Jogando: Metal Gear Rising: Revengeance

Quando um jogo precisa inventar palavras para se identificar você tem uma das duas situações: Ou isso vai ser horrível ou vai ser genial. Revengeance, o novo Metal Gear, criado na junção das mentes de Hideo Kojima e a equipe responsável por Bayoneta, é, felizmente, um dos casos do último.

Esqueça Devil May Cry e os outros jogos de ação no estilo Hack and Slash lançados desde do refrescante Bayoneta, todos eles acabam de ficar obsoletos de uma vez só! Metal Gear Rising literalmente cortou a concorrência pela metade! E, se como eu, você tinha problemas em aceitar aquela bichinha do Raiden na época do Metal Gear Solid 2, prepare-se para vê-lo retornar como um dos personagens mais Bad Ass da franquia – sim… mais que Solid Snake (Big Boss continua ainda mais Bad Ass).

E vamos falar do ponto mais forte logo de início: A jogabilidade. Metal Gear Rising coloca você no controle de um super ninja cyborg, equipado com uma espada sônica vibratória de mono filamento, capaz de cortar essencialmente qualquer coisa, em uma velocidade alucinante. Raiden tem um botão de ataque rápido, um de ataque pesado, um de salto, um de defesa e o dash, a famosa corridinha – combinando tudo isso você terá um dos mais complexos, e recompensadores, sistemas de combate criados no últimos tempos. Somado a isso você pode, a qualquer momento, dando um toque no gatilho esquerdo superior, deixar o tempo imensamente lento e controlar, com o analógico direito, a direção que Raiden disparará golpe atrás de golpe, num sistema chamado 斩 夺 Zan Datsu literalmente, “Cortar e levar” . Vez por outra, no meio da sequência Zan Datsu, o botão círculo ou B aparecerá, e se você apertar o botão correspondente, no momento exato, você arrancará a fonte de energia do cyborg inimigo e a destruíra, em uma ceninha muito animal, aniquilando o inimigo, não importa o tamanho do último.

Graficamente MGR é sensacional. A engine ainda é a mesma de MGS4 e as texturas continuam antigas e lavadas em algumas partes, mas a animação é primorosa, a física inimaginavelmente funcional e os detalhes realçam os cenários, diga-se de passagem bem lineares, tornando-os mais vivos e fluídos. O som é bom, mas não é nada para se escrever para a casa – com o ponto alto sendo a voz dos principais personagens, entregues por atores convincentes. O controle é perfeito, como tudo mais criado pela Platinum, e é tão gostoso de usar que é quase sexual.

A história ainda é uma maçaroca de informações digna de um mangá, que exige que você tenha jogado MGS4 para entender completamente, mas dá para sintetizar mais ou menos assim: Depois da destruição do sistema dos Patriots, que controlava as Private Military Contractors, ou PMCs, grupos paramilitares que lutavam as guerras no lugar dos países, a tecnologia dominada pelo PMCs se espalha pelo mundo e centenas de pequenos grupos de ladrões bandidos começam a surgir armados com partes cibernéticas. Raiden, agora ainda  mais incrível, faz parte de um grupo de proteção que é atacado enquanto tomava conta do presidente esquecível de um país africano – que é morto na sua frente. Com um novo corpo Raiden vai atrás de vingança e descobre um plot complexo que envolve o domínio mundial e a possível construção do Outer Heaven. Se você jogou todos os MGS assim como os games de PSP, talvez você tenha uma chance de entender a história. Se não o fez… esqueça. Curta o game como um bom jogo Hack and Slash de ficção cientifica.

E curtir você provavelmente irá, Metal Gear Rising: Revengeance é um excelente jogo. Realmente bem feito, com um time de responsa trabalhando com paixão por trás, e transpirando qualidade. Mesmo que Metal Gear não seja a sua praia, de uma chance ao jogo. Você provavelmente não vai se arrepender.

Jogando: Aliens: Colonial Marines

A crítica profissional tem sido imensamente dura com Aliens: Colonial Marines, o novo jogo da softhouse GearBox, responsável por joias como Borderlands (e seu imensamente viciante sistema de jogo diablo-on-fps) e lixos como Duke Nuken Forever (embora nem toda a culpa seja deles, nesse caso): O jogo foi chamado de antiquado, bugado, feio e feito as pressas. Uma parte dessas afirmações é verdade, mas esse não é um jogo ruim.

E o problema para isso começa lá no material fonte.

Aliens, ou Alien: O Resgate, como é conhecido no Brasil, é um filme fantástico entregue ao mundo em 1986 pelas mãos do fantástico James “Olha mãe eu fiz Avatar” Cameron. É uma das mais competentes e bem feitas obras de ficção científica de todos os tempos e a continuação de um dos filmes mais badalados pela comunidade Sci Fi, o sacro-santo Alien, de Ridley Scott. O filme é tão incrível e conhecido que suas frases, equipamentos, sons e atmosfera, além de conceitos de aplicação de terror psicológico e escassez de recursos, foram utilizados e reutilizados ao longo de anos, em centenas de formas, ao longo de dezenas de mídias. Sim, mesmo que você nunca tenha assistido Aliens, se você jogou Halo (principalmente o primeiro), Resident Evil ou algum filme onde um grupo de civis + soldados tem que se virar para sobreviver a um monstro, e gostou, agradeça a essa mega sucesso da década de 80.

