Hoje um super herói da SEGA que entra em computadores e manda ver eletricidade! Um dos jogos mais legais do Mega Drive com Pulseman!
Arquivo do autor:Marcel Bonatelli
Sábado Retrô – QuackShot (Mega Drive)
Um clássico do Mega Drive com o pato mais charmoso da Disney – é hora de descobrir um tesouro junto com o Pato Donald em QuackShot.
Sábado Retrô – Donald Duck: Going Quackers (GameCube)
O Donald precisa salvar a Margarida antes do Gastão nesse divertido jogo de Cube!
Jogando: Layers of Fear (Steam/PS4)
Layers of
Fear é menos um jogo e mais um ride, desses de parque temático. E eu agradeço profundamente aos deuses do
videogame que eu não tenha jogado esse game usando nenhum tipo de óculos
Rift ou outro acessório de realidade virtual… porque eu teria certamente infartado e caído, morto, duro e ressecado, no chão da minha sala de estar.
É sério! Numa das muitas sequências desoladoras de solidão e demência, em que o ambiente da casa muda como num sonho de LSD,
Babu, meu cachorro, veio oferecer ao pai dele uma
lambidinha
fofinha na perna…
Fofo… para não dizer mais nada!
… e eu quase decolei em um jato combinado de urina e fezes que teriam sujado a casa toda. É realmente muito assustador! No entanto, diferente de Alan
Wake ou
Resident
Evil 4, que criam um terror opressor, que permeia toda a estrutura do jogo e mantém ele centrado e funcionando,
Layers
of
Fear (que vou passar a chamar de
LoF) é quase como um “simulador de casa mal assombrada”.
Você é colocado no papel de um artista enlouquecido tentando criar sua obra prima – tudo isso enquanto a realidade se distorce, de uma maneira atrás da outra, e cada uma mais assustadora que a última, com o objetivo de fazer você gritar e pedir pela sua progenitora. É como PT (Playable Teaser – do Kojima), mas mais longo e sem papas na língua (como se um feto se mexendo na pia mostrasse algum sinal de restrição por parte de Kojima e
Del Toro – mas vocês vão entender jogando
LoF).

E essa jogabilidade diferenciada, que permite que você “viva” o terror de
LoF, é, ao mesmo tempo, seu maior trunfo e um problema danado. Porque esse é o tipo de jogo que só funciona, completamente, uma vez. Você pode até se assustar novamente com algum
jump
scare que não lembrava, um barulho fora do lugar, ou algum outro efeito sútil que não percebeu em determinada situação na primeira vez que você jogou – mas o jogo em si, o jogo mesmo, é sempre igual e apresenta desafio basicamente zero depois da primeira vez (quando você já sabe a solução de cada um dos, poucos, puzzles). Quase como um ride, o jogo apresenta uma narrativa linear basicamente sem
destrinchamento, que encaminha você de sessão terror a sessão terror, fazendo você pensar que desenvolveu uma certa resistência, para o jogo então torcer as regras do que tinha estabelecido e fazer você se cagar todo de medo de novo. Você não vai atirar em ninguém, terá puzzles simples e não muito desafiadores (embora alguns, como o de achar peças de um jogo de damas em uma sala mega escura, é chato pacas) e não ficará travado, amaldiçoando seus neurônios por não conseguir decifrar o que está ocorrendo. Jogar
LoF é como assistir um filme de terror semi-interativo que coloca você mais ou menos no controle do pobre coitado (que não pode nem mesmo quebrar uma janela e sair da casa) e fica falando “Vai para a próxima sala! Vai! Abre essa
porra dessa porta! Seu frouxo! Olha para trás! Olha vai! Duvido que você olhe!”.
“Poxa Marcel! Você está me deixando confuso! O jogo é bom ou não?” Sim!!! Sim… o jogo é bom! Mas lembre-se sempre que é como ter um filme em casa (aliás… ele custa basicamente o mesmo que um
DVD – R$ 40,00 no
Steam). Você vai instalar, jogar, tomar um milhão de sustos que não vão tirar seu sono – e deixar lá
quietinho até aquele amigo ou amiga, que gostam de terror, virem te
visitar. E aí você vai colocar LoF para eles e ficar de lado, rindo a valer, enquanto eles tentam manter o controle do esfíncter anal, usar o
mouse/direcional e 4 botões ao mesmo tempo em um balê marrom nada simpático.
Bom divertimento.
