Se matando no XBLA… por um review duplo: Bastion e From Dust

Desde o primeiro minuto que eu ouvi sobre o desenvolvimento de Bastion, e que o jogo exploraria uma temática de história diferenciada, com um estilo gráfico notável e com um narrador, FUNCIONANDO EM TEMPO REAL, eu fiquei esperançoso sobre o resultado final. From dust é um jogo do renomado diretor Eric Chahi, o mesmo designer responsável por Out of this World, Heart of Alien, Flashback e outros games sobre pessoas magrelas tentando sobreviver em ambientes construídos com gráficos vetoriais – e como eu devorei todos os outros games do designer, indecorosamente devo acrescentar, eu também estava disposto a dar ao game uma chance, gorda, de me impressionar.

Como o crítico relativamente chato que sou, pensei que se os dois fossem medíocres, pelo menos a experiência seria boa.

Mas o grande antigo que olha pelos gamers por todo o universo foi bom… não foi excelente… e me presentou com dois games tão bem feitos e tão diferentes, que vão render horas de entretenimento.

Antes de mais nada Bastion é um Action-RPG, que mistura elementos de Diablo, Zelda e um ataque do bebê celestial da caixa de Creon, com uma visão ¾ que parecia desaparecida na geração atual- lembra muito Equinox, o clássico do SNES que separava os homem dos meninos. Já From Dust é o que Black and White 2 tentou ser mas falou vergonhosamente por falta de capacidade de processamento nos processadores da época – um daqueles jogos onde você é o Deus de um povo e deve protegê-los.

Objetivamente falando os dois games são sensacionais no quesito gráfico. Bastion tem uma palheta de cores pastéis acompanhada por cores naturais vivas e vibrantes, com cenários simples mas bem construídos (que surgem a frente do seu personagem conforme ele se move) e animação, tanto dos inimigos quanto do personagem principal, assim como a movimentação das armas (que vão sofrendo upgrades ao longo do game) soberba. Não é foto realista, mas é fofo como dar um ursinho de pelúcia para a irmã menor da sua namorada. Já From Dust é bem mais foto realista, embora os homenzinhos que você protege tenha um estilo gráfico mais cartunesco e divertido (assim como a vegetação), o cenário chuta sentidamente a bunda de milhões de rolos de filmes do Discovery Channel e National Geografic com lava, água e geografia soberbamente apresentada e mudando, como num diorama, na sua frente enquanto você usa seus poderes.

E se os gráficos de Bastion não tivessem implodido a tanga da sua menina dos olhos, o som com certeza vai seduzi-la. Além de músicas cativantes e instrumentadas, colocadas na hora exata, o jogo possui um narrador… UM NARRADOR… que diz o tempo todo o que o seu personagem está pensando, o que os inimigos e NPCs pensam do seu personagem, quais são as falas de todos e como seu personagem reage a seus acertos e erros. E o resultado final é ANIMAL!!! Animal!!! Já From Dust tem música de elevador, quase inaudível e bem leve, que vai ficando mais alta e mais wagneriana conforme a ameaça, seja ela qual for, vai chegando mais perto do seus protegidos – que aliás usam canções mágicas para se proteger de lava, deslizamentos, tsunamis e rios descuidadamente desviados pela dificuldade da divindade deles se relacionar com o controle do 360.

Que leva ao meu ponto fraco principal em From Dust. Se o game tivesse saído em um PC, fosse maior e mais complexo, utilizasse MOUSE e TECLADO, como todo o jogo de estratégia em tempo real deveria fazer, eu diria que ele é um dos jogos mais inovadores do ano. Mas controlar seu avatar serpente astral carregando esferas de lava e água por aí, usando o direcional, foi uma experiência menos que estelar. O controle de Bastion funciona bem, mas a história demora a engrenar; ela até o recompensa pela persistência, mas eu já vi trovadores gagos terminarem Beowulf, no texto completo, antes do tempo que esse jogo leva para degringolar.

No mais, ambos os games são bons. Realmente bons. São obras competentes, diferenciadas e não custam muito (Cerca de US$ 15,00… uns R$ 25,20), considerando que você vai se divertir muitas e muitas horas com eles. Bom divertimento.

