Jogos de Wii Ware terão limite de tamanho!

Terror. Pânico. Sudorese. Segundo o site Computer & Videogames, a Nintendo teria estabelecido um limite de tamanho de 40 MB para os jogos de Wii Ware, os novos jogos que seriam distribuídos/vendidos apenas através do Shop Channel no Wii. O serviço está programado para sair em março de 2008 no Japão e tem como estréia games como “Final Fantasy Crystal Chronicles: The Little King and the Promised Land”.

Suspeita-se que o limite exíguo seja em função do pouco espaço na memória interna do Wii, de apenas 512 MB. Apesar de ser possível usar cartões do tipo SD no console, a operação de transferência é enfadonha e lenta. Segundo a Nintendo, o Wii não tem problema de armazenamento de dados e, por isso, insiste em não lançar dispositivos como discos rígidos para o console.

Outra limitação para os fabricantes de jogos é que cada um deles não poderá lançar mais de um jogo por mês. Mais uma vez, suspeita que a pouca capacidade de armazenamento do Wii esteja por trás desta decisão.

Por outro lado, há vantagens em aderir ao serviço. Os custos de produção de um jogo para o Wii Ware é de menos de US$ 100 mil, segundo o site IGN, o que é muito baixo em relação aos games produzidos para a nova geração de consoles. A Ubisoft recentemente declarou que gasta cerca de US$ 15 milhões para um título para Xbox 360 ou PlayStation 3, e para Nintendo DS, US$ 500 mil.

Para efeito de comparação, os games para Live Arcade, seção que rede online do Xbox 360 que vende jogos clássicos ou simples, tinha um limite de 50 MB no começo. Hoje, dependendo da decisão da Microsoft, games de até 200 MB podem ser disponibilizados no serviço. O console tem a opção de um disco rígido de 20 GB ou 120 GB.

Nós fãs, esperavá-mos mais

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Esta semana no Virtual Console (05/11/2007)

Isso sim é uma boa semana!

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Power Golf

Um ótimo jogo de turbografix alcança o Virtual Console. Bons gráficos aliados a um som funcional e um controle que traz doces lembranças. O único problema é a simplicidade, já que é tão simples quanto o Wii sports e o último é bem mais divertido. Ainda assim, se você realmente gosta de golfe gaste, muito bem, 600 wii points.

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Alien Soldier

Jogaço, criado pela mesma equipe de Gunstar Heroes e Dynamite Head, com um pusta gráfico, som animalesco, controle no talo e uma dificuldade de fazer Buda chorar. Você é um super alienigena modificado geneticamente que deve, sozinho, destruir uma organização terrorista da qual você fazia parte. Vale muito, muito mesmo, seus caríssimos, 900 Wii points.

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Super Mario 3

Sensacional, incrível, fantástico. As portas de revolucionar o mundo dos games de novo (com super mario galaxy), o encanador bigodudo mais conhecido do mundo traz de volta aquela que muitos consideram como sua melhor aventura 2D: Super Mario 3, para o Nintendinho. Os gráficos estão datados e não envelhecerem bem, mas a música continua tão perfeita quanto era naquela época, e eu garanto que em segundos você vai assoviá-la junto ao game. O controle é perfeito e foi transmitido com todo o carinho para o Wii mote, fazer Mario voar é uma brisa. É simples, mas com diversão na medida certa, com as diversas roupas do encanador, que permitem voar ou soltar martelos. Perfeito, por 500 Wii points.

Esta semana no Virtual Console (29/10/2007)

A semana passada foi um lixo, essa é ainda pior, mas pelo menos são lixos clássicos:

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Samurai Ghost

Ok…. bem… é um side scrolling… i… bem… é um pedaço mal cheiroso e gosmento de !@#$%&*()!@# que saiu do fundo do útero da mãe de satanas. Bom, você joga com o fantasma de um samurai (10 pela originalidade do personagem) que mata sucessão após sucessão de inimigos, armado com sua espada (se ele é um fantasma para que precisa de espada) e várias magias completamente copiadas de Revenge of the Shinobi (o 1 … do master mesmo). Os chefes são bobos, os controles não respondem e a música é, com perdão do trocadilho, morta. Guarde seus 600 Wii points, ou, se quiser gaste 800 deles em Shinobi III do Genesis/Mega Drive.