Jogando: Gone Home (PS4/XBOX One)
Gone Home foi uma surpresa bacana para mim, mais de um ano atrás, quando eu o adquiri no Steam. Era um jogo diferente, estranho, encantador, que trazia um certo ar de mistério sem nunca cambear para o terror completo. O conceito de um jogo sem inimigos, sem desafios externos, em que a narração era o único objetivo, cravou o jogo no meu subsconsciente.
Agora o jogo está disponível também no XBOX One e no PS4. E o que mudou? Quase nada – a não ser talvez pela unicidade do jogo ter sido um pouco diluída, por jogos igualmente incríveis como Ether e Everybody goes to Rapture. Ainda assim é difícil não indicar Gone Home – principalmente se você nunca jogou e estiver disposto a encarar algo diferente.
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Nada de monstros. Nada de fantasmas.
Gone
Home é bonito. Mas mais do que isso ele é fundamentalmente realista e funciona. A casa da família Greenbriar é impecavelmente construída, camada sobre camada, como uma casa de verdade. A cozinha é confortavelmente
bagunçada, como a de uma família de verdade que more numa casa, enquanto cada um dos quartos conta tanto sobre seu ocupante quanto um personagem em si faria. E isso é, ao mesmo tempo, absolutamente fantástico e absolutamente necessário em
Gone
Home, visto que o jogo não tem absolutamente nenhum outro personagem além de você e da casa – e considerando que você é, essencialmente, um cursor, o único personagem é a
casa.O som cumpre o seu papel com fidelidade, com a música digna de destaque em montar uma
ambientação que é, ao mesmo tempo,
fantasticamente densa e absolutamente reconfortante. Acredite em mim, dependendo de como você encaixou a história na sua cabeça, de quais pedaços do
puzzle escolheu pegar e se concentrar, ir a algumas salas tem o efeito
psicológico de ir a
Raven
Holm em Half Life 2.
[youtube=https://www.youtube.com/watch?v=kz71F34UyIM]
E nós não vamos a Raven
Holm!
Gone
Home é curto? Sim… é difícil defender um jogo que dura, mesmo que você explore muito bem a casa, umas 2 horas. É difícil? De forma alguma. O jogo não tem desafios em si, apenas a narração exploratória silenciosa, que você faz em sua própria velocidade. É muito difícil passar a ideia de quão incrivelmente legal é
Gone
Home sem você jogar em si – mas é um senhor jogo, se você estiver de cabeça aberta para algo novo e completamente diferente do padrão.

Bom divertimento.
Sábado Retrô – Metroid Prime (Game Cube)
Hoje vamos acompanhar a mais poderosa e perigosa caçadora de recompensas do universo em uma missão a Talon IV – Bem vindos a Metroid Prime!
Jogando: Hyrule Warriors: Legends (3DS)
É fácil fazer um review de Hyrule Warriors – é só dizer “É Dinasty Warriors mas com personagens de Zelda em vez de personagens clássicos da literatura chinesa.”.
Até o momento onde a pessoa, provavelmente um usuário Nintendo que NUNCA jogou Dinasty Warriors, Samurai Warriors ou Gundam Warriors, vira para você e diz: Putz…. nunca joguei um desses!
O…. K….
(Respira. Pensa. Respira de novo)
É como um beat’en up, tipo street of rage, mas com um mundo bem maior e UM MONTE de inimigos! Mas põe um monte mesmo!!! Mesmo!
Inimigos… inimigos por todos os lados!
O Wii U ganhou uma versão HD (1080p – 60fps) no ano passado e agora o 3DS vai ganhar a versão dele… que embora não esteja nem nos 480p e não descole dos 30 FPS é MUITO LEGAL.
Realmente bem legal
Em Hyrule Warriors você escolhe um dos personagens disponíveis e atravessa um campo, cumprindo pequenos objetivos espalhados (domine essa área do mapa, destrua essa criatura, etc…) enquanto faz purê com hordas de inimigos pelo caminho. Hordas! Mesmo! Não raro seu contador de mortes vai passar das centenas – algumas vezes, em batalhas colossais, vai bater nos milhares. Se as sequências em si não fossem tão curtas, a pequena variação de golpes somada a pequena variação de inimigos e ao ato repetitivo de massacrar hordas após hordas, provavelmente tornariam o jogo chato. Não é o caso aqui: Hyrule Warriors: Legends tem mapas menores, objetivos em menor número e mais bem dispostos e foi feito para ser jogado em pequenas partidinhas de 10 as 20 minutos – nunca será exatamente cerebral, mas não é cansativo.
