É oficial: Nintendo Club vai deixar de existir!

O clube de vantagens da Nintendo vai deixar de existir, da maneira como o conhecemos, no dia 31 de Junho deste ano. Novas contas e novos produtos comprados, tanto para Wii U, quanto para 3DS, ainda podem ser cadastrados no Nintendo Club até 31 de Março e TODAS as moedas e estrelas ganhas TEM que ser gastas até o final de Junho – a Nintendo vai disponibilizar centenas de jogos por download, presentes, camisetas e outras quinquilharias para que gastemos nossas lindas moedas.

Vou frisar de novo: Seja qual for o novo modelo de clube  de vantagens que a Nintendo criar suas moedas e classificação NÃO MIGRARÃO! Logo gaste todas agora agora agora!

A Big N confirmou que um novo modelo para o Nintendo Club, talvez com um outro nome, surgirá muito em breve (provavelmente vai ser apresentado na E3 ou no Nintendo Direct da E3) e substituirá o atual modelo, com uma maior integração com plataformas mobiles, maior integração com o e shop e sem a necessidade constantes daqueles sacais questionários (eu tenho centenas de produtos Nintendo registrados lá… foram centenas de questionários…. um para cada jogo, console ou acessório registrado).

O Club Nintendo, que teve sua origem a partir da Nintendo Power (revista da Nintendo fundada nos EUA em 1987), começou suas atividades em 2007 e vem presenteando jogadores fiéis com as mais incríveis regalias…

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Como essa estatueta incrível!

… sem falar em games para download e um monte de ” coisinhas” como estojos, lápis, band aids, roupas, tudo com logos ou imagens de personagens e aparelhos Nintendo.

Adeus… Club Nintendo!

Vamos sentir saudades!

Seja bem vindo ao Nintendo App!

Como seria um mundo sem consoles Nintendo?

Mais ou menos assim!

Piadas a parte, o fim do mundo para muitos games (eu incluso) poderia ser seguido de um app que traria os produtos Nintendo para o seu celular. E um fã ousou imaginar como seria: Bem vindo ao Nintendo App!

Nintendo confirma estar preparando console para “países emergentes”

Segundo o presidente Satoru Iwata, durante a reunião para acionistas com os resultados do último semestre da Nintendo, a Nintendo está preparando consoles para “países emergentes” que tenham pouco contado com videogames da maneira padrão que o mercado trabalha. “Podem ser países atingidos por um nível imenso de pirataria, que impossibilitaria o mercado como ele normalmente é, ou países onde a estrutura de venda simplesmente não existe para sustentar o hardware.” disse Iwata.

Iwata confirma que esses novos dispositivos não serão simplesmente novos Wii U ou 3DS mais baratos, mas sim sistemas completamente novos voltados para as peculiaridades dos mercados onde serão lançados. Eles terão trava de região e serão comercializados mais ou menos da mesma maneira que a Sony está lidando com o Vita Tv no Japão.

Embora Iwata não confirme quais “países emergentes” ele cita, não é preciso ser um gênio para juntar um mais um e descobrir que o principal novo alvo da Nintendo é a China. O que faz completo sentido – durante o tempo em que os videogames eram oficialmente proibidos lá e todos os aparelhos eram cópias ilegais de sistemas estrangeiros rodando cópias ilegais de jogos estrangeiros a Nintendo, com a permissão do governo Chinês, colocou o “iQue”, um mini Nintendo 64 que era carregado com Roms em uma Quiosque personalizado utilizando uma mídia regravável específica do console. Agora que o mercado está aberto para as empresas de games é um filão de 1,5 bilhões de pessoas, mas que tem tantas peculiaridades e tantos graus de censura, que deve dar um trabalho razoável para empresas colocarem seus jogos lá… a menos que seus jogos sejam conhecidos por serem familiares, simpáticos, notoriamente não violentos e muito muito bons.

Será que veremos um renascimento da Nintendo na China… e como eu faço para colocar a mão nesse hardware novo que vai sair por lá?

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Decisões… decisões: O que a Nintendo mostrou para os acionistas

Ok. Vamos tirar o elefante branco da sala!

Como nós falamos quando a Nintendo mostrou sua expectativa de perda, alguns dias atrás, a situação não era a melhor do mundo. Não era terrível (estamos falando de uma empresa que mais de 10 bilhões de dólares líquidos aplicados em bancos, fora assets e tudo mais. A Nintendo poderia ter um prejuízo real desse tamanho por mais de 20 anos sem ter que fechar as portas.) mas não era bom.

E no dia 30 de Janeiro houve a reunião do senhor Satoru Iwata, presidente da companhia, com os acionistas. O mesmo Satoru Iwata que, junto com seu principal designer, Shigeru Miyamoto, e os principais executivos da Nintendo, aceitaram uma redução de 50% dos próprios salários até a situação de perda se regularizar. Esse cara, que realmente acredita na sua companhia, veio conversar com seus acionistas e com o mundo para acalmar todos os ânimos.

Foi como apagar uma fogueira com gasolina.

Então vamos lá. Primeiro ponto. A Nintendo NÃO IRÁ produzir nada Mobile ou disponibilizar nenhum de seus jogos antigos, em nenhum formato, em plataformas Mobile. Isso quer dizer que, por sabe-se lá quanto tempo, você não poderá, oficialmente, jogar nenhum jogo Nintendo em iOS ou Android. Segundo o senhor Iwata os aparelhos não refletem a melhor condição de uso para os produtos desenvolvidos pela Nintendo e competem de forma direta com sua linha de portáteis.

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Segundo ponto. Nada de Nintendo Fusion ou de novos videogames pelos próximos 3 anos, pelo menos. E Nada de deixar de lado o GamePad no Wii U. Segundo o senhor Iwata o GamePad enfrenta a mesma resistência enfrentada pelo Wii mote e pelo controle com um analógico do Nintendo 64… e vai vencê-la. “Sempre fizemos isso na Nintendo. Sempre impusemos a mudança. E sempre conseguimos transformar o diferente no padrão.”. Então o Wii U continua firme e forte e diversas empresas, principalmente japonesas, serão adquiridas ou farão joint-ventures para aumentar o número de jogos produzidos para ele. E irá aumentar consideravelmente o investimento em Marketing e publicidade para aumentar o awareness (como eu traduzo isso… é um termo técnico de publicidade. Acho que posso traduzir como “Visibilidade” mas não é bem isso. É o seu público conhecer seu produto e procurar por ele) do aparelho. E já entrou em negociações com diversas Third Parties americanas para retomar a produção de certas franquias multiplataformas dadas como  “obrigatórias” (durante a apresentação, nesta parte, o senhor Iwata mostrou um Slide contendo o logo de diversas companhias, entre elas a EA, a Activision e Valve).

