GameStop começa a receber pré venda do 3DS

E isso sem saber a data de lançamento correta ainda! Parece que o novo portátil é tão quente que a GameStop está sendo assolada por pedidos e resolveu atendê-los. Mas antes que você pule no bonde, saiba 3 coisinhas:

– “Não sabemos a data de lançamento, nem o preço final ao consumidor, nem os jogos de lançamentos, nem as cores de lançamento. Estamos atendendo um público que realmente almeja o aparelho assim que chegar em território americano” palavras de um assessor de imprensa da GameStop. Então pode ser que você acabe com um console rosinha… ou bronze…

– Essa é a lista de games que a GameStop confirmou no lançamento (nenhum deles é exatamente o que se chama de jogão):

– Lovely Lisa

Madden NFL Football

– Cartoon Network Super-Toon Rumble

– Sims 3

– Os US$ 50,00 que você paga na pré-compra NÃO VOLTAM E NEM SÃO DESCONTADOS DO PREÇO DO APARELHO QUANDO ELE LANÇAR. É só uma espécie de voucher que lhe garante o direito de comprar da primeira leva de aparelhos que chegar na gigante varejista de games americana. E para quem não gosta de ler as letras miúdas do contrato eu fiz isso por vocês… se você desistir da compra OS US$ 50,00 NÃO VOLTAM!!!

Para os muitos que como nós do Mini estão desesperados para colocar as mãos em um  3DS é uma chance de ouro… mas o shipping deles é bem caro… então preparem o bolso!

Por que com certeza vai valer a pena!


 

O último grande ano do Wii?

No More Heroes 2. Red Steel 2. Monster Hunter Tri. Super Mario Galaxy 2. Kirby’s Epic Yarn. GoldenEye 007. Donkey Kong Country Returns. Metroid: Other M. Disney Epic Mickey. Tatsunoko vs. Capcom. Sin & Punishment 2. Gostou dessa lista. Eu também… ela foi parte dos lançamentos arrasadores que chacoalharam o Wii em 2011. Mas e agora?

Vamos colocar as cartas na mesa. O Wii não é exatamente uma máquina top de linha. Não é uma powerhouse. Não vai receber as novas engines, não vai rodar a Crytek 2 ou 3 e não vai,  jamais, chegar na qualidade gráfica de Assassin´s Creed 2/Brotherhood ou de Uncharted 1/2. E por mais que os melhores jogos envolvendo sensores de movimento estejam no Wii (os mais inovadores também), e o Move seja uma piada (daquelas de português bem xexelenta), o Kinect está vindo a toda logo atrás – tentando criar uma legião de fãs para si.

Será que estamos vendo o último grande ano do Wii?

Alguns analistas de mercado e a maior parte dos lojistas brasileiros com quem conversamos estão empolgados com 2010… mas receosos com o destino do valente console de mesa da Nintendo em 2011. “O que pode ser melhor do que Kirby, Donkey Kong e Goldeneye tudo em um período de menos de 3 meses?” dizem; “O Wii vai perder mercado agora que o Kinect chegou.” dizem outros.

Eu discordo de todos eles… em parte.

O Wii foi, na minha opinião, o último videogame pensado no sistema de “5 em 5”. E o que é 5 em 5, você pergunta? Desde os tempos do Nes temos uma nova oferta de Hardware das linhas principais mais ou menos de 5 em 5 anos. Nes em 1986/Super Nes em 1991/Nintendo 64 em 1996/GameCube em 2001/Wii em 2006. Ele foi construído com tecnologia barata e acessível e é, em termos de processamento, pouca coisa mais poderoso do que dois GameCubes colados. As engines gráficas melhoraram, e as novas codificações permitem melhor uso da infraestrutura, mas há um limite tecnólogico no Wii que não pode ser vencido assim tão facilmente. E embora eu acredito que ainda não tenhamos visto nem 60% do que o Wii é capaz, veja os exemplos de games excelentes que estavam na última safra do SNES como Chronno Trigger e Terranigma, o limite está para chegar.

