Jogando: Sonic Colors

Eu disse lá no review de Sonic 4 que tudo que eu queria da Sega é que ela me desse a velha jogabilidade em 2D do Sonic e tudo ficaria bem. Eu
disse que um bom Sonic só precisava dos robozinhos do Robotinick e do próprio e asqueroso super vilão no final. Eu disse que qualquer mudança na jogabilidade só estava vindo para estragar a franquia.

E eu… como o gamer crítico e ranziza que sou… aceito que eu estava errado.

As vezes, na medida certa e nas mãos certas, inovações podem ser legais para caramba.

E meu ano ficou completo com não um só bom jogo do Sonic… mas DOIS bons jogos do Sonic.

Tipo… é sério… muito sério. É como se alguém na Sega tivesse dito “Ok. Chega. Já fomos motivo de risadas por tempo suficiente. É hora de mostrar porque estamos aqui. É hora de mostrar o que manteve o Genesis vivo durante os anos de batalha com o Super Nes. Vão para suas mesas e só voltem quando tiverem um super game do Sonic em mãos.”. Sonic está tendo um renascimento em 2010. Começou com o jogável Sonic and Sega Racing, melhorou… muito muito muito… com Sonic 4 Episode 1 e, ao que parece, a Sega estava guardando o melhor para o final: Sonic Colors. O primeiro Sonic moderno que temos.

Graficamente o game brilha. Lembram quando eu falei no gráfico de Sonic 4 Episode 1 – é… é bem parecido. Sonic é bonito, bem desenhado e brilhantemente animado. Suas movimentações são suaves e os não há problemas nas detecções de colisão ou de queda de frame rate em lugar nenhum. Os inimigos receberam uma camada a mais de polimento e suas animações foram transformadas em mapas completos em 3D, e os vilões maiores, assim como os Wisps são muito muito bem feitos. Os cenário são lindos, tanto os em 3D quanto em 2D e as mudanças entre os trechos são feitos de uma maneira tão imperceptível que você leva alguns segundos para perceber que já se acostumou com a nova jogabilidade. Os trechos em 3D tiveram a velocidade reduzida e se tornaram mais simples e menos irritantes.

O departamento sonoro foi muito bem trabalhado com músicas bem ao “estilo Sonic”, gostosas e grudentas, que vão ficar presas em seu cérebro por muito muito tempo – o som dos inimigos, dos itens e do próprio Sonic parecem muito semelhantes aos de Sonic 4. Uma coisa que deve ser levada em conta aqui é que o número de personagens diminuiu drasticamente e com isso a Sega se deu ao trabalho de achar novos atores para as vozes de Sonic, Robotinick e Tails – a melhor manobra comercial que ela podia fazer – Sonic não soa mais como uma menininha metida de 13 anos que acabou de menstruar.

O controle é excelente… o melhor de qualquer Sonic que tenha alguma parte 3D. A jogabilidade, no entanto, é o que chama mais a atenção no novo título da Sega. Os Wisps que já citamos, são criaturinhas aprisionadas por Robotinick para a criação dos servos em seu Super Park temático (eu juro por deus que eu não estou inventando isso). Quando libertas elas dão ao Sonic poderes especiais, conforme a cor das mesmas. Por exemplo, o amarelo permite que Sonic vire uma broca amarela bem invocada e penetre solos macios, enquanto os rosas permitem que Sonic vire uma espécie de serra circular que pode cortar obstáculos, grudar no chão e destuir inimigos, entre outras coisas e o azul permite que Sonic vire uma espécie de laser e sai batendo e refletindo em paredes e inimigos até ficar físico de novo. Some a isso uma engine de física que realmente funciona, o super controle que já citamos e um desenho de estágio que paga um pau absurdo ao mais do que fantático Super Mario Galaxy e você terá o Sonic de uma vida!

Ah. Antes que eu me esqueça o jogo tem um Co-op… mas mantenha-se afastado dele. Ele não tem 1% da inspiração do single player e francamente consiste em uma série sem graça de competiçõezinhas entre dois Sonics.

Por qualquer outro ângulo que não o multiplayer esse Sonic é perfeito. É difícil como o cão, lembrando os games do Sonic do Mega Drive, rápido sem ser impossível e absurdamente bem desenhado. Super super recomendado. Eu estou jogando e você também deve.

The Last Story online!!!

Na lista das pequenas coisas que as vezes passam despercebidas quando muita gente está falando do mesmo game, uma pequena novidade sobre  The Last Story o próximo Uber RPG da produtora Mistwalker passou despercebida. Ele tem funções online. Mas calma galera… não entrem em modo de fúria ainda… esperem que a gente já explica.

O jogo “normal” single player tradicional, mas com algumas pequenas modificações, que vem sendo alardeado como o grande salvador dos RPGs japoneses está lá, como papai Hinoboru Sakagushi prometeu, mas também haverá um lobby para até seis jogares entrarem em modos coopera- tivos e competitivos online.  Sejam em batalhas de personagem vs personagem, em dois grupos de 3, ou de 3 a 6 personagens juntos em batalhas contra sequências de inimigos e chefões.

Ainda não foi dito se haverá algum modo de multiplayer local, mas já foi confirmado que o single player será afetado pelo multiplayer, provalvelmente no formato de uma arena ou itens únicos para aquelas que se aventurarem online.

Os japoneses pegam o game dia 27 de janeiro… o lançamento no ocidente, segundo a Nintendo, não deve acontecer antes do segundo semestre.

Quer um presente de natal que é o máximo… seja platinum no clube Nintendo!

O Nintendo Club, clube de vantagens americano para os usuários dos produtos Nintendo, explodiu todas as expectativas de presente para seus sócios platinum. Apenas como um adendo rápido, cada jogo que você comprar e colocar o registro dele no site (com o número único que vem no manual) , além de downloads e games do virtual console, valem pontos, e depois de juntar por um determinado tempo você pode trocar por posteres, camisetas, botons e os super cobiçados Gold e Platinum prizes…. e o platinum desse ano é:

Continuar lendo