Terceiro ponto. E já que estamos falando do controle e da experiência que ele proporciona o senhor Iwata colocou que ele entende que nem todo mundo quer utilizar o GamePad e que nem todos os produtores vem ele como a melhor saída para seus jogos. Então, nos próximos meses, haverá um corte de preço no Wii U pro controller, uma nova versão do controle será lançada, contendo Rumble e, por fim, novas versões do aparelho virão com o controle incluído JUNTO com o GamePad. É claro que ainda não temos data para tudo isso… mas parece uma solução e tanto.

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Quarto ponto. Mais jogos virão para o Virtual Console por semana, segundo o senhor Miyamoto assim como jogos de DS e GameCube chegarão nos próximos meses (modificados para ter uma resolução melhor). O papai Zelda ainda se desculpou pela falta de grandes jogos no Wii U “Os jogos estão sendo produzidos e estão chegando. Mas sentimos, como a maior parte da empresas japonesas, uma grande dificuldade em produzir nessa nova era de altíssima resolução. Mas não estamos aqui para dar desculpas. Os jogos virão. E Mario Kart 8 é o primeiro deles.”. Além disso Miyamoto afirmou que os próximos jogo farão cada vez mais uso do GamePad – diferenciado as versões do console.

Quinto ponto. Acessibilidade e internet. E aqui houve uma demonstração incomum de humildade por parte de Iwata “Não estávamos preparados para o desafio no Wii e estávamos igualmente despreparados no Wii U. E por isso pedimos desculpas.”. Após o pedido de desculpas o executivo afirmou que empresas externas foram contratadas para prover a Nintendo uma melhor qualidade de conexão e para “modernizar” o Nintendo e-shop e o multiplayer online da Nintendo. Além disso o Miiverse e o e-shop poderá ser acessado do seu celular até o final do trimestre, o que permitirá comprar jogos e iniciar o download deles sem ter que estar na frente do seu Wii U e jogá-los assim que chegar em casa. Comentários também poderão ser feitos através do seu celular via o novo serviço, que será disponibilizado por um app no Android (iOS será, eventualmente, servido também… mas não inicialmente).

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Por último mas não menos importante a Nintendo está procurando outros caminhos para se diferenciar. Um deles é um projeto enorme de bem estar físico e psicológico que vai usar o Wii U e uma série de acessórios para checar dados do seu dia a dia e procurar pontos passíveis de melhoria (Iwata disse que mais informações sobre isso estarão disponíveis em breve) e outro, e esse é MUITO interessante, é que a empresa está em estágios finais de conversa com diversos parceiros, sobre comercializar seus personagens em itens e outras mídias, como SÉRIES DE TV E FILMES, além de produtos físicos. Então uma série de Tv de Zelda ou Metroid, ou uma animação Disney de Star Fox não estão assim tão distantes.

Ou isso!!! Que já seria awesome!

Então essa é a nova plataforma da Nintendo… impressive. Melhorar o aparelho, torná-lo mais rápido e fazer mais jogos para ele. Parece uma estratégia vencedora… mas como dizia Zun Tsu “Nenhuma estratégia sobrevive o contato com o inimigo.”. Resta saber se o mercado vai achar as ideias da Nintendo tão bacanas quanto a Nintendo acha.

O Mini acerta mais uma! Nintendo pretende adquirir diversas companhias japonesas!

Putz… eu venho falando isso a uns 2 anos para alguns amigos meus.

E nós do Mini colocamos isso na nossa lista de ações que a Nintendo deveria tomar. Clique aqui e de uma olhada nos nossos números 2 e 3!

Durante a apresentação das novas estratégias da Nintendo aos acionistas o presidente Satoru Iwata informou que a Nintendo pretende “Adquirir ou criar fusões com diversos parceiros comerciais de longa data”.  Ainda segundo Iwata isso vai permitir aumentar o catálogo de produtos Nintendo, melhorar ainda mais o portfólio de propriedades intelectuais disponíveis e criar um produto ainda mais necessário para o mercado.

E considerando que a Namco cancelou certos lançamento esperando por um posicionamento da Nintendo e a SEGA essencialmente já está no bolso (a alguns anos) e que AMBAS são parceiras de longa data da Nintendo (elas tem até a Triforce, um sistema de arcade para múltiplos jogos criados em parceria em cima do hardware do GameCube/Wii) – eu prevejo que, muito em breve, você terá que ter um console Nintendo para jogar Sonic e Soul Calibur/Tekken.

E não custa sonhar com exclusivos Capcom e Konami apenas em um console Nintendo, custa?

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Editorial: Nintendo e o século XXI

Eu nasci em 1980. E cresci cercado por Nintendo e SEGA. Mais Nintendo do que SEGA, por uma larga margem, mas é importante saber que, desde os meus 6 anos, eu estava enfiado de cabeça no universo de videogames.

E, por mais engraçado que isso possa soar, na segunda metade da década de 80 havia o Master System e a havia o NES (na verdade havia uma plenitude de “NESes” do CCE Super Game ao Phantom System, do Bit System ao Turbo Dactar) mas não havia uma guerra em si entre seus donos – no Brasil a Tec Toy fazia um serviço maravilhoso em termos de propaganda e empolgação com os produtos do Master e os usuários de plataformas Nintendo tinha versões abrasileiradas dos jogos, mas não havia contenda ou muita discórdia entre as plataformas. A guerra entre SEGA e Nintendo, que ferozmente atingiu os EUA e a Europa, no final da década de 80/começo da década de 90, só foi ser sentida aqui no Brasil depois de 93 – com o SEGA Saturn e o SONY Playstation (Venha conhecer como ele quase foi um acessório do SNES – clique aqui) já quase colocando a cabeça para fora do útero materno.

Eu acho, portanto, que nunca senti muito a briga em si. Tive o Mega Drive e o SNES (em uma nota detalhe, ainda tenho meu Mega Drive e meu SNES só não está mais comigo porque ele está servindo a um amigo meu, que precisava dele para certos jogos japoneses imensamente chatos de funcionar em unidades americanas), tive o PS1 e o Nintendo 64 (e me arrependo até os ossos de não ter tido um Saturn… situação que vou corrigir em breve) e, ainda tenho, um PS2, dois XBOX, um Gamecube, um Dreamcast, um XBOX 360, dois PS3, um Wii, um Wii U sem falar em GBA, DS, DS lite e 3DS – onde pode-se falar que, quando o assunto é videogame, eu tenho toda a reserva de uma prostituta de 3 tetas. Algumas pessoas gostam de videogame – PARA MIM É QUASE UMA RELIGIÃO.

Mas eu não me contento só em tê-los. Não… eu os estudo. Meu TCC de Facul foi sobre videogame, meu TCC de pós graduação foi sobre avanços em sistemas eletrônicos de videogames e meu TCC de MBA foi sobre o mercado brasileiro de videogame e sobre seu futuro. Ale’m disso eu sou o tiozinho que normalmente é chamado para compor mesas de graduação quando videogame ou games surgem – por diversas universidades de Campinas. Eu os desmonto, monto, conserto e faço frankestein com eles. Eles são tão família quanto meus cachorros. Conheço suas história, suas trivias, suas peculiaridades. Sei a diferença entre um JVC Wonder Mega e um Intel GIGA Drive.