Então os donos do Wii devem se apavorar? Devem se preparar para comprar um novo videogame em 2011?

De novo, sim e não! Sendo um fiel Nintendista, que teve quase todos os aparelhos da empresa (eu não tive os Game and Watch, não tive o Panasonic Q, não tive o Quie e não tive o Game Boy micro) eu não vejo a Nintendo lançando um novo console de mesa em 2011… bolas… o 3DS está logo ali, e 2011 vai ser um ano muito lucrativo com ele por aí. Eu vejo entre 500 a 600 mil unidades no dia do lançamento!!! Conversamos de novo em março… e sim.. você deve comprar um 3DS no lançamento.

Mas e o não? Não, o dono do Wii não deve se desesperar! Ninguém falava nada de Goldeneye até março, ninguém sabia nada de DK e Kirby até a E3 o que mostra que a Big N gosta de fazer alarde só na última hora, logo quando o game está saindo do forno, e não 2 anos antes como a Sony (Sim Gram Turismo 5, eu estou olhando para você!). Garanto para todos vocês que na E3 2011 nós vamos ver algumas coisas muito muito legais a serem lançadas…

Tudo isso sem falar em Zelda!!!

Sim… por que se só tivermos Zelda no primeiro semestre de 2011 ainda assim será um ano do caralho. Zelda TP criou um expectativa imensa e Zelda SS vai com certeza preencher tudo que é experado de “um Zelda”. Sem falar que ainda teremos Pikmin 3 e a nova franquia que sensei Miyamoto disse estar trabalhando… o ano promete.

Então, cuidado com vendedores inexcrupulosos tentando empurrar XBOX 360 + Kinect no lugar do Wii, e fiquem tranquilos que a Nintendo nunca me deixou na mão… desde 1986… e com certeza também não vai deixar vocês!

 

Video Game Awards 2010 – Os vencedores

Ontem 11 de Dezembro de 2010 ocorreu o Video Game Awards, ou VGA para os íntimos, o “oscar” do videogame. Eis os nomeados e os vencedores:

JOGO DO ANO

– Call of Duty: Black Ops
– God of War III
– Halo: Reach
– Mass Effect 2
– Red Dead Redemption

Vencedor: Red Dead Redemption (Rockstar Games / Rockstar San Diego)

ESTÚDIO DO ANO

– Bioware
– Blizzard Entertainment
– Bungie Studios
– Rockstar San Diego

Vencedor: Bioware

MELHOR JOGO DE XBOX 360

– Alan Wake
– Fable III
– Halo: Reach
– Mass Affect 2

Vencedor: Mass Effect 2 (Electronic Arts / BioWare)

MELHOR JOGO DE PS3

– God of War III
– Heavy Rain
– Modnation Racers
– Red Dead Redemption

Vencedor: God of War III (Sony Computer Entertainment / SCE Studios Santa Monica)

MELHOR JOGO DE WII

– Donkey Kong Country Returns
– Kirby´s Epic Yarn
– Metroid Other M
– Super Mario Galaxy 2

Vencedor: Super Mario Galaxy 2 (Nintendo / Nintendo)

MELHOR JOGO DE PC

– Fallout: New Vegas
– Mass Effect 2
– Sid Meier´sCivilization V
– Starcraft II Wings of Liberty

Vencedor: StarCraft II: Wings of Liberty (Blizzard Entertainment / Blizzard Entertainment)

MELHOR JOGO HANDLHELD

– God of War: Ghost of Sparta
– Metal Gear Solid: Peace Walker
– Professor Layton and the Unwound Future
– Super Scribblenauts

Vencedor: God of War: Ghost of Sparta (Sony Computer Entertainment / Ready At Dawn Studios)

MELHOR SHOOTER

– Battlefield: Bad Company 2
– Bioshock 2
– Call of Duty: Black Ops
– Halo: Reach

