Video Games Live 2013 – Como foi? O que teve? Valeu a pena?

Já a vários anos eu vou ao Video Games Live – é quase que uma tradição… minha medida de que o ano está acabando. Considerando que raramente vou a shows e eventos, e os que vou tem relação a trabalho, o VGL é um dos grande momentos do meu ano.

Só que milhares de coisas aconteceram nesse ano que mudaram a maneira como eu iria no show: eu me divorciei, estou modificando o Mini, estou em um cargo diferente na empresa em que trabalho, entre outras coisas. Então eu fiquei pensando, nesse mar de mudanças, que uma das poucas coisas que eu queria fazer era ir até o Video Games Live com boas companhias e curtir esse momento do meu ano em paz e com calma.

E eu consegui isso!

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Eu fazendo minha homenagem ao ano do Luigi!

Como sempre, no caso de um evento gigante como o VGL, que depende de um patrocínio gigantesco e uma dinheirama infernal, a gente se prepara para o pior e espera pelo melhor: esperamos que o evento seja numa sexta ou num sábado e respiramos aliviados se ele não acontecer numa quarta feira (como foi no meu primeiro VGL). Nesse ano foi em um domingo, dia 06 de Outubro para ser mais exato, o que permitiu uma certa preparação e uma alívio palpável no sentido que, no dia seguinte, embora fosse segunda, nenhum de nós trabalhávamos.

E lá fomos nós, com a super Daniela “Marcel me dá água!” Ladeira dirigindo (aliás… Kudos doutora… you Rock), nosso co-piloto e perdigueiro localizador/mapeador Ademar “Junião””Dá esse GPS aqui por favor” Secco Jr, Louise “Túnica nada! Aquilo é um vestidinho verde com um legging!” Sato e eu. Saímos de Campinas as 16:10, com direito a 14 minutos do Junião usando antigos rituais maias para expulsar espíritos ancestrais do GPS da Dani e garantir que chegaríamos ao HSBC Hall. Partimos com calma e quase sem sobressaltos e chegamos ao local do evento mais de 40 minutos antes do show.

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Meus companheiros de viagem e VGL!

E ao chegar ao evento eu tive minha primeira surpresa: ao invés de separar o pessoal apenas na entrada do salão, entre pista, camarote e VIP, a separação já era feita lá fora mesmo, com uma segunda passada de pente fino na entrada do salão. Com isso quem estava com camarote e VIP nem teve fila (que foi o nosso caso) e entrou direto, enquanto uma fila faraônica se formava com o pessoal que era da pista (e que só entraria 20 min antes do evento começar).

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A fila lá fora!

Isso nos permitiu entrar rapidamente no salão e constatar 3 coisas:

1) Assim como no ano passado a única coisa que tinha para jogar era Guitar Hero;

2) A Petrobrás (Aliás… uma agradecimento sem tamanho a Petrobrás por sempre ajudar a trazer a VGL ao Brasil) tinha um boot de fotos divertidas com roupas que você podia colocar. Infelizmente quem montou o boot achava que gamers gostavam de se vestir de piratas, odaliscas e ursinhos de pelúcia – o que foi uma pena, se tivesse as fantasias certas teria sido animal;

3) 40 minutos antes do evento começar e não havia mais uma ÚNICA camiseta para comprar do VGL… e só haviam os Blu Rays da VGL primeira edição, nada do Second Stage, então nem rolou comprar nada (e eu tinha levado um monte de dinheiro… -_-);

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O salão. Com bem menos Cosplays do que deveria!

É claro que, num evento de videogame, você sempre vai ter Cosplayers. E havia muitos deles lá e bons. E nós capturamos alguns….

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… como essa princesa Zelda HYPER SUPER DUPER bem protegida…

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… Anakin Skywalker pego no meio de seu sequestro do mestre Yoda…

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… e o casal mais paracronicamente (paracrônico é tudo que envolve viagem no tempo + múltiplas dimensões… a palavra existe mesmo, eu não inventei) confuso do universo: Serge e Kid (way to go caras! Muito foda!)