E estou realmente assustado com as perspectivas de futuro. E sou tão culpado delas como quase todo mundo.

Em primeiro lugar quero deixar claro uma coisa que a Nintendo parece não ter percebido. A única coisa que parou o filho de 8 anos de alguns amigos de jogar Lego qualquer coisa no seu Wii U, no último Natal, foi o fato que o moleque estava destruindo Minecraft em um seu Ipad. Ou seja, a mudança de mercado que o senhor Iwata cita não está no reino do mercado futuro – ela está aqui, na sala, conosco, nos olhando com aquela cara de quem quer entrar na conversa. E por mais que eu não goste dela, e abomine a ideia de jogar videogame em um tablet ou smartphone (principalmente porque a maior parte dos jogos que me interessam não foram feitos para serem controlados com uma tela sensível ao toque), meu celular novo conecta via bluetooth com um controle de PS3 sem o menor problema, tornando completamente inválida a minha reclamação (eu estou com um emulador de PS2 instalado no meu celular e jogando FF X de novo – um jogo que eu tenho original, no PS2, logo não estou cometendo nenhum crime). Ou seja – o mercado se acomodou as minhas reclamações e está tentando solucioná-las.  Emuladores podem acompanhá-lo em seu celular e os jogos de muitas empresas custam entre 60 a 99 centavos – clássicos do mega drive ou do PS1, do arcade ou do Neo Geo, trazidos com gráficos melhorados a sua disposição no seu celular ou tablet.

Tudo isso sem falar em jogar em nuvem. Para que instalar ou baixar um jogo quando posso, por streaming, jogá-lo em qualquer lugar, salvar e continuar de onde parei, mesmo que eu esteja em outro aparelho. Posso começar uma “partida” de civilization V em meu Notebook, continuá-la em meu celular a caminho do serviço e prossegui-la, a noite, no lap top da minha namorada, sem instalar absolutamente nada nem ter que levar um único arquivo de um lugar para outro. A Sony promete fazer isso com seu Playstation NOW. Ao mesmo tempo a Microsoft me oferece vários jogos no universo de Halo, nos próximos meses, para fazer companhia ao já fantástico Halo: Spartan Assault, todos via nuvem, se eu me juntar ao grupo do Windows Phone – tentador, para não dizer mais nada.

Enquanto isso a Nintendo toca trombetas para me dizer que eu posso unir minha conta do Wii U com a minha do Nintendo 3DS – mas continuo tendo que pagar 5 dólares por Castlevania do NES em cada uma das plataformas, pois o mesmo game, que pode ser emulado com facilidade por qualquer carroça de escritório (com som e imagem melhores que os originais), não pode ser comprado só uma vez e utilizado em todas as minhas plataformas Nintendo na minha conta.

Unificar contas e manter seus produtos disponíveis para você em suas múltiplas plataformas, uma oferta que a Sony vem fazendo com os jogos de PS1 desde 2007, na dobradinha PS3/PSP, e com essencialmente tudo, na dobradinha PS4/PSVita, a Nintendo continua incapaz de me oferecer em 2014 – quase 7 anos depois de sua concorrente japonesa.

Mas eu não vou culpar a Nintendo sozinha. Não senhor… TODAS as empresas japonesas, salvo a Sony, parecem ter tidos imensos problemas em fazer o salto para o universo, e os videogames, HD. Da Capcom a Konami, que entregaram a maior parte de suas franquias para desenvolvedores estrangeiros (com resultados horríveis ou tão diferentes do material fonte que afastou a maior parte dos fãs – estou olhando para você DMC ^_^) passando pela plethora de empresas japonesas que simplesmente lançaram seus jogos a níveis estratosféricos de produção Hollywodianas e acabaram por cavar suas próprias covas (e não lançar nada) chegando a Square Enix que hoje vive de produções de seus estúdios internos adquiridos (Crystal Dynamics, Eidos, só para citar alguns) e promessas, parecendo incapaz de recuperar a glória de FF VI, Romacing Saga ou Dragon Warrior VIII (eu não vou nem citar coisas do calibre de Terranigma ou Chronno Trigger).

Mas nenhuma dessas softhouses tem consoles. E nenhuma delas tem que vender  esses consoles em universos tão distintos quanto o Japão (onde a Square tem todos os FF até o X2 lançados em versões lindas para celulares) e os EUA (onde CoD é a norma e multiplayer online é uma necessidade no seu jogo – uma necessidade muito maior que história ou diversão. Quando um RPG, como Mass Effect 3, ganha um modo multiplayer, você sabe que as coisas passaram dos limites). E nenhuma delas tem que aprender pelo erro a precificação mundo afora.

Porque, sim, a Nintendo está tendo que aprender a precificar conteúdo digital. Porque o japonês médio compra várias e várias vezes o mesmo game (um grande amigo que retornou de lá recentemente, após ficar 9 anos, me mostrou que havia comprado Final Fantasy I e II em três formatos diferentes no tempo que ficou lá) e paga 5 a 15 dólares por ele sem chiar muito, mas o consumidor americano quer mais pelo seu dinheiro (como eles mesmo dizem “More Bang for your buck”) e, com o Steam, a XBOX Live, a PSN, a Play Store e outros serviços online ofertando catálogos de jogos do passado a preços muito inferiores aos costumeiramente praticados pela Nintendo – a casa fica pequena para a produtora japonesa. A situação fica pior ainda quando tenho que comprar várias vezes os mesmos jogos, porque não consigo utilizá-los em diversas plataformas diferentes – talvez eu pagasse sem pensar 10 doletas por Mega Man X do SNES, se soubesse que poderia utilizar tanto no 3DS quanto no Wii U… mas quando tenho que pagar 8 dólares por cada versão do jogo, fica bem mais difícil de engolir.

Tudo isso sem falar no problema de vender o Hardware. Uma coisa é vender um game a 8 dólares para quem já tem o celular para rodá-lo. Outra, completamente diferente, é fazer essa pessoa comprar um hardware portátil, pagando algo entre 200 a 300 dólares e convencê-lo a carregar isso consigo para onde ele for – porque existe todo um nível de inconveniência em carregar um 3DS, principalmente o XL, por aí. Sem falar que o celular já é parte de sua vida pessoal e professional. Para muitas pessoas ele também é a principal plataforma de acesso a redes sociais, sua câmera fotográfica e seu principal player de media – dentro desse contexto fica muito difícil fazer alguém adquirir um portátil sem algo que realmente chame sua atenção ali. Um fato que o Vita, com sua ausência de jogos únicos e seus ports de PS3 que podem ser jogados, com qualidade superior, em casa no próprio PS3, tem atestado de forma dolorosa.