Jogando: Capitão América – Super Soldado

Eu confesso que ainda não terminei Capitão América – Super Soldado. Confesso também que ao menos que o coronel Zola seja o vilão Andross, de Star Fox, ou que a Madame Hydra faça um striptease e se lance sobre o bravo norte americano, sedenta de sexo, eu não acho que esse jogo vai mudar tudo que você já imaginou em termos de super-heróis; essa posição continuará sendo de Batman: Arkham Asylum/Spider Man 2

A pergunta que vai se formar na sua mente, assim que você terminar de imaginar a madame Hydra e o capitão mandando ver (safadinho(a) você, hein?!), é: Então o jogo é ruim?

Não. Não é ruim. É um clone competente de Arkham Asylum, que não tem um pingo de personalidade e sofre penosamente ao tentar ser tudo e não conseguir ser mais do que um Double Dragon glorificado em HD, onde você aniquila filas após fila de nazistas da Hydra.

A questão toda começa na jogabilidade. O sistema de combate de Capitão América é bem feito, completamente chupado do sistema de combate de Arkham Asylum, com um toque de Path of Neo. Você tem um botão de ataque normal, que dependendo da posição que o capitão e o inimigo estiverem gera os mais diversos ataques, um botão de ataque especial, que também tem o resultado modificado pela posição do inimigo em relação ao capitão, um botão de arremesso, que faz com que você afaste os inimigos com um chute, uma projeção ou um encontrão com o escudo e um botão para o escudo, que pode ser usado como defesa e também de forma ofensiva. Complete sequências e o capitão finalizará o inimigo, com uma cena épica em câmera lenta. O controle funciona com perfeição e no talo, embora seja difícil entender como o ápice do desenvolvimento humano não consegue saltar mesas, cadeiras, paredes de 40 cm de altura nem nenhuma outra obstrução que não tenha uma aura laranja em volta dela.

O departamento sonoro é um assunto complicado. As vozes dos personagens que aparecem no filme são dos atores, e estão bem conduzidas, o que gera certo conforto; os principais vilões da Hydra também estão muito muito bem dublados e dão emoção (até demais, diga-se de passagem) para certos trechos e diálogos. Mas o restante dos inimigos tem vozes por classe (o footman tem uma, os berserkers outra, e assim por diante…), os sons ambientes parecem saídos de um filme de comédia pastelão e o som do escudo parece ter sido gravado em um Gongo, um sino de igreja ou qualquer outro objeto maciço de metal, não um escudo feito de um metal que não vibra. Não vai fazer você abandonar o jogo, mas certamente você não vai cantarolar nenhuma dessas músicas por aí.

O assunto fica um pouco mais ameno ao se falar de gráficos, que em capitão américa são bastante amigáveis. O capitão e seus principais inimigos, como a madame Hydra (você lembrou de novo, né?!), estão renderizados com uma qualidade ímpar, contando ainda com uma animação fantástica e cuidadosa – com especial atenção ao escudo e a movimentação do mesmo. O cenário é bucólico, mas repetitivo, e as as texturas são pobres e lavadas, com poucos objetos quebráveis e contendo física simplista  – a sensação passada pelo enorme castelo vilarejo de sei-lá-o-que-stein é mais de Castlevania (com enormes áreas temáticas) do que de Arkham Asylum (com trechos curtos e característicos, com funções específicas). Os inimigos são divididos em classes, ou castas, e todos da mesma casta tem os mesmos movimentos, animação, estilo, etc… Você vai derrotar todos eles utilizando os mais diferentes métodos, o que impede o jogo de enjoar, mas os inimigos vão vir para cima sempre da mesma maneira.

No mais, Capitão América – Super Soldado, vale mais uma locação do que a compra em si, a menos que você: a) curta muito o personagem; b) compre qualquer coisa com superheróis; c) realmente tenha jogado todos os challenges de combate em Arkham e ainda ficou com gosto de quero mais. Eu gostei muito, embora a qualidade da história seja péssima, o sistema de combate torna tudo melhor. Existem enigmas e centenas de objetos para recolher (ou destruir), mas essas submissões estão lá mais pelos achieviments do que pelo escopo dramático. Não é um jogo ruim sob nenhuma medida, mas está longe de ser impressionante e pelo preço do game é compreensível que as pessoas não queiram apostar no Capitão.