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Magician Lord

Este tem gráficos fracos, mas a música é bem legal, os movimentos são bem feitos e o controle funciona. A animação dos inimigos também é bem legal e o jogo tem frames bem grandes. Mas é sem inspiração, você é um mago em busca de vingança, igual a dezenas de outros sidescrollings por aí. Não vale seus 900 Wii points, de jeito nenhum.

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Alguns jogos são ruins. Outros são péssimos. E outros são uma diarreia de vómito no seu colo. Castlevania 2 entra nessa classificação, e, ouso dizer, é um dos PIORES jogos do Nintendinho. Por que? Porque é frustante ao extremo. Você anda de cidade em cidade, comprando itens e subindo o nível do seu personagem (um rudimento do sistema que seria usado em toda a glória em Symphony of the Night) matando monstros e conseguindo corações que são tanto dinheiro como combustível para os poderes e magias. Parece bom? O jogo exige que você adivinhe para onde ir, o que comprar e o que fazer com cada coisa. É frustante e desolador de tão difícil. Não gaste seus 500 Wii points com isso nem se te ameaçarem… e para entender minha frustação, de uma olhada nisso

Esta semana no Virtual Console (15/10/2007)

Depois de uma semana de pancadaria, o que será agora?

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Gate of Thunder

Esse jogo tem belos gráficos, controle fantástico e um som de fazer inveja em quase toda a já extensa biblioteca do Virtual Console, já que era originalmente, um CD. “Então devo comprá-lo agora?” Você se pergunta diante de meu arroubo. A resposta é: Quem sabe? Esse é, sem dúvida o melhor shooter horizontal do Virtual Console, mas pra quem já jogou R-Type, R-Type 3 e Star Force, não há nada de novo no front. Seu, por 800 Wii points.

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Metal Marines

E eu dizendo que faltavam clássicos obscuros no Virtual Console. Esse jogo é muito muito raro e obscuro, mas é um bom jogo de estratégia. Lute contra um grupo de rebeldes interplanetários que querem tomar o que restou da Terra, um punhado de ilhas, depois da guerra da antimatéria. Por mim, que ficassem com as malditas ilhas, mas.. Enfim, se quiser um jogo de estratégia mais difícil que Shining Force, mas não tem tempo para um Civilization da vida, fique com metal marines, mas é ame-o ou deixe-o… e eu deixei. 800 Wii points.

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Ninja Gaiden 2

Digo e repito, se toda a semana nós tivesse-mos um jogo desse calibre, o Wii já teria destruído o XBOX 360 e PS3 há uma cara. Enfim, é como comer um doce depois de olhar para ele por muito tempo. Ninja Gaiden tem gráficos datados, som funcional e jogabilidade PERFEITA, mas é a dificuldade que vai cativá-lo. Esse jogo é como seu irmão mais novo, FODA, com todas as letras maiúsculas. Um digno membro da família Gaiden, com aquele nível de dificuldade que o impedirá de parar ao mesmo tempo que o faz subir pelas paredes de raiva. Faça como eu, pegue 500 Wii points, coloque-os aqui, e acabe com mais um grupo de Ninjas sequestradores de mulheres do mal.

Esta semana no Virtual Console (08/10/2007)

Segunda de arcade no Virtual Console, pancada para todo lado

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World Heroes

Tem sprites enormes, músicas bem feitas e um sistema de controle que responde no talo, usando um botão de soco, um de chute, um de agarrão e um combo especial quando os 3 são apertados em conjunto. Muitas pessoas chamam isso de simplicidade. Eu chamo de genialidade. Em 1992 isso era o céu. Ainda é um bruta jogo de luta, chupadaço de street 2, mas um jogão, mas guarde seus 900 wii points e pegue….

