… se você tiver comprado e jogado Halo: The Master Chief Collection entre o dia de lançamento e ontem 19/12/214.
Sim! Eles trollaram o mundo e só deram a notícia na noite do último dia!
Mas, se você for um dos felizardos, não responda ainda, porque você não só recebe a campanha completa de Halo 3: Odst, remasterizada rodando a 1080p 60 fps mas ainda ganha:
– Um mês de Xbox Live, que será adicionado na sua conta mais ou menos na metade de janeiro, caso você pague sua Live em Cartão por meio automático, ou enviado em forma de código para o seu email, caso você use cartões ou não tenha renovação automática.
– Uma roupa de avatar e uma placa de registro online exclusiva de “Earlier Adopter”, que vai deixar você bonito para todos os seus amigos na Live.
– E acesso antecipado ao mapa Relic, na forma de Beta Testing, para o multiplayer de Halo 2.
É claro que o desenvolvimento da campanha de Odst acabou de começar e o jogo (sem Firefight ou qualquer outra forma de multiplayer, a não ser o co-op da campanha) só deve chegar as nossas mãos na segunda metade de 2015 (e, se vocês acreditam nessa data, eu tenho uma ponte para vender para vocês).
Segundo a 343 isso é uma forma deles se redimirem por todos os problemas que o multiplayer vem sofrendo desde o início e os diversos bugs que infestarem Master Chief Collection desde o lançamento. É um senhor pedido de desculpas!
Uma pena que não resolve o ódio e as horas desperdiçadas no matchmaking. Ainda assim… way to go 343!
Lembra aquela exclusividade temporária do novo Tomb Raider? Aquela que todo mundo estava rindo?
Então… ela meio que acabou… provavelmente.
Em um contra golpe magistral contra a exclusividade de Street Fighter V a Microsoft vai publicar Rise of the Tomb Raider. O que isso significa? Significa que ela vai arcar com os custos de desenvolvimento, de publicidade, de marketing e de entrega de mercado, pelo menos nos consoles (mas é provável que no PC também).
Se quer jogar isso num console – compre um XBOX One
Em português claro isso significa que o jogo só chega ao PS4 se a Microsoft quiser. E eu acho que essa é uma resposta bem fácil de se ter.
Segundo Tay Yauze, co-diretor da franquia Kingdom Hearts e diretor dos dois remakes Kingdom Hearts 1.5 e 2.5, os dois games devem chegar ao PS4 antes do final de 2015 num hyper pacotão.
Vai ganhar um review assim que eu conseguir colocar as mãos nele
O pacotão vai permitir que os jogadores novatos a história, que desejem pegar Kingdom Hearts 3, tenham como entender a imensamente complexa história da Saga. Ainda segundo Tay, existe chance do terceiro game chegar ao XBOX One, mas seus antecessores são mais difíceis: “Estamos tentando chegar a um denominador comum em relação a plataforma da Microsoft, mas os remakes ainda estão fora da discussão. Discutir a inclusão de uma plataforma de arquitetura semelhante em uma equipe já atarefada é um assunto complexo. Incluir remakes no assunto tornariam a situação ainda mais caótica.”.
De qualquer forma, você sabe o lugar de jogar Kingdom Hearts 3 com certeza: O Sony PS4.
Sim… mais Zumbis! Resident Evil HD Remake está chegando, com versões para PlayStation 4, Playstation 3, Xbox One, Xbox 360 e PC. Na Sony você pagará R$ 41, enquanto na Microsoft o jogo sai por R$ 39 e no PC terá o preço de R$ 40. Para quem não leu aqui no mini “Resident Evil HD Remaster” é uma versão remasterizada do remake do primeiro jogo da icônica série de ‘survival horror’, lançada originalmente em 2002 para o Nintendo GameCube. Ou seja… Remake do Remake.
Entre as novidades do jogo estão a possibilidade de escolha de câmera – a clássica do game original ou uma mais livre -, além de resolução 1080p no Xbox One e PlayStation 4.