E já que tocamos no ponto do centro de entretenimento, que tal falarmos do que o Wii U não é? Desde o GameCube a Nintendo bate na tecla de “Oferecer videogames, não centro de entretenimento”, principalmente quando colocada de frente com o fato que seus dois concorrentes diretos, o XBOX e o PS2, roubaram muitas vendas do GameCube simplesmente porque rodavam DVDs. Ora… não seria o mesmo erro agora, ver que seu Wii U POSSUI um drive de Blu Ray, mas não pode ser usado como seu player? Ou que a única opção de software de steaming presente no aparelho seja o Netflix (que a maior parte das novas TVs já tem nativo)? Ou que o Nintendo TVii é um fracasso completo e que ninguém utiliza ela? Não seria a hora de entender que o mercado quer um centro de entretenimento e está disposto a dar uma chance para um aparelho que toque Blu Ray, seja meu centro de streaming, receba os vídeos do meu PC e jogue na minha TV e, depois de tudo isso, RODE JOGOS. Nenhuma dessas outras tarefas são exatamente árduas no hardware (o Ouya e sua ridícula configuração estão aí para provar) e elas dariam ainda mais valor para a tela sensível ao toque no meio do controle – não é difícil imaginar a família assistindo um filme em Blu Ray, através do Wii U, na TV, enquanto o filho se diverte com algum jogo do Virtual Console, no Wii U GamePad.

Aliás… falando que também tenho minha culpa em cartório… eu tenho um PC com um drive de Blu Ray ligado a minha TV como meu centro de entretenimento (via HDMI) e meu celular é minha principal plataforma de acesso a redes sociais e eu não desgrudo dele. Carrego meu 3DS para todo lugar que eu vou (principalmente porque eu estou sempre de mochila) mas mesmo eu tenho que entender que, para a maior parte das pessoas, é inconveniente.

Então sim… o mercado mudou. A tecnologia mudou. E nós mudamos. Os gamers como um todo ficaram mais velhos, mais exigentes e com menos tempo para jogar. Somos adultos agora, que pagam contas e tem jornadas diárias de 9 a 12 horas de trabalho. Quando vamos jogar queremos mais do que as experiências únicas proporcionadas por aparelhos, queremos praticidade, rapidez, queremos utilizar nossos celulares para ativar remotamente nossas máquinas e iniciar downloads que estarão prontos quando chegarmos em casa. Queremos jogos triplo AAA a nossa disposição e queremos que exista uma comunidade online forte e vigorosa por trás deles, onde encontraremos amigos e rivais e teremos experiências diferentes de tudo que já tivemos até hoje. E, os 240 milhões de prejuízo sobre lucro esperado da Nintendo parecem ser uma reflexão disso. Afinal, eles deveriam reavaliar seus preços de conteúdo digital e simplesmente lançar seu catálogo de produtos nos principais serviços de downloads digitais – não deveriam? Ou, melhor ainda, que tal um celular da Nintendo? Algo como um Xperia Play, mas da Nintendo?

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Algo assim, certo?

E se eu te disser que a Nintendo pensou nisso anos atrás? E que ela cancelou tudo porque o controle não era confortável e o resultado gráfico dos jogos não era excelente?

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Ops….

E é aí que as minhas opiniões diferem da maior parte das pessoas. E a razão pela qual eu tenho tanto receio com relação ao futuro do mu hobby, da minha, por falta de uma palavra melhor, religião. Porque eu acho que, em nossos novos e multimilionários jeitos de jogar e ver videogames, nós estamos esquecendo alguns pontos básicos sobre eles. Alguns pontos que essa empresa japonesa chamada Nintendo vem tentando lembrar todo mundo a quase 3 décadas.

1) Não é sobre gráficos, é sobre diversão

O Wii U tem uma saída HDMI e diversos processos internos que limpam gráficos de jogos de Wii para quem eles fiquem ainda melhores e mais bonitos na sua TV de 60 polegadas. Mas você vai me dizer, com todas as forças que isso é feio?

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Ou ainda isso?

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2) Jogos são sobre controles e como eles tem que funcionar com perfeição.

E é por isso que pessoas ainda tem seus Nintendos 64… porque não existe controle melhor para jogar Super Mario 64, Paper Mario ou Goldeneye do que aquele no qual o game foi desenhado para funcionar. E, saindo da Nintendo, já tentou emular Saturn? Fica horrível e não importa o controle que você conecta a sensação é sempre que algo está errado. Jogos estão conectados, irremediavelmente, a plataforma no qual foram lançados, e é muito difícil jogá-los de forma perfeita fora delas.

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Ou alguém acha que isso aqui pode ser PERFEITAMENTE emulado num teclado? Ou numa tela sensível ao toque?

3) Multiplayer é sobre amigos e pessoas que você gosta. Na mesma sala que você se possível

Desde o Nintendo 64… não… apaga isso… desde Super Mario Kart no SNES a Nintendo vem tentando colocar você e sua família, seus amigos, seus amores, para jogar junto. Seja com quatro controles e Mario Party no Nintendo 64, quatro controles e Mario Strikers no seu GameCube, 4 Wii motes em Wii Bowling no Wii ou 4 Wii motes VS um Wii Game Pad em NintendoLand, a Nintendo vem tentando fazer você jogar multiplayer com pessoas fisicamente próximas de você. Dividir um momento com parentes e amigos. Porque videogame é sobre diversão. E com mais gente tudo fica mais divertido.

E, provando mais uma vez que não é uma coisa só da Nintendo… alguém lembra de Chu Chu Rocket ou Sonic Shuffle no Dreamcast?

Multiplayer online é o futuro e tem que existir. Para unir pessoas que se gostam e estão distantes naquele momento. Não para substituir contato humano.

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Videogames sobreviveram duas grandes crises, 77/78 e 83/84, e mudaram, juntos com seus usuários. E, assim como a Atari, a NEC, a SNK e a SEGA, talvez tenha chegado a hora da Nintendo entender que o que ela representava morreu nos usuários. E não digo, em momento nenhum, que isso também não é culpa dela. Eu me somo ao coro de milhões que continuam pedindo um F-Zero de Wii U, um Kid Icarus de Wii ou Earthbound novo em qualquer plataforma. Eu me somo ao coro de milhões que querem que o aparelho seja aberto a TODAS as third parties e que a Nintendo produza uma power house que esteja, se não no mesmo nível tecnológico que seus concorrentes, superior (como o SNES e o Nintendo 64 para seus respectivos tempos). Mas, ao mesmo tempo, consigo entender que isso não é o “jeito Nintendo de ser”. Não faz parte da base da empresa. Da missão dela. Do que ela acredita.

Eu entendo o que Shigeru Miyamoto, criador de Zelda e Mario, de Nintendogs e Donkey Kong, quer dizer com jogo com Kokoro – jogo com “coração”, com alma, que não exista só porque o público está pedindo mas para ser um clássico inesquecível que vai marcar todos que o jogarem. E espero que essa empresa continue criando hardware diferente e incrível e continue revolucionando o mercado de videogame de todas as formas que vem fazendo nos últimos 30 anos.

