Playstation 4 – Que comecem as especificações técnicas

Ok! Chega de Bla bla bla e hora de especificações técnicas. O que realmente está dentro do capô do PS4?

Bom, da forma mais simples que dá para explicar o PS4 é um PC com arquitetura x86 (se você é da velha guarda, como eu, vai lembrar dos computadores 386, 486 e, finalmente Pentium, que era o 586 – então… é dai que vem essa terminologia) de 64 bits formado por um processador central, batizado Jaguar, da AMD, que funciona em paralelo com uma AMD Radeon de 1,84 teraflops, dividindo  pasmén, 8 núcleos de processamento. Alimentando esse híbrido estranho de processador e placa de vídeo há um bem servido sortimento de 8 Gb de memória GDDR 5. O sistema conta com um drive de Blu Ray, um sistema Wi Fi 80.211 b/g/n, Bluetooth 2.1 nativo, saída HDMI, saída analógica e saída óptica de áudio.

Console

A Sony explicou que não terá modelos diferentes do aparelho, que todos as unidades virão com headset mono para chat por voz e que o PS3 fará cross chating (ou seja conversar entre jogos ou entre apps, estando na mesma party) nativo. Além disso explicou que, apesar do foco do console ser a distribuição digital através do serviço online Gakai, os principais jogos (triplo A e que as distribuidoras assim desejarem) também terão versões físicas. Os jogos físicos de PS3 não poderão ser utilizados no PS4 e ainda não há posições sobre os discos de PS1, mas provavelmente também não terão uso – jogos de PS1 e PS2 que foram comprados na PSN funcionarão sem problemas e os jogos de PS3 serão vistos “caso a caso”.

Fora isso a Sony confirmou vários dados do controle. O controle pesa pouco mais de 200g, tem um botão de share, um touch pad multi touch capacitativo integrado que NÃO TERÁ GRÁFICOS (só serve como superfície de input), um led de identificação e um led frontal que permitirá detecção pelo PS4 Eye, uma versão melhorada do Kinect (para que inventar se eu posso copiar?).

Controller

Aliás… surgirão os primeiros detalhes do PS4 Eye. É um sistema de câmeras que reconhecerá corpos e partes de corpos (com uma distância muito menor do que a mínima necessária para o Kinect, segundo a Sony) e que gerará vídeo em 60 fps com resolução de 1280X800 pixels… um ganho considerável sobre 30 fps e 640×480 pixels do Kinect.

Enquanto mais informações surgem a pergunta principal continua: Conseguirá o bom em tudo, mestre em nada, PS4 conseguir um lugar ao Sol? Principalmente com a chegada do Steam Box, Piston e do 720? Coloque sua opinião aí embaixo!

Os Pokemons invadiram seu iPhone, iPad e iQualquercoisa….

Na forma da sensacional Pokemon TV – um novo App para o iOS. O App é gratuito e permite que os usuários assistam a 50 episódios da série animada toda semana, com os episódios sendo constantemente trocados, advindos de diversos períodos das mais de 15 temporadas do Anime (que agora já tem mais de 700 episódios). Em um futuro próximo a Nintendo disponibilizará também os filmes do seriado, eventos especiais e trailers.

Parece que não vai ser o iPhone que vai conquistar o 3DS. Vai ser ao contrário…

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Todo que você queria saber sobre o PS4 mas tinha medo de perguntar!

Sim! A Sony fez a apresentação do PS4 para o mundo ontem, em um evento gigantesco, com tradução simultânea para sei lá quantos milhões de países (inclusive o Brasil). Mais caiu do que ficou no ar… mas fez. E falou uma pancada de coisas! E não mostrou o console. Mas vamos por partes!

Aliás… se você quiser uma versão resumida da apresentação da Sony (em inglês)

Eu rio disso cada vez que aperto o botão!

Economizando nos nomes vamos as partes apresentadas pela Sony em uma ordem que faça um pouco mais de sentido.

