O Wii U, PS3, PS4, 360 e One vão ganhar uma versão do jogo até então exclusivo dos portáteis (PS Vita e 3DS) com melhorias gráficas, mais salas e mais itens. O novo jogo, chamado simplesmente de Batman: Arkham Origins: Black Gate Deluxe Edition, deve chegar aos aparelhos no dia primeiro de Abril (e não é mentira) e estará disponível apenas como download.
Este ano eu e o Dr. Junião conseguimos fazer mais um Push Start, com a sempre incansável ajuda do Felipe Calixtre e do Fernando Mekaru, sem falar no auxílio incrível do pessoal do SESC. E o balanço final foi ainda mais positivo que o de 2012.
Se em 2012 as crianças ficavam um pouco entediadas com as longas apresentações sobre a história dos aparelhos antes de terem a chance de jogar, nesta edição as aulas foram levadas para a sexta feira, bem longe dos domingos de pura ação em games na biblioteca do SESC.
E, ademais a dificuldade extrema das crianças com os videogames mais antigos, elas adoraram!!!
A quarta semana: Na sombra do PS2 (Dreamcast, XBOX clássico e Nintendo Gamecube)
A terceira semana: 32 bits VS 64 bits (PS1, Saturn e Nintendo 64)
A segunda semana: Batalha de Titãs: Mega Drive VS SNES VS Neo Geo AES
A primeira semana: Atari, Master System e o eterno NES
O balanço final do evento foi extremamente positivo e se tivemos bem mais gente para jogar nos domingos do que para ouvir falar sobre a história dos games na sexta a noite, é um reflexo um pouco terrível de questões educacionais do Brasileiro (que não tem costume de assistir palestra de nada), que culpa da equipe, da divulgação ou do SESC.
Foi extremamente proveitoso, extremamente divertido e extremamente gratificante dividir com outras pessoas nossa paixão mais do que obsessiva por video games, em seus mínimos detalhes.
Aproveito o ensejo para agradecer de coração meu parceiro de evento, parceiro de site e grande amigão Ademar “Junião” Secco Jr, pela eterna paciência, cordialidade e conhecimento, que tornaram possível o evento em toda a plenitude.
E que venha o próximo Push Star…. Pushing even harder!
Confesso que tive pouco contato com a série Thief – sendo, primariamente, um jogador de consoles e com poucas, e mal convertidas, versões do jogo saindo para o PS2 e Dreamcast (me disseram que houve uma excelente conversão do terceiro game para o XBOX clássico… mas nunca consegui jogar) acabei tendo uma péssima impressão. Me parecia o tipo de jogo duro, esquisito, complicado.
Por isso estranhei colocar a mão em Thief e perceber, com uma certa tristeza, que o que ele queria me apresentar já tinha sido feito, com uma qualidade muito superior e um foco um pouco diferente, pelo belíssimo Dishonored. É justo que Corso, o protetor da Imperatriz era um assassino muito muito muito mais habilidoso e dispunha de um arsenal muito mais variado (e letal) que o de Garret, o personagem da franquia Thief, pois esse era o objetivo do jogo – Garret é um ladrão, a ideia é roubar, não matar… mas, considerando que o universo é extremamente parecido, a atmosfera muito similar e a tentativa de transformar o ambiente no seu playground é a mesma, Dishonored apresenta um resultado muito superior ao de Thief.
Então é melhor começarmos pelo que Thief é: Thief é um jogo sobre roubar e escapar impune. Sobre usar sutileza e Stealth para, se possível, entrar e sair de um lugar sem ser visto e deixando o dono do local substancialmente mais pobre. Há uma história que envolve pinceladas de luta de classes, diferença social e baldes e baldes de sobrenatural, mas ela é completamente paralela aos acontecimentos de Garret, que acaba por lidar apenas com as consequências dela. Então, se você estava esperando um história densa e encorpada, sobre traição, morte e roubo, em uma atmosfera Steampunk, vai ter que jogar o já citado Dishonored.
No quesito gráficos há um ponto a ser levantado: enquanto Dishonored utilizava um estilo gráfico mais caricato, Thief escolhe ir em direção ao foto realismo – e consegue, utilizando-se de uma série de motores gráficos diferentes (Shroud – para tecidos, Euforia – para criaturas vivas, Havok – para física de objetos e por aí vai) ser ESPETACULAR nesse sentido. As texturas são brilhantes e maravilhosas, a névoa é densa e se comporta de forma aleatória, as animações são muito bem feitas e os personagens se comportam de forma orgânica. A cidade toda é tratada como um personagem importante da trama e isso é evidente na quantidade de cuidado utilizado. É claro que toda essa apreciação só ocorre se você está jogando no PC, no XBOX One ou no PS4. Porque se você estiver na geração passada…. viximariapadimciço… as texturas são muito menos impressionantes, a cidade é muito mais morta e parada e toda a movimentação se torna mais mecânica. Há muito menos gente andando, muito menos guardas patrulhando e uma quantidade inimaginável de loadings, mesmo considerando que o game requisita instalação ademais a plataforma onde estiver (se você quer jogar esse game no 360 e não pretende instalá-lo eu só tenho um conselho para você: Arme-se de paciência!!!)