Porque o dia que não houver mais um novo console/portátil Nintendo… será o dia que eu vou virar as costas para o mercado de consoles e abraçar, completamente e (ainda mais) apaixonadamente o mercado retrô. E o Steam.

Bom divertimento a todos!

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A resposta de Miyamoto quando perguntaram porque ele não criava jogos para iOS/Android

Nintendo perdeu 240 milhões!!! Seu presidente vai renunciar!!! O que realmente aconteceu?

Então vamos por partes!

Primeiro! Calma!!! O presidente da Nintendo não está renunciando nem o que está acontecendo é notícia nova! Na verdade já está acontecendo a 3 anos! E não é difícil entender porque.

Mas antes de mais nada vamos contextualizar. E para conseguirmos fazer isso eu terei que explicar dois conceitos bem fáceis de macro-finanças: Net income e expected income. Expected income, ou receita esperada, é a receita que é repassada/fixada aos investidores como esperada naquele ano. É com base nela que as pessoas compram e vendem ações no mercado presente e mercado futuro, assim como investem (ou retiram seu dinheiro) de determinado mercado.  Como essa expectativa é gerada? Com base em estatísticas, pesquisas de opinião e relatórios de crescimento. Ela é documentada como se fosse a receita real da empresa e é com base em atingi-la e ultrapassá-la que todas as estratégias corporativas são feitas – ELA NÃO REFLETE OS CUSTOS DE MANUTENÇÃO DA EMPRESA OU SUA SAÚDE FINANCEIRA! Então, quando você ouve nos jornais que determinada empresa teve um lucro recorde de tantos milhões, e em cima dessa receita esperada aqui, não do que a empresa realmente vendeu. Net income, por outro lado, tem o lírico nome de receita real em português e significa exatamente isso. É o quanto uma empresa lucrou de forma líquida, depois de todos os seus custos operacionais fixos (eletricidade, impostos, salários, acionistas, etc…) e variáveis (bônus, acidentes de trabalho, perdas de produtos, lotes com defeitos,  etc…) terem sido descontados. Em outras palavras é quanto tutu a empresa fez depois de retirado tudo que ela gastou naquele ano. Para uma empresa estar solvente esse valor, o net income, tem que ser maior que os custos que ela tem. Se não for ela está gastando mais do que ganha e vai acabar indo a falência se não mudar sua estratégia. Ou seja, o net income reflete o valor real que a empresa fez de lucro no ano. Expected income é quanto ela “prometeu” aos investidores que faria.

O que houve então? A Nintendo tinha uma expectativa de lucro (Ou seja, um expected income) de 55 bilhões de yens (pouco meno de 528 milhões de dólares) para o final do ano fiscal dela (30 de Março) – esta expectativa estava atrelada a venda de 9 milhões de unidades Wii U e 38 milhões de jogos de Wii U, além de 18 milhões de unidades de 3DS. O que houve é que, embora tenha vendido duas vezes mais do que a expectativa de jogos de 3DS, a empresa vendeu 13,8 milhões de 3DS, 19 milhões de jogos de Wii U e, tristemente, apenas 2,8 milhões de unidade de Wii U no período.

Isso é grave! Muito grave! Apenas para comparações, o XBOX One vendeu pouco menos que isso em 4 semanas, e o PS4 está quase encostando no dobro disso em pouco menos de dois meses. Ou seja, os concorrentes fizeram em um mês o que a Nintendo não fez de Março de 2013 a Março de 2014.

Com base nesses dados uma reunião de emergência com a mesa de direção da empresa e seus principais acionistas foi feita em Tóquio na sexta (17). Nela o presidente Satoru Iwata informou a triste notícia, culpando a elevação do preço internacional do Yen, a péssima aceitação do Wii U, a parca infraestrutura online da empresa e a concorrência de tablets e smartphones pela não entrega do resultado, que ficará 25 bilhões de yens (cerca de 240 milhões de dólares) abaixo do esperado. Ou seja, a firma não deu prejuízo, como várias agências de notícias brasileiras adoraram estampar (ESTADÃO, FOLHA, UOL ….. Informação é coisa séria galera. Não dá para deduzir e fazer nas coxas. Aliás… parabéns ao Carta Capital pela excelente cobertura da situação) mas ficou muito muito longe do que era o esperado.

Tá Marcel… mas se a empresa não deu prejuízo, porque todo o barulho?

Porque se uma empresa não entrega o lucro esperado por 3 anos seguidos (Lembrem-se, de 2006 a 2011 a Nintendo foi a empresa de videogame com o maior crescimento de valor de ações do mercado – graças as excelentes vendas do Wii e do DS), seja por margens grandes ou pequenas, ela começa a perder confiança do mercado. E preço de ações. E sem ações valendo muito as empresas perdem visibilidade, e linhas de crédito, e apoio de bancos, e participação em auxílios governamentais, etc… Ou seja, a incapacidade de atingir os posicionamentos originalmente dados aos acionistas pode sim colocar a firma em uma situação muito muito complicada. E fazê-la fechar as portas.Agora é o momento em que você pergunta que diferença isso faz para o jogador médio. Nenhuma, né?! Ao contrário. Se os investidores acharem que o mercado de videogame não está dando dinheiro irão levar suas verdinhas para outros mercados o que leva a falência de empresas menores (o que já está acontecendo a muito), cancelamento de jogos em produção (o que também já está acontecendo) e menos dinheiro para experimentar coisas novas ou para produzir super títulos, como Mass Effect 3 ou Skyward Sword, que ficarão mais raros e mais espaçados.

Então… sim… isso é uma notícia grave. Muito grave. Tão grave que quase levou a renúncia do presidente atual da empresa (que ficou no cargo a pedido do board, a mesa de acionistas). E tão grave que pode mudar tudo que conhecemos da empresa até hoje “Por mais terrível que seja acredito que o chão se moveu sob nós. O modelo que seguimos até hoje, de vender um aparelho a 300 dólares e jogos a 50 dólares para ele, selecionando cuidadosamente nossos parceiros, parece ter morrido.” disse o senhor Iwata durante a apresentação “É hora de voltar atrás e olhar para dentro. Reavaliar nossa estrutura e reestudar nossa estratégia de mercado.” completou o executivo.

Em uma nota mais leve em uma notícia tão pesada os principais designers e diretores da empresa ofereceram um corte voluntário de salários e a empresa esclarece que não haverá demissões ou fechamento de estúdios de nenhuma forma. Mas as mudanças estão a caminho – no dia 30 desse mês a Nintendo reunirá seus acionistas para uma demonstração das novas estratégias para a empresa no triênio 2014/2015/2016. É esperar para ver!

Capa Nintendo eShop Downloads da Semana Nintendo Blast

Vendas do Wii U continuam aumentando sem parar no Japão

Primeiro as vendas pularam de +/- 1200 unidades para mais de +/- 6500 unidades semanais, seguindo o lançamento de Wind Waker, conforme noticiamos aqui, depois veio Super Mario 3D World, que levou o número de unidades vendidas para algo próximo de 48 mil unidades semanais e, na semana anterior a do Natal e na do Natal…

… por volta de 74 mil unidades! E só no mercado japonês!