Passamos pela leve e super rápida checagem de entrada do salão e fomos nós para as mesas. Aqui houve minha primeira decepção da noite: Havia mais (muito mais) mesas colocadas no salão do que as que apareciam no mapa inicial de venda do evento. Para vocês terem uma ideia, eu comprei a mesa que estava mapiada como o canto esquerdo do salão, com outras 17 mesas naquela fileira, mas cheguei lá para me deparar com outra mesa a nossa esquerda (que, graças aos céus, ninguém sentou, se não eu e Lou não íamos conseguir nos mexer… ou respirar) e mais 21 mesas naquela fileira, totalizando 22 mesas – NO MESMO ESPAÇO DAS ORIGINAIS 18!!!

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Apertados que nem sardinha!

Sentamos (ou melhor… nos esprememos) nas cadeiras e esperamos. Como sempre surge a frase “Video Games Live will start… soon” (Video Games Live vai começar… em breve) e vem a sempre simpática Super Mario World…

… seguida de um concurso de Cosplay mega romântico onde, o vencedor, vestido de Rayden de Metal Gear Rayden Revengeance…

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Sim! Esse Rayden!

… pediu em namoro a amiga que o ajudou com o Cosplay (verifiquei a informação depois e ela ACEITOU!!! Que fofo!!!!).

Em agradecimento ao suporte e ao constante patrocínio toca-se o tema da Petrobrás…

… confesso que ficou muito bonito e bastante especial. Aí voltamos ao reino da piada pronta (e velha) com o engraçado (mas que já deu no saco porque tem todo ano) Ms Pac Man…

… e finalmente somos apresentados ao maestro da noite. O sempre incrível Emmanuel Fratianni (Oblivion, Advent Rising) que, com um movimento põe o salão em silêncio, as luzes se apagam e…

Tommy Talarico sob ao palco sobre uma chuva de aplausos e um coro de “Tallarico! Tallarico! Tallarico!”. Ele fala sobre como ama o Brasil e sobre como tocar aqui é sempre uma experiência apaixonante e fala que tem vários presentes para os Brasileiros esse ano.  E começa com um, a música do ainda não lançado Assassin’s Creed IV: Black Flag.

Pirei loucamente por gostar da série e pirei mais ainda quando descobri que o gráfico utilizado era da versão do Wii U.  E falando em Wii U, Tallarico fala sobre um jogo Nintendo que não estava no VGL a alguns anos mas que recebe pedidos a dar com pau. E hora de atender esses pedidos…

Esbaforido e louco eu tento parar de gritar enquanto surgem na tela alguns videozinhos engraçados…

Tallarico volta a carga e retira 4 jogadores de Super Smash Bros Melee (que, como ele mesmo coloca, é o melhor dos SSB… e é mesmo!), faz uma ligeira pressão nos caras (Joguem bem ou passem vergonha na frente de 3000 pessoas) e deixa eles jogarem SSBM enquanto a platéia toca a opera de abertura de Super Smash Bros Brawl.

Para considerações dos não especialistas… aqui está a abertura de Brawl:

E o que ocorreu na VGL SP 2013:

É claro que o vencedor foi um Japa sem alma usando uma camisa havaiana com imagens dos aliens de Space Invaders.

E o primeiro convidado especial da noite vem ao palco, Giulia Inversa, cantora e compositora que trabalhou com Martin O’Donnel e Michael Salvatori na trilha sonora de Halo 1 a 3, ODST e Reach. E ela cantou e tocou durante as músicas de Halo.

Logo em seguida Giulia participou em uma música que ela não tinha qualquer conexão… mas que ficou linda em sua voz. A sempre lindíssima Ballad of the Highborne, de World of Warcraft.

Mais videos engraçados:

E aí surge Koji Kondo no telão, o mestre, a máquina, o Mito e fala sobre a trilha sonora de Super Mario Bros…

… e antes que a emoção no peito da galera esmoreça eles arrebentam todo mundo de novo, com o fantástico, incrível, sensacional, Shadow of Colossus (Eu não conheço uma única pessoa que não tenha se impressionado com esse game. Se você não se sentiu pelo menos tocado por SoC… cheque seu pulso!).

Mais um videozinho engraçado….

… e a galera indo ao delírio com Kingdom Hearts (e eu chorando como uma criancinha!).

E, atendendo aos pedidos de muitos, Tallarico traz a lúgubre, e maravilhoso, Silent Hill 2 a galera…

… e destrói a galera com uma ópera baseada em Tetris! Sim! Ópera! Tetris!

