The Fellowship of the game!!! … ou … Como foi nossa ida ao Video Games Live

“Se Bethoven estivesse vivo ele seria compositor de música de Video Game!”

Tomy Tallarico – Video Games Live 2011 – São Paulo

6 caras + 2 garotas – o Boromir, porque todo mundo sabe que ele vai tentar roubar o anel no capítulo que eles ainda estão em Valfenda. Se o Aragorn tivesse atravessado ele ali mesmo com a Anduril a maior parte dos problemas do caminho teriam se resolvido.

Tolkien a parte era certo que o Mini, mais precisamente eu e a Mi, iríamos novamente ao Video Games Live, nosso terceiro ano consecutivo. Virou uma espécie de ritual do casal, quase como o nosso inverno. É  quando eu e ela sabemos que o ano está acabando. Só que esse ano aconteceu algo diferente. Vários amigos nossos resolveram que eles iriam também… só que não sabiam chegar lá.

I will take it! I will take it!!! I will take the ring to mordor! Although I don´t quite know the way!

Eu levo! Eu levo! Eu levo o anel até mordor! Embora eu meio que não saiba o caminho!

Ao que, como Gandalf, nos comprometemos a levá-los e partilhar com eles do melhor da música de videogame já feito no planeta. E nos preparamos para o fatídico dia 15 de Outubro.  Seríamos Eu (Marcel/Tellion*),  Mi (Michela/Shushi Porkinha*), Bruno/BrunoLBrandao*, Monique/MoniqueBrandao*, Raul/Green Archer07*, Ademar Jr/Junião*, Henrique Vieira/TisSharkBites* e Henrique Lira (todos os apelidos marcados com * são da Xbox Live). No dia 15, após alguns atrasos partimos….

… e paramos na pizzaria Domino´s … para fazer uma boquinha… porque… ninguém é de ferro…

… e porque não tem Domino´s em Campinas (Jeca é foda!) – Eu tirei a foto… mestre Yoda a achou fera!

Após a boquinha seguimos sem maiores embaraços até o local de evento, que esse ano tinha mais gente e menos Cosplays, o que nos deixou um pouco intrigados. A segurança estava bem melhor, mais organizada, ágil e rápida. Como sempre a mini-arena de guitar hero estava logo ali, dando uma chance a todos de mais tarde ir ao palco com Tomy Tallarico.  E como sempre, também, lá estava a Petrobras mostrando-se um parceiro cultural ativo dos gamers e levando algum game criado por brasileiros para ser apresentado no evento…

… o problema é que você copiava o movimento feito na tela, não o videogame lia o seu movimento ou algo assim. Parecia meio idiota…. não… não parecia não… era COMPLETAMENTE IDIOTA mas o Raul e o Henrique Lira resolveram que iam lá tentar. As fotos abaixo não mentem.

Depois de deixar as crianças brincarem o grupo seguiu para suas mesas. Como em senhor dos anéis perdemos um dos membros, mas ele se juntou a nós mais tarde, e curiosamente usava uma camisa diferente quando voltou… o que torna a comparação Junião – Gandalf ainda mais sadia.

Todos sentados. Parabéns a Mi pela escolha do lugar, ficamos a três linhas de mesas do palco, bem no centro, com a visão total e avassaladora dos três telões que formavam o palco do VGL. Os telões piscaram e revelaram a frase: VIDEOGAMES LIVE WILL START SOON…

E foi aí que começou Super Mario World (uma paródia com What a Wonderful World)…

Logo depois de ouvir uma musiquinha gostosa, vem um concurso de Cosplay que não estava… vamos dizer assim… vigoroso….

… na verdade tava mais xexelento que o aspecto visual da PSN. As ganhadoras foram a dupla que estava de Link roxo e Sheik. Estavam realmente legais…

… mas Snake come vocês (literalmente, tipo… o cara come qualquer coisa – que atire a primeira pedra quem nunca deu comida podre para ele em MGS3 só para ver o que acontecia).