O projeto Orbis está terminando e com ele nascerá o Playstation 4. O PS4 ainda não tem preço definitivo, mas a Sony confirma que permanecerá competitiva (e o Niken, jornal japonês especializado em finanças, aposta em um preço de US$ 400,00), e será lançado, no Japão e nos EUA, no final de 2013.

Sim… o PS4 saí esse ano. Parabéns aos donos de PS3 que pagaram US$ 600,00 por um aparelho no lançamento (em 2006  –  2013-2006 = 7 anos) sob a promessa “Um videogame que vai durar 10 anos!”

A arquitetura do PS4 é a de um PC X86 com 3 núcleos e uma placa gráfica APU, de altíssima desempenho, suplementada por 4GB de memória GDDR 5. A memória principal é de 8 GB e o sistema usa HD para criar memória virtual conforme necessário. O console em si não foi mostrado, então não podemos dizer se usa alguma mídia física, mas tudo leva a entender que os jogos usarão Blu Rays. A mudança dos fornecedores das placas, assim como da arquitetura delas, no entanto, mostra que o PS4 não será retro compatível por hardware, um fato que a Sony já confirmou, mas que, através do fornecedor Gaikai, uma espécie de Steam asiática, você poderá comprar jogos de PS1, PS2 e PS3 (sim… vc terá que recomprar seus jogos de PS3 – eles não funcionaram no seu PS4). A Sony confirma que os jogos presentes na sua conta da PSN serão migrados para o PS4 “dentro de condições negociais futuramente acordadas”.

Ou seja, você vai ter que pagar por games que já tem. De novo!

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O aparelho terá um chip secundário apenas para lidar com downloads e uploads, fazendo com que jogos possam ser downloadados em paralelo e utilizados por streaming enquanto o download é feito (assim como no Wii U – que original!). Além disso o novo sistema da Sony não terá mais como foco os jogos em 3D (como ela havia tentando com o PS3) e, embora o aparelho possa rodar vídeo em 4 mil linhas de resolução, esse também não será o foco; o foco será o social. Literalmente. A PSN está sendo totalmente reformulada para oferecer um espaço para os jogadores se encontrarem (parecido como Wii U Plazza/Wii U Wara Wara), um espaço para experiências serem trocadas (como o Wii U Miiverse) e uma conectividade total com o FB para publicar dados e troféus (como a Live e a Nintendo Network – tá chovendo ideias novas aqui!). Além disso o controle possui um botão “Share” que permitirá paralisar o jogo (em single player… ainda não sabemos como vai funcionar no multiplayer) e escolher qualquer ponto dos últimos 15 minutos (que vão sendo gravados em looping no sistema) para enviar para o youtube, gerar uma foto e compartilhar ou, simplesmente, atazanar seus amigos (nossa, eu já vi isso em algum lugar… espera aí… espera aí… foi no Wii U. É uma das funcionalidades do console. E sem botão de share!).

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Algum usuário da Live se lembra de algo semelhante? Que a gente usa a anos?

Aliás… falando em botão de Share, vamos falar de controles. O PS4 é compatível com o Move mas NÃO É, e segundo a Sony não será, compatível com o Dualshock 3. Então, quer jogar com mais de um jogador, corra comprar controles novos. O novo Dualshock 4 é mais pesado que seu antecessor, maior e um pouco mais roliço, como mostrado nas fotos abaixo. Além do botão “Share”, já citado pela Sony, o controle possui todos os componentes do Dualshock 3, com algumas mudanças: Os direcionais são maiores e agora são côncavos, invés de convexos (como no Xbox 360) e os dois gatilhos inferiores voltaram a posição da época do PS2 (Muito muito melhor Sony!). Além disso o controle tem um led luminoso na parte de cima, que será usado justamente para operações semelhantes as do Move e uma pequena área sensível ao toque, no meio dele, semelhante em qualidade a superfície traseira do PS Vita, que será utilizada dentro de jogos e aplicativos; a área é multi touch e capacitativa