E esse é parte do problema. O material fonte, que a Gearbox teve acesso livremente e utilizou de maneira magistral, é TÃO bom, que ele pede por níveis quase impossíveis de qualidade. Você já viu Aliens, já viu centenas de pessoas melhorando cenas de Aliens, então voltar a ter simplesmente… Aliens, sem o efeito nostalgia, é uma retomada meio dura.

E esse é o principal ponto deste jogo: Você gosta de Aliens? Lembra de algumas das frases? Se lembra dos principais trechos do filme? Lembra o primeiro nome do Ricks? Ou do Androide?  Então você, assim como eu, vai gostar desse jogo. Agora, se a resposta a essas perguntas for não, infelizmente você não terá um tempo tão bom com Aliens: Colonial Marines. Porque, essencialmente, esse é uma continuação de Aliens que tem 6 a 7 horas de duração e acontece de estar em um formato interativo.

Tudo no jogo é voltado para te contar essa história… e é uma boa história. Não é excelente. Não é a história que vai mudar sua percepção da franquia. Mas é uma história interessante e bem ambientada em um universo relativamente charmoso. E se for uma história que você quer o jogo vai lhe divertir. O duro é que, como dizem, o problema são os outros… os outros itens que compõe o jogo!

E esses problemas começam nos gráficos. No PC os gráficos tem quebras feias em vários pontos, usam texturas lavadas ou mais antigas em outras e tem muitos slowdowns. No Xbox 360/Ps3 a situação fica ainda pior – a velocidade cai para baixo dos 30 frames toda vez que tem mais de 4 ou 5 inimigos na tela, as texturas demoram para carregar (um tempo bem longo) e a animação dos personagens é quebrada e estranha. Você verá pedaços de inimigos e colegas atravessando paredes, descobrirá que não consegue terminar determinados trechos devido a inimigos ou itens que não surgiram completamente ou surgiram dentro de objetos, etc… E se a parte gráfica é uma bagunça, a inteligência artificial vai acabar com uma boa parte da sua diversão – os Xenos se comportam como esquilos, saltando em frente aos seus tiros sem se preocuparem com usar o ambiente (como faziam nos filmes) ou em criar estratégias.E se os Xenos, que são animais, se comportam assim, os membros da equipe de segurança da Weiland Yutani conseguem ser ainda piores – em vez de se comportarem como soldados de elite altamente treinados, eles se comportam como micos de circo vestindo Kevlar. Um deles fez uma pirueta, a la Neo e Trinity, saindo da cobertura, atirando com uma das mãos, enquanto outro, portanto um lança chamas, continuou caminhando na minha direção enquanto era, literalmente, cortado por fogo da minha Smart Gun. Quem a Weiland contrata? Suicidas?

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Some a isso vários glitches, como portas que não abrem, encontros que não carregam (deixando você andando a esmo no mapa) e problemas graves de detecção de colisão,  um sistema de armas advindo diretamente de 1990, com seu personagem carregando consigo um carrinho de mão de armas (como na época de Doom e Duke Nuken 3D) e você começa a perceber que a Gearbox, aparentemente, não teve tempo para terminar o game. Graças aos céus o som é magistral e capta maravilhosamente a atmosfera proposta… mas mesmo assim, ficamos no 3X2. E essa é uma condição bem complicada para um jogo que custa R$ 180,00.

Em suma, Aliens: Colonial Marines, vale uma locação. Se você for muito fã da franquia Alien, e muito, muito, muito mesmo, fã do segundo filme, talvez valha uma compra. Mas, de resto, é um jogo cinemático com uma boa história que, infelizmente, não entrega nem metade do que prometeu com Trailers e entrevistas.

Como diziam o Hudson “Game Over Man, Game Over…”

Jogando: DMC – Devil May Cry

Eu sempre digo que lojas de videogames tem de estar equipadas, e com funcionários treinados, para certas eventualidades. As vezes uma pessoa sabe apenas que o novo namorado/namorada/ficante/amigo/amiga/irmão/irmã gosta de games e animes… mas não sabe exatamente o que ele/a joga. “Ah.. ele gosta de Zelda e Mario.. mas.. acho que ele já tem todos esses… o que é legal?”.

Percebam que, no exemplo acima, um bom atendente deveria ter recomendado algo que lembrasse as mecânicas de Zelda (como Darksiders ou, de longe… bem de longe, um Uncharted) ou de Mario (Rayman, Crash, etc…)… ou … falhando tudo o mais… apresentasse uma outra franquia da Nintendo para a pessoa.

Dado tudo isso, por que eu estou olhando para a caixa de DMC – Devil May Cry da Capcom? Quando foi que isso virou algo parecido com Zelda ou Mario? Há… e se o cara costuma comprar aí vejam no seu cadastro o número de jogos que ele compra de PS3 VS XBOX 360 – talvez desse uma pista da plataforma que ele usa mais! Enfim… ao review…

(E para aqueles que estão reclamando de eu estar fazendo um review de um jogo de mais de um mês atrás lembrem-se: Eu não tenho dinheiro para comprar todos os jogos que saem e estou limitado a fazer review do que eu jogo!)