E aí Tallarico vem ao palco e fala que, para mudar ainda mais o cronograma do Evento, vai tocar as duas músicas mais pedidas, e que sempre ficavam para o final, ali mesmo… e dá-lhe os belíssimos Chronno Trigger e Chronno Cross:

E surge mais um game que eu não posso começar a jogar (sorte que ele ainda não foi lançado) sob o perigo de esquecer de fazer coisas… como… trabalhar, respirar, comer: Dota 2

A galera vem abaixo de tanto rir com os 10 piores Voice Overs de todos os tempos:

O telão acende de novo, com o mestre Yuji Naka falando sobre sua maior criação: Sonic

O vencedor do concurso de Guitar Hero sob ao palco para tocar “The Pretenders” do Foo Fighters acompanhado pela orquestra e Tommy Tallarico. Ele destrói e me convence que tem um aranha treinada no lugar da mão! O cara ganhou uma conquista! Depois da ovação Tallarico conta ao mundo que Paul McCartney estava trabalhando junto com O’Donnel e Salvatori na música do novo mega-projeto da Bungie… E eu foi atingido na boca com a música do ainda não lançado Destiny:

O mestre Koji Kondo surge de novo e fala sobre Zelda… e meu coração pula uma batida. E aí para quando a música começa…

… e aí quando eu volto a respirar… Tallarico me atinge de novo com Monkey Island. Monkey Island. Sim! Uma das séries mais legais de todos os tempos no VGL!

Tallarico fala sobre seu Kick Start e sobre como eles quebraram todos os recordes e a cara de todo mundo e juntou todo o dinheiro necessário para o maior projeto de música de video game de todos os tempos. E depois disso Tommy e Giulia cantaram Still Alive… acompanhados pela galera e sob a possibilidade de ter a música gravada e aparecendo no DVD/Blu Ray da 3 fase.

E assim acaba a VGL 2013… onde não participei do Meet and Greet porque a fila estava imensa (e muito mal organizada). Mas tive companhias fantásticas, um evento incrível e me diverti como realmente precisava. Recomendo a todo mundo que gosta de música e de videogame!

E que venha 2014!!!!

A Link between two worlds vai ter um 3DS só dele….

E ele é essa lindeza que Eiji Aonuma está segurando…

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O novo aparelho será vendido em um bundle contendo ele e uma digital de The Legend of Zelda: A link between worlds no dia 22 de Novembro (mesmo dia de lançamento do jogo) por um preço ainda não divulgado.

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É lindo!

… assim como o Luigi!!!

É o ano do Luigi e ele vai ter um 3DS para chamar de seu!

Na verdade é um modelo de 3DS que já havia sido lançado no Japão em formato de bundle com o Luigi’s Mansion: Dark Moon, mas agora o aparelho vai chegar nos EUA pelo preço padrão de 3DS em número LIMITADÍSSIMOS.

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Então… se gostou… VOA atrás!

A macaca mais linda da história está de volta!!!!

Dixie Kong, a priminha macaquinha fofinha de Diddy Kong, está de volta – e ainda MAIS fofinha!

E não só Dixie está de volta mas ela não uma mera skin para Diddy Kong! Ela tem habilidades próprias completamente diferentes que facilitam certas situações, dificultam (ou impossibilitam) outras e fazem com que as fases tenham áreas que só podem ser explorados com um ou o outro!

É simplesmente sensacional! Já estamos salivando!

Não se para de falar em Pokemon X e Y

Depois que lojas brasileiras foram multadas pela Nintendo por terem vendido/enviado Pokemon X e Y antes do dia marcado para centenas de pré-compradores (infelizmente não recebi essa mamata… snif snif) a Pokemania invadiu o mundo. E o Mini leva para você alguns dos comerciais lindos que a Big N esta levando a TV.

Não se preocupem… o review está a caminho!

ATENÇÃO – MINI FÉRIAS DO MINI – ATENÇÃO – MINI FÉRIAS DO MINI – ATENÇÃO

Pessoal… vamos estar parados por uma semaninha… voltando ao normal em 12/13 de Outubro. O motivo é que precisamos  de férias de verdade, sabáticas mesmo, então o Minicastle para um pouquinho.