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Com relação a conexão PS4 – PS Vita a Sony afirma que TODOS os jogos de PS4 estarão preparados para a conexão, podendo ser jogados integralmente no seu PS Vita, em qualquer comodo da sua casa (aonde foi que eu vi isso?). Além disso o espaço social da PSN poderá ser acessado de smartphones ou computadores (assim como a Live é hoje) e jogos podem ser escolhidos para download (que serão inciados automaticamente na PSN), ou amigos contatados, deste espaço.

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Então, deixa eu fazer um resumo final. O PS4 será o aparelho mais poderoso da “próxima” geração (PS1 – sucesso de vendas, hardware mais fraco que o Nintendo 64 e o Saturn / PS2 – sucesso de vendas, hardware mais fraco que o GameCube e que o XBOX / PSP – fracasso de venda, hardware mais forte que o do GBA e do DS / PS3 – demorou muito para esquentar as vendas, hardware fodasticamente mais poderoso que o Xbox 360 e o Wii / PS Vita – uber fracasso de vendas, insanamente mais poderoso que o 3DS – SOU SÓ EU OU TODO MUNDO ESTÁ VENDO UM PADRÃO AQUI?!), voltado para o usuário “top”, com recursos como rodar filmes em 4 mil linhas de resolução (o que exige TVs especiais que custam algo em torno de R$ 14 mil) e que terá os mesmos recursos sociais do Wii U, um controle com uma superfície sensível ao toque, capacidade de jogar seus games por streaming em um outro sistema (como no Wii U) e um sistema online semelhante a Xbox Live.  Oh, meu Deus… e o mitólogico Sony Xbox U!!!!

Eu entendo o que a máquina da Sony promete, e tem gosto de Naftalina. São as mesmas promessas do PS3, as mesmas promessas do PS Vita – “Fazer o que as outras empresas fazem, melhor do que elas!”. Parabéns Sony, entendemos seu conceito. Mas você não entregou essa experiência no PS3 (uma powerhouse de processamento que ninguém usou direito), nem no Vita (que nem jogos não tem, coitado). Por que seria diferente agora? Mostra vídeos de jogos demo….

… como esse não convencem mais ninguém.

Mostre a que veio Sony PS4 Orbis. Ou saia da Arena!

O Playstation 4/PS4/Orbis será mostrado neste mês! E estará no mercado antes do final de 2013!

Sim… esse ano!

Em uma virada enorme de posição a Sony, que costumava falar em uma plataforma de games que durasse 10 anos, colocará sua nova plataforma no mercado menos de 7 anos depois do lançamento do insanamente poderoso PS3 (o que significa que todo mundo que caiu na conversa do senhor Kaz Hirai e comprou um aparelho pagando US$ 599,00 no lançamento, na promessa de não ter que comprar um novo aparelho em 10 anos… deve estar se sentindo muito mal. Provavelmente não tanto quanto eu que tive que consertar um PS3 ano passado e comprar um outro… e descubro que esse ano sai o PS4. Sucks to be me! -_- ) a empresa japonesa de eletrônicos soltou ao mundo algumas informações sobre o PS4 e falou que, no dia 20 de Fevereiro, irá mostrar o aparelho em um evento todo seu.

E o que já sabemos do PS4? Algumas coisas interessantes…

O Chipset central do aparelho ainda é um cluster de múltiplos processadores, semelhante ao Wii U e ao PS3, com uma GPU japonesa proprietária – segundo a Sony a combinação é mais poderosa e tem desempenho mais leve que a do XBOX 720/Durango. Algumas imagens baseadas em informações da Polygon e do Wall Street Journal surgiram nesses dias:

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É algo mais ou menos assim o controle do novo PS4!