Devil May Cry é uma série que nasceu na tentativa de Shinji Mikami de fazer um Resident Evil 4 digno do nome. Ele queria mandar para o inferno o sistema de controle Tanque e o sistema de item complexo e chato dos jogos da franquia, até então, em favor de um sistema de jogo mais rápido e maleável. Tomando um castelo europeu como setting a equipe começou a trabalhar na tentativa de tornar o jogo emocionante e rápido… além de pavoroso. Ele conseguiram 2 das 3: O jogo ficou rápido e emocionante, mas não importava como o cenário fosse construído ou o que fosse feito com a ambientação, o medo simplesmente não estava lá. Insatisfeito em simplesmente abandonar todo o trabalho feito Mikami pegou o conteúdo, abandonou a ideia de um Resident Evil e partiu na criação de uma nova franquia, com o amada/odiado filho de Sparda, o meio demônio Dante. E suas milhões de acrobacias, tiros, piruetas e movimentos.

Devil May Cry se tornou uma série de sucesso baseada em 2 jogos estelares (Devil May Cry 1 e 3) e um não tão bom (2). A franquia chegou ao 360/PS3 cheia de regalos tecnológicos e assustando com gráficos obscenamente bonitos para a época – mas com um estilo de jogo e um conteúdo que, se garantiam grandes vendas no PS2/XBOX, pareciam lugar comum na nova geração. Devil May Cry se viu, subitamente, lutando para continuar relevante. A Capcom ficou insatisfeita com as vendas e trancou seu produto numa sala escura (para ele aprender a vender mais) e começou a procurar uma saída para a situação.

A saída veio mais de 5 anos depois pelas mãos da britânica Ninja Theory – a mesma empresa de Heavenly Sword e Enslaved. A ideia “genial” da empresa? Reinventar Devil May Cry em uma roupagem mais moderna e mais “emo”! Eu juro que, quando fiquei sabendo que Dante passaria a ser um adolescente emo de cabelo preto espichado e com raivinha do mundo… eu fiquei um pouco preocupado.

Agora que eu joguei inteiro, e ganhando de presente, ainda por cima, eu consigo respirar mais aliviado e dizer a todos os fãs: Esse não é o Devil May Cry que vocês estão acostumados!

É muito muito muito muito muito melhor!

O novo DMC traz um Dante absurdamente mais vazio e imbecil que o bad ass champ de Devil May Cry normal. E a ideia de que ele é meio anjo meio demônio, ao invés de Meio demônio Meio mortal faz com que ele perca mais um nível de contato com a humanidade – o que não ajuda em nada a causa do novo Dante. Só que o universo em volta dele é tão tão bom… milhas melhor do que o pseudo universo medieval com tecnologia bélica dos Devil May Cry anteriores. Aqui o mundo mortal é uma versão Orwelliana do nosso mundo, com um estado opressivo e dominador utilizando das mídias para controlar os mortais. E os piores inimigos do jogo tem posições sociais e políticas extremamente interessantes por cima de suas posições de monstros desumanos. Eu ainda acho que a posição de Vergil ser um cara desonrado e horrível é péssima  e que a piada com o cabelo branco (“Nem em um milhão de anos!”) só ficou engraçada para as pessoas que gostaram mais do novo Dante…

… mas em termos de atmosfera esse novo DMC é bem melhor que suas contra partes anteriores. E a ação, ponto central do jogo, continua imensamente rápida e feroz, com armas de fogo quase que inúteis e Dante tendo que contar com imensas combinações de golpes de espada, foice, chicotes e chackras, entre outros, para derrotar seus inimigos. Nos níveis de dificuldade iniciais os movimentos saem com facilidade e o controle flui, com os combos chegando facilmente em nível S e dando milhares de pontos para o jogador. Quando o nível de dificuldade é alterado, no entanto, o jogo virá um inferno, com inimigos quase impossíveis de derrotar e com um XP nanico vindo, a menos que você seja perfeito. Se você é um louco por desafios… chegue junto!

Graficamente o jogo não é tão bonito como Dead Space 3, que você tem que apertar o Start várias vezes, e ver o jogo pausar, para acreditar que está jogando um game – mas os gráficos fazem seu serviço de forma interessante e a combinação de cores fortes com tracejado escuro cria um estilo único para o game. A animação é ímpar e a quantidade de partículas voando e uma coisa de outro mundo, com slowdowns propositais. O som também cria um estilo totalmente particular… com apenas um ponto que eu acho que merecia uma olhada mais particular de vocês. Essa éa música tema, com o clipe dela que aparece no jogo (e que você tem que assistir):

Sei lá… eu gostei. Mas eu sou fã de bruxinhas! Mas não entendo o que tem a ver com DMC.

No mais o jogo é bom. Não é excelente mas é um jogo de ação com uma história interessante e com um estilo de jogo imensamente gostoso. Não me enervou para fazer os combos, como o antigo Devil May Cry fazia mas o Dante novo fez o jogo perder pontos. Ainda é altamente recomendado para todos que gostam de super lutadores imensos destruindo pessoas e objetos a toda envolta. Mas se você é fã da série antiga… vá com calma para não se desapontar!