No retorno vai haver a matéria sobre o VGL São Paulo 2013, assim  como o nosso Sábado Retrô e muitos reviews dos jogos que nós vamos destruir nessas férias sabáticas! Vejo todos vocês do outro lado!

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Sábado Retrô – Out Run – para SEGA Genesis/Mega Drive

Yu Susuki é um gênio. O homem tirou da cartola jogos fantásticos como Hang On, After Burner e, é claro, Out Run, sem falar em um número de clássicos da SEGA sem o qual a história do videogame séria um lugar bem mais inóspito e bem menos divertido.

E, embora nós vamos falar das 3 criações do cara aqui, no Sábado Retrô, nós vamos começar hoje com o fantástico clássico de corridas que, ao contrário do que muita gente acredita, não foi nem o primeiro jogo de corrida da SEGA (O primeiro jogo de corrida da SEGA foi Motocross em 69) nem o primeiro jogo de Yu Susuki (foi Hang On). Out Run começou sua vida como um arcade de corrida revolucionário em 1986, usando e abusando de scrolling e gráficos de alta qualidade, com uma música de derrubar o queijo do peão da boca, enquanto você voava por aí em sua Ferrari F40 vermelha.

 

 

Embora o Arcade tenha sido um sucesso, e lançado em 02 versões (no formato de um cabinete simples de Arcade, onde Outrun-sit-down-cabinetvocê jogava em pé, e uma versão mais luxuosa, no formato de um carro ou de um F1, em que se jogava sentado), a maior parte das pessoas teve contato com jogo em sua versão do Mega Drive/Genesis – um port extremamente competente do Arcade. A versão foi um dos jogos de lançamento do Genesis (chegando ao Japão 1 ano depois do lançamento do aparelho por lá) em 89 contando com as três rádios do Arcade (Splash Wave, Magical Sound Shower e Passing Breeze) além de uma exclusiva (chamada Step on Beat) todas compostas pelo mago da SEGA Hiroshi Miyauchi, que fez as músicas de After Burner e trabalhou em diversos outros jogos. Ao contrário do que popularmente se acredita a versão do Genesis/Mega Drive não foi feita pela SEGA (ao contrário da versão do Master System/Power Base de 87) mas portado do Arcade por uma softhouse japonesa chamada Sanritsu.

 

 

A versão do MD/Genesis conta com exatamente as mesmas “fases”(porque o estágio nunca terminava até a linha de chegada) do Arcade, com gráficos semelhantes. Tá… semelhantes eu posso ter forçado um pouco a amizade: o scrolling era bem mais simples e a sensação de velocidade bem menor, havia um número menor de carros ao mesmo tempo na tela, quase não havia variações no veículos a serem ultrapassados e, para economizar memória, os objetos ao lado da estrada se repetiam a exaustão… pode olhar… os totens, as lojas de artigos para pescaria e as árvores são os mesmos sprites, repetidos de novo e de novo e de novo.

A qualidade do Som, no entanto, continua igualzinha a do Arcade, com uma qualidade simplesmente fantástica. Só não é tão boa se você escutar sem fones de ouvido (ou estiver jogando em um Mega Drive/Genesis que não seja o primeiro modelo) porque o som do MD é mono, mas fora isso simplesmente animal. O controle é perfeito e reage instantaneamente aos comandos… simplesmente animal.

 

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Não custa lembrar que o jogo permitia escolher o próprio caminho, sendo que os caminhos mais fáceis eram os que estavam a esquerda das bifurcações (indo na direção do Objetivo A)

 

Número

Objetivo

1

2

3

4

5

Vineyard A
Wilderness
Desert Death Valley B
Gateway Old Capital
Coconut Beach Alps Desolation Hill C
Devil’s Canyon Wheat Field
Cloudy Mountain Autobahn D
Seaside Town
Lakeside E

 

Out Run continua divertido e gostoso, mais de 25 anos depois de seu lançamento. E se não acredita em mim, tente: Pegue um Mega Drive/Genesis, coloque o cartucho lá (ou jogue na versão de SEGA CD, ou no Virtual Console do seu Wii) e descubra o que muita gente da época já sabia…

Esse é um dos melhores jogos da SEGA!!!

