Pelos últimos 5 anos um grupo de modders ambiciosos vem criando a mais completa, detalhada e ambiciosa reimaginação do clássico FPS que começou a era dos FPS de qualidade. E, assim como os Flashman, após 5 anos…
Comando estelar… o meu Deus… isso é awesome… isso é muito muito muito muito muito awesome
Maior, melhor, ainda mais caricato e com uma quantidade de violência que vai explodir cérebros, Brutal Doom é um mod gratuito para ser aplicado num game de mais de 20 anos de idade. Nada mal. Nada mal mesmo.
Eu quero começar esse review com o básico aviso que eu nunca fui um fã de Mortal Kombat. Street Fighter sim… MK não. Killer Instinct sim… Mk não. Tinha tudo a ver com a jogabilidade travada dos primeiros games e com o fato que o excesso de violência sempre causou tantas discussões (e como eu sempre estava envolvido em conversas com pais e outros responsáveis, e sempre engajado em grupos relacionados a video game, eu fiquei com raiva de quanto tempo tive que passar explicando para as pessoas que o cérebro dos filhos delas não iá simplesmente ser convertido em gelatina se ele ficasse jogando MK algumas horas por dia).
MK 2 veio e não me cativou. MK 3 veio e não resolveu o problema. MK 4 piorou ele e eu simplesmente desisti dos jogos da série até o Reboot em 2011 (com uma única exceção que foi Shaolin Monks…. que me divertiu bastante). 2011 me provou que a Netherrealms sabia fazer jogos e que o novo MK teria, se não uma jogabilidade brilhante, pelo menos uma bem menos irritante e uma história boa. E eu sinceramente gostei da história de MK IX.
Aí veio Injustice e eu não só gostei da história, que é bem legal, principalmente se você for um fã de quadrinhos, mas os controles, na versão completa (para PS4, VITA e PC) são bem legais. E foram esses controles legais e ação mais fluída que a Netherrealms usou para montar seu novo MK.
E ficou bom! Não ficou excelente, ohmeudeuseuprecisoteressejogodentrodemim bom, mas ficou bem legal mesmo! E a história continua bacana e oferece uma série bem grande de novos personagens para melhorar o roster. A filha de Johnny Cage com Sonia Blade, Cassie, roubou a cena no Brasil por ter sido, mal e porcamente, dublada pela cantora Pitty…
… mas é uma personagem legal e bem construída (tem a vantagem inegável de estar jogando na língua original), a filha de Jax também é bacana, mas os dois novos protagonistas masculinos, um descendente de Kung Lao e o outro que eu não me lembro de que buraco saiu, são bem esquecíveis. Os Quick time events, feliz ou infelizmente, são usados por toda a parte nesse jogo…
… E É ASSIM EM TODAS… AS … CENAS… SEM… A… PORRA… DE … NENHUMA… EXCEÇÃO!
Irrita… mas eu entendo que algumas delas são bem longas para eles darem um Kojima em todo mundo e esperarem que a gente assista sentadinhos. Acho que a Netherrealms acha que somos um bando de adolescentes consumidores de energéticos sentados na ponta da cadeira que não aguentam alguns poucos minutos de exposição.
De qualquer forma os gráficos do jogo são muito legais, usando o mesmo motor gráfico que foi usado em Injustice, com algumas melhoras aqui e ali, principalmente em Luz e Sombra e nas texturas, com o resultado final se mostrando mais do que aceitável. Cenários são grandes e cheios de artefatos, com coisas acontecendo o tempo todo por todo lugar, e com diversos personagens conectados com a cena ao fundo. O som é bem aceitável e segura legal a onda sem problemas graves.
Os controles são sempre o ponto chave em jogos de luta e são eles que vão segurar você jogando ou mandar você de volta para a fila de espera por SF V. E eu tenho o prazer de falar que os controles estão mais do que aceitáveis nessa versão – eles estão tão bons quanto é possível em um MK. O que significa que eles são leves, não tem lag ou arrasto e reagem no talo – não que isso vai aniquilar completamente a jogabilidade pesada e dura natural do MK, mas vai diminuir bastante a sensação de estar controlando um Terminator (a menos que você esteja jogando com um dos ninjas Cyborgs… nesse caso a sensação é exatamente a de estar controlando 300 Kg de robô tentando se mexer como um ninja ^_^). A jogabilidade é como a de Injustice, com o jeitão de MK 9 mas com um monte de simplificações que tornam o aprendizado mais fácil e divertido, somada ao fato de que, ao invés de customização, você tem três opções de personagem por personagem, com golpes especiais, e as vezes sets de golpes normais, completamente diferentes. Na prática é como ter três personagens diferentes por personagem.