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Como havia sido comentado anteriormente a Sony colocou uma tela sensível ao toque semelhante a do PS Vita no meio do controle do PS4 e está trabalhando em funções como tempo de bateria e distância da tela. Em contraste com a direção tomada pela Nintendo, o novo controle da Sony não permitirá levar os jogos para longe da tela, e tão somente mostrará funções ou botões virtuais.

Um dos botões virtuais citados, que aparece no Mock Up oficial da Sony aí em cima, é o share. Segundo a Sony o PS4 vai gravar, continuamente, seus últimos 15 minutos de jogo, permitindo que você pause a experiência e post, em Facebook, Pincarest, Twitter ou onde mais quiser, na hora, fotos, vídeos ou comentários do seu jogo naquele momento. Troféus também. É algo que a Live já faz a um certo tempo (pelo menos com o FB) mas que a Sony parece estar tecendo como parte essencial do seu aparelho.

De qualquer forma nós só teremos mais informações no dia 20… e podem apostar seus chapéus que o Mini vai trazer todos os detalhes para vocês. Eis o Teaser liberado pela Sony:

Agora já era… a Sony é rebaixada a qualificação LIXO nas bolsas de valores internacionais!

Para a infelicidade de todos os Sonystas lá fora a empresa que trouxe ao mundo o Playstation está realmente muito mal das pernas. E agora as duas maiores consultoras internacionais de risco de investimento, a Moody e a Fitch deram mais um downgrade no nível das ações das companhias Sony e Panasonic – levando abaixo do patamar BB e para dentro da chamada “área de alto risco de investimento”, que tem o nada gentil apelido de “Junk Status” – literalmente Status Lixo.

Segundo o Wall Street Journal, a Joystiq, a ZDNet, a Reuters e a EuroGamers (sim… eu realmente pesquiso tudo antes de publicar) a Fitch deu uma explicação sobre o novo downgrade dizendo que as companhias seriam incapazes de se recuperar na velocidade necessária para revalorizar suas ações dentro de um ciclo de curto e médio prazo e que as ambas continuam “sangrando” em suas áreas de produção básicas, como TVs, aparelhos de som e… pasmem… videogames.

As vendas do PS Vita foram desastrosas lá fora (aqui dentro… putz… nem se fala) e o PS3 e o XBOX 360 estão basicamente (há uma insignificante vantagem por parte da Microsoft) empatados em números de unidades vendidas internacionalmente – mas o 360 era mais barato de produzir para a MS a mais tempo e tem um attachement rate mais alto (isso significa que a MS ganha mais dinheiro por unidade com jogos, mensalidade da live, downloads, venda de música e filmes, etc…).

Tanto a Moody quanto a Fitch acreditam que, se a recuperação de ambas as empresas for possível, passará por “vastas mudanças internas e de foco de mercado” o que pode ou não comprometer o PS4. O Mini continua ligado para trazer a vocês qualquer mudança na situação…

… e continuamos torcendo pela falência da marca PS e podermos jogar Uncharted com Achievements!

 

A Sony está realmente muito mal das pernas!

Segundo a ZDNet, a Billboard e a New Asia Channel, a Sony sofreu um segundo “downgrade” na qualificação das suas ações pela empresa Moody, que atua no ramo de investimentos, estando no menor grau de investimento possível antes que ela atinja o famigerado “junk status” (literalmente “Status de lixo”).

E eu com isso? Você pergunta… afinal o Mini já falou duas vezes (aqui e aqui) sobre como a Sony anda mal das pernas.

O problema é que tal qualificação deixa a Sony em uma saia justa visto que, no mundo dos investidores,  qualquer investimento feito nela passa a ser de alto risco. Além disso, ao chegar em tal classificação, os planos para reestruturação e recuperação são altamente afetados. A agência de classificação Moody já havia começado a diminuir o status da Sony em outubro, pois acreditava que as perspectivas da companhia japonesa continuavam negativas, mesmo com os esforços de reestruturação. Agora, caso a fabricante de eletrônicos perca mais um grau se verá extremamente restringida no mercado de crédito internacional – e isso sim… no meio da crise… pode matar o Playstation.