O telão se ilumina com o teaser de um novo DVD/Blu Ray do VGL, o VGL 2° Stage (tengo que comprar! Atras de ti imbecil!) e logo em seguida, como em todo ano, Ms. Pac Man começa a ser perseguida por Blinky, Pinky e Inky – sim… os fantasmas tem nomes!

A orquestra Vila Lobos se senta e Tomy Tallarico, compositor de música de videogames a mais de 20 anos, criador de músicas como as Mass Effect, Rising Ascendent, Dragon Age, Earthworm Jim, entre outras, sobe ao palco e o público destrói nas palmas. Tallarico pega a guitarra e começa com um medley elétrico de Street Fighter, com um super vídeo especial para o Brasil, com enormes cortes para a bandeira brasileira e com Blanka… sim o monstro verde que foi o representante do Brasil nos games por mais de 10 anos… destruindo tudo…. TUDO!!!

Depois de quase derrubar a casa e deixar o público gritando “Blanka, Blanka!” e “Tallarico, Tallarico!”, Tomy apresenta o maestro do ano, criador das trilhas sonoras de Africa (se você nunca ouviu falar, tudo bem, não fez muito sucesso mesmo) e RE 5, o estupendo Wataru Hokoyama. Primeiro Hokoyama trouxe um trecho lindo de Africa…

… que infelizmente não tirou muitos aplausos e ele seguiu com Wind of Challenge de Resident Evil 5…

… que aí sim levantou a galera.

Tallarico nem dá tempo para o pessoal respirar e traz a perfeita, maravilhosa, vitaminada, cheirosa, talentosa, uber-ultra-plus com queijo, flautista, cantora e compositora Laura Intravia ao palco. Ela entra vestida como o Mario e… literalmente… pega todo atrás, dentro, fora e do lado do armário, com um fantástico medley de Super Mario.

Quando Laura sai Tallarico fala sobre o criador do Odissey, o primeiro homem a pensar em videogame de uma forma comercial, o mestre Ralph Bauer e mostra um video do jovem Bauer em 196X mostrando o Odissey funcionando pela primeira vez. Tallarico pergunta se não devemos agradecer a esse homem por tudo que ele fez… o pessoal grita que sim… e ele coloca o cara no Telão… via Skype!

Sr. Bauer…. o senhor é um Deus entre os homens. Se a biologia permitisse eu queria um filho do senhor!

O cara está nos seus 80 e todos e se mostra muito humilde e lisonjeado com a homenagem. O público manda todos os tipos de clamores e obrigados da terra.

Tallarico começa a falar sobre como um game vem definindo o que o Xbox desde o seu lançamento e que a última entrada dessa franquia estuprou o limite do que era esperado dela. Vejam Halo Reach:

Se você não se sentiu impelido a fazer algo absurdamente heroico depois de ouvir essa música você é um robô. E um comunista. Um robomista! Com a galera ainda impelida pela orgásmica onda clássica da trilha de Reach, Hokoyama deixa o palco e o novo maestro, trazido sob uma chuva de aplausos é ninguém menos que Russel Brower.

O criador das músicas dos jogos da Blizzard… sim, Diablo, Starcraft, WOW, tudo desse cara!

E ele surge carregando bombas: Wow vai sair em Português (e ainda vai chamar World of Warcraft… eu iá me sentir péssimo com as pessoas jogando “O mundo da ciência/capacidade de guerrear”) e o trailer de Burning Cruzade (que também vai manter seu nome em inglês) está dublado ali para todos verem. Bem legal. Ele começa a falar sobre o processo de desenvolvimento de Starcraft e a música de Wings of Liberty começa.

Quando pessoal ainda estava aparvalhado do ataque soberbo da música inesquecível do game que define o que é RTS ele começa a falar sobre as várias quests de WOW e fala sobre como uma das quests da Horda (ele pede um: “By the Horde” e a galera responde em peso) dá como recompensa uma música muito especial. Eis Lament of the Highborn com Intravia cantando em Talassiam!!!

Brower sai e Tallarico volta com tudo, nem deixa Intravia sair e os dois se juntam para tocar e cantar a estupenda abertura de MGS 3. Fantástico… perfeito… colossal…

Tallarico retoma o discurso falando como ele sempre quis unir videogame e opera. E qual game melhor para isso que o Inesquecível Tetris.