Você já ouviu falar do XBOX Productions? Apresentada naquela E3 “maravilhosa” de 2013 (que quase implodiu o console antes mesmo do lançamento dele), o Xbox Entertainment Studios tinha como objetivo produzir conteúdo em vídeo original para a nova plataforma: filmes, séries e reality shows que seriam exibidos em formato digital no Xbox Live. Capitaneado por Nancy Tellen, ex-presidente da rede de televisão CBS e tendo como líder criativo Elan Lee, o sujeito por trás da campanha “Why So Serious?” do longa-metragem “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, a produtora tinha tudo para dar certo: O dinheiro da Microsoft, a experiência da galera e boas franquias, com um canon pesado por trás.
Infelizmente (ou… felizmente, na minha modesta opinião) o público não comprou a ideia de que o Xbox One era uma central de entretenimento, e não apenas um videogame, e também não botou muita fé no Xbox Entertainment Studios, mesmo com o envolvimento de grandes nomes da indústria cinematográfica, como Steven Spielberg e Ridley Scott. Some a isso a guinada que Phil Spencer deu ao departamento de XBOX (deixar as produções transmídia de lado e focar o Xbox One como plataforma de jogos) e a Microsoft resolveu estancar a ferida; a produtora fechará as portas assim que Halo: Nightfall (que, diga-se de passagem, é MUITO xexelento) terminar.
O xexelento trailer da série xexelenta do canal xexelento que vem com o sensacional Master Chief Collection
A produtora deixa como legado todo o material do Halo Channel (ruinzinho em sua maior parte e não de perto no nível dos Vidocs que eram feitos pela Bungie) e o documentário “Atari: Game Over” que é bem raso.
Xbox Productions… se Halo: Nightfall for alguma indicação… você já vai tarde.
Se você tem um XBOX One você PRECISA ter Halo: Master Chief Collection. E se você tem Halo: MCC você tem que jogar ele no multiplayer.
O problema é que não dá. Desde o lançamento. Desde o dia 11 o multiplayer simplesmente não funciona!
E agora… vai demorar ainda mais!
Prevista originalmente para amanhã (19), a atualização corretiva para o modo multiplayer foi adiada pela 343. “A atualização de conteúdo prevista para quarta-feira, 19/11, será lançada mais tarde nesta semana”, disse a produtora no site oficial de “Halo”.
A produtora justificou a demora pela necessidade de adicionar novas correções e de completar os testes e certificações do ‘patch’.
“Essa atualização inclui uma série de correções em todo o jogo, inclusive para as questões das partidas online, interface do usuário em geral e melhorias na estabilidade, além de correções para problemas específicos de ‘Halo: CE’, ‘Halo 2’, ‘Halo 2: Anniversary’ e mais”.
O estúdio mais uma vez se desculpou com os usuários e agradeceu a paciência enquanto os problemas com o multiplayer de “Master Chief Collection” persistem. Uma atualização de 45 mega saiu hoje, de qualquer jeito, que corrigiu os problemas dos terminais e permite que todo mundo (finalmente) consiga assistir Nightfall – a série de Ridley Scott sobre o universo Halo.
Ok! Agora que HALO: Master Chief Collection está “jogado”, embora eu tenha todos os jogos que estão “remasterizados” nesse pacote, consigo entender que HMCC é o primeiro jogo essencial do XBOX One.
Também é um pouco desapontador se olhado sobre certos ângulos.
Vale lembrar nesse ponto que, ademais eu e o dono do XBONE tenhamos tido uma boa experiência com a coleção, assim como com os jogos originais, NÓS NÃO TESTAMOS ABSOLUTAMENTE NADA DO MODO MULTIPLAYER de HALO: MC Collection.