O Dishonored que eu falo tanto!!!
O departamento sonoro é mediano; enquanto Garret tem uma voz excelente e a maior parte dos coadjuvantes não deixam a peteca cair, a música é esquecível e sem sal. Um ou outro metal mais animado surge durante uma perseguição ou quando se está tentando escapar de alguma situação, mas nada que vá fazer você escrever empolgado para seus pais. O controle é meramente servil – fica claro que a Eidos fez tudo que era possível para colocar os comandos do jogo Stealth para funcionar em um controle com algo em torno de 14 botões, mas a sensação final é que tudo tem que ser planejado meticulosamente e utilizado com lentidão, pois ter que reagir sob pressão vai fazer você tropeçar em uma meia dúzia de comandos rápidos que você nem lembravam que estavam ali.
Mas é no quesito Gameplay que o jogo faz barulho, atraí a guarda, pula de um parapeito e aterrissa de cabeça em uma gárgula. Thief é bipolar: em um determinado momento ele é rápido e carregado de movimentos de parkour, que Garret usa para alcançar locais ou despistar perseguidores enquanto o restante dele é uma procissão de ambientes (que mais lembram closets pelo fato que estão carregados de gavetas e armários) onde seu objetivo é essencialmente mocosar tudo que não esteja pregado ao chão enquanto tenta evitar guardas, pássaros, gatos e armadilhas de forma a pegar algo em algum lugar. Eu não teria problema nenhum com a mistura de elementos… SE AMBOS, OU PELO MENOS UM DELES, FUNCIONASSE!!! Quando se está esgueirando e planejando tropeça-se em pouca liberdade pelo cenário, controle confuso, itens inúteis e uma inteligência artificial energúmena que não percebe que sua bolsa foi roubada de suas costas e precisa estar a 3 passos de você para te enxergar. Nas partes rápidas o jogo ofusca o jogador com pedaços dos cenários que não podem ser efetivamente usados (por dezenas de vezes eu pulei em trechos de telhados que não eram sólidos ou saltei para parapeitos apenas para dar de cara com uma parede invisível) enquanto se foge de guardas que fazem você questionar se Garret não é simplesmente mais um na multidão, visto que os guardas conseguem, muitas vezes, persegui-lo sem problema ademais o terreno e o Parkour. Mas é nos trechos de combate que a vaca não só vai para o brejo, mas atola lá carregada de dinamite lado a lado com um ônibus cheio de crianças: A inefável inteligência artificial dos inimigos consegue fazer com eles se atrapalhem uns aos outros para passar por uma porta e chegar até você (o que cria situações que parecem fugidas de um episódio dos três patetas onde você fica batendo com seu blackjack em dois guardas entalados ombro a ombro em uma porta), esqueçam que estavam lutando com você ou saltem para a morte, como lemmings, um atrás do outro, quando você utiliza uma corda e continua visível poucos metros acima de um abismo NA FRENTE DELES! É absurdo um jogo desse porte, produzido por boa parte de 2013 e 2012, chegar ao mercado com esse número de problemas.
É muito provável que, os verdadeiros fãs da franquia, já estejam acostumados com alguns desses (ou todos esses) problemas e que estavam verdadeiramente excitados pela continuação – tendo medo apenas do jogo ter ficado fácil demais (pessoalmente, no normal, ele entregou minha bunda vez após vez para mim numa bandeja de prata… achei um tanto quanto difícil). No entanto, para os não fãs e não iniciados na franquia, Thief se mostra um jogo meramente passável – uma versão mais simples, gótica e realista do muito melhor Dishonored, de 2012. Se você for um fã ou estiver desesperado para uma dose de Steam Punk E, e somente se, tiver acesso a um PS4/XBOX One/PC o jogo vai servir para te divertir algumas horas. Caso contrário, passe longe e jogue Dishonored – você vai se divertir muito mais.
Como eu deixei bem claro neste Sábado Retrô, onde falei do Strider do Mega Drive/Genesis, Strider é um jogo pelo qual eu tenho um apreço incrível. Foi meu primeiro jogo de Mega Drive e eu gastava ficha após ficha nele no Arcade.
Aí, em 2009, a Capcom disse que a Grim estava fazendo uma nova versão do game, que deveria sair em 2010. Infelizmente, nesse meio tempo, a Grim foi a falência e todos os assets da nova versão de Strider foram para o Limbo.