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Art of Fighting

Dos 3 lançamentos SNK, esse é seguramente o melhor. Controle de quatro botões, padrão para quem se fartou em King of Fighter (do 94 aos atuais), magias que ocupam a tela inteira, barra de life e de energia separadas e sons e gráficos chapantes. A história não poderia ser mais batida… sua irmão foi raptada por uma gangue e seu pai desapareceu, o que fazer? Juntar-se ao namorado dela e distribuir sopapo no submundo da cidade. Vale cada centavo do seus 900 wii points e ainda faz você se pergunta quanto tempo ate um classic arcade controller. Pegue-o ao invés de….

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Fatal Fury

Ele tem a capa mais legal. Ele tem os personagens mais maneiros. Ele tem a história mais batida do universo (Gesse Howard é mau mau mau!!! Ele matou meu pai, minha mãe, meu mestre, meu poodle e meu peixinho dourado, eu quero vingança. Vou treinar toda a minha vida e me vingar!!! Gggggrrrrrrrrr!!!). Uma pena que o controle é uma M E R D A. Os golpes normais são difíceis de encaixar, os especiais só saem por coincidência e os death blows, só com reza brava. Além disso alguns movimentos são invenciveis e fica difícil manter a alegria com apenas 3 personagens selecionáveis, mesmo no versus. Por essas e outras, se for como eu e gostar de Fatal Fury, espere pelo fantástico 2. 900 Wii points.

Esta semana no Virtual Console (01/10/2007)

Semana embasbacante, com a Nintendo cumprido o prometido e trazendo dois jogos (quase) nunca vistos no ocidente…

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Super Mario Bros 2  A.K.A. (também conhecido como) Super Mario Bros: The Lost Levels

Ele tem o gráfico, a jogabilidade, a fluidez, a ingenuidade e o poder de vício de Super Mario 1, do nosso velho guerreiro, o NES. But boy… oh boy… Esse jogo é difícil. Tão difícil, que os japoneses da Nintendo, em 1987, acharam que nós, americanos, não conseguiriamos jogá-lo (Exes amelicanos non von conseguir plosseguir neste jogo. Melor mandar algo mais fácil pla eles). Assim, o Nes recebeu Super Mario 2, que era muito diferente do 1 e bem bizarro (agarrar Rabanetes e poções e jogá-los no inimigos… What’da Fuck is That?)… pudera, era um jogo chamado Doki Doki Panic, um sucesso no japão. Em 1994, na coletânea de jogos do Mario, Mario All Stars, para Super Nintendo, a Nintendo colocou Super Mario Bros 2 a disposição dos americanos pela primeira vez, mas ao invés de reconhecer o erro e dizer – pedimos imensas desclupas a vocês miseláveis amelicanos – eles colocaram o nome do jogo de “Super Mario Bros: The Lost Levels”. Perdidos estamos todos nós. Embora seja um jogo de Nes, esse aqui saiu um pouquinho salgado, 600 Wii points – a defesa da Nintendo é que um jogo nunca lançado no ocidente e blá blá blá. Minha defesa: Junte mais 200 Wii points e gaste-os em Super Mario World do Snes ou espere por Super Mario 3. E tenho dito.

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Sin and Punishment

Boy… oh Boy! Esse jogo é M U I T O    M U I T O    M U I T O Bom… Bom mesmo. Com todas as letras maisculas. É um shooter de arrasar quarteirão, com ótimos gráficos (eram de cair o queixo a quase 10 anos atrás), som e música fodas, controle no talo e diversão pacas. Conta a história de um grupo de jovens lutando contra os alienigenas malvados da semana: Os Rufians. Para isso os heroís contam com ataques de curta distância destruidores e um arsenal absurdo de armas de fogo para por fim a invasão. Some a isso um pusta enredo, todo falado em inglês com legendas em japonês e uma jogabilidade que só serve para aumentar a diversão e vai entender porque esse jogo, uma pérola da época de decadência do nosso querido Nintendo 64, jamais lançado nos EUA vale cada centavo dos seus 1200 (pasmem) Wii points. Compre sem pensar duas vezes.