Sem crédito, sem novo God of War, sem novo jogo da Naughty Dog… sem PS4…

Ainda segundo o relatório divulgado pela Moody sobre o assunto, sem uma nova reestruturação, ainda mais robusta, da Sony nos próximos 12-18 meses, os serviços não financeiros da companhia conseguirão, no máximo, não dar prejuízo, correndo o risco de continuarem não sendo rentáveis. A consultora considera ainda que a parte mais rentável da Sony é seu departamento de música e que várias outras áreas dentro da Sony deveriam ser extintas ou completamente reformuladas.

É… a coisa tá pequena para a Sony!

Sony demite mais de 10.000 pessoas!

Há algum tempo nós colocamos uma matéria aqui no Mini falando da condição financeira precária que a Sony estava, e que ela deveria demitir uma quantidade massiva de empregados. Pois é… e vai ser em uma tacada só! A Sony vai demitir 6% da companhia, pouco mais de 10.000 pessoas espalhadas entre Japão, Europa e EUA. O objetivo da empresa é “recuperar competitividade global”.

O plano teve início em 10 de outubro e continuará até março de 2013. A Sony cortará um quinto dos funcionários do sua base japonesa (pouco mais de 2000 pessoas), e fechará fábricas japonesas de celulares e lentes de câmeras (cerca de 2000 trabalhadores). Além disso, 1800 funcionários serão perdidos em subsidiárias que estão sendo entregues pela Sony a bancos japoneses, e mais 2000 colaboradores devem ser demitidos com o fechamento das operações da Sony Erickson na Europa.

Antes desta reestruturação massiva, a companhia havia reportado uma perda de 2 bilhões de dólares – embora as coisas estejam um pouco melhores agora, visto que a companhia “sangrou” apenas 312 milhões de dólares em agosto, mostrando que talvez as coisas não estejam assim tão perdidas para a produtora. Segundo a assessoria financeira da Sony, a empresa deve economizar 378,6 milhões de dólares no próximo ano fiscal com as demissões realizadas, fazendo com que a companhia volte a ficar no positivo.

O Mini deseja a melhor sorte do mundo para os funcionários demitidos e espera que a transição entre empregos para estes profissionais seja a mais tranquila possível!

 

Olha o PS3 Slim²!

Lembra quando a gente falou que o PS3 Slim iá ser redesenhado para sair mais barato e aumentar a venda? Tá neste link aqui! Então… aqui está o maluco… exatamente igual as fotos de julho!

Como nós havíamos colocado na matéria anterior o novo aparelho contem um drive de abertura manual que desliza para a esquerda (prevejo muitas e muitas tampas quebrando), tem uma USB a menos, não tem saída de áudio óptico e possui placas internas com menor consumo de energia e menor geração de calor. Embora não conseguimos nenhuma foto dos fios que acompanham o aparelho a Anatel já informou que o suprimento de energia do aparelho é externo, semelhante ao do PS2 Slim (começa em um fio normal e tem aquela “caixinha” no meio). O preço e disponibilidade do aparelho já forma revelados:

Estados Unidos 

  • 250GB – $269 (Uncharted 3/Dust 514 Bundle) – 25 de Setembro
  • 500GB – $299 – October 30th

Europa e outros territórios PAL 

  • Flash Memory 12GB – 229 Euros, AUD $299.95, NZD $399.95 – 12 de Outubro na Europa, 27 na Austrália e 18 na Nova Zelândia
  • 500GB – 299 Euros, AUD $399.95, NZD $519.95 – 28 de Setembro em todos os territórios