 

 

 

 

Jogando: Halo 4 – SEM SPOILERS

Eu estou duas semanas atrasado para fazer o review de Halo 4. É muito muito provável que TODOS vocês já tenham jogado Halo 4 em algum lugar de alguma forma. Eu não acho que meu review conseguiria afetar as vendas estratosféricas de Halo 4 nem se eu dissesse que o game vem banhado em uma sopa contendo um mistura exótica de Ebola com Febre do pântano venusiano…

… ainda bem, porque eu não vou falar nada nem perto disso.

Halo 4 é um evento. Um acontecimento. Não só uma entrada fantástica em uma franquia excelente mas um jogo que vai deixar a Live presa por meses tentando caçar cada pedaço, cada detalhe, cada ideia. É um jogo tão bom que, para realmente fazer justiça, teremos que comentá-lo por pedaços. Então vamos, primeiro, comentar o que permeia todas as áreas do jogo.

Primeiro vamos tirar o imenso elefante óbvio do caminho: Halo 4 é bestificante de tão bonito! O jogo, em todos os seus componentes (Single Player, Multiplayer e Spartan Ops), é lindíssimo. Texturas são riquíssimas, o sistema de luz e sombra é fora do comum, a iluminação é soberba e a animação é tão boa que beira um produto da porra da Pixar. A música também não deixa a desejar – vem pesada e constante, estraçalhando o seu ouvido com beleza ímpar.

O departamento sonoro é muito muito bom, no quesito som de armas, inimigos e efeitos de ambiente, já as vozes….

… putz…

… se você tiver a versão em Inglês o jogo tem vozes excelentes, feitas por artistas talentosos,  em um ambiente de trabalho claramente profissional com uma qualidade digna de cinema Hollywoodiano. Se, por outro lado, você, como muitos de nós, teve a infelicidade de receber a pérfida versão nacional do jogo, prepare-se para sofrer: Com exceção de Master Chief , Cortana, Palmer e Lasky as vozes foram muito mal escolhidas, soam completamente desprovidas de emoção e o estúdio responsável pela dublagem nem sequer se deu ao trabalho de acertar a sincronia labial. É horrível, péssimo mesmo, e assusta o jogador. E considerando que Reach teve um trabalho de tradução tão bom…

O controle é muito bom. Todos os Spartans correm agora (não é mais um poder de armadura), mantendo pressionado o direcional analógico esquerdo. A troca de arma continua no Y, a recarga no X, o ajoelhar no B e o salto no A… em suma, a mais do que fantástica configuração de Reach continua viva e forte em Halo 4. Os poderes de armadura são mais variados e extremamente uteis, indo de escudos de energia que são projetados na frente do jogador a visão através das paredes, passando pelos já conhecidos dash (aquele pequeno teleporte lateral) e jet pack.

Mas é na jogabilidade que a cuíca de Halo 4 ronca… e há três modos básicos no jogo:

Campanha

É o bom e velho Master Chief, Spartan John S-117, retornando a ação no planeta artificial Requiem após ficar a deriva no espaço por 4 anos. Ao longo da história o jogo muda tudo, absolutamente TUDO do que se pensava até então em termos de mytos de Halo, entregando um maravilhoso novo pano de fundo para a nova trilogia sem descuidar de entregar os personagens que conhecemos e amamos em novas situações. Não só isso mas a campanha ainda mostra a Cortana se humanizando cada vez mais enquanto caminha para seu Rampancy (um estado de loucura que as IAs no universo Halo alcançam após 7 anos) e o Chief movendo montanhas para evitar isso. É excelente e diferente de todos as outras aventuras no universo Halo, lembrando uma mistura fantástica de Halo: Reach com Halo 2.

 

Multiplayer competitivo

O multiplayer competitivo retorna muito mais rápido e visceral em Halo 4: as partidas são mais rápidas, os mapas são modificados para gerarem mais situações de conflito e encontros mais constantes entre os jogadores, os itens ficam visíveis em seus pontos de respawn, logo as pessoas se matam muito mais tentando chegar lá do que efetivamente pegando os itens! A duração dos escudos e da barra de vida foram severamente diminuídas em relação a Reach: Aqui, um bom tiro na sua cabeça, vai arrancar seu escudo. Um segundo tiro na sua cabeça, ou dois ou três tiros rápidos nas suas costas, vão acabar com você. E isso em todos os modos de jogo! Seja no King of the Hill ou no Infinite Slayer os jogadores vem para cima, com veículos, armamento ou as próprias mãos. E os novos poderes como a Pretorean Vision(que permite ver os inimigos através das paredes) ou o escudo de energia (que permite criar um escudo de controle de multidões, que segura tiros, na frente do Spartan) tornam ainda mais legais as partidas.

Agora, além de customizar sua armadura, é você quem escolhe que armas vai levar para a batalha e quais poderes vai utilizar a cada partida. E a entrada de modificadores (como escudo extra ou carregar duas armas primárias) e habilidades de armadura (como mais granadas ou mais munição) dão ainda mais estratégia ao já tático sistema de combate de Halo 4. O multiplayer cooperativo é o lugar para destravar partes de armadura, ter a bunda chutada por crianças de 12 anos que passam o dia jogando e se tornar um guerreiro. Espero você lá, soldado!