Vencedor: Call of Duty: Black Ops (Activision / Treyarch)

MELHOR JOGO DE AVENTURA

– Assassin´s Creed: Brotherhood
– God of War III
– Red Dead Redemption
– Super Mario Galaxy 2

Vencedor: Assassin’s Creed: Brotherhood (Ubisoft / Ubisoft Montreal)

MELHOR RPG

– Fable III
– Fallout: New Vegas
– Final Fantasy XIII
– Mass Effect 2

Vencedor: Mass Effect 2 (Electronic Arts / BioWare)

MELHOR MULTI-PLAYER

– Battlefield: Bad Company 2
– Call of Duty: Black Ops
– Halo: Reach
– Starcraft II: Wings of Liberty

Vencedor: Halo: Reach (Microsoft / Bungie Studios)

MELHOR JOGO INDIVIDUAL DE ESPORTE

– EA Sports MMA
– Shaun White Skateboarding
– Tiger Woods PGA Tour 11
– UFC Undisputed 2010

Vencedor: Tiger Woods PGA Tour 11 (Electronic Arts / EA Tiburon)

MELHOR JOGO DE ESPORTE

– Fifa Soccer 11
– Madden NFL 11
– NBA 2K11
– MLB 10: The Show

Vencedor: NBA 2K11 (2K Sports / Visual Concepts)

MELHOR JOGO DE CORRIDA

– Blur
– Modnation Racers
– Need for Speed: Hot Pursuit
– Split/Second

Vencedor: Need For Speed: Hot Pursuit (Electronic Arts / Criterion Games)

MELHOR JOGO DE MÚSICA

– Dance Central
– DJ Hero 2
– Def Jam Rapstar
– Rock Band 3

Vencedor: Rock Band 3 (MTV Games / Harmonix)

MELHOR TRILHA SONORA

– Def Jam Rapstar
– Dj Hero 2
– Guitar Hero: Warriors of Rock
– Rock Band 3

Vencedor: DJ Hero 2 (Activision / FreeStyleGames)

MELHOR CANÇÃO EM UM JOGO

– Basket Case
– Black Rain
– Far Away
– Golden Eye
– Won´t Back Down
– Replay/Rude Boy Mashup

Vencedor: Far Away by José González (Red Dead Redemption)

MELHOR TRILHA ORIGINAL

– God of War III
– Halo: Reach
– Mass Effect 2
– Red Dead Redemption

Vencedor: Red Dead Redemption (Rockstar Games / Rockstar San Diego)

MELHORES GRÁFICOS

– God of War III
– Heavy Rain
– Kirby´s Epic Yarn
– Red Dead Redemption

Vencedor: God of War III (Sony Computer Entertainment / SCE Studios Santa Monica)

MELHOR ADAPTAÇÃO PARA VÍDEO-GAME

– Lego Harry Potter: Years 1-4
– Scott Pilgrim vs. The World: The Game
– Spider-Man: Shattered Dimensions
– Star Wars: The Force Unleashed
– Transformers: The War for Cybertron

Vencedor: Scott Pilgrim vs. The World: The Game (Ubisoft / Ubisoft Montreal / Ubisoft Chengdu)

MELHOR DUBLAGEM MASCULINA

– Daniel Craig (Blood Stone 007)
– Gary Oldman (Call of Duty: Black Ops)
– John Clesse (Fable III)
– Martin Sheen (Mass Effect 2)
– Nathan Fillion (Halo: Reach)
– Neil Patrick (Spider Man: Shattered Dimensions)
– Rob Wiethoff (Red Dead Redemption)
– Sam Worthington (Call of Duty: Black Ops)

Vencedor: Neil Patrick Harris as Peter Parker / Amazing Spider-Man (Spider-Man: Shattered Dimensions / Activision)