Japão

  • 250GB – 24,900 Yen – 4 de Outubro
  • 500GB – 29,800 Yen –  4 de Outubro

Polígonos X Sprites – Como o PS1 quase foi um Super NES com esteróides

Embora para alguns (eu entre eles) os polígonos sempre tenham parecido o caminho do futuro (podiam ser rotacionados e visto de qualquer lado, podiam gerar vários ângulos de jogo, exigiam uma quantidade de espaço muito menor na ROM porque eram calculados on fly, etc…), Vectrex, Virtua Racing, jogos com o Chip Super FX… para a maior parte dos jogadores, no início da década de 90, os polígonos eram algo imbecil. Por que não fazer um jogo “normal”? Usando gráficos “desenhados”?

Nós vivíamos a era dos sprites. Sucessões de desenhos em animação rápida que davam a idéia de movimento, quase como um desenho animado controlado. Os sprites eram muito mais fáceis de usar nos processadores 16 bits pois não exigiam tanto do processador, não tinham muita matemática envolvida e podiam ser guardados crus na memória do cartucho para serem puxados quando fosse necessário. Algumas companhias, como a SNK, levaram os sprites a um novo nível de glamour com seu poderosos Neo Geo AES e VMS (Máquina caseira e máquina árcade, respectivamente).

E nos idos de 1993 a Sony estava enfrentando uma briga interna exatamente sobre essa pergunta: Qual caminho é o futuro: Sprites ou polígonos? Ken Kutagari, agora chefe de seu próprio departamento e a pouco mais de um ano do lançamento de seu filhote, o Playstation, estava recebendo forte resistência interna da Sony com relação as especificações do mesmo; o PS1 era um aparelho poderoso, voltado para calcular, gerar, rotacionar, movimentar, destruir e modificar polígonos. Não seria melhor uma máquina menos poderosa mas com capacidades gráficas mais voltadas para os Sprites? Algo como um Neo Geo barato? Ou, melhor ainda, um Super NES 4 ou 5 vezes mais poderoso.

Está dúvida interna da Sony tinha duas raízes: custo e futuro. Se os polígonos realmente não fossem o futuro o hardware da Sony não teria condições de lutar de igual para igual com os dois processadores Hitachi 32 bits do Saturn no campo dos Sprites – O Saturn conseguiria dar voltas em torno do PS1 neste campo e os jogadores acabariam migrando para o sistema da SEGA. Além disso poder de processamento é caro.  O preço do aparelho seria subsidiado pela Sony para que o ganho viesse depois, na participação nos jogos e nos royaltes – ou seja a empresa começaria perdendo dinheiro! Não seria melhor um sistema mais modesto, mais ligado aos que os jogadores já tinham naquele momento? Kutagari apostava que não, e batia o pé no lançamento de seu Playstation voltado para lidar com polígonos.

A resolução da dúvida da Sony veio pela mãos de uma de suas maiores concorrentes: A SEGA.

No final de 93 Yu Suzuki e seu fantástico time AM2 (responsáveis por Out Run, After Burner, Hang On, etc…) trouxeram aos Arcades um super sucesso: Virtua Fighter. Simplório como o game possa parecer hoje, com seu fundo de tela estático e seus personagens blocados, ele irá simplesmente incrível 15 anos atrás e carregou milhões de fãs a loucura nos Arcades com seu estilo inovador de câmera, seus gráficos poligonais e seu estilo realista de luta baseado em movimentos capturados. Aquele jogo, e a quantidade de dinheiro que ele estava faturando, eram os motivos que Ken Kutagari precisava para convencer acionistas e diretores.  O PS1 foi na direção dos polígonos.

O resto da história todo mundo conhece: O Saturn chegou ao mercado com dois processadores (que as empresas não conseguiam usar direito) e uma versão mulambenta de Virtua Fighter enquanto o PS1 chegou ao mercado com Ridge Racer e Battle Arena Toshinden, ambos recriações fiéis, se não versões melhores, do que o Arcade.

Irônico… não?