Bom divertimento!

Jogando: The Legend of Zelda: The Wind Waker HD

Quando o público estava esperando uma continuação uber violenta e agressiva de Ocarina of

Time/Majora’s Mask, baseada nos vídeo revelados na Spaceworld de 2000…

… a Nintendo veio e mostrou ao mundo uma versão fofa e cartunesca da franquia.

A galera foi ao delírio, e do jeito ruim: críticas voando de todos os lados, cobrando da Nintendo uma posição mais adulta… enquanto a Nintendo tentava apagar o fogo pedindo ao público que esperasse um pouco e jogasse o game antes de criticá-lo. O game chegou ao mercado em 03 de Maio de 2003.

E foi um sucesso de público e critica sem tamanho!

A Nintendo ainda não nós deu um Zelda novo para o Wii U, no sentido de um título novo criado apenas para o aparelho. Mas ela deu ao mundo um novo Zelda, o remake de um dos mais controversos títulos da franquia, o lindíssimo The Wind Waker do Game Cube.

E que Remake!!!

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Wind Waker HD é muito mais do que só uma repaginada gráfico. É um jogo refeito, dos pés a cabeça, para um novo hardware e um novo público. Os controles foram melhorados (o que parecia impossível!) e respondem tão maravilhosamente que parece que o console está lendo sua mente. Uma nova vela (opcional, caso você seja um purista) permite deslocamento mais veloz entre as ilhas enquanto várias Dungeons foram melhoradas, dificultadas e tornadas mais longas. Duas quests foram melhoradas e tornadas mais fáceis de serem entendidas e realizadas. E um novo modo de jogo, chamado “Heroes Mode”, vai testar até mesmo os maiores especialistas no game: O jogo não dá corações quando você derrota inimigos (só rúpias ou magias), os inimigos causam 3 vezes mais dano e são duas vezes mais numerosos e a única forma de cura no jogo é através de poções – não tem nem mesmo fadas para ressuscitar nosso herói (caiu em combate… morreu).

A música é simplesmente perfeita. Perfeita! Ela vai te deixar com medo quando você tiver que ficar medo, fazer seu coração bater descompassado nos chefões mais difíceis e aniquilar seu traseiro quando você se embrenhar mar adentro. O som é muito bom mas o jogo perdeu pontos por continuar sem vozes… seria ótimo que ele começasse a ter pelo menos narradores em alguns pontos. Os gráficos são simplesmente arrasadores – rodando lisos em 1080p com luz e sombra de matar jogos da nova geração de inveja e novas engines de física para sustentar movimento de mar, velas e tecidos. Mas não acreditem só na minha palavra não – vejam funcionando!

O Wii U Game Pad permite um controle de personagem e câmera soberbos, enquanto permite a visão de mapas ou o do inventário de itens sem ter que apertar start e pausar a ação. Além disso você pode fazer anotações no mapa, usando sua Stylus, ou, utilizando um item interno do jogo, tirar fotos com ou sem link nelas (fazendo caras e bocas), e deixá-las por aí, em mensagens em garrafas, ou postá-las no mural do miiverse. E acreditem em mim: a experiência criada pela possibilidade de tirar fotos e deixá-las com mensagens, para outros jogadores encontrarem online, por todo lugar, é imensamente divertida – e hilária.

O jogo só não é perfeito por alguns pontinhos meio desajustados: Falta um botão maior no Game Pad para a espada (como no Cube) fazendo com que as vezes você pressione o botão incorreto quando quer atacar (no Japão foi lançado uma réplica do controle do Cube para ser usado nesse jogo… mas isso não vai vir para o Ocidente) e as mudanças de cores (de preto e branco para sépia em várias regiões do jogo) tiraram um pouco do brutal efeito que a colorificação daquela região dava ao game. Mas são apenas pequenos pontos que nem de perto tiram o brilho dessa maravilha.

The Legend of Zelda: The Wind Waker HD é uma obra prima. É um jogo que já era sensacional em 2003 tornado ainda melhor pela aplicação de nova tecnologia e mais tempo de trabalho em cima. É obrigatório na biblioteca de todo dono de Wii U e um jogo que nenhum fã de aventura deveria deixar passar. Bom divertimento e bem vindos ao grande oceano.