Não é exatamente um Professor Layton, mas diverte legal
Os gráficos não são um desbunde, como no Wii U, mas seguram a onda legal, principalmente porque a tela do seu 3DS vai ser bem menor do que a TV que você joga Wii U (nós esperamos). O som é bem legal, com vozes bem escolhidas, efeitos sonoros bacanas e versões elétricas e mais agitadas dos temas clássicos de Zelda. Para uma versão de bolso de um jogo raro de ver em um portátil Nintendo, e considerando o número de coisas se mexendo e tentando te matar na tela, a apresentação é muito boa.
O jogo é bem legal, mas não é bem um Zelda. É um beat’en up relativamente repetitivo que diverte mas não encanta. Se você gosta de Dinasty Warriors, ou seus equivalentes japoneses ou de robôs vale uma compra, caso contrário, espere por uma promoção para pegar ou tente sua sorte em um dos outros 4 Zeldas de 3DS.
Bom divertimento.

O que nós perdemos – Superman (Factor 5)
Aproveitando a semana de lançamento de Batman V Superman…
Trailer bem aqui
… que é um filme 7/10 com alguns problemas, mas muito muito divertido, é hora de falar do que poderia ter sido o ÚNICO realmente bom jogo do Superman.
A Factor 5 é uma pequena companhia americana que trabalhou muito perto com a LucasArts por muitos anos, principalmente criando os simuladores X-Wing, Tie Fighter, Rogue Squadron, entre outros, além de ferramentas para adaptações de jogos de PC, com as propriedades de George Lucas, como a incrível versão de Indiana Jones do Nintendo 64.
Depois de criar uma pérola no Nintendo 64 e duas no Gamecube a empresa assinou um contrato de exclusividade para criar 3 jogos no, ainda para ser lançado, PS3. Por razões negociais e financeiras, ao final do processo todo, apenas um dos jogos planejados foi lançado, o criticamente aclamado, mas muito pouco vendido, LAIR, sobre voar em dragões e cuspir fogos em tropas inteiras. Um jogo bom – mas nem de perto tão incrível quanto Rogue Squadron 2 ou Rogue Leader.
Sem um grande contrato por trás e sem perspectivas de produzir nada no momento para o Wii a empresa foi procurada pela Crash Entertainment, uma pequena empresa da Califórnia que pegava patentes comerciais de Hollywood e fazia a ponte entre estúdios de cinema e estúdios de games – com o objetivo de criar games que acompanhassem lançamentos cinematográficos. A Crash queria a experiência da Factor 5 com jogos envolvendo vôo para um novo jogo a ser lançado junto com a continuação de Superman Returns, de Brian Singer (que, GRAÇAS AOS DEUSES DO CINEMA, nunca aconteceu). Sem ter um script, uma data de lançamento ou qualquer ideia além de “Metallo, Darkseid e Doomsday aparecem no filme” a empresa começou a criar assets que permitissem a aceleração da criação de um jogo posteriormente. Por mais de 2 anos a Crash injetou dinheiro no projeto, e na Factor 5, enquanto a Warner dançava em volta da cadeira do que seria feito com a propriedade intelectual Superman.
O final da história… todo mundo sabe: Brian Singer desiste de continuar seu horrívelmente recebido Superman: Returns. A Warner reboota a franquia com Man of Steel em 2013 (curiosamente, o nome do jogo da Factor 5), a Crash entertainment nunca vê a cor do dinheiro que investiu e vai a falência, levando, em sua queda, a Factor 5. Os criadores de algumas das melhores adaptações de PC para consoles – mortos por um jogo do Superman.
Mas seria Superman: Man of Steel bom?
Porra! Pior que seria sim!
O jogo tinha diversas ideias competentes e estava em cerca de 60% de desenvolvimento quando foi cancelado. Existiam grandes chances desse ser O jogo do Azulão. Uma pena que nunca colocamos a mão nele!
Sábado Retrô – Super Mario Sunshine (GameCube)
O Mario 3D Do Game Cube vem provar que é tão diferente quanto o console no qual estava! É hora de arregaçar as mangas e limpar o mundo com o Flood e o encanador mais legal do planeta!
Jogando no Sabadão – Live twitch
E hoje vamos de Dungeons and Dragons – Chronicles of Mystara!