MELHOR DUBLAGEM FEMININA

– Dame Judi (Blood Stone 007)
– Danica Patrick (Blur)
– Emmanuelle Chriqui (Call of Duty: Black Ops)
– Felicia Day (Fallout: New Vegas)
– Jennifer Hale (Mass Effect 2)
– Kristin Bell (Assassin´s Creed Brotherhood)
– Tricia Helfer (Starcraft II: Wings of Liberty)
– Yvonne Strahovski (Mass Effect 2)

Vencedor: Tricia Helfer as Sarah Kerrigan (StarCraft II: Wings of Liberty / Blizzard Entertainment)

MELHOR JOGO PARA DOWNLOAD

– Costume Quest
– Lara Croft and The Guardian of Light
– Monday Night Combat
– Scott Pilgrim vs. The World

Vencedor: Costume Quest (THQ / Double Fine Productions)

MELHOR DLC

– Bioshock 2 “Minervas Den”
– Borderlands “The Secret Armory of General Knoxx”
– Mass Effect 2 “Lair of the Shadow Broker”
– Red Dead Redemption “Undead Nightmare”

Vencedor: Red Dead Redemption – Undead Nightmare (Rockstar Games / Rockstar San Diego)

MELHOR JOGO INDEPENDENTE

– Joe Danger
– Limbo
– Super Meat Boy
– The Misadvnetures of PB Winterbottom

Vencedor: Limbo (PlayDead)

JOGO MAIS ESPERADO DE 2011

– Batman: Arkham City
– Bioshock: Infinite
– Gears of War 3
– Portal 2

Vencedor: Portal 2 (Valve / Valve)

Quem não tiver assistido online (no site oficial tinha que usar proxy… mas teve diversos sites internacionais que liberaram updates e videos minuto a minuto) pode se deliciar, com 11 DIAS DE ATRASO, dia 22 desse mês, no canal pago Animax. Entre os teasers mostrados na feira estava Mass Effect 3 e Uncharted 3.

Jogando Epic Mickey

Eu demorei um bocado antes de fazer esse review… e a razão disso é que parece que todos os outros críticos do mundo gostaram de Epic Mickey, enquanto eu já tive dentes do Sizo mais interessantes que este game. Mas… pelo bem do povo e felicidade geral da nação, vamos a ele;

Graficamente falando Epic Mickey é muito bonito. Os estilos gráficos mudam de área para área da Wasteland, com um colorido particular, mas extremamente bem feito.  Os diversos personagens da Disney aparecem múltiplas  vezes,  em versões inovadoras de si mesmos.  A animação é bem feita, a movimentação é natural e o uso do tiner, para apagar os objetos, e das tintas, para criá-los, é lindo.

O som mistura várias melodias clássicas da Disney (com direito até a Winnie Boat… o primeiro desenho do Mickey) mas todas tão modificadas que ficaram meio descaracterizadas – os barulhos são bizarros…. e … bem… eu meio que não sei como dizer isso… mas NÃO TEM VOZ!!! Os personagens não tem voz!!! Como assim em um game tão esperado e que levou tanto tempo para ser produzido, os personagens não falam nada e fazem aqueles grunhidos a lá The Sims?!

Mas são os controles e o gameplay que formam a cereja de cianureto nessa bomba de cicuta. A câmera focaliza o que ela quer e não o que você precisa ver, com os inimigos se movendo por fora da área visível e muitos saltos tendo que ser feitos com base em uma câmera girando e se movendo. O Mickey se move de forma pesada, quase como o urso Banjo, mas sem a praticidade de Kazooie para ajudar a movimentação e saltos tem que ser calculados para evitar desastres… o combate é tosco – Mickey é lento… LENTO… e os ataques físicos tem que ser usados várias vezes para resultar em sucesso. Melhor jogar Tiner nos inimigos.

