Jogando: Yaiba: Ninja Gaiden Z – Steam/PS3/XBOX 360/Wii U

Yaiba é um jogo que me deu um sorriso enorme no rosto com os trailers. E você vai dividir esse sorriso comigo… afinal é um Ninja…

… com um braço robótico…

… lutando contra Zumbis! O que pode dar errado?

Acredite em mim! Muita coisa! E Yaiba faz todas elas! Vamos começar pelas duas parte mais irritantes, o controle e a jogabilidade. No quesito jogabilidade Yaiba só tem dois modos de jogo: mate dúzias e mais dúzias de pequenos inimigos com os mesmos golpes de novo e de novo e de novo e de novo ou mate um ou dois “chefões” apertando os mesmos botões e usando os mesmos golpes de novo e de novo e de novo e de novo – a única diferença é que fica um pouco mais irritante no chefes por que demora uma eternidade para eles morrerem, mas é a mesma chatice massante destruidora de cérebros. É tedioso. É chato. É desnecessário. E, devido a uma curva de dificuldade completamente imbecil, é imensamente difícil: você tem que acertar o chefão entre 400 a 450 vezes para matá-lo… mas ele só precisa te acertar duas vezes. E alguns dos golpes deles são quase impossíveis de desviar. Acreditem em mim… eu tenho Ninja Gaiden do NES no virtual console do Wii (sábado retrô dele aqui que não me deixa mentir) e nem de perto era irritante assim a dificuldade no NES… e olha que era MUITO difícil.

Mas se a jogabilidade foi péssima o controle vai acabar com toda e qualquer diversão que você podia extrair do jogo. Escorregadio não é a palavra que eu posso usar aqui – não não… esse controle não merece ser chamado de escorregadio. Ele merece ser chamado de algo tão baixo e repulsivo que não dá para imaginar… ele tem que ser chamado de Hitler, de Mussolini, de algo baixo e rastejante e abjeto. Porque ele funciona quando ele quer e do jeito que ele quer, e como você não tem acesso a qualquer magia ou modificação de arma, que permita utilizar um outro método de combate do que apertar o mesmo botão vez após vez após vez, é realmente muito difícil jogar esse game quando esse botão que você tem que apertar resolve que não vai funcionar por uns dois segundos. Acreditem em mim… é um lixo.

Graficamente Yaiba não vai surpreender ninguém – tem um estilo de desenho animado bem feito que deveria passar o quão legal o personagem principal é e quão legal é o mundo recheado de zumbis, tripa e sangue que ele vive, mas soa forçado e infantil. A animação é boa, mas nada de outro mundo e as cutscenes são feitas com cenas estáticas, em sucessão uma da outra com muito pouca história para elas encherem. E o som é bem esquecível, vozes são mal escolhidas, música ambiente não remete a ação frenética e algumas cenas utilizam Jazz… que é um estilo de música que eu adoro mas não deve NUNCA, JAMAIS, SOB NENHUMA CIRCUNSTÂNCIA ser utilizado como música de ação. Porque não é!

Yaiba não é só um Ninja Gaiden ruim… porque isso ainda faria dele um jogo bom, visto que a série Ninja Gaiden normalmente é muito boa. Ele é um jogo muito ruim per si, mesmo sem ajuda de torsos que se agarram nas suas costas e você não consegue combater, alarmes bizarros ou uma história que não faz o menor sentido mesmo se você estiver se esforçando para entender. É um disperdício monumental de dinheiro e de espaço no HD e eu faço questão de avisar que não vale R$ 20,00