NADA – NIENTE – ZERO
Isso se deve a uma combinação única de EU não ter mais Live Gold, ELE nunca ter tido Live Gold e nosso interesse principal ser o modo single player. Assim que eu conseguir jogar o modo multiplayer (ou como guest na casa de alguém ou quando Battletoads se juntar a Killer Instinct na minha lista de coisas que preciso jogar num XBOX One, e eu acabar comprando um) eu farei um review dele. Se o restante da coleção for um presságio, ele não deve ser muito diferente do multiplayer de Halo 4 (cujo review você pode ler aqui).
Então vamos lá, por partes. Quando você ativa sua cópia de Halo: Master Chief Collection (que vou passar a chamar de HMCC) você é apresentado a uma bela animação, com cortes de todos os games da série, com especial atenção ao centro da coleção, que é Halo 2 Anniversary, seguido de acesso ao HUB principal. O Hub é literalmente o coração de HMCC: dele você acessar qualquer um dos 4 jogos, o multiplayer, as listas de desafio (challenges) e as listas de jogos (playlists). Todos os 4 jogos da coleção (Halo: Combat Evolved Anniversary Edition, Halo 2: Anniversary Edition, Halo 3 Remastered e Halo 4 Remastered) estão disponíveis em abas próprias, com todas as caveiras disponíveis para ativação imediata (encontrá-las nos games ainda rende achievements) e todos os capítulos e estágios prontos para serem acessados imediatamente – ou seja, se você entrou aqui para jogar “Girls like armor plating” de Halo 2 (terceiro ou quarto estágio do segundo capítulo) você pode, direto do Hub principal, sem nem mesmo ter jogado Halo 2 ainda. Além disso você pode usar as playlists para jogar só as missões com espadas (Blades), só as missões com veículos voadores (Wings), só as missões com o Hog (um modo carinhoso de chamar o Warthog – o “jipe” principal da UNSC) (Hogs), entre dezenas de outras permutações. Não só isso mas você ainda pode criar suas próprias listas e deixá-las disponíveis para seus amigos na Live – e as playlists criadas pela 343 tem achievements próprios, separados daqueles dos estágios principais (aqui vale uma explicação: se você jogar um estágio qualquer de uma campanha, pela primeira vez, através de uma playlist, e aquele estágio tiver uma conquista qualquer que pode ser realizada nele, por exemplo “Midnight Launch” de Halo 4, e você atingir os requerimentos da conquista, você ganha a conquista e ponto final. Mas com uma única exceção entre as playlists, estágios e capítulos completados em Playlists não liberam seus respectivos achievements).
O principal modo de jogo, inclusive, é uma playlist, por assim dizer: The Master Chief Saga é uma playlist muito especial que soma os 4 jogos com cenas extras que explicam o que aconteceu depois de Halo 4, como os acontecimentos de Halo: Infinity se encaixam na campanha e como o personagem de Halo 5, Locke, caiu de paraquedas em tudo isso. Essa é a única playlist onde, por motivos óbvios, terminar a capítulos e estágios rendem seus respectivos achievements.
Por motivos óbvios eu não terminei essa playlist e estou muito curioso sobre a história externa aos 4 jogos.
Tá… tudo isso é muito legal… mas e os jogos Marcel? Então… e aí que a porca torce o rabo… por assim dizer; você pode gostar ou não disso, mas eles são muito parecidos com suas versões de 360.
Halo 4 é quase que exatamente igual ao jogo de 360. Quase mesmo – as diferenças são menos nítidas do que foram em Assassin’s Creed IV ou Titanfall, por exemplo. As texturas estão um pouco melhores, a iluminação funciona melhor, as sombras não tem um atraso característico do PS3/XBOX 360 e o jogo roda liso em 1080p. A maior diferença gráfica, que todo mundo vai notar, principalmente se tiver um TV de Led com um refresh alto, é quão mais rápido e fluído o game ficou em 60 fps. Halo 4 já era um game extremamente bonito e atraente em sua concepção, levando o hardware do 360 ao limite, e agora, mais rápido e ágil , ele é um game ainda mais incrível. Caso você não tenha tido a oportunidade de jogar Halo 4, aqui está o review do mesmo aqui do Mini.