Durante toda a criação a equipe responsável por Epic Mickey falava sobre as escolhas que você deveria fazer e como elas influenciariam o game… mas tudo que suas escolhas influem é sem importância e mínimo…  com um final que costura suas decisões em uma visão boa ou má dos atos do Mickey. A mecânica do tiner e das tintas também embassa e não engrena… você só pode criar ou apagar áreas e objetos definidos… ficando transparentes e voltando a existir. Muito muito pouco em relação as promessas feitas para o game.

No fim, Epic Mickey acaba como um game de Nintendo 64… um bom game de Nintendo 64, veja bem… mas sem o menor lugar na atual geração e de frente aos adventures atuais. Sua história é fraca, vazia e sem graça e o Mickey prova mais uma vez que é um personagem sem brilho, que acaba, assim como o batman, por ser apagado pelo brilho de seus colegas e de seus vilões. Se você tiver um filho/sobrinho/afilhiado/filho da namorada/namorada que nunca jogou videogame… talvez eles gostem da simplicidade de Epic Mickey e não percebam as falhas do game. Mas se você jogou Banjo Kazooie no N64 e jogou Beyond Good and Evil no Gamecube só vai se frustrar.

 

Licença que eu vou voltar para o Goldeneye!

Wii balance board vai ser usado em um jogo de exerc… ah… terror?

SIM!!! Por mais estranho que a afirmação possa parecer. A pequena produtora japonesa MNV está produzindo o game “Ikenie no Yoru” (algo como “Noite do Sacrifício”) que vai ser em primeira pessoa, usar o wii mote como lanterna e direcionador e vai usar o Wii balance board… sim… a balancinha que acompanha o wii fit… aparentemente para controlar os passos do seu personagem.

A história envolve 5 colegiais que viajam de trem para uma região remota do Japão para visitar uma casa que diziam ser usada para sacrifícios. Um dos colegiais desaparece e os outros 4 mergulham em um pesadelo envolvendo espirítos, mortos vivos e todo o tipo de papagaiada ao estilo horror japonês.

Nintendo volta para a CES!

Depois de ficar 16 anos fora da Consumer Eletronic Show de Los Angeles, uma das mais conceituadas feiras de eletrodomésticos do mundo. Pode parecer estranho para uma empresa de videogames, mas antes da E3 existir esse era o lugar onde se iá para ver os lançamentos, mas a Tokyo Game Show, a Eletronic Entertainment Expo e Game Developers Conference mantiveram a big N ocupada mostrando fora da CES tudo desde o Nintendo 64.

A feira começa dia 06 de Janeiro e dura 3 dias. Serão 35 expositores incluindo, mas não limitados a Microsoft,  AMD, HP, Intel, Lenovo, LevelUp, Logitech, Microsoft, Nokia e Sony.

Tomara que a Nintendo tenha algo legal para mostrar… tipo o 3DS!!!!

 

A Nintendo arregaçou… detonou… estuprou… o mercado… de novo!

A data de compra do ano americano é o fim de semana seguinte ao dia de ação de graças… uma sexta feira feriado que cria um fim de semana prolongado onde todo mundo compra seus presentes de natal e a economia americana gira milhões. Mas ninguém, nem mesma a super Microsoft que estava em seu terceiro mês vendendo mais 360 do que a Nintendo vendia Wiis podia esperar o resultado que houve:

É melhor você sentar! Foram 600 mil Wiis e 900 mil DSs!!! Isso mesmo, 1,5 milhões de consoles/portáteis vendidos no período que comporta o dia 26, 27 e 28 de Novembro de 2011.

Posso fazer uma conta com você? São aproximadamente 9000 consoles/portáteis por minuto em que as lojas estiveram abertas!!!!!

Acho que agora eu vou até ali dar uma olhada na estátisca de venda do Move e rir um pouco (não dá para tirar sarro do Kinect porque ele é bem legal!).