Eu ainda acho que o chefão final devia ser o Hitler!

A Konami avisa que a cobra pelada vai atrasar para chegar!

O remake  Metal Gear Solid: Snake Eater 3D  para 3DS foi adiado pela Konami para 2012. Pelo menos nos EUA e na Europa. O site Kotaku contatou a Konami do Japão sobre a razão, mas sem resposta. A data de lançamento para o Japão continua a mesma no site da empresa: Quarto trimestre de 2011.

Todos nós ficamos desapontados… mas não se desesperem pois Metal Gear Solid HD Collection está a caminho do seu XBOX (e PS3) – e chega em Novembro – quando então você poderá jogar Metal Gear Solid- Peace Walker (sim, o game que muitos consideram o melhor jogo do PSP em uma versão revista e ampliada), Metal Gear Solid 2: Substance HD e Metal Gear Solid 3: Snake Eater Subsistence .

Pessoalmente…. nem sei se fiquei feliz ou triste com o atraso… com Batman, MGS HD Collection, Battlefield 3 e Sky Rim nem sei se vou conseguir jogar mais alguma coisa.

 

 

Resident Evil 4 HD ganha algumas imagens

Resident Evil 4 e Resident Evil: Code Veronica estão quase em nossos XBOX. Ambos os games, remasterizados para HD, serão disponibilizados na live e na PSN dia 20 e 27 de Setembro, respectivamente, por 1200 MS points (e o que o valha em dólares na PSN), com um combo a ser lançado por um preço especial após o lançamento dos dois.

Durante a Comic Con 2011 a Capcom liberou algumas imagens para darmos uma rápida olhada em como o game está ficando. E o aspecto final parece muito muito bom. Eu estou louco para ir a espanha libertar a filha do presidente novamente.

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Jogando: L.A. Noire

Eu demorei um pouco para fazer o review deste jogo (assim como vou demorar um pouco para fazer o review de Catherine), em parte por que eu o amei e em parte porque ele é tão diferente do que já existe no mercado que é meio difícil de explicá-lo sem estragar o game, criar uma imagem incorreta do mesmo, ou estragar alguma surpresa.

Então, para tornar o meu trabalho mais fácil deixa eu dizer primeiro o que L.A. Noire não é: Ele não é um GTA “do bem”, não é um joguinho de polícia e ladrão e não é uma recriação fiel de investigações criminais do pós guerra da década de 40.

Com isso em mente pense em L.A. Noire como uma soma dos melhores trechos dos filmes de Sherlock Holmes, com 1/3 de “The Mentalist”, 1/3 de “Lie to Me” e 1/3 de “Los Angeles: Cidade do Pecado”. Nos sapatos de Cole Phelps, um jovem tenente retornando da guerra para enfrentar uma cidade pior que o front alemão, você começa na polícia como patrolman – o nosso policial civil de policiamento ostensivo – fazendo rondas e protegendo locais de crimes de contaminação, enquanto tenta auxiliar detetives a resolver crimes. Ao longo do jogo você galga posições como detetive nos departamentos, em ordem, de trânsito, homicídio, antidrogas e incendiários – sempre seguindo o mesmo “modus operanti”: Receba um caso de seu chefe, capitão, amigo, parceiro, cachorro golden retriever que insiste que o desgraçado do Timmy caiu no poço (se vocês não rirem da piada… tudo bem… é muito muito velha), pegue a viatura e vá até lá, examine o local, veja as primeiras provas, entreviste as testemunhas e a partir daí você pode andar pela cidade, atrás de complementar suas pistas, entrevistar suspeitos e outras pessoas, construir seu caso e, invariavelmente, derrubar a espada da justiça sobre os malfeitores da cidade dos anjos .