Mas, como diz o mestre Terry Pratchet, boas idéias não desaparecem. Elas vão dormir.
E a Capcom pós os assets na mão da Double Helix, responsável pelo remake de Killer Instinct para a Rare. Como só 1/3 de Killer Instinct estava pronto no lançamento do game eu estava com os dois pés, e o corpo inteiro, para trás quando fiz o download do game.
Então… se vocês são como eu e gostam de Shadow Complex e Strider podem voltar a respirar. O novo game não só capturou perfeitamente o estilo power acrobático de movimento e a velocidade sensacional do Arcade do final dos anos 80 como trouxe todo um estilo de exploração MetroiVania ou Castleroid (pegue um item ou habilidade para ter acesso a uma certa área, que vai ter dar outro item ou habilidade para ter acesso a outra e por aí vai) para você ter ainda mais áreas e mais coisas a fazer enquanto corta inimigos no meio com seu super Ninja.
A história ainda é a mesma: um overlord com poderes psíquicos toma o controle da União Soviética e começa a anexar países a seu imenso Império. Quase 40 anos depois disso a única esperança de um mundo livre deste Império recaí nas costas do imensamente treinado super Ninja Hyriu, que deve viajar a Kazak City e matar o Overlord, Grandmaster Meio. Para isso Strider Hyriu conta com seu Cypher, uma mistura de espada e Tonfa, com a lâmina feita de energia e suas imensas habilidades acrobáticas, além de dezenas de itens e habilidade que podem ser adquiridas ao longo da imensa megalópole de Kazak.
Os gráficos são fantásticos. Limpos, bem feitos, cheios de pequenos detalhes e imensamente fluídos, com um frame rate constantemente acima do 45 fps na geração 360/PS3 e travada acima dos 60 fps no PS4/XBONE/PC, com cenários cheios de paralaxe e imensos. Especial atenção foi dada ao próprio Strider e seus cabelos, roupas e lenço no pescoço se movem de forma natural e graciosa. Os inimigos, salvos os chefes, são uma legião de super clones, colocados ali para serem massacrados sem a menor chance de misericórdia – e estamos felizes com isso, porque VAMOS cortá-los sem misericórdia. Os chefes são lindos, imensamente bem animados, e transbordam personalidade.
Se os gráficos fizeram bonito o som não fica devendo em nada. Músicas foram retiradas diretamente do game original e de sua continuação oficial (Strider 2 – do PS1/Arcade) e colocadas, com algumas modificações, no game novo – eram maravilhosas lá atrás e continuam incríveis hoje. As vozes dos inimigos são razoáveis mas as vozes dos chefes são fantásticas, com um arranjo de som atmosféricos muito muito bem feito. Strider não vai deixar a peteca cair no departamento sonoro.
O controle é excelente e parece que lê seu pensamento de tão fluído. Não que ele seja muito complexo, um botão pula, outro usa ataque rápido, outro ataque forte e o último, ataque de longa distância. Algumas combinações interessantes são feitas, mas o game é incrivelmente rápido e simples… e o controle fica fora do caminho, auxiliando, discretamente, você a fazer coisas obscenamente legais que vão fazer todo mundo na sala dizer “UAU! Como você fez isso?”.
Strider é um jogão! É perfeito? Claro que não! Os inimigos voltam, em números infinitos, em setores pelo qual você já passou, fazendo você ter que limpar a mesma área dos mesmos inimigos várias vezes (toda vez que passa por ela), você tem que fazer uma quantidade gigantesca de ida e volta pelos cenários para pegar todos os itens (que não destravam habilidades ou vantagens reais, mas sim art works ou músicas), eles cortaram dois dos estágios mais legais do Arcade/Mega Drive (o que se passava na Sibéria e o que se passava nas florestas) limitando o game a uma única megalopole o que torna os cenários um pouco repetitivos e o jogo é MUITO curto (dá para terminar, sem pressa e na primeira vez, em menos de 7 horas – com um pouco de treino dá para fazer em menos de 4 horas tranquilo). Mas, ainda assim, é tão bem feito e tão gostoso de jogar que não dá para não recomendar esse game. Compre… compre agora mesmo!
Loco Cycle foi um dos jogos de lançamento do XBOX One e foi extremamente criticado por trazer o que muitos críticos consideraram “gráficos abaixo da média” ou “uma obra a anos luz de distância do que poderia ser feito no console”. Confesso que, como fã dos outros jogos da produtora de Loco Cycle, fiquei extremamente curioso.
Mas eu não iá comprar um XBOX One para jogar Loco Cycle e 1/3 de Killer Instinct.