O jogo possui o modo histórico padrão, um modo versus um contra um competente (com bem pouco lag), um modo de desafios, semelhante ao star lab challenges do Injustice mas com uma temática mais Kombática (sim… com K… sou um rebelde), e um modo Kripta (kkkkk) que é bem interessante. Diferente de MK 9 ou os MK 128 bits onde você usava a Kripta apenas para abrir novos itens, o novo modo libera itens, movimentos, fatalitys, vídeos, outakes, texturas e tudo mais, enquanto você explora ele em primeira pessoa, conseguindo movimentos de personagens famosos de MK, como o arpão de Scorpio (que permite atravessar buracos) ou os poderes místicos de Sub Zero (adivinha o que eles fazem com água e certos inimigos?) numa espécie de Metroidvania bem simplesinho. Confesso que gostei bastante do modo Kripta, só por quão diferente ele ficou e quão legal ficou a aplicação da ideia.
E se você pegou o jogo no pré lançamento você teve direito ao príncipe Shokan: GORO!!!!
GORO!!! GORO!!! GORO!!!
De qualquer forma Mortal Kombat X é um bom jogo de luta. Não é o melhor jogo de luta do PS4 (isso vai para Guilty Gears por enquanto… estou olhando para você SF V… seu lindo) nem do XBOX One (que tem Killer Instinct) mas é bom o suficiente para inspirar e se segurar de boa no vácuo de jogos de luta da atual geração. É o melhor MK que eu já joguei? Certamente. Mas é a melhor coisa que a Netherrealms já fez?
Fora isso alguns dados vazaram da Bioware. Segundo o vazamento o novo jogo da série não se passará na Via Láctea mas na vizinha Andrômeda, “num local totalmente removido do tempo e espaço dos atos heroicos do Comandante Shepard e os eventos finais da trilogia ‘Mass Effect'”. Você ainda vai criar seu personagem mas controlará um explorador, com dever de fundar, defender e fazer prosperar novas colônias para a raça humana em um território desconhecido e potencialmente hostil.
O texto promete a opção de explorar centenas de planetas em um ambiente com 4 vezes o tamanho de “Mass Effect 3” por meio de sua nave, a Tempest, ou uma nova versão do Mako (o tanque de ME1). Durante estas viagens, o/a protagonista encontrará recursos e planetas habitáveis, além de novas raças alienígenas e tecnologia de um antigo povo conhecido como “The Remnants” (Isso soa tanto como os Proteans). capazes de melhorar as habilidades e equipamentos de seus personagens.
O novo game também trará sete novos companheiros, incluindo Cora, com poderes bióticos, e o Krogan Drack. Como em outros jogos da série, será possível conhecer e formar alianças maiores com estes personagens por meio de missões de lealdade. Uma nova raça hostil, conhecida como Khet, também foi citada.
A criação e manutenção de colônias também parece ser um dos focos centrais do novo jogo, com cada tipo tendo uma importância para a sustentação da raça humana nesta nova galáxia, podendo escolher entre um centro de mineração de recursos ou um posto avançado para reconhecimento e estudo de ameaças
Uma novidade mostrada nesta pesquisa são as chamadas Strike Missions, missões especiais e geradas randomicamente que podem ser completadas pelo próprio jogador com ajuda de NPCs e amigos via multiplayer, substituindo o modo multiplayer original de Mass Effect 3, ou ao contratar mercenários, que resolverão o problema enquanto o protagonista se concentra na campanha principal.
É importante lembrar que essas informações vazaram cortesia de um Hacker do Neo Gaf que divulgou todas as informações corretas de “Dragon Age: Inquisition” meses antes da EA. Além disso membros dos foruns da Bioware disseram que as informações estão bem próximas do produto final e que o vazamento tem causado uma série de problemas e restruturações internas. Por enquanto, porém, nem a produtora ou a Electronic Arts se pronunciaram sobre a notícia.