Halo 3, provavelmente por ser mais velho, tem diferenças bem mais notáveis, mas ainda assim não tão extremas. De novo, a principal diferença é quão mais fluído e limpo o jogo fica rodando em 60 fps, principalmente em cenários abertos como os do entorno da rodovia ou no combate com vários Scarabs. Ainda assim eu tenho a constante sensação que as texturas de Halo 4 e/ou Halo: CE Anniversary, foram aplicadas sobre as texturas originais de Halo 3. O jogo parece mais, na falta de uma palavra melhor, colorido, com imagens mais vivas e uma iluminação bem melhor do que a original (jogadores e inimigos tem sombras dinâmicas em formato correto dependendo do ponto de iluminação – isso torna certas cenas, perto de chamas, extremamente mais charmosas de jogar). Ainda é Halo 3 e, se você não gostava do game no 360, as mudanças feitas nessa versão não vão fazer de você um fã.
Halo: Combat Evolved Anniversary Edition é um caso engraçado: ele é a melhoria de uma melhoria! Sua versão “original” lançada em 2011 para o 360 já era um remake do Halo original de 2001, lançado para o XBOX Clássico. E como ele ficou nessa versão?
Em uma palavra? Esquizofrênico.
Halo: CEAE era um remake de um game feito com um novo motor gráfico trabalhando em uma geometria que tinha 10 anos quando ele foi feito. Já ficou “excêntrico” lá atrás, mas quando você adiciona uma série de novas tecnologias a essa mistura a excentricidade fica ainda mais acentuada. Iluminação se comporta de uma forma em ambientes fechados e de outra em ambientes abertos, o aumento de resolução deixou claro que diversos efeitos cosméticos foram aplicados a objetos e não fazem parte do cenários (por exemplo o efeito de jogar cascalho ou areia para cima e para trás, quando um Warthog começa a se mover, fica claro que o efeito foi aplicado aos pneus , não ao ambiente) e a animação dos personagens é simplista e antiquada quando comparada com a de Halo 3 e Halo 4. Ainda assim é um dos meus jogos favoritos e o que eu mais tenho vontade de jogar de novo, com espaços enormes abertos, muita exploração e uma história extremamente interessante que mudou o conceito de fps em consoles. E o jogo rodar macio a 60 fps não machuca em nada a diversão. O review do Mini do game aqui.
Música e controle nestes três games permanecem exatamente iguais ao que eram no 360: Perfeitos!
E o cerne da coleção: Halo 2 Anniversary. Eu tinha muita esperança que Halo 2 Anniversary saísse ainda para o 360 – mas a César o que é de César, essa versão do jogo é muito muito boa. Um colírio para aqueles que, como eu, consideram este o jogo mais importante do XBOX Clássico. Lançado no aniversário de 10 anos da versão original Halo 2 Anniversary traz a campanha refeita com gráficos de ponta, mas utilizando as mesmas vozes (salvo para cenas novas, onde os atores originais foram chamados para realizar suas vozes de novo) e as mesmas músicas e efeitos sonoros, para trazer a experiência de Halo 2 para uma nova geração. Ainda contém o mesmo final em aberto (feito as pressas porque a Bungie não teria tempo de finalizar o game como ela havia sido originalmente concebido a tempo de entregá-lo para Novembro de 2004) e ainda contém diversos momentos de diálogo que vão fazer você coçar a cabeça em completo descrédito, mas, por outro lado, ainda contém as incríveis, longas e fantásticas imensas cenas de ação, com o super mega power ultra vitaminado Master Chief chutando traseiros pela terra e além. As cenas em CG, feitas pela mesma equipe da Blur, que as cenas extras criadas para ligar esse game a Halo 5 Guardians, são de explodir a tanga da menina dos olhos!!! Meu Deus!!! Eles conseguiram me deixar realmente amedrontado com o líder do Flood, o Gravemind, que deixou de parecer um tentáculo verde e agora parece algo saído de um livro do Lovercraft (Dentes… Dentes por todo o lugar).
