe: Brian Singer desiste de continuar seu horrívelmente recebido Superman: Returns. A Warner reboota a franquia com Man of Steel em 2013 (curiosamente, o nome do jogo da Factor 5), a Crash entertainment nunca vê a cor do dinheiro que investiu e vai a falência, levando, em sua queda, a Factor 5. Os criadores de algumas das melhores adaptações de PC para consoles – mortos por um jogo do Superman.

Mas seria Superman: Man of Steel bom?

Porra! Pior que seria sim!

O jogo tinha diversas ideias competentes e estava em cerca de 60% de desenvolvimento quando foi cancelado. Existiam grandes chances desse ser O jogo do Azulão. Uma pena que nunca colocamos a mão nele!

Sony VR tem preço e data de lançamento!

O antigo Morpheus, o óculos de realidade virtual do PS4, ganhou o nome de Sony VR e agora tem formato final, preço final e data de lançamento final!

Se não atrasar…

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… óbvio.

Os óculos mais legais que você vai comprar em 2016 vão te custar 400 dólares (sim… o mesmo que o videogame em si… Papapicho!!!!) e vão exigir a PS Camera (que custa cerca de 60 doletas e ainda faz mais coisas que o Kinect) para funcionar. Ou seja… No mínimo US$ 400,00 se você já tiver câmera, controles e um PS4. 460 se você precisar da câmera. 860 se for precisar do PS4.

Caro? Deixa eu te contar um segredo: O Vive, da HTC, um óculos de realidade virtual para o PC, custou US$ 800,00 no lançamento. E ainda exige um PC top de linha para rodar.

De repente 860 doletas não parece um preço assim tão alto para ter realidade virtual na sua sala né?!

O lançamento do Sony Vr ocorrerá em Outubro numa caixa com uma parafernália de cabos e acessórios (que permitirão que as pessoas assistam na sua TV o que você está vendo no VR)…

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… e, depois do NX, será a coisa para se gastar dinheiro no final do ano!

Estamos salivando!

Sony dá uma palmada na Microsoft: Uma oferta de emprego para todo mundo na Lionhead

Não é segredo para ninguém que a Microsoft está, mais e mais, tratando o One como uma extensão de seu mercado de PC ( o que tem gerado até mesmo a piada que o XBOX One é na verdade o XBOX Done). E não é segredo para ninguém que ela vem fechando estúdios internos por todos os lados.

E dessa vez foi o Lionhead Studios – da série Fable e…

… bem… mais nada.

E a MS mandou todo mundo embora. Fechou o estúdio. Usou a desculpa de “Todos os Fables somados não venderam nem 8 milhões de cópias” e tocou o barco. Se você era pai de família e perdeu seu emprego você estava preocupado.

Estava… porque a Sony chamou todos, TODOS, os funcionários da Lionhead para trabalhar em estúdios internos dela.

Perceba: UM ESTÚDIO INTEIRO DA MICROSOFT, CONHECIDO POR JOGOS MUITO BEM CRITICADOS, FOI INTEIRO PARA A SONY.

I N T E I R O!!!!

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Como eu já disse no passado e volto a repetir: Isso é mais um sinal de que a Sony, assim como a Nintendo, dão uma importância muito maior a games como forma de arte do que ao dinheiro final da transação. E agora tem um monte de artistas, designers e programadores, com experiência, para reforçar os jogos do PS4.

Boa jogada Sony. E que tapinha com luva de pelica na cara da concorrência, hein?!

Matando mitos: Alan Wake Returns NÃO É UM JOGO!

Será que agora podemos parar um pouquinho? E respirar? E quem sabe parar de ter chiliques conjuntos internet?

Não… não é um jogo… É simples Trademark.

“Estamos simplesmente nos resgardando. Podemos vir a usar esse nome no futuro. Ou utilizar para alguma série de vídeos. Nos fizemos trademark de nomes como Brightfalls the series e Brightfalls returns também. Apenas para nós garantirmos. Não há nenhum produto sendo desenvolvido no universo de Alan Wake no momento.” disse Sam Lake, diretor de conteúdo da Remedy.

Ou seja… não vamos ganhar um novo jogo mesmo…

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