Eu já declaro no começo desse review que não sou um especialista em Battlefield mas que adoro filmes policiais. Acho importante colocar isso aqui porque, com a mais absoluta certeza, isso coloriu minhas impressões de Battlefield: Hard Line o suficiente para me fazer gostar do jogo.
Ainda não acho que ele vale US$ 60,00 … mas não é ruim não….
Então vamos por partes, começando pelo que já sabíamos e esperávamos: O Multiplayer. O Multiplayer de Battlefield: Hard Line envolve menos veículos e mapas menores, e com menos gente, que os de Battlefield 4. Nada de jatos ou tanques, você terá acessos a carros que parecem fugidos de Miami Vice e a blindados de pacificação urbana. Há, essencialmente, 4 variações do padrão de equipe de policiais VS equipes de bandidos, variando por sistema de objetivos e tags a o velho e bom “mate todo mundo na outra equipe” – não é inovador, mas é bem mais vertical que Battlefield, com muitos pontos onde camperar pode ser usado quase como um esporte olímpico.
E sabe o que mais me impressionou? É bem divertido! De novo quero lembrar a todos que eu gosto de filmes policiais e de caças a bandidos e tudo mais, mas esse foi o multiplayer de Battlefield mais divertido que eu tive em muito tempo.
Sim… é bem legal mesmo!
Mas, como todo mundo que lê o Mini sabe, eu não ligo muito para multiplayer. Jogo, principalmente se meus amigos estiverem jogando, mas gosto muito mais de campanhas co-op do que de multiplayer padrão – e muito muito muito mais de single player com uma boa história. E foi aí que Hardline realmente me surpreendeu. Porque a história é realmente bem legal!
Veja bem… ela não é original. Nem um pouco. Mas rouba ideias boas, de tantos filmes bons, e os aplica de maneira tão legal, em sucessão e dentro do esperado, que, se você gostar do material fonte, que vai de Dirty Harry a Miami Vice, passando por CSI e com uma pontinha de Fogo contra fogo, você não via conseguir segurar um sorrisinho. E saber todas as reviravoltas muito muito antes do final.
Battlefield: Hardline vai te dar 8 a 12 horas de campanha de boa qualidade – o tipo de filme que eu levaria meu pai ou meu irmão assistir, cheio de frases de efeito, chavões bem colocados e ótimos momentos de ação. O fato que você pode escolher como jogar, onde colocar os tiros, se quer apenas desarmar ou se vai matar cada pessoa na sala, e que isso tem efeitos em termos de pontuação e habilidades, é muito muito legal. O multiplayer é bem bacana e trabalha super bem com os chavões e os clichês do gênero, com especial atenção ao balanceamento e ao uso de itens. Eu só acho que, pelo tanto de conteúdo efetivamente contido no game, que é, essencialmente, do tamanho de um DLC, ele não deveria custar US$ 60,00 ou R$ 179,00.
Mas a cada um o que cada um quer… e Hardline não é nem de perto um jogo ruim.
Half Life 2 está sendo relançado de graça na Steam, com o nome de Half Life 2 Update, utilizando a nova engine Source para trazer um velho jogo, de um jeito completamente novo!
Três palavras: Puta que Pariu!
O jogo contém mais de 1000 comentários, das mais diversas fontes, utilizando vozes conhecidas, indo de Youtubers conhecidos (como Jared, do canal Pro Jared, e Peanut Butter Gamer, do canal… bem… Peanut Butter Gamer) passando por dubladores do meio utilizando vozes como a do Mario, Kid Icarus ou Natham Drake), um novo sistema de iluminação, 7 Gb de novas texturas e praticamente todos os velhos Bugs consertados.
Para mim, principalmente, que considero Half Life 2 o melhor jogo que eu já joguei NA MINHA VIDA TODA, isso é simplesmente sensacional… e mais uma chance de visitar City 17 – e me perder lá.
PS: Para quem nunca ouviu falar do CMS 2013, era um mod de Half Life 2 que trazia melhores iluminações, melhores texturas e novos pacotes de geometria para rostos e corpos.