A ideia era interessante, mas a concepção tropeçou um pouco na realização; embora isso seja mais culpa da estupidez própria das pessoas do que um defeito do jogo em si. Depois dos primeiros beta-testers tentarem incluir maços de cigarros vazios como pistas e concluírem que pistas reais eram apenas cenário, os criadores do jogo incluíram a habilidade extraplanar mediúnica de ??? saber, com uma vibração de controle e um jazz leve, quando algo é realmente uma pista ou quando é circunstancial. Eles também criaram diversos substratos de história, de forma que, caso o babuíno segurando o joystick fosse impermeável a lógica e ao auxílio visual e auditivo, ele ainda fosse capaz de terminar um caso, mesmo que seja com o jogo pegando o imbecil pela mão e dizendo a ele que o culpado é fulano, vá pegá-lo. O controle foi construído em volta dessa jogabilidade, permitindo mover Phelps de forma simples e garantindo que a ação seja fluída o suficiente para ser sincera, mas sem deixar o jogo virar um 3PS (Third Person Shooter – Jogos de ação em 3° pessoa). E para falar a verdade, o controle fica no meio do caminho entre a fluidez fantástica de “Red Dead Revolver” e o controle blocado de “GTA4”.

Os gráficos cumprem seu papel. O jogo tem uma temática adulta e realista, visando uma época onde o estilo de roupas, o uso de tom-sobre-tom e a combinação de cores pastéis com vibrantes eram a regra, logo, não haverão muitos momentos de queixo no joelho. Mesmo os corpos que você examina são claramente artificiais, com a pele tendo uma textura por vezes estranha, principalmente quando o corpo é movido para ser examinado, quase como borracha. Dito isso a distância de horizonte é bem feita, os objetos são bem criados e atmosfera é interessante. A movimentação dos personagens principais é boa, não particularmente impressionante, mas boa; a animação do restante do universo depende de quão importante seja o acontecimento, ladrões tem boa movimentação, enquanto pedestres atravessam postes, flutuam calçada acima ou entram em prédios atravessando portas, como fantasmas.

Falando em coisas não especialmente incríveis, esqueça o som rico, fluído e eclético dos GTAs. O rádio toca Jingles de época, um ou outro noticiário e música de estoque – quase como se alguém tivesse ido ao Apple Itunes, colocado data de gravação entre 01/01/1946 a 31/12/1949, escolhido 50 delas, e colocado no game. São ruins? Não! Ajudam no clima e melhoram a atmosfera, mas não espere cantar junto ou lembrar delas daqui a 10 dias.

É na história que L.A.Noire brilha. Cada caso é separado e independente, com seu personagem citando casos anteriores, vez por outra, mas sem influência entre eles (inclusive, não importa se você falhou miseravelmente em qualquer um deles, seu chefe ainda sorrirá para você no próximo). O jogo é denso, adulto e explora de forma respeitosa e sem polêmica uma época absurdamente tumultuada da história americana, onde a violência policial era constante, os detetives dependiam de instinto e a ciência criminal estava em seu início. Entre os casos você vai vislumbrar um ou outro trecho da vida de Phelps, o suficiente para simpatizar com o personagem; um toque legal que prova que havia muito carinho na produção desse game.

No geral L.A. Noire é como uma criança começando a andar. São passos vencedores e cultivados, baseados na certeza inexorável de que se está na direção certa. No entanto é preciso entender que existirão tropeços, escorregões e vez por uma outra uma batida de boca no chão. Ainda assim precisa andar! Se você está em busca de inovação e não liga de sacrificar gráficos foto realistas e som orquestrado em busca de diversão de qualidade, vai adora L.A. Noire.

 Vejo você na central, novato!

PS: Agradecimentos ao gametag Cidbrazzoka pela game. Sem ele o review seria possível.

Jogando: Crysis 2

Quando você vai a uma loja de Tvs, preste atenção no que está passando nas lindas e enormes telas. Eu consigo apostar, e ganhar, que em pelo menos metade delas vai estar passando um documentário em Blu Ray, chamado Earth Imax, que utiliza as famosas câmeras Imax de hiper resolução para mostrar nosso planeta. A imensa resolução e a grande quantidade de cores são perfeitas para mostrar a qualidade da tela em funcionamento.

Se você fosse a uma loja de computadores no final de 2008 teria tido uma experiência parecida. Lindas praias de areia branco, montanhas nevadas, palmeiras verdejantes e Norte Coreanos… lutando com alienígenas! Era Crysis, que assim como o documentário, mostrava bem a capacidade dos computadores mais poderosos da época. Se você queria um computador que aguentasse qualquer coisa no mercado, tudo que precisava perguntar ao vendedor era:

__ Roda Crysis?

A pergunta normalmente era respondida com um sorriso amarelo. Ou com um pequeno limpar de garganta seguido da frase “Com tudo no médio e sem anti-aliasing” bem baixinho.