O nostálgico primeiro estágio!
As cenas lado a lado!
Considerando a qualidade gráfica, sonora e de controle de Halo 2 Anniversary, ele, sozinho, já valeria o preço que está sendo pedido pelo conjunto todo. Somando a média de 10 horas de cada campanha e desconsiderando as playlists e o multiplayer já são 40 horas de single player (ou multiplayer cooperativo) da mais alta qualidade pelo mesmo preço que você teria um Collofeduti da vida. Se você juntar as mais centenas de horas (centenas… eu e meu pelotão temos centenas de horas de Halo:Reach em nossas cabeças – descubra aqui porque) que você terá de diversão no muliplayer HMCC se torna uma compra imprescindível no console da Microsoft. Se você tem um XBOX One esse é um jogo que você tem que ter. De qualquer jeito.
Let’s finish the fight…. Again…
PS: Pedimos desculpas por não ter “XBOX Record This” nada… mas o Kinect dele está desmontado desde o dia que a atualização permitiu.
Os sapos mais homicidas e violentos do mundo podem estar a caminho do seu XBOX One! A Microsoft registrou um novo controle de uso da marca Battletoads (que pouca gente sabe pertence a RARE… sim… a RARE… aquela que a Microsoft comprou e usou para fazer jogos de Kinect) com extensões a sites e tudo mais.
Segundo um porta voz da gigante dona do XBOX “A Microsoft sempre tem uma série de projetos correndo paralelamente dentro da empresa. Dessa forma reativamos marcas e ideias o tempo todo. Não temos nada a declarar além disso no momento”. Mas antes de deixarmos o assunto esfriar dois usuários do NeoGaf conseguiram hackear o sistema de patentes americanos e ter acesso total ao PDF do pedido da Microsoft.
E ele diz, em letras garrafais:
Type of product: Game Software (Tipo de produto: Jogo de videogame)
Market launch: November 2015.
Se isso estiver realmente acontecendo… e, pelos deuses, que isso esteja realmente acontecendo… Vou ter 3 razões para ter um XBOX One!
Talion é meu novo personagem favorito no power universo criado por Tolkien – E ELE NEM APARECE NqOS LIVROS OU FILMES. Essa é a reação que muita gente vai dividir comigo quando Shadow of Mordor atingir ainda mais público; porque depois da gloriosa adaptação cinematográfica da trilogia de livros mais famosa da língua inglesa, esse jogo a melhor coisa que surgiu com o nome “The Lord of the Rings” em todos os tempos.
“Poxa Marcel! Mas o jogo War in the North, de XBOX 360/PS3, era tão bom!”. Era sim, linda voz desincorporada que mora na minha cabeça, mas quando comparado com esse jogo ele é como a beleza de Arwen comparada com a beleza de Azog (Só para vocês, possíveis não fãs da trilogia que tropeçaram no meu review: Ela é uma elfa de beleza ancestral – interpretada no cinema pela Liv Tyler – e ele é o líder dos Orks no Hobbit – interpretado por um cara musculoso coberto por efeitos especiais).
Enquanto os jogos anteriores da Trilogia, ou que se passavam no universo de Tolkien, se dividiam entre RPGs horríveis (The Third Age, do GameCube/PS2/XBOX Original e Lord of the Rings, do SNES/Super Famicom) e jogos de ação de qualidade variável (alguns muito bons, outros nem tanto) o novo jogo invade o universo dos jogos de aventura de mundo aberto, bebendo fortemente em Batman Arkham City, também publicado pela Warner, para estrutura de campanha e sistema de combate. E embora Haters possam dizer que Shadow of Mordor é, essencialmente, Batman na Terra Média, a “vibe” do jogo é completamente diferente da impecável trilogia de games da Rocksteady com o Cavaleiro das Trevas.