Eu gosto de videogames. Algumas pessoas vão até dizer que eu gosto de videogames até demais. Mas nem de perto eu gosto de videogame o suficiente para chegar ao nível desses cinco mestres – esses cinco seres quase celestiais que mostram que capacidade nem sempre significa inteligência.
Pode ser que, em alguns pontos deste texto, eu tenha, acidentalmente, feito humor utilizando de comparações sexistas baseadas em estereótipos imbecis. Eles estão no texto única e exclusivamente com a função humorística e não devem ser levados a sério. Logo, se por acaso, você acredita que mulheres merecem estupros ou que uma raça de seres humanos é melhor que a outra, faça um favor a todos nós e faça uma chupeta numa espingarda calibre 12. A humanidade agradece.
5 – Os cinco personagens de mais alto nível de World of Warcraft pertencem ao mesmo jogador
World of Warcraft, ou WOW, para os intímos que jogavam de cueca cobertos por resto de comida as duas da manhã, foi desenhado, por Satã, para ser um jogo eterno. Existem 1797 conquistas (achievements) no jogo e cada uma delas pode levar horas, semanas ou mesmo meses para serem obtidas. Leva tanto, mas tanto tempo para obtê-las, que passar das 1000 conquistas significa que seu corpo já trocou seu orgãos sexuais atrofiados por coisas mais úteis, como bexigas extras e um reto maior, de forma que você não tenha que parar de jogar para se aliviar. De fato, na China, onde reside a maior população mundial de jogadores de WOW, o nome do game, em Mandarim, pode ser traduzido como “O Noble e diveltido plano do govelno vermelho para estelilizar os jovens estúpidos”.
Então. Um jogador, não chinês e nem mesmo oriental, conseguiu 1954 conquistas (157 a mais que o máximo) e o fez com cinco personagens diferentes, Ataxius, Ataxas, Ataxus, Ataxxus e Ataxa. Todos em classes diferentes mas com um set de conquistas idênticas devido a um sistema absurdo de entrega computacional chamado multiboxing. Para quem tem, e usa, seus órgãos reprodutores e, portanto, não faz a menor ideia do que é multiboxing, eu explico: é um sistema que interliga diversos computadores para que o jogo entenda que, de um mesmo ponto de controle, você corresponde a cinco pessoas diferentes. Mas ou menos como eu fazia antes da minha cirurgia de redução de estomago, quando eu tentava convencer o Pizza Hut que eu era um pequeno time de futebol de salão faminto.
Quanto tempo isso levou?
Se você ou alguém que você ama tem três mamilos extras, você já sabe como é difícil brincar com 5 coisas diferentes quando se tem apenas duas mãos. Simultaneamente jogar com cinco personagens em WOW transforma o que já não é uma brincadeira relaxante em um emprego de período integral imensamente estressante. Um erro simples de botões pode fazer seu paladino se masturbar violentamente enquanto dança ao invés de soltar um crusader strike(se você não sabe o que é um cruzader strike, sua vida é melhor que a minha).
Meu ponto é: Multiboxing não é exatamente um time saver. Mesmo que você esteja movendo cinco espadas ao mesmo tempo, ainda vai levar anos para conseguir todos as conquistas em WOW. Você precisa pesquisar onde um sem número de monstros e criaturas raras vão aparecer, ir até lá naquele dia e caça-los. Você tem que pescar, deixando seu personagem lá imóvel e pescando, por mais de 500 horas. Você tem que coordenar centenas de seções de jogos com outros 23 seres humanos para matar chefões complicados ou completar Catacumbas. E, acredite em mim, World of Warcraft não é um lugar onde você vai melhorar ou treinar suas habilidades de comunicação. Se comunicar com jogadores médios de MMO é como tentar falar libras através de um buraco na parede de um mictório público: As pessoas no outro lado vão estar confusas, bravas e vieram aqui só para terem algo para colocar na boca.
Logo, se você é o senhor todo poderoso dos 5 personagens mais poderosos de um jogo com milhões de jogadores isso significa anos de trabalho. É como alguém dizer que vai, sozinho e sem ferramentas, construir uma réplica do Titanic. Usando palitos de dente. E cuspe. Embora eu não seja um especialista em construção náutica, ou WOW, eu acredito que, no tempo que ele levou para conquistar 105.000 pontos de achievements em WOW esse mesmo individuo podia ter aprendido Islandês e conquistado a Islândia escavando por dentro de seus fiordes ou invocando antigos espíritos Vikings.