Não é de admirar, portanto, que diante de um jogo que não havia chegado aos videogames de nova geração pois era considerado pesado demais, que seu sucessor, Crysis 2, estivesse a caminho do XBOX 360 e do PS3. Nas palavras de um amigo meu, ao colocar o disco de Crysis 2 no aparelho dele: __ É agora que vai dar RROD!

Mas não deu RROD. E todos nós tivemos que coletar nossos queixos da altura dos nossos joelhos e começar a jogar. E quando o gráfico e o som sensacional já tinha martelado em nosso cérebro uma fantástica impressão, aos 17 minutos de jogo, surge na tela a seguinte frase:

 “Conquista desbloqueada – 10 G – Can it run Crysis?”

Dizem que o sinal de um grande homem é saber rir de si mesmo; Crysis 2 ri da dúvida que seria possível trazer seu explendor para os consoles. Mas quem ri por último somos nós. E acredite em mim, será aquela risada sinistra, aquela risada cheia de malícia, maldade e perversão.

Crysis 2 não funciona como o seu FPS normal. Aliás nem dá para dizer que Crysis 2 é um jogo de ação. O jogo mais próximo que posso descrever é Metroid Prime, principalmente o MP 2: Echoes: Há cena imensas de ação, com centenas de inimigos e várias maneiras de derrotá-los, mas normalmente o jogo é refletivo e calmo, enquanto você tenta atingir seus inimigos com táticas de bater e correr, ficar invisível, etc… A armadura oferece um novo limiar e um completo novo conjunto de táticas a serem utilizadas, mas tente enfrentar o exército inteiro do inimigo no dente e vai acabar desdentado.

Claro que trazer todo esse novo conjunto de habilidades e deixar você sem acessá-las, ou fazer com que acessá-las fosse complexo e chato, seria completamente inócuo. Logo que você iniciar o game vai perceber o quanto o controle foi trabalhado. Correr muito rápido deixou de ser um poder específico e passou a estar incorporado no botão de correr normalmente, o super salto consiste simplesmente e apertar e segurar o botão de salto, etc… Os únicos poderes que você tem que efetivamente ativar são a invisibilidade e a super armadura, embora todos, da corrida ao super salto, da armadura a invisibilidade, os diferentes visores e a super força, todos, consumam energia da armadura. A energia se recarrega rapidamente, mas você vai se surpreender com a velocidade com que você irá gastá-la. E quão lento aquela recarga parece quanto projéteis de energia alienígenas estão arrancando pedaços da parede por todos os lados.

O que me lembra: Crysis 2 é lindo!!! Tranquilamente o game mais foto-realisticamente lindo que eu já vi. Texturas de altíssima qualidade, suplementadas por um sistema de luz e sombra de dar inveja e uma animação soberba. Os prédios fazem sentido, tem banheiros, telefones e adendos (como lápis em uma caneca de lápis, mouses penduradas das mesas pelos fios, tiros nas paredes ficam nas paredes, etc…). Some a isso uma física animal (sistema de ragdoll para os inimigos), um sistema de armas competente e uma armadura que tem HUD, aparência e reações gráficas fantásticas e você tem um colosso nas mãos. É tão bonito quanto Crysis 1? Difícil responder isso, visto que Crysis 1, no máximo, exigia que você conecta-se um dos transformers para conseguir jogar na resolução ultra (Fica quieto Megatron! Eu vou matá-lo por isso, verme!) e podia utilizar diversos softwares constantemente atualizados, uma regalia que os consoles muitas vezes não tem. E recentemente eu vi Crysis 2 funcionando em um PC top de linha com DirectX 11, e era bem diferente do game que eu tenho em casa. Ainda assim o jogo é muito bonito (dentro da estética dele, quando comparado com outros games no mesmo estilo – eu ainda acho Zelda Wind Waker, e seus gráficos em Cell Shading vibrantes, bem mais bonitos que qualquer Halo, MW ou Crysis).

O som é tudo que você poderia esperar de um game desse calibre, competente e arrebatadora, mas não vai ter o impacto de um Symphony of the Night ou de um Megaman 2. As vozes foram bem escolhidas e são entregues com confiança; o repertório de som, principalmente vozes e sons da sua armadura e dos alienígenas, é excelente – sério, nível de Oscar mesmo.