 

Multiplayer Cooperativo

Se os diversos modos do multiplayer competitivo não são muito a sua praia (que coisinha mais fofa da mãe… quer um biscoito e um travesseiro, neném?) tente levar seus amigos com você no incrível modo cooperativo Spartan Ops. Quando a 343 disse que iria eliminar o modo firefight de Halo 4 eu fiquei realmente desapontado, achando que havíamos perdido um modo extremamente divertido de jogo. Ah… quão tolo eu era! No lugar do firefigth com hordas de inimigos sedentos correndo atrás da sua carcaça você tem um modo história alternativo, feito para ser jogado por vários jogadores ao mesmo tempo (embora possa ser jogado sozinho – caso você não tenha amigos ou goste, muito, de sofrer), onde você joga com um Spartan que é parte do fireteam Crimson, fazendo missões para a comadante Sarah Palmer na superfície do planeta. A história tem diversas ligações com a aventura do Chief, mas não entrega absolutamente nenhuma informação que possa estragar a sua campanha (ao contrário… te instiga a jogar a Campanha e entender o que diabos está acontecendo ali). Um vídeo sai toda a segunda no final da tarde, junto com mais cinco missões (o conteúdo daquele episódio) – o vídeo te dá uma por cima da situação na Infinity e as missões são muito legais, bem mais divertidas do que matar hordas e mais hordas de inimigos sem direção que vem correndo para cima de você. Spartan Ops é muito… muito bom!

 

E no final? O que dizer de Halo 4 que já não tenha sido dito por todos os veículos de imprensa especializada no mundo do videogame? A única coisa que posso dizer é que Halo 4 é uma experiência – tem que ser vivido, agora, para ser entendido. É quase como comer uma macarronada de Vô em um dia frio, quando o prato acabou de sair naquele minuto e o queijo ainda está derretendo sobre o molho de tomate – e você está morto de fome! É gostoso sem ser cansativo, pode ser desfrutado em pequenas sessões e é tão bom que vai fazer as pessoas jogarem infinitamente. Eu estava jogando Reach até duas semanas atrás… agora me sentiria extremamente mal eu deixar para trás o multiplayer imensamente mais rápido e equilibrado de Halo 4 e voltar a ele. Jogue Halo 4 – sinta como é!

E divirta-se… Bom jogo a todos!

Jogando: Doom 3 BFG Edition

Eu estou fazendo um review de Doom. Eu estou fazendo um review de Doom?

É… eu ESTOU fazendo um review de Doom! Por mais estranho que isso possa parecer. Doom 1 foi fantástico em 1992 quando saiu pela primeira vez. Eu joguei em companhia de Michael, Marcus Vinicius e Thiago Franco, na casa do Vinicius e, assim que meu computador novo chegou, em junho daquele ano, consegui jogar em toda a glória em casa. A sensação de medo, o escuro, os inimigos surgindo as suas costas. É claro que o jogo contava com uma parcela de imaginação do jogador, principalmente devido aos seus gráficos bem simplórios, mas era um jogo realmente bom.

Doom 2 veio na esteira, em 1994 é tinha mais estágios, mais armas, mais movimentos, mais inimigos… enfim… mais tudo! E foi igualmente legal. O fato de ter fases secretas que só apareciam se você apertasse certos botões ou se usasse certas saídas do estágio tornaram o jogo ainda mais marcante. Quem consegue esquecer do código IDCLIP (para atravessar paredes) ou IDKFA (que dava todas as armas)?

Depois disso Doom adormeceu, deixando seu reino para seus promissores sucessores, como Duke Nuken 3D e, um pouco mais para frente, Quake. Por quase 10 anos nós não tivemos um Doom. Nós esperamos, esperamos e fomos, finalmente, recompensados: Doom 3 é um dos melhores jogos que eu já joguei. A história era muito legal, embora fosse bem simples e a base de marte tinha tudo para tornar a experiência ainda mais aterrorizante (tudo era realista e parecia um lugar utilizado por pessoas reais – tinha banheiros e áreas de descanso). Além disso a arquitetura do lugar permitia centenas de pontos escuros e cantos cheios de demônios e zumbis. Some a isso os relatos que você vai achar por toda a instalação, contando como a coisa toda foi para o espaço e você vai ter um senhor medo crescendo dentro de você bem rápido. Um sucesso de público e crítica que era usado para testar super PCs em 2005, Doom 3 era simplesmente animal!

E agora a ID deu a todos os fãs de Doom o pacote definitivo: Doom 3 BFG Edition. BFG vem do nome da arma mais poderosa que se podia conquistar nos games da franquia – uma sigla para Big Fucking Gun (ou, em tempos mais educados, Bio Force Gun) ou, em bom português, arma grande para caralho.  A super caixa vem com Doom Complete Edition (Doom  com 24 estágios a mais), Doom 2 Hell Edition (Doom 2 + a expansão Hell on Earth), Doom 3, Doom 3: Ressurection of Evil e o inédito Doom 3: Lost Missions – todos os jogos rodando a 60 frames por segundo e os últimos 3 receberam uma repaginada em HD fantástica! Pelo preço que está sendo cobrado é um negócio muito bom, principalmente se você nunca colocou as mãos em Doom 3, mas já aviso: a caixa não é perfeita! Loads demoram muito… MUITO… e saves ocorrem várias vezes quebrando a ação (o jogo para no ar e surge uma aba laranja na parte de baixo da tela avisando que o jogo está salvando), mas nada que vá desmerecer o imenso trabalho realizado pela ID e Bethesda.