Esta semana no Virtual Console (24/09/2007)

Depois de uma semana de merda com a anterior, vamos ver se melhora

The Legend of Prince Tonma

É um side scrolling, chupadaço de Chick Chick Boys da Sega, uma versão mais fofinha de Ghoul’s and Ghosts. Você anda para frente, coleta moedas (que não servem para comprar nada) e mata tudo e qualquer coisa que se mexer. Era o máximo, nos idos do TurboGrafix. Agora tem gosto de pão amanhecido. 600 Wii points.

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Kirby’s Avalanche

Kirby’s Avalanche (Kirby’s Ghost Trap na versão Européia) é um daqueles clones de Puyo Puyo (ou Super Puyo Puyo, ou Puyo Puyo Fever) que saem de tempos em tempos, você já deve ter visto algumas por aí, como Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine, com  Kirby como astro principal enquanto fantasminhas se amontoam e você deve fazer composições deles para fazê-los sumir. Deus… eu acho que eu vou vomitar. Faça nos um favor, se for capaz de gostar desse jogo explique-nos como faz para ligar o Wii sem ajuda externa. 800 Wii points.

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Streets of Rage 3 (Bare Knuckle 3)

Até que enfim… ainda há uma chance. Esse jogo é bom bom bom… bom mesmo. Um belo side scrolling beat’en up com visão isométrica, gráficos muito muito muito bons (para o padrão do Mega Drive), sons fantásticos e um controle de fazer inveja a muitos jogos. Se vocês entenderem japonês, a versão japonesa tem uma história bem melhor que a versão picotada americana, mas ainda assim é um jogão que salva a semana. Seus por 800 Wii points!

Esta semana no Virtual Console (10/09/2007)

Se recuperando de Landstalker…

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Nes Play Action Football

Esse jogo foi o máximo quando saiu, nos idos de 1900 e computador a válvula. Tinha um gráfico muito legal, um falso 3d, chamado de visão isométrica, com boas movimentações e animações bem feitas. O som era um deleite, contando com vozes digitalizadas (algo incrível no NES) que diziam “Touchdown” ou “Hip Hip Go Go”. O controle funcionava que era um beleza. Um excelente jogo, que ainda vale seus suados 500 Wii points.

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Neutopia II

Leia sobre o Neutopia 1 (que saiu duas semanas atrás) ou faça algo melhor e mais original, compre The Legend of Zelda – A Link to the past e seja feliz. 600 Wii points.

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Sonic 3

Você adorou Sonic 1, Idolatrou Sonic 2 e vai… achar legal Sonic 3. Gráficos ainda melhores, complementados com uma PUSTA música e o controle fantástico que somente a SEGA ERA (veja o tempo do verbo) capaz de fazer. Sonic 3 fez seu papel, sendo uma boa continuação e levando a franquia ao extremo do 16 bits. Mas ainda prefiro ficar com Sonic 2. Faça sua escolha por 800 Wii points.

Sin and Punishment… será que dessa vez vem?

Um dos grandes (e últimos) sucesso doNintendo 64, “Sin and Punishment: Successor of the Earth” pode, finalmente, dar as caras no nosso hemisfério.
Da produtora Treasure, a mesma de “Radiant Silvergun”, o jogo foi lançado originalmente em novembro de 2000 e só foi lançado no Japão (com enorme popularidade), com o 64 em suporte de vida nos EUA e Europa, a Big N teve a decisão (acertada) de deixá-lo lá.
Trata-se de um jogo tiro que usa a mecânica de trilho, como “Panzer Draggon” e o próprio “Radiant Silvergun”. No comando de Saki Amamiya, jogador deve deter o ataque das criaturas mecânicas alienígenas conhecidas como “Ruffians”.