O jogo é perfeito? Claro que não! Por vezes texturas demoram por carregar, corpos mortos ficam em posições impossíveis e, por duas vezes, as rotinas dos inimigos não iniciaram como deveriam, me deixando em frente a um pequeno batalhão de inimigos parados por vários segundos, enquanto eu transformava quantos deles eu podia em peneiras, até que eles reagissem a minha presença. O jogo tem diversos bugs que transparecem a massagem programatória necessária para fazê-lo rodar nos consoles – se você tiver acesso a versão do 360, ela é um pouco menos bugada, visto que os arquivos de PC podem ser convertidos diretamente para funcionar no 360, enquanto o PS3 exige um compilador todo especial.

Em suma, Crysis 2 cumpre brilhantemente seu papel. Ele é um FPA (First Person Adventure) competente, bem escrito e muito bonito, com um ambiente tenso e silencioso pontuado por ápices de ação de boa qualidade. Se você gosta de se sentir o predador (ou o Batman) e que a hora que seus inimigos o virem, já é tarde demais, esse é o seu jogo até o momento onde Arkham City sair. Se, no entanto, você achar que sutileza é coisa de “franga”, vá jogar Duke Nuken Forever.

Sem espaço para usar o Kinect? A Nyko trouxe um óculos para o seu….

O Kinect é fantástico, mas exige mais de 2 metros para ser usado em dois jogadores. E muita gente, que vive em apartamentos, compreensivelmente não tem tanto espaço assim de sala.

E se existe um mercado… alguém vai criar um produto.

A Nyko, a rainha dos acessórios, trouxe um acessoriozinho carismático, brilhantemente simples e absurdamente funcional. É um sistema de lentes que faz com que o Kinect veja os objetos e pessoas como se eles estivessem 40% mais perto do que realmente estão. Logo, precisa-se de 40% menos de espaço, algo em torno de 1,10 m para um player e 1,75m para dois players.

O Nyko Zoom (que nome apropriado) vai chegar ao mercado no segundo semestre por US$ 29,99. Testes realizados nos EUA e Japão mostram que o aparelho parece funcionar muito bem, embora aumente muito a sensibilidade do Kinect a detectar pessoas passando nas laterais da imagem – mas para quem mora em apartamento, grupos de pessoas não são realmente o problema.


 

 

Kinect ajudando cadeirantes a fazer compras

Algumas tarefas são absurdamente complicadas para um cadeirante. Pensando nisso o estudante de informática Luis Carlos de Matos mostrou na semana passada (01/06/2011) um vídeo demonstrando seu projeto o Kinect a um software de controle de um carrinho de compras, transformando-o em um robô que segue seu dono e carrega suas compras.

Batizado de wi-Go, o projeto visa permitir que pessoas com dificuldades motoras, como cadeirantes, gestantes e idosos, possam ir às compras confortavelmente, com o carrinho de compras sempre próximo e sem a necessidade de um acompanhante.

Abaixo o vídeo do estudante um “antes e depois”, enfatizando como a simples tarefa de carregar mercadorias em uma loja pode ser um verdadeiro desafio para aqueles com necessidades especiais. É visível que o projeto ainda é um protótipo… mas esse cara teve uma das ideias mais legais do mundo.

É o videogame ajudando o mundo!

PS3 vs XBOX 360 vs Wii – É a hora da verdade! Qual dos três é melhor?

No espírito de abraçarmos a entrada dos produtos Microsoft no mini eu precisava de uma matéria. Uma matéria bombástica, que realmente dissesse “Ei, você precisa ler isso!”. Desde 2007, quando comprei meu 360, as pessoas que sabem que sou um Nintendomaníaco sempre me perguntavam: “E aí, qual deles é melhor?”. A pergunta se tornou ainda mais frequente quando eu, em 2009, para poder falar com propriedade, adquiri um PS3.

Então, nada melhor do que começar uma nova era do site Minicastle.org respondendo a uma pergunta que se torna mais ainda mais vívida agora que os três aparelhos tiveram cortes de preços: Qual é o melhor console dessa geração?

A resposta está lá embaixo e eu prometo que não é 42. Mas me deem dois segundos antes.

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