Jogando Donkey Kong Country Returns

Quando a guerra dos 16 bits estava no auge, quando o mega drive tinha o Sega cd e o Sega 32-X e os videogames de 32 bits estavam ali, virando o quarteirão, a Nintendo decidiu mostrar porque não estava preocupada em trazer ao mundo um videogame de 32 bits. Ela mostrou esse comercial:

Yes… Yes… Yes… eram os melhores gráficos que nós já tinhámos visto e estavam lá, para quem quisesse ver, em um super nes perto de você. E não só o gráfico de Donkey Kong Country era majestoso, mas os cenários eram super bem criados, a animação (seja dos inimigos, seja dos kongs, seja dos animais) era super bem feita e a música era animal.

14 anos depois, pela mão da Retro Studios, os mesmos anjos que trouxeram ao mundo a série Metroid Prime (ou seja, basicamente reinvetaram Samus para uma nova geração), reinventam para o mundo a dupla de Super macacos… and boy oh boy… que toque de Midas que a Retro tem. Donkey Kong Country Returns, ou DKCR, é como sentar num dia de chuva, na casa da mãe, para comer bolinho de chuva ou klustule. Tem gosto de passado. Tem gosto das coisas boas que não voltam mais. Tem gosto de querer mais e mais.

A retro seguiu o caminho certinho e não se deixou intimidar pelos galhofeiros no caminho: É 2D, é difícil como o inferno, é instigante, tem porcentagem de jogo completo e itens adquiridos e o controle é perfeito. Mas vamos por partes…

Graficamente o jogo é incrível. Não tendo um gráfico realista como o de 007 Goldeneye para ter que se preocupar, a Retro fez misérias com uma nova engine gráfica criada para o Wii. 3 ou 4 planos em paralaxe, com velocidades de movimento diferentes, e que por vezes fazem parte das ações de jogo, como quando os kongs tem que usar um barril para ir para um plano de fundo de tela e passar por trás de um penhasco, ou quando um chefão corre em um plano de fundo atirando no plano frontal da tela. Animações perfeitas, tanto dos inimigos quanto dos Kongs, juntam-se a um estilo de arte inovador, mas inumanamente simples e bem feito. Assim como o DKC original, daqui a 10 anos, esse game ainda vai ser lindo.

Ao lado do novo motor gráfico utilizado a Retro utilizou um sistema de física extremamente funcional. Água vai e volta com fluidez e em tempo real, objetos e colunas atingindos resistem ao impacto, tombam, caem ou se espatifam. O Kongs tem peso, assim como seus inimigos, e os barris, com diferenças de distâncias quando são arremessados, etc… Uma das fases que a nova física possibilitou é de tirar o fôlego, quando os Kongs devem passar por uma área carregada de meias-luas de terreno presas a tiras de couro que rodam e se movem conforme o momentum com o qual você atinge elas. Lindo e extremamente excitante.

O som do jogo é carregado de melodias bem feitas e extremamente carismáticas, você vai se pegar cantarolando elas em dois tempos. Os sons são bem feitos, mas nada que vá mudar o valor do pacote. O controle, no entanto beira a perfeição e torna muito mais simples você vencer a dificuldade insana do game. Por que? Porque como dizia nosso grande mestre e guru, Fabio Ortolan, vulgo Mahou, “Quando você erra, é culpa sua… e só sua!” ; se você errou o salto, não foi o controle, se você errou um barril não foi o controle… FOI você !!! E você vai querer tentar de novo e de novo.

Dificuldade perfeita, controle perfeito, gráficos excelentes e som encantador. O que diabos você está esperando… corra agora mesmo pegar o seu.

Jogando: Sonic Colors

Eu disse lá no review de Sonic 4 que tudo que eu queria da Sega é que ela me desse a velha jogabilidade em 2D do Sonic e tudo ficaria bem. Eu
disse que um bom Sonic só precisava dos robozinhos do Robotinick e do próprio e asqueroso super vilão no final. Eu disse que qualquer mudança na jogabilidade só estava vindo para estragar a franquia.