Doom 1 e Doom 2 continuam divertidos e são uma verdadeira aula para os amantes de design de games, principalmente no quesito estilo versus conteúdo. É bem provável, na verdade aconselhável, que você vai gastar a maior parte do seu tempo nos 3 games em HD, principalmente em Doom 3. E o jogo ficou lindo… lindo! As texturas novas trouxeram um fôlego animal para o jogo e a iluminação do game, que já era fantástica em 2005, só ficou ainda melhor em um hardware mais poderoso. Se você só teve contato com a versão do PC rodando em uma máquina micheba ou a aguada versão do XBOX clássico você TEM que jogar este game… eu acho que é obrigatório por lei ou algo assim! ^_^

Uma facilitada foi dada para os novatos, no entanto. Na versão original de Doom 3 você tinha que, toda hora, trocar entre a lanterna e a arma que estivesse na sua mão –  agora isso acabou e o Marine tem uma lanterna presa no ombro. O nível de dificuldade dos games também foi baixado e mais munição foi distribuída pelos mapas. Além disso o Doom 3: Lost Missions traz 18 missões novas, envolvendo sobreviventes do esquadrão Alpha (você vai conhecê-los no Doom 3… )  em situações literalmente a beira do inferno – uma surpresa mais do que grata para os superfãs que já sabiam todos os mapas de cabeça.

No mais, Doom 3 continua fantástico. É lindo, assustador e dá uma aula de design e de criação de atmosfera. Quase tudo que tornou memorável jogos como Bioshock, Dead Space e Left 4 Dead começou aqui! Se você não conseguiu jogar agarre com todas as forças… vale muito a pena! Bom divertimento.. e se prepare para ir para o inferno!

Jogando: 007 Legends

Existem jogos excelentes que, por um descuido de design ou uma falha de concepção, acabam tendo pontos que indignam, cansam e frustram os jogadores: Eternal Darkness e Dark Siders. Existem bons jogos, que por um conjunto de falhas patinam em se tornarem melhores, e que, ainda por cima, tem pontos frustantes que irritam os jogadores além de qualquer chance de redenção: Goldeneye Reloaded e CoD5 . E exigem jogos ruins, como 007 Legends, que são esquizofrênicos e não conseguem realmente dizer a que vieram – e o que fazem, fazem mal feito.

Começando pela jogabilidade. Tudo, que não as seções em primeira pessoa, são escorregadios e mal feitos – quase como se estivessem ali apenas para tapar buraco. Dirigir os veículos é horrível e as seções em gravidade zero na última fase são penosas e chatas. Além disso as fases não contém uma grama de inspiração sequer, servindo-se de todos os clichês possíveis nos FPSs atuais sem conseguir animar, nem mesmo com a utilização livre de motes e momentos “Bondianos”. Você não vai se animar em derrotar ninguém em “Moonhaker” nem em encontrar Scaramanga – é simplesmente chato. Some a isso inimigos que recebem dano como esponjas, não tem pontos vitais (guardas de armadura podem tomar dois ou três tiros de pistola no rosto sem efeito aparente) e repetem animações iguais centenas de vezes, com uma inteligência artificial que os joga no meio de corredores enquanto balas pipocam por todos os lados… simplesmente horrível.

O controle cumpre o papel que deveria ter, mas não é nem perfeito nem inspirado. Pequenos delays ocorrem aqui e ali e por vezes você sofrerá quando comandos específicos forem necessários mas não forem mencionados em tela. O som é aceitável, com vozes convincentes, Daniel Craig e Judi Dench em seus papeis costumeiros e músicas que, se não são boas, pelo menos seguram bem a onda.

Graficamente o jogo é bem fraco. Texturas demoram a carregar e, por vezes, são muito pobres – porcas mesmo. A animação dos inimigos é risível e a a dos personagens principais são toscas – muito piores do que Goldeneye Reloaded ou, mesmo, Blood Stone. As armas reais ficaram bem feitas mas as armas imaginárias ficaram horríveis – a golden gun parece um isqueiro com uma ponta e a arma laser de “O Foguete da morte” parece algo feito pela Hasbro!

Em suma 007 Legends não convence. Tem problemas técnicos típicos de jogos feitos por empresas sem dinheiro, sem tempo, sem pessoal ou a soma dos três. É incrivelmente raso e não convence nem mesmo o mais ardoroso fã do espião britânico. Se você realmente quer um game envolvendo Bond, James Bond, tente Goldeneye Reloaded.

Ou melhor ainda: Ache um Nintendo 64, “espete” um GoldenEye 64 nele, e bom divertimento.

 

Jogando: Forza: Horizon

Eu normalmente mando muito mal em jogos de corrida. Some a falta de um volante a uma física avançada e minha natural inabilidade de manter qualquer coisa em uma pista (reta… eu não quero nem tecer comentários sobre minha relação com curvas) e vocês entenderão porque eu não tenho carteira de motorista (não… eu não dirijo!). Out Run (e seus filhotes Out Runners, Roadsters, etc…) tem sido a salvação da lavoura para mim: divertidos e jogáveis.