Qual não foi minha surpresa quando o mais recente lançamento da Twisted Pixels, responsável por coisas maravilhosas como Gunslinger, Xplosion Man e Comic Jumper (todos baratinhos na XBOX Live), aparece na XBLA. Por 10 doletas. Eu tive que pegar… não teve jeito.
E sabem de uma coisa… o game, e a linda linda linda linda linda Lisa Foyles (procurem os TOP 5 dela… são hilários. E ela faz a voz da Íris no game), me pegaram de volta. Começando pela apresentação maravilhosa:
Sim… a firma má e terrível construiu uma arma de destruição em massa e ela é atingida por um raio e parte em busca de liberdade e o sonho americano arrastando por aí um imigrante latino (chamado Pablo) que ela usa como companhia, arma e alívio cômico – como se a moto em si não fosse engraçada o suficiente. Pablo passa o game reclamando de dor, fazendo súplicas para não ser morto e tentando explicar a todo mundo que ele está preso em uma moto mega armada e super excitada pela porcaria da calça. Acreditem… é muito, mas muito mesmo, mais engraçado do que eu estou conseguindo passar aqui.
E se, no XBOX One, os gráficos não surpreenderam ninguém… no 360 eles mais do que fazem seu serviço corretamente. Utilizando o motor gráfico da Twisted Pixels, o Beard, o jogo roda suave a mais de 30 fps, com uma palheta de cores bem ajustadas, modelos grandes e bem animados e uma sensação de velocidade bem feita. É claro que tudo é muito muito muito caricaturesco e nem os cenários nem os personagens tem que ser foto realistas (o que ajuda muito a qualidade gráfica do game) mas os gráficos, embora não sejam nada para ficar babando, cumprem seu papel com primazia.
O som vale um capítulo a parte: algumas músicas são excelentes, realmente muito muito boas, enquanto outras são completamente esquecíveis. Agora as vozes… as vozes são fantásticas, excelentes, com direito a Lisa Foyles como a Íris (a moto principal), Robert Patrick (Lembra do T1000 do exterminador do futuro 2?) como a moto inimiga Spike e Freedy Rodriguez (um humorista bem conhecido nos EUA) como o pobre Pablo, as vozes do game esbanjam personalidade e auxiliam ainda mais a construir uma excelente atmosfera.
Se o som é bom e os gráficos também, só nos resta falar do controle. E na falta de uma palavra melhor sou obrigado a usar essa: Servil. O controle do jogo é Servil. Ele funciona bem, reage na hora e você não vai ter qualquer problema em utilizá-lo – mas nem de longe ele é inspirado, radical ou tão bem desenhado que vai mudar a história dos jogos de moto. Longe disso. Íris constantemente acelera para frente e você usa o direcional para movimentá-la de um lado para o outro, um dos gatilhos disparam um turbo enquanto os botões frontais usam seu bike fu (Sim… a moto pula e luta, é bem engraçado… ^_^), arremessam o pobre Pablo como um bumerangue, desviam de seus inimigos (o que os abre para contra ataques) e utilizam as armas de Íris. Parece limitado comigo falando? Então… e somado ao fato que o jogo inteiro, salvo poucas e esparsas seções com chefes, se passam em ruas, avenidas e trilhas em florestas, com sucessões de obstáculos e inimigos vindo atrás de Íris, após algumas horas, o resultado final será um pouco, na falta de uma palavra melhor, cansativo. Em defesa da Twisted Pixel o jogo é curto e acaba antes de você efetivamente se cansar das mecânicas (e é tão engraçado que normalmente você não vai ligar muito para a repetição) mas é um ponto negativo em um jogo muito bom.
Porque Lococycle é muito bom. Principalmente porque é uma experiência curta, doce e bem feita. É engraçado, bem feito, utiliza piadas em diversos níveis, que vão permitir que seu primo de 5 anos jogue (e ache engraçado) e você, no alto dos seus 30 anos também (e se mate de rir) e, assim como GunSlinger, é tão diferente que vai fazer você ligar o 360 e mostrar para amigos, vizinhos e namorada. E por 10 doletas…. agarre agora mesmo!
E serão todos clássicos que desafiam o tempo: Metroid Fusion, Mario & Luigi: Superstar Saga e Super Mario Advance 3: Yoshi’s Island.
Só não entendi porque lançar a versão do GBA de um game que já temos a versão do SNES no Virtual Console… mas a Nintendo, e Deus, escreve por linhas tortas.
De qualquer forma esses três games são só a ponta do Iceberg de coisas fantásticas que é o GBA. Preparem-se!
Da Monolith, a empresa por trás de Xenoblade, vem mais um game com absolutamente tudo que se pode esperar de um sólido RPG – um sólido e verdadeiro J-RPG. Com vocês… X!