E eu… como o gamer crítico e ranziza que sou… aceito que eu estava errado.

As vezes, na medida certa e nas mãos certas, inovações podem ser legais para caramba.

E meu ano ficou completo com não um só bom jogo do Sonic… mas DOIS bons jogos do Sonic.

Tipo… é sério… muito sério. É como se alguém na Sega tivesse dito “Ok. Chega. Já fomos motivo de risadas por tempo suficiente. É hora de mostrar porque estamos aqui. É hora de mostrar o que manteve o Genesis vivo durante os anos de batalha com o Super Nes. Vão para suas mesas e só voltem quando tiverem um super game do Sonic em mãos.”. Sonic está tendo um renascimento em 2010. Começou com o jogável Sonic and Sega Racing, melhorou… muito muito muito… com Sonic 4 Episode 1 e, ao que parece, a Sega estava guardando o melhor para o final: Sonic Colors. O primeiro Sonic moderno que temos.

Graficamente o game brilha. Lembram quando eu falei no gráfico de Sonic 4 Episode 1 – é… é bem parecido. Sonic é bonito, bem desenhado e brilhantemente animado. Suas movimentações são suaves e os não há problemas nas detecções de colisão ou de queda de frame rate em lugar nenhum. Os inimigos receberam uma camada a mais de polimento e suas animações foram transformadas em mapas completos em 3D, e os vilões maiores, assim como os Wisps são muito muito bem feitos. Os cenário são lindos, tanto os em 3D quanto em 2D e as mudanças entre os trechos são feitos de uma maneira tão imperceptível que você leva alguns segundos para perceber que já se acostumou com a nova jogabilidade. Os trechos em 3D tiveram a velocidade reduzida e se tornaram mais simples e menos irritantes.

O departamento sonoro foi muito bem trabalhado com músicas bem ao “estilo Sonic”, gostosas e grudentas, que vão ficar presas em seu cérebro por muito muito tempo – o som dos inimigos, dos itens e do próprio Sonic parecem muito semelhantes aos de Sonic 4. Uma coisa que deve ser levada em conta aqui é que o número de personagens diminuiu drasticamente e com isso a Sega se deu ao trabalho de achar novos atores para as vozes de Sonic, Robotinick e Tails – a melhor manobra comercial que ela podia fazer – Sonic não soa mais como uma menininha metida de 13 anos que acabou de menstruar.

O controle é excelente… o melhor de qualquer Sonic que tenha alguma parte 3D. A jogabilidade, no entanto, é o que chama mais a atenção no novo título da Sega. Os Wisps que já citamos, são criaturinhas aprisionadas por Robotinick para a criação dos servos em seu Super Park temático (eu juro por deus que eu não estou inventando isso). Quando libertas elas dão ao Sonic poderes especiais, conforme a cor das mesmas. Por exemplo, o amarelo permite que Sonic vire uma broca amarela bem invocada e penetre solos macios, enquanto os rosas permitem que Sonic vire uma espécie de serra circular que pode cortar obstáculos, grudar no chão e destuir inimigos, entre outras coisas e o azul permite que Sonic vire uma espécie de laser e sai batendo e refletindo em paredes e inimigos até ficar físico de novo. Some a isso uma engine de física que realmente funciona, o super controle que já citamos e um desenho de estágio que paga um pau absurdo ao mais do que fantático Super Mario Galaxy e você terá o Sonic de uma vida!

Ah. Antes que eu me esqueça o jogo tem um Co-op… mas mantenha-se afastado dele. Ele não tem 1% da inspiração do single player e francamente consiste em uma série sem graça de competiçõezinhas entre dois Sonics.

Por qualquer outro ângulo que não o multiplayer esse Sonic é perfeito. É difícil como o cão, lembrando os games do Sonic do Mega Drive, rápido sem ser impossível e absurdamente bem desenhado. Super super recomendado. Eu estou jogando e você também deve.