Isso é MUITO videogame!

O mercado foi DOMINADO pela Nintendo durante o mês de Dezembro, com o 3DS e 3DS XL dominando firme lá em cima, o Wii U em terceiro lugar e o DS em quarto, seguido, de pertinho, pelo PS Vita e pelo PS3.

Continue assim Big N! Força!

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10 coisas que a Nintendo precisa mudar urgentemente!!!

Sem meias palavras: A Nintendo é uma máquina de fazer dinheiro. A maior empresa de videogames do mundo, e a única que trabalha exclusivamente com isso, suportou o Crash de 83, o abandono dos Arcades, o fim da era de ouro do NES, o PS1, o PS2 e tudo mais que o mercado jogou contra ela. Além disso ela, financeiramente e em número de vendas, dominou o mercado durante a geração 360 X PS3 X Wii e é dona do mercado de portáteis desde sempre. Isso é memorável.

Então porque tantos e tantos usuários não aderem a um produto Nintendo? E porque a Nintendo não é Top-of-Mind quando o quesito é jogador hardcore, como era no final da década de 80/começo da década de 90? A diversas coisas que a Big N faz certinho… mas o Mini traz algumas idéias que deveriam ser aplicadas já, para resgatar a empresa a seu lugar no topo.

1) Venda-se melhor!

Sério… o que é isso?

E isso?

Nintendo… todos nós entendemos que você é uma empresa familiar e que criar um lugar seguro para que o vovô e o netinho possam curtir Kirby Epic Yard juntos, e não temos problema nenhum com isso. Mas você devia lembrar que nem todos os seus comerciais deviam ser assim. Eles deviam ser assim…

… ou assim…

Além de nós lembrar, constantemente, que Assassin’s Creed 4 e Call of Duty: Ghosts estão lá no seu aparelho, ao lado das suas franquias. Se você continuar com propagandas para a família, vai atrair famílias. E embora não aja qualquer problema real com isso, talvez seja hora de pensar um pouco nos gamers com mais de 16 anos.

2) Compre a SEGA

Considerando que a Nintendo é, atualmente, a principal distribuidora e a principal parceira comercial da sua antiga concorrente, que utiliza seu hardware nos Arcades (a placa Triforce – baseada na arquitetura do GameCube/Wii) e produz dezenas de exclusivos, além de lucrativos contratos de Virtual Console para Wii, Wii U e 3DS não é difícil pensar nisso.

Então, a próxima coisa óbvia a ser feita é aproveitar alguns anos de receitas muito ruins, poucas expectativas dos acionistas e uma quantidade colossal de propriedades intelectuais de excelente qualidade em um pacote só e fechar a compra agora mesmo. A injeção de dinheiro que a Nintendo poderia fazer na desfalecida SEGA permitiria que diversos projetos da empresa, paralisados ou vagarosos pela falta de grana, chegassem ao público. E a exclusividade de diversas propriedades intelectuais em sistemas Nintendo fariam muito bem para as vendas das mesmas.

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3) Faça um Joint Venture com a Namco (e a Tecmo, e a Square…)

… e quem mais utilizar seu hardware nos Arcades. A Triforce 3.00 e 3.10 são as duas principais placas de Arcade em máquinas japonesas e diversas empresas japonesas estão passando por enormes restruturações de forma a aumentar seus ganhos E/OU proteger suas franquias (Capcom está se fechando no Japão depois de dois fiascos produzidos para ela por empresas americanas, Remeber Me e DMC, e avisando o mundo que vai voltar a produzir somente internamente. Tecmo está fazendo a mesma coisa depois do horrível, e produzido por americanos, Ninja Gaiden 3. Etc…). Embora algumas das empresas japonesas não produzam Arcades, e outras utilizem placas como a Chihiro (SEGA + Microsoft – baseada na arquitetura do XBOX) ou a DAC (Namco + Sony – baseada na arquitetura do PS2) em suas máquinas, todas estão precisando de um bom suporte e de auxílio para retornar ao universo do lucro. O Wii U é uma senhora máquina, e poderia facilmente se tornar o SNES de uma nova geração.

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4) Unifique as contas em um sistema integrado

Pelo amor de Deus Nintendo, estamos em 2013!!! Toda vez que eu tenho que comprar um mesmo jogo em duas plataformas, como no caso de Super Mario 3 no 3DS e no Wii U, eu, e milhares de outros jogadores, simplesmente desiste de compra. Queremos formar uma enorme biblioteca virtual, recheada pelos clássicos de nossa infância e adolescência, mas precisamos fazer essas compras sabendo que poderemos usar esses jogos, não importa qual plataforma você for utilizar Nintendo. Considerando as minúsculas exigências de processamento para emular, de forma descente, NES, SNES, GameBoy, GameBoy Color, GameBoy Advance e Nintendo 64 (sem falar nos outros aparelhos disponíveis no Virtual Console, como Game Gear, Master System, Mega Drive/Genesis, SEGA CD e Turbo Grafx 16/NEC Core) não seria difícil criar um sistema unificado, com o mesmo registro em todos os aparelhos Nintendo, e diretamente conectado com o Club Nintendo, de forma que pudessemos acessar nossa biblioteca do aparelho que quisermos, seja on-the-go (em nossos 3DS) ou sentados em nossos sofás (em nossos Wii U). Não só isso permitira que comprassemos sem culpa, em acessos de consumismo, muito mais do que realmente podíamos/devíamos como permitiria que outros serviços fossem criados para ganhar em cima disso.

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5) Aceite Pay Pal e cartões internacionais no e shop

Não há QUALQUER razão para que uma empresa não aceite um cartão internacional, colocado com seu endereço correto e pertencente ao seu dono. Não aceitar te coloca na mesma posição da PSN e XBOX Live, pré Dezembro de 2007. 2007!!! 6 anos atrás.

Dito isso, se, por qualquer estúpida do universo, sua empresa for incapaz de aceitar cartões de crédito internacionais com dados corretos, você tem que, é obrigado a, não tem como não, aceitar Pay Pal. A literalmente centenas de milhares de usuários de Pay Pal pelo planeta e todos eles utilizam esse canal super seguro mesmo para suas compras mais simples. E não há qualquer custo para a empresa que está fazendo a venda; os custos do Pay Pal recaem sobre os usuários. Então Nintendo, pare de fazer cú doce (e nos fazer comprar cartões pré-pagos) e aceite a PORRA do nosso cartão de crédito.

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6) Dê ao mundo um Pokemon  nos consoles de mesa

Pelo amor de Deus Nintendo! Estamos esperando pela porra de um Pokemon, um Pokemon de verdade, no mesmo modelo dos feitos nos portáteis, mas disponível para jogarmos em nossos consoles, desde o SNES. Pare de nos insultar com jogos de arena (que pedem pelos nossos Pokemons de DS/GB/GBA) ou com coisas simplistas como Pokemon Snap e Hey You Pikachu!. Se você conseguir nos entregar algo assim essa IP, sozinha, vai tirar uns 2 milhões de Wii U da estante!