Todo o salão fica escuro após o termino da opera e o começo da música de Mass Effect toca… rapidamente substituida pela batida forte e certeira da franquia que simboliza a eterna tentativa de matar o maior vampiro do mundo. Drácula se esconda porque aqui vai a primeira, a única Castlevania.

Tallarico fala sobre como no ano passado ele fez a mesma coisa, deu um trechinho de Mass Effect e mudou para Castlevania. E como o pessoal cobrou ele por isso. Então, aqui está: Mass Effect.

Ainda derrubados pelo peso da avassaladora trilha sonora de Mass Effect, Tallarico começa a falar que um jogo fez 25 anos este ano (e o povo começa: Zelda, Zelda!!!) e que suas músicas estão entre as melhores de todos os tempos (o povo aumenta: Zelda, Zelda, Zelda!!!). Laura Intravia retorna vestida de Link e, com um telão tomado por desenhos dos fãs de Zelda comemorando os 25 anos de aniversário da franquia, explode o universo com sua flauta fantástica somada a toda uma orquestra. Eu tenho 6 anos de novo, estou sentado com o controle na mão…

… eu fui um bom nerd, morri e fui para o céu dos gamers!!!

Melhor parte do show… de longe…

O show vai para o intervalo e quando faltam apenas 4 minutos para o show voltar começa o seguinte vídeos em todos os telões:

O vídeo termina e os telões mostram a mensagem: “Video Games Live loaded. Press Start or Clap to Start!”. A galera derruba o lugar de palmas e Tallarico, Brower e Intravia voltam ao palco. Brower virá para a galera e diz que vai falar de Diablo 3… em breve… e começam a tocar Invencible, a música final de Wrath of the Lich King do WOW.

E em seguida ele toca um medley de Diablo 3. Diablos… mais do meu dinheiro para a Blizzard!

Tallarico volta ao palco chamando o vencedor do mini-campeonato de Guitar Hero para vir ao palco. Hilariamente ele não consegue pronunciar João Pedro e fica tentando: Rose, Roon, Juuuun. Até que fala um som gutural seguido de Pedro e o rapaz sobe. E o rapaz realmente devia conhecer Rock… pois lembrava vagamente o Jack Black. O cara manda muito muito bem e leva os prêmios para casa. Tomy volta ao palco e se diz que nos últimos seis anos os brasileiros vem pedindo para ele tocar uma coisa… por favor toque… por favor toque…  ele se joga no chão fazendo vozes esganiçadas e então diz: Vocês venceram… Pokemon!!!

Tallarico vem no meio do palco e diz:

“A empresa: Square Enix.

O compositor: Nobuo Uematsu

O game: Final Fantasy VII”

Ele levanta o indicador e o pessoal grita em coro: One Winged Angel!!! E todos agradecemos pela existência do vilão mais legal de todo o multiverso! Sephiroth!

Os músicos aplaudem, Tallarico aplaude e eles começam a se retirar como se o show tivesse terminado. A galera começa a gritar “More, more, more…” e, como esperado, eles voltam ao palco, pedindo a todos que tirem seus celulares, portáteis e o que mais o valha dos bolsos e iluminem a sala, formando uma verdadeira galáxia de luzes na escuridão total. Todos juntam cantam um trechinho de super mario world 1-1 e então Tallarico dá risada e sodomiza a todos com a dobradinha Chrono Trigger + Chrono Cross.

E aí Intravia e Tallarico destroem o universo fechando o show com a música final de Portal, a soberba Still Alive. Com direito a uma piadinha fantástica com Duke Nuken Forever.

Como de costume ao final da última música Tallarico joga a palheta que usou no show ao público. E sorte das sortes caiu no Henrique Lira… que ficou feliz… e um pouco assustador…

A noite havia terminado. O show fora incrível e a única certeza que o todos nos tínhamos era que eramos Gamers. E que eramos muito orgulhosos disso! Valeu galera… rumo ao VGL 2012.