Dito tudo isso eu gosto muito da série Forza, principalmente de Forza Motorsport 4. Não o suficiente para gastar R$ 169,00 e comprar o jogo, claro, mas o suficiente para alugá-lo duas vezes. Auxílio de direção, demonstração de caminho na pista, inteligência artificial dos oponentes relativa a suas capacidades – Forza 4 estava na metade do caminho entre um arcade de corrida e um simulador e tentava trazer o melhor dos dois mundos. Eu ainda não era bom, mas pelo menos estava me divertindo.

Forza Horizon é meu novo favorito na franquia Forza. Não só por ser muito mais voltado para o Arcade, mas por ser uma obra prima do novo estúdio da Microsoft, o Playground Games, que foi formado com especialistas em jogos de corrida como a CodeMasters (da série Dirt), Criterion (da série BurnOut) e Bizarre (das séries Test Drive e Test Drive unlimited ). E tudo no jogo mostra o pedigree das escolas que trouxeram alguns dos melhores Racers da história do videogame.

A jogabilidade de Horizon é definitivamente aparentada com a de Forza 4, mas por default todas as opções que facilitam sua vida no simulador estão automaticamente ligadas nesta belezinha aqui: Auto centralização, frenagem automática, indicação de ponto de pista, indicação de troca de marcha, etc.. Você pode desligar todas essas facilidades, tornando o jogo muito mais difícil, se você for um louco por castigos, mas elas dão um sabor todo especial a Horizon, fazendo com que você consiga se concentrar em dirigir de forma enlouquecida por lindos vales e estradas desertas rachadas pelo sol.

E falando em cenários… pela tanga explosiva da tia Petúnia!!! Normalmente estamos acostumados a sacrificar conteúdo por gráfico ou vice-versa; aceitamos gráficos apenas medianos de “BurnOut Paradise” em troca daquela cidade enorme e aberta, assim como aceitamos a coleção apenas medíocre de pistas e modos de Dirt 3 em troca dos gráficos “fodásticos” que nos foram apresentados. Normalmente os jogos de corrida funcionam assim. Mas algum tipo de macumba programatoria foi utilizada para criar Horizon, que é enorme, imenso e cheio de vias e estradas sem deixar de ser um dos jogos mais lindos que eu tive o prazer de rodar no meu 360 (aliás… instale o game, diminui MUITO o loading!). Certamente o jogo de corrida mais bonito que eu já vi!

O controle é muito bom e foi construído de baixo para cima com a certeza que o jogador não teria um volante a mão: é fácil de aprender, gostoso de usar e permite que você se sinta um ás do volante com pouco tempo de treino (isso, claro, se você não tiver sido um imbecil teimoso que gosta de desafios e tenha desligado todos aqueles auxílios que eu listei lá em cima). O som foi muito bem trabalhado, com músicas suaves enquanto você passeia pela feira ou anda para cima e para baixo, em estradinhas bucólicas, procurando desafios, e vem para cima, cheio de metal, quando o negócio enlouquece de vez e vários carangas absurdas estão arrancando tinta da sua porta! Para melhorar isso tudo você ainda pode usar suas músicas no Pen Drive ou escolher qualquer uma das centenas de músicas disponíveis no próprio game – e elas são bem ecléticas! As vozes são bem usadas, combinam bem com os personagens e não entram no caminho da diversão – mais um ponto positivo.

O mapa é gigante e cheio de variação; embora o modo “Find a Ride” em que você vai para fazendas ou outros lugares remotos encontrar um carro todo detonado, gasta seus créditos (que você ganha ao fazer desafios e vencer corridas) consertando ele para, enfim, colocá-lo  na pista seja um pouco chato. No mais você pode melhorar seu carro com centenas de tipos de modificações (variando de carro para carro), enquanto tenta achar aquele equilíbrio delicado entre potência e capacidade de manobra. O jogo traz um ótimo nível de dificuldade padrão e uma curva de aprendizado que vai colocar novatos no nível dos veteranos em poucos dias – Veteranos… nós estamos chegando!

No mais Forza: Horizon é incrível! Certamente vale uma compra por ser capaz de divertir até quem é muito ruim em jogos de corrida. É tecnicamente muito impressionante, tem um controle extremamente competente e faz as meninas do seus olhos perderem a vergonha de tão bonito! Não perca esse game por nada!

Jogando: Dishonored – Sem Spoilers!

Quando eu vi o primeiro trailer de Dishonored eu fiquei extremamente excitado. Universo Steampunk: Check. Alta ciência estilo Tesla soltando faíscas por todo lugar: Check. Uma sociedade política e economicamente a beira da ruína: Check! Uma história sobre amizade, amor e vingança: Check! Parkour por todo lugar com direito a teletransporte: Pela santa querupita… check check check!!!

Sim, eu fiquei excitado por Dishonored. Muito! Fiquei ainda mais excitado quando descobri que diversos profissionais responsáveis pelo incrível Bioshock, que haviam deixado a “Irrational Games” na época da produção de Bioshock Infinite, estavam no estúdio Bethesda fazendo essa joia. Foram 6 meses entre o primeiro Teaser e finalmente ter o jogo em mãos. E eu fico feliz… puta… eu fico muito muito muito muito muito feliz em dizer que o jogo é ainda melhor do que eu imaginava. Dishonored é um retorno ao que fez Bioshock 1 extremamente legal mas com melhorias que tornaram a experiência ainda mais encantadora.