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7) Achievements e Troféus 

Conquistas e Troféus são um divisor de águas entre jogadores: Um grupo pequeno é fervorosamente ligado a elas e aos bragging rights que elas trazem enquanto o restante do mundo gamer simplesmente não dá a mínima para elas. Mas o que ninguém consegue criticar é o poder de venda que elas/eles tem, simplesmente por existirem. Dois dados estatísticos interessantes: 1) jogos com achievements fáceis, mesmo que tenham recebido reviews horríveis, acabam vendendo e atingindo público meramente pelos achievements; 2) Jogos sem  Proezas (as conquistas/troféus do Steam) são mais pirateados – aparentemente o ato de colocar sua marca em um grupo social, ainda que seja conseguindo uma determinada ação digital que mais ninguém tem, tem um valor enorme dentro de certos grupos.

Sabemos que você não teve proezas no Wii porque considerava que elas criavam um ambiente muito competitivo e que dificultava a diversão, mas a completa ausencia delas prejudica suas vendas, Nintendo. Crie um meio termo, com troféus que são conquistados mas sem uma pontuação que possa ser colocada no Tag do jogador, ou, melhor ainda, crie alguma recompensa real por conseguirmos feitos incríveis nos jogos que amamos, como moedas de ouro que podem ser trocadas por outros jogos ou material adicional no e-shop.

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8) Crie novas propriedades intelectuais

Ok Nintendo! Nós amamos Zelda, adoramos Metroid e realmente temos um lugar especial no coração para o Mario, mas está na hora de você colocar algo de novo no mercado. E não estamos falando de mais um Mario Kart ou Super Smash Bros. Embora suas franquias (e as propriedades intelectuais por trás delas) sejam sólidas como rocha, está na hora de você voltar a mesa de criação e fazer seus times internos darem ao mundo algo tão genial quanto Earthbound, F-Zero ou Pilotwings foram no SNES. Queremos novas franquias de seus times internos Nintendo…. faça acontecer!

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9) Corte seu preço agora!

Quando o Wii U lançou ele saiu por US$ 350,00 pela edição Deluxe (a básica foi uma péssima ideia que nem deveria ter existido). Depois você baixou o preço para US$ 300,00 e lançou diversos Bundles, com jogos excelentes, pelo valor original (US$ 350,00). O problema é que PS4 e XBOX One estão batendo na sua porta Nintendo – e eles custam respectivamente US$ 399,99 e US$ 499,99. Quem for comprar um deles já se decidiu mas, com um novo corte de preço, talvez caiba um Wii U no orçamento. E você volte a ser o segundo videogame de um monte de gente.

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10) Amplie seu foco nos Indies

Numa era em que se gasta quantidades cada vez mais monumentais de dinheiro para se produzir jogos, e onde o cenário tem cada vez menos ideias inovadoras, os produtores independentes tem se mostrado cada vez mais como o filão da inovação mundial. Enquanto Sony e Microsoft confessam que vão cair com tudo em cima disso, Nintendo se mantém quieta sobre seus planos – embora jogos indies continuem a sair em grandes quantidades no e-shop. Nintendo… marketing pessoal não é pecado. Vá lá fora e traga quantos jogos indies conseguir… mal não vai fazer.

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Video Games Live 2013 – Como foi? O que teve? Valeu a pena?

Já a vários anos eu vou ao Video Games Live – é quase que uma tradição… minha medida de que o ano está acabando. Considerando que raramente vou a shows e eventos, e os que vou tem relação a trabalho, o VGL é um dos grande momentos do meu ano.

Só que milhares de coisas aconteceram nesse ano que mudaram a maneira como eu iria no show: eu me divorciei, estou modificando o Mini, estou em um cargo diferente na empresa em que trabalho, entre outras coisas. Então eu fiquei pensando, nesse mar de mudanças, que uma das poucas coisas que eu queria fazer era ir até o Video Games Live com boas companhias e curtir esse momento do meu ano em paz e com calma.

E eu consegui isso!

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Eu fazendo minha homenagem ao ano do Luigi!

Como sempre, no caso de um evento gigante como o VGL, que depende de um patrocínio gigantesco e uma dinheirama infernal, a gente se prepara para o pior e espera pelo melhor: esperamos que o evento seja numa sexta ou num sábado e respiramos aliviados se ele não acontecer numa quarta feira (como foi no meu primeiro VGL). Nesse ano foi em um domingo, dia 06 de Outubro para ser mais exato, o que permitiu uma certa preparação e uma alívio palpável no sentido que, no dia seguinte, embora fosse segunda, nenhum de nós trabalhávamos.

E lá fomos nós, com a super Daniela “Marcel me dá água!” Ladeira dirigindo (aliás… Kudos doutora… you Rock), nosso co-piloto e perdigueiro localizador/mapeador Ademar “Junião””Dá esse GPS aqui por favor” Secco Jr, Louise “Túnica nada! Aquilo é um vestidinho verde com um legging!” Sato e eu. Saímos de Campinas as 16:10, com direito a 14 minutos do Junião usando antigos rituais maias para expulsar espíritos ancestrais do GPS da Dani e garantir que chegaríamos ao HSBC Hall. Partimos com calma e quase sem sobressaltos e chegamos ao local do evento mais de 40 minutos antes do show.

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Meus companheiros de viagem e VGL!

E ao chegar ao evento eu tive minha primeira surpresa: ao invés de separar o pessoal apenas na entrada do salão, entre pista, camarote e VIP, a separação já era feita lá fora mesmo, com uma segunda passada de pente fino na entrada do salão. Com isso quem estava com camarote e VIP nem teve fila (que foi o nosso caso) e entrou direto, enquanto uma fila faraônica se formava com o pessoal que era da pista (e que só entraria 20 min antes do evento começar).

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A fila lá fora!

Isso nos permitiu entrar rapidamente no salão e constatar 3 coisas:

1) Assim como no ano passado a única coisa que tinha para jogar era Guitar Hero;

2) A Petrobrás (Aliás… uma agradecimento sem tamanho a Petrobrás por sempre ajudar a trazer a VGL ao Brasil) tinha um boot de fotos divertidas com roupas que você podia colocar. Infelizmente quem montou o boot achava que gamers gostavam de se vestir de piratas, odaliscas e ursinhos de pelúcia – o que foi uma pena, se tivesse as fantasias certas teria sido animal;

3) 40 minutos antes do evento começar e não havia mais uma ÚNICA camiseta para comprar do VGL… e só haviam os Blu Rays da VGL primeira edição, nada do Second Stage, então nem rolou comprar nada (e eu tinha levado um monte de dinheiro… -_-);

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O salão. Com bem menos Cosplays do que deveria!

É claro que, num evento de videogame, você sempre vai ter Cosplayers. E havia muitos deles lá e bons. E nós capturamos alguns….

