Eu posso terminar esse review dizendo que Mark of the Ninja é ótimo e voltar a jogar? Por favor? Não?! Ok!. Então vamos lá – Mark of the Ninja é o novo jogo da Klei Entertainment, responsável pelo mais do que cheio de charme Shank. E assim como em Shank a violência, o humor e fantásticas animações escorrem de Mark of the Ninja, saindo de cada poro do game. Mas diferente de Shank, que essencialmente é um side scroller hiper violento dos anos 90 depois da modernização, Mark of the Ninja tem um estilo todo dele – quase como uma versão 2D e mais fluída de Tenshu (uma série de jogos de ninjas que começou no PS1 e seguiu no PS2).
Graficamente o jogo é impecável – um fato tornado ainda mais incrível por ser um título por download. O fundo é feito como um quadro pintado em estocadas fortes enquanto os objetos mais próximos tem cores neutras que ficam fantásticas no show de luz e sombra que o game apresenta. As animações dos inimigos são bem feitas, as animações de assassinatos bem criadas e os movimentos de seu personagem fantásticos. Tudo isso sem falar das animações entre fases, que receberam um capricho ímpar aqui – lembram um desenho que poderia passar fácil fácil na Cartoon Network.
E o som também é incrível, com músicas suaves, baladas japonesas e alguma coisa indiana que não consigo identificar – tudo isso até a bosta bater no ventilador, porque aí o metal sai do armário e vem, com tudo: bateria e guitarra “ownando” o universo enquanto você tenta escapar sem ser derrubado. Os efeitos sonoros dizem a que vieram e mantém você o tempo toda na ponta da cadeira, com especial atenção aos efeitos sonoros das animações de morte… ouvir um homem dar seu último suspiro nesse formato animado é igualmente glorioso e assustador.
Mas é o gameplay que vai ganhar você. Jogando por qualquer um dos três caminhos seu ninja experimentará uma trama de vingança, traições e muitas, muitas, mortes. Você cortará com espadas, usará armadilhas, envenenará, usará garrotes, shurikens e dardos para conseguir seu objetivo. Todas as salas tem mais de uma maneira de ser acessada e os inimigos tem literalmente dezenas de maneiras de serem vencidos. E o jogo sabe que quem deveria estar se divertindo ali é você… (Kojima… eu estou olhando para você!) logo ele te dá os equipamento, mostra um ou dois usos, e te permite, com grande alegria, descobrir umas 5 ou 6 maneiras de usar aquilo. Ao longo do jogo você ganha pontos pela maneira como faz as missões e pelas ações dentro delas – que são gastos comprando novos movimentos, novos equipamentos e novas armas para seu ninja. A história do game não é exatamente fantástica, e não dá para contar nada sem criar vários spoilers, mas cumpre bem seu papel e não vai te desapontar – só não espere por nada com a qualidade de Ninja Scroll ou algo assim.
Em suma: jogão para gamer nenhum botar defeito. O uso do Stealth é fantástico (com especial atenção ao seu ninja ficar monocromático quando estiver oculto) e desde Arkham City ser cuidadoso não era tão bem recompensado em um jogo. Pegue esse jogo agora, mesmo com o custo de 1200 ms points, porque vale, realmente, a pena!