Se eu tivesse que colocar para vocês, de supetão, o que é Dishonored eu diria que é o filho bastardo de uma relação a 3: Bioshock + Mirror´s Edge + Assassins Creed. No game você controla Corvo, um cavalheiro responsável pela segurança da Imperatriz em um Império de Ilhas decadente que vive da extração de um super combustível presente nos cetáceos deste mundo. Seu personagem foi enviado pelo restante do Império por meses, buscando ajuda dos estados súditos em combater uma praga que está matando a capital – sem sucesso. Quando vocês está reportando sua posição para a Imperatriz e a filha dela, ambas são atacadas por inimigos com a capacidade de se teleportar livremente, empurrar e puxar objetos. A partir da aí uma trama de mistério, revolta, traições e assassinatos se inicia, com Corvo sendo o vórtice louco girando sem controle. E no processo de solucionar essa crise você conhecerá muitas partes da cidade a fundo, verá personagens coloridos e vívidos e participará de batalhas animais. A quantidade de detalhe colocada lá só por atmosfera é destruidor – de quadros a óleo a máquinas de combate tudo parece saído de um mundo real, que funcionaria com aquelas regras. E o fato que a cidade é tratada como um personagem, reagindo a suas escolhas e mudando, torna a situação ainda mais legal!

E se a atmosfera é um delicioso bombom a jogabilidade é a bola de sorvete que ficou logo embaixo dele! Os botões superiores foram muito bem utilizados: a esquerda temos usar itens (ou poderes) no gatilho, com a roda de escolhas no botão; a direita temos golpes de espada no gatilho, com defesa usando a espada no botão – Você aprende em poucos segundos e vai usar pelo jogo todo… com detalhe de funcionar muito bem. O X interage com objetos, o A pula (apertando duas vezes ele põe o pé na parede ou objeto e salta um pouco mais alto, apertando e segurando, escala o objeto) e os outros botões são contextuais, um controle simples, fácil e rápido de dominar. E você vai dominá-lo enquanto tenta achar combinações para abrir cofres, salta sobre inimigos do terceiro andar de uma casa ou procura caminhos alternativos para evitar guardas até o seu alvo. Os cenários permitem dezenas de maneira de chegar aos seus alvos e várias maneiras de eliminá-los, seja matando-os ou não! Tomando o cuidado de evitar Spoilers, em uma determinada missão eu fui apresentado a 4 maneiras de me livrar de meus alvos, 2 letais e 2 não letais, algumas delas extremamente inventivas! Acredite em mim, Dishonored não é tanto sobre a morte do inimigo em si… é mais sobre o caminho até lá!

Graficamente o jogo é bonito, não é excelente e não vale uma carta para o seu amigo que mora no Tibet. As texturas são simples, os gráficos tendem para uma espécie de suave Cell Shading e a paleta é pastel. No entanto os cenários remontam bem uma espécie de cruzamento da era vitoriana com a renascença e são tão imensos e imersivos que você acaba por se acostumar, rapidamente, com os gráficos. A direção de arte é fantástica e, assim como em Half Life 2 e suas continuações, vai manter os gráficos atuais e bem feitos por anos a fio. As animações, no entanto, é que chefiam o carro dos gráficos deste jogo; tudo, do mais simples aflito (jogue para entender) ao maléfico Regente, passando pelos TallBoys e pelas torres elétricas, tudo tem animações incríveis, com movimentação suave e trejeitos que realmente definem os personagens. É claro que os personagens principais, com os quais você tem mais contato, tem uma gama maior de movimentos, mas mesmo mais simples dos “pedaços de cenário” não se movimentam como autômatos.

É claro que para completar essa atmosfera fantástica o som era fundamental. E ele é tão bom! A cobertura do nosso sorvete! Dos gemidos dos aflitos, os resmungos dos guardas no frio, as músicas assoviadas (que você pode achar as letras em livros infantis pelo jogo!)… enfim… brilhante. Os efeitos sonoros são animais, chegando até a assustar em alguns momentos, e as músicas são fantásticas – com especial atenção aos momentos onde você é descoberto e tem que sobreviver, utilizando mais movimentos do que um calango que recebeu anfetaminas!

Dishonored é uma obra de arte. E um jogo que provavelmente não vai vender muito. É ousado demais, irreverente demais e exige que o jogador pense – o que é complicado numa era de jogadores simplistas que estão esperando o próximo triplo A com um número na frente (Sim Black Ops 2 e Fifa 13 – EU ESTOU OLHANDO PARA VOCÊS… COM ÓDIO!). Eu realmente espero estar errado e que esse jogo faça todo o sucesso que merece, mas considerando que Mirror´s Edge e Bioshock foram sucessos de crítica, não exatamente de vendas, acho difícil. De qualquer forma é um dos meus jogos do ano de 2012, é muito muito muito bom e eu recomendo a todos que possam querer tentar algo diferente.

Porque Vingança soluciona tudo! Bom divertimento!