Para começar com o nível de violência. Todo nerd que valha seu peso sabe que o Batman não mata, nunca, por nenhuma razão. Já o Ranger Gondoriano Talion não tem o menor problema com decapitar, rasgar ao meio ou enterrar flechas elficas em crânios – Orks não são pessoas para nosso herói. Além disso, embora o controle seja muito parecido com o do Arkham, Talion tem todo um peso em seu movimento que não lembra a agilidade e graciosidade de Batman, muito pelo contrário: Quando começa uma sequência ou agarra um inimigo Talion se comporta muito mais como uma locomotiva do que como um guerreiro ágil e resistente.
Meu Deus! Onde estão os meus modos? Olha eu falando sobre Talion sem nem apresentá-lo! Pois bem… o protagonista de Shadow of Mordor é um capitão do Ranger das Muralhas de Mordor, Talion, que vive literalmente na sombra da montanha da perdição, na área limítrofe do reino negro de Sauron, com sua esposa e filho. Quandos os três, sim… você leu certo, os três, são mortos pela mão negra de Sauron (um poderoso místico que aprendeu com o necromante, uma das formas físicas do senhora da escuridão) para a realização de um ritual, Talion fica preso no mundo espiritual que Frodo visitava quando colocava o um anel. Entre a vida e a morte, travado em um mundo espiritual, Talion forma uma aliança frágil com um antigo espectro élfico sem memória e, com seus poderes, retorna ao seu corpo. E vira o Zumbi mais violento da terra média, um herói trágico, em busca de impedir o retorno de Sauron e evitar a morte de mais famílias.
Putz… ele soa mesmo como um Batman da Terra Média…
Enfim… Cavaleiros das Trevas ou não, Shadow of Mordor é lindão! Lindão! Os gráficos são limpos e bonitos, com detalhes bacanas e boa variação (Mordor inteira, ao contrário do que é mostrado nos filmes, não é um descampado rochoso – há florestas, planícies verdejantes e desertos). A animação dos personagens e inimigos é primorosa e muitíssimo bem feita e as texturas tem uma qualidade excelente. A física da capa e das armas do ranger são muito legais e todos os Orcs, do mais simples arqueiro ao mais terrível General, tem seus próprios trejeitos, vestimentas e tudo mais. O departamento gráfico não faz feio nem quando você viaja para o monocromático mundo espiritual, que faz as vezes da visão investigativa da trilogia Arkham, com um mundo cheio dos ventos cortantes que açoitavam Frodo e quem mais usasse o anel. É muito muito muito bom!
O som também não deixa nada a desejar e explode nos seus ouvidos como manteiga derretida… mas… para ouvidos… Ok… essa não foi uma comparação muito boa; acredito que manteiga derretida no ouvido deve ser imensamente desagradável. Então pense na versão auricular de comer um delicioso pãozinho quente coberto com manteiga deliciosamente derretida. É fantástico sem ser presunçoso e empresta várias melodias do filme sem ser uma cópia direta e mal acabada. E não só as músicas são incríveis: efeitos sonoros são muito bons e as vozes maravilhosamente bem escolhidas. Este é um jogo Triplo A no qual foram gastos milhões – e o efeito é transparente em gráfico e som.
No final, por mais que se tente, não dá para se negar que a equipe da Monolith, criadora do jogo, jogou Arkham City a exaustão e falou “Vou fazer mas com senhor dos anéis”. Mas mesmo assim Shadow of Mordor é muito muito bom – como os clones decentes de God of War, ele pega o que realmente funciona no jogo original e completa com uma cornúcopia de ideias novas. A história é muito bem escrita e bastante adulta e pesada, os personagens são carismáticos e a milhares de pequenos toques que mostram que os criadores amavam profundamente o mundo universo. Um dos melhores jogos de 2004 com louvor; pegue essa mistura de Assassins Creed, Batman e Senhor dos Anéis e venha para Mordor… você não vai se arrepender!