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… como essa princesa Zelda HYPER SUPER DUPER bem protegida…

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… Anakin Skywalker pego no meio de seu sequestro do mestre Yoda…

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… e o casal mais paracronicamente (paracrônico é tudo que envolve viagem no tempo + múltiplas dimensões… a palavra existe mesmo, eu não inventei) confuso do universo: Serge e Kid (way to go caras! Muito foda!)

Passamos pela leve e super rápida checagem de entrada do salão e fomos nós para as mesas. Aqui houve minha primeira decepção da noite: Havia mais (muito mais) mesas colocadas no salão do que as que apareciam no mapa inicial de venda do evento. Para vocês terem uma ideia, eu comprei a mesa que estava mapiada como o canto esquerdo do salão, com outras 17 mesas naquela fileira, mas cheguei lá para me deparar com outra mesa a nossa esquerda (que, graças aos céus, ninguém sentou, se não eu e Lou não íamos conseguir nos mexer… ou respirar) e mais 21 mesas naquela fileira, totalizando 22 mesas – NO MESMO ESPAÇO DAS ORIGINAIS 18!!!

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Apertados que nem sardinha!

Sentamos (ou melhor… nos esprememos) nas cadeiras e esperamos. Como sempre surge a frase “Video Games Live will start… soon” (Video Games Live vai começar… em breve) e vem a sempre simpática Super Mario World…

… seguida de um concurso de Cosplay mega romântico onde, o vencedor, vestido de Rayden de Metal Gear Rayden Revengeance…

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Sim! Esse Rayden!

… pediu em namoro a amiga que o ajudou com o Cosplay (verifiquei a informação depois e ela ACEITOU!!! Que fofo!!!!).

Em agradecimento ao suporte e ao constante patrocínio toca-se o tema da Petrobrás…

… confesso que ficou muito bonito e bastante especial. Aí voltamos ao reino da piada pronta (e velha) com o engraçado (mas que já deu no saco porque tem todo ano) Ms Pac Man…

… e finalmente somos apresentados ao maestro da noite. O sempre incrível Emmanuel Fratianni (Oblivion, Advent Rising) que, com um movimento põe o salão em silêncio, as luzes se apagam e…

Tommy Talarico sob ao palco sobre uma chuva de aplausos e um coro de “Tallarico! Tallarico! Tallarico!”. Ele fala sobre como ama o Brasil e sobre como tocar aqui é sempre uma experiência apaixonante e fala que tem vários presentes para os Brasileiros esse ano.  E começa com um, a música do ainda não lançado Assassin’s Creed IV: Black Flag.

Pirei loucamente por gostar da série e pirei mais ainda quando descobri que o gráfico utilizado era da versão do Wii U.  E falando em Wii U, Tallarico fala sobre um jogo Nintendo que não estava no VGL a alguns anos mas que recebe pedidos a dar com pau. E hora de atender esses pedidos…

Esbaforido e louco eu tento parar de gritar enquanto surgem na tela alguns videozinhos engraçados…

Tallarico volta a carga e retira 4 jogadores de Super Smash Bros Melee (que, como ele mesmo coloca, é o melhor dos SSB… e é mesmo!), faz uma ligeira pressão nos caras (Joguem bem ou passem vergonha na frente de 3000 pessoas) e deixa eles jogarem SSBM enquanto a platéia toca a opera de abertura de Super Smash Bros Brawl.

Para considerações dos não especialistas… aqui está a abertura de Brawl:

E o que ocorreu na VGL SP 2013:

É claro que o vencedor foi um Japa sem alma usando uma camisa havaiana com imagens dos aliens de Space Invaders.

E o primeiro convidado especial da noite vem ao palco, Giulia Inversa, cantora e compositora que trabalhou com Martin O’Donnel e Michael Salvatori na trilha sonora de Halo 1 a 3, ODST e Reach. E ela cantou e tocou durante as músicas de Halo.

Logo em seguida Giulia participou em uma música que ela não tinha qualquer conexão… mas que ficou linda em sua voz. A sempre lindíssima Ballad of the Highborne, de World of Warcraft.

Mais videos engraçados:

E aí surge Koji Kondo no telão, o mestre, a máquina, o Mito e fala sobre a trilha sonora de Super Mario Bros…

… e antes que a emoção no peito da galera esmoreça eles arrebentam todo mundo de novo, com o fantástico, incrível, sensacional, Shadow of Colossus (Eu não conheço uma única pessoa que não tenha se impressionado com esse game. Se você não se sentiu pelo menos tocado por SoC… cheque seu pulso!).

Mais um videozinho engraçado….

… e a galera indo ao delírio com Kingdom Hearts (e eu chorando como uma criancinha!).

E, atendendo aos pedidos de muitos, Tallarico traz a lúgubre, e maravilhoso, Silent Hill 2 a galera…

… e destrói a galera com uma ópera baseada em Tetris! Sim! Ópera! Tetris!

E aí Tallarico vem ao palco e fala que, para mudar ainda mais o cronograma do Evento, vai tocar as duas músicas mais pedidas, e que sempre ficavam para o final, ali mesmo… e dá-lhe os belíssimos Chronno Trigger e Chronno Cross:

E surge mais um game que eu não posso começar a jogar (sorte que ele ainda não foi lançado) sob o perigo de esquecer de fazer coisas… como… trabalhar, respirar, comer: Dota 2

A galera vem abaixo de tanto rir com os 10 piores Voice Overs de todos os tempos:

O telão acende de novo, com o mestre Yuji Naka falando sobre sua maior criação: Sonic

O vencedor do concurso de Guitar Hero sob ao palco para tocar “The Pretenders” do Foo Fighters acompanhado pela orquestra e Tommy Tallarico. Ele destrói e me convence que tem um aranha treinada no lugar da mão! O cara ganhou uma conquista! Depois da ovação Tallarico conta ao mundo que Paul McCartney estava trabalhando junto com O’Donnel e Salvatori na música do novo mega-projeto da Bungie… E eu foi atingido na boca com a música do ainda não lançado Destiny:

O mestre Koji Kondo surge de novo e fala sobre Zelda… e meu coração pula uma batida. E aí para quando a música começa…

… e aí quando eu volto a respirar… Tallarico me atinge de novo com Monkey Island. Monkey Island. Sim! Uma das séries mais legais de todos os tempos no VGL!

Tallarico fala sobre seu Kick Start e sobre como eles quebraram todos os recordes e a cara de todo mundo e juntou todo o dinheiro necessário para o maior projeto de música de video game de todos os tempos. E depois disso Tommy e Giulia cantaram Still Alive… acompanhados pela galera e sob a possibilidade de ter a música gravada e aparecendo no DVD/Blu Ray da 3 fase.

E assim acaba a VGL 2013… onde não participei do Meet and Greet porque a fila estava imensa (e muito mal organizada). Mas tive companhias fantásticas, um evento incrível e me diverti como realmente precisava. Recomendo a todo mundo que gosta de música e de videogame!

E que venha 2014!!!!