Embora não confirmado no Virtual Console do ocidente, “Sin and Punishiment” tem as vozes em inglês, fazendo com que os ajustes necessários para trazê-lo ao ocidente sejam pequenos. A listas e mais listas de jogadores pedindo o game, e tudo indica que finalmente colocaremos a mão no dito cujo.

Esta semana no Virtual Console (3/09/2007)

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Bonk 3

Ao raio que o parta se esse jogo se chama Bonk, Bonk 3, Super Bonk ou Super Bonk 3 o retorno dos malditos homenzinhos cabeçudos. Eu não dou a mínima. Depois de 2 Bonnks, 2 sonics, 3 Marios e meia centena de side scrollings nada mais me parece original. Nesta aventura Bonk mata seu inimigos com cabeçadas (de novo), usando itens que aumentam o life e o poder da cabeçada (de novo). Continua legal, mas é só mais do mesmo. Se você for um fanático por side scrollings, gaste seus 600 wii points, mas se não for… Fique com Super Mario World.

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Donkey Kong Jr Math

É uma pérola… do mal gosto. Tudo bem que alguns de nós (Nerds) gostam de matemática, alguns (anormais e desequilibrados) fazem isso de faculdade, mas isso é o cúmulo. É uma versão fedida e mal feita de Donkey Kong Jr do Nes, que usa matemática como preceito para reciclar um jogo que não era bom, nem no original. Passe longe dessa monstruosidade de 500 Wii points.

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LandStalker

A versão Zelda da SEGA. É um plágio, sim, mas se todos os plágios fossem assim esse seria um mundo bem mais feliz. Uma visão angular em 3d, com gráficos bem feitos e simpáticos, sons e música fantásticos e um controle de fazer inveja (exato, mas meio travado). O mundo do jogo é grande, livre e bem distribuído e a dificuldade do jogo torna-o convidativo sem fazê-lo chato. Eu procurei por esse jogo de 1992 quando foi lançado e só o achei em 1996 (Quando o comprei, na versão japonesa mesmo! Valeu Paterline… aonde você estiver!). É a pérola da semana, não deixe de pegar. 800 Wii points.

UMA SEGUNDA OPINIÃO – POR ERICK BONATELLI

Na época de seu lançamento, Landstalker era um RPG extremamente dinâmico: seu personagem era capaz de saltar (oh!!!) por um cenário tridimensional, saltando por sobre armadilhas e lutando contra inimigos em tempo real. Ao contrário de A Link to The Past, a ação em Landstalker se desenrola de um modo espacialmente mais restrito – não só pelo ângulo ser, literalmente, fechado – e em um rítmo bem mais veloz. Enquanto em Zelda o jogador se locomovia por um mapa circular, indo e voltando, subindo e descendo, em Landstalker há um caminho basicamente pré-estabelecido no qual você só pode avançar. Esse tipo de recurso talvez tire um pouco da liberdade do jogador e da riqueza do cenário, mas permite que o roteiro se desenrole de maneira mais coerente e veloz (como em FF X, no qual – grosso modo – bastava-se andar em frente). Não só no “mapa mundi” Landstalker é mais apertado que outros RPG ação como Zelda e Terranigma: os puzzles de suas dungeons são menores e mais rápidos, raramente ocupando mais espaço que uma sala. Algo como FICAR CONFUSO – RESOLVER – AVANÇAR, repetidamente ao longo das várias salas da caverna (são sempre cavernas), em contraponto a puzzles amplos nos quais uma pedra derrubada do alto do torre bloqueia o fluxo de água na primeira sala e blabla…

Landstalker, na verdade, tem muitos mais elementos de Aventura do que de RPG. A única coisa que o impede de cair nessa primeira classificação é o fato de que jogos do gênero aventura costumam ser fásicos e esse RPG não apresenta divisoes claras que possam ser chamadas de fases. Sua narrativa é fluida e constante, cheia de cidades, pessoas, intrigas, buscas e desafios. Não que ela seja BOA – não há nada de impressionante nela (“estou sem memória/quero um tesouro”). Mas ela cumpre seu papel e não atrapalha o divertimento “adventure” do jogo.