Porque conquistas a Islândia tem mais ou menos a mesma importância mundial de ser o melhor jogador de WOW do mundo. 5 vezes.
4 – O criador de Sim City 3000 que criou a cidade perfeita
Sim City 3000 é um jogo relaxante sobre construir sua própria metrópole. Você constrói o que bem entender, como quiser e sem inimigos a não ser seu povo, e ocasionalmente Godzilla. De fato, a parte mais difícil de Sim City 3000 é convencer seus pais, ou o pessoal do seguro desemprego, que você está procurando um emprego. Alguém, no entanto, venceu o jogo – venceu o Sistema. Um estudante de arquitetura chamado Vicente Ocasla fez isso:
Ele posicionou os blocos da cidade em losangos eliminando o espaço entre os prédios e diminuindo muito a necessidade caminhadas ou do uso de estações de metro. Aí ele aumentou imensamente o investimento em serviços policiais para manter essa massa xexelenta e mal educada, que basicamente vivia numa mega favela, sob controle e seguiu acrescentando processos para manter a massa sob controle, numa metodologia que deixaria George Orwell orgulhoso “Meus cidadão foram emburrecidos, tem péssima saúde, horríveis condições de trabalho e recebem exatamente a quantidade necessária de força policial e propaganda para que o sistema dure por milhares de anos. Aliás… já vem durando a 5000 anos no jogo. Eu os aprisionei no tempo e no espaço.”, completou o estudante.
Eu não tenho muito certeza se ele realmente ama videogames ou se realmente odeia seu atual terapeuta.
Quanto tempo isso levou?
Como vocês podem imaginar rescrever todas as leis do urbanismo não é algo que a maior parte das pessoas faz antes do café da manha. Ou por acidente. Eu gosto de matemática mas a quantidade dela que foi usada aqui, ao longo dos 18 meses (JESUSMARIAJOSÉ) que ele desenhou seus planos em papel quadriculado ANTES DE COMEÇAR A LEVAR ISSO PARA O GAME, vai muito além do que eu sou capaz de entender. Acumuladamente o projeto levou mais de dois anos para ser concluído. É fácil, e talvez até divertido, apontar o dedo para Ocasla e dizer que foi perda de tempo, visto que ele gastou dois anos da vida dele para descobrir como enfiar mais pessoas, em condições de vida deploráveis, no mesmo espaço que antes caberiam duas máquinas de café e um esfregão, mas eu já estive em faculdades de gestão por tempo o suficiente para que esse projeto seja uma vitória acadêmica.
3 – Estudantes do MIT jogando, mal e porcamente, Tetris em um prédio
Não importa quão intenso e imenso seja o esforço necessários para conquistá-los, não há como fugir de uma realidade meio chata: Recordes de videogame são meio insossos. Por exemplo, o jogo mais rapidamente completado na história dos recordes de internet pertence a um game de detetive de SEGA Genesis/Mega Drive em que o jogador imediatamente acusou o Coronel Mostarda de matar com a faca no Hall E ACERTOU. Ou seja, foi mais uma aplicação de uma matriz matemática de derivação de possibilidades limitadas (também chamado, em linguagem de leigo, de PUTA CHUTE DE SORTE SEU FILHODAPUTA) do que uma demonstração real de habilidade. E eu descobri, para o meu terror, que quando se está gravando recordes de maratonas de jogos de videogame, você pode tirar até 17% do tempo registrado para descansar! Isso não é uma maratona! É, no máximo, uma caminhada meio acentuada.
Ainda assim, um grupo de estudantes do MIT tentaram entrar para o livro dos recordes fazendo isso…
Nós vivemos num mundo muito estranho quando se descobre que transformar um prédio de 21 andares em um jogo de Tetris gigante não foi exatamente original . No entanto a coisa fica ainda mais estranha somada a imensa combinação de terrível habilidade ao jogar com a pior sorte possível no tipo de peças caindo, que criaram o pior, e maior, jogo de Tetris da história da humanidade. Eu tenho certeza que os programadores sadisticamente desenharam o game para que o jogador recebesse a pior peça possível em cada dado momento. Não ajuda em nada que o jogador em questão tenha a mesma noção e habilidade organizacional de um vala mortuária somaliana a céu aberto.
Como o Kid Bengala tentando entrar dentro de uma camisinha, este jogo de Tetris de 21 andares acabou por se tornar um imensidão de frustração prestes a se tornar uma imensa dor anal: Quando o jogador acabou, lembrando que ele faz parte de um time de pessoas inteligentes o suficiente para entrar na mais renomada escola de engenharia do mundo, inteligentes o suficiente para transformar a porra de um prédio em um jogo de Tetris, o desgraçado NÃO TINHA LIMPADO UMA ÚNICA LINHA. Nem uma. Eu tenho certeza que se eu cobrir um Game Boy em placenta e dar para um gato tentar comer ele vai conseguir completar pelo menos uma linha.
Quanto tempo isso levou?
Preparar o prédio deve ter levado semanas de trabalho combinado de diversos campos (elétrica, eletrônica, programação, etc…). Assistir ao vídeo de um adulto não conseguindo completar uma única linha de Tetris não importa o quanto ele tente, parece, no entanto, levar bem mais tempo.
2 – A casa do horror de Skyrim
Digam o que quiserem sobre os Bugs: Skyrim é o jogo perfeito para Psicanalise. O jogo permite fazer o que você quiser e sejamos honestos, principalmente depois das expansões: Isso provavelmente significa um Animal Crossing “de macho” onde você mantém sua fazenda, entrega cartas, cuida das suas plantações e do seu guarda roupa, etc… Não precisa ficar chateado, não é sua culpa. Para a maior parte das pessoas, RPG de mundo aberto tem o mesmo efeito de estrogênio sintético.
Me pegue como exemplo: Durante boa parte da minha adolescência, se eu tivesse um game que me permitisse remover as roupas de todas as lindas e formosas heroínas, e deixá-las combatendo dragões nuas ou seminuas eu provavelmente não teria conquistado muita coisa. Ou saído da casa dos meus pais.
Aí eu vi esse vídeo. E eu entendi que meu sonho de um jogo formado por lindas mulheres aventureiras semi nuas não era NADA. NADA! Perto das loucuras de algumas pessoas…
Essa maluca “decorou” sua casa com pedaços, e principalmente cabeças, de dúzias e dúzias de mulheres. Isso é realmente maluco. Maluco no nível de dentista que fala coisas no seu ouvido quando você está dormindo. Maluco no nível de pessoas que comem batata frita com sorvete. Maluco no nível de quem põe Ket Chup na Pizza. Jogadores de Skyrim tem a rara oportunidade de viver suas mais insanas fantasias e essa menina… bom… é.
Sempre temos que pensar no lado bom, no entanto. Pense que ela poderia estar fazendo isso na vida real. Ou jogando Shaq Fu.
Quanto tempo isso levou?
Skyrim tem um sistema de física que permite que jogadores levantem e rodem objetos em 3D. Por mais que isso possa parecer legal, no fundo, o próprio jogo não entende muito bem como os objetos se relacionam um com o outro em 3D, o que resulta neles chacoalharem imensamente ou explodirem randomicamente em diversas direções. Fazer um objeto ficar numa estante, paradinho, na posição que você quer, enquanto mantém diversos outros objetos na estante, também parados, na posição que você quer é como um grupo de pessoas com mal de parkison tentando tirar uma selfie estática. Usando um pau de self. Não que a demora em si importe nesse caso. Quando alguém chega e vê você calmamente organizando sua pilha de restos humanos de forma organizada, elas não vão ficar mais tranquilas se você disser “É… agora não deve demorar muito mais.”.
Skyrim rodando numa máquina power fodida com um mod de ultra realismo
1 – As núpcias do DS
Um monte de gente desinformada imagina que não existe romance na vida de um gamer. Isso não poderia estar mais distante da verdade. 20.000 casais se uniram em um só dia, em um mega casamento, em RIFT e qualquer pessoa com uma voz um pouquinho mais fina, seja ela um homem ou uma mulher, recebe propostas de estupro e casamento, de forma alternada, assim que solta a primeira palavra em uma partida de CoD na XBOX Live. Mas um jogador japonês quebrou todas essas barreiras: Sal 9000 (não… eu não inventei isso e isso não é um apelido… é o nome real desse sujeito, escolhido por ele mesmo, quando já era um adulto) legalmente se casou com uma personagem de um jogo de DS depois que ela concordou em se casar com ele no jogo.
Eu vou repetir para que a noção consiga entrar na cabeça de vocês… porque se vocês forem relativamente normais, não comerem fezes e não ofertarem bebês a Yoh Sothot, o demônio ancestral, isso pode ser um pouco difícil de entender. Esse japonês, que quando adulto mudou seu nome para Sal 9000 casou-se, legalmente, com a personagem Nene Anegasaki, de um simulador de namoro do DS chamado “Love Plus”.
“Love Plus” é um simulador de namoro, o que por si só já é o sub produto de uma sociedade que lida com expressão sexual por meio de quadriculados em genitais e um monte de tentaculos. O jogo nunca foi lançado por aqui por que os japoneses acreditam que seríamos incapazes, como os ocidentais estúpidos que somos, de entender as minúcias de um namoro, as necessidades especiais das personagens e o fato que as personagens tem entre 11 e 15 anos.
Sim… é um simulador de namoro que tem personagens de 11 a 15 anos.
Como eu disse lá em cima Sal 9000 se casou com a Nene Anegasaki, uma IA sofisticada o suficiente para entender gemidos de excitação e choro, mas, obviamente, não sofisticada o suficiente para cobrir o filhadaputa de spray de pimenta.
Num artigo da CNN sobre o assunto, Sal 9000 é descrito como saudável, embora o termo possa ser discutido visto que ele é fotografado em um dia “normal” (e eu estou estendendo o senso da palavra até o ponto ele rompe e a gente pode ver as entranhas funcionando) com sua esposa…
… andando por aí…
… e casando online na frente de 3000 pessoas!
Você deve estar pensando “E daí que ele casou com uma personagem de um jogo da Nintendo? Eu enfiei meu pênis mastôdonico num prato de macarrão a bolonhesa ontem. Cadê meu prêmio por isso?” (e caso você esteja pensando isso, por favor, não procrie) – bom… eu nunca disse que o feito dele era um ganho para a humanidade. Na verdade, esse feito compromete a humanidade inteira e seu futuro. É um vitória para as máquinas. Uma garota virtual de um jogo de videogame conseguiu convencer um homem de verdade a casar com ela – por gerações essa será a história que objetos inanimados vão contar um para o outro para inspirar grandeza. Nene Anegasaki é o que velhas fraudas usadas vão cantar para encorajar Modess jogados no Tietê a absorverem o rio inteiro.
Quanto tempo isso levou?
Tá aí um feito difícil de recriar. Eu imagino, embora não tenha certeza, que se você cercar um bebê com robôs que mostrem a imagem de Vaginas todas vez que ele grita e recompensar abraços amorosos com choques elétricos essa criança irá crescer para começar um ciclo de negligência emocional tão grande que, eventualmente, seu neto conseguiria namorar e se casar com um simulador de namoro. Mas eu acho que alguém louco o suficiente para fazer isso com um bebê se casaria com seu próprio Game Boy.
Graças às promoções de fim de ano e ao ataque dos hackers nas outras plataformas online, a plataforma digital Steam atingiu um novo recorde interno, chegando a um total de 8.466.441 de usuários simultâneos durante esta quinta, dia 1º de janeiro.
8.466.441! Oito milhões e meio de pessoas! Aproximadamente a quantidade de gente que mora em Nova York!
O novo ápice vem apenas poucos dias após o antigo recorde, atingido em 28 de dezembro, com cerca de 8,3 milhões de usuários. A base ativa da plataforma digital continua a crescer significativamente: No ano passado, o Steam ultrapassou a marca de 7 milhões de usuários simultâneos, enquanto a marca de 8 milhões foi atingida seis meses depois, durante as infernais promoções de inverno.
Os campeões que tem mantido esse pessoal lá são o “Dota 2” e “Counter-Stike: Global Offensive” no módulo multiplayer competitivo, com “Team Fortress 2”, “Football Manager 15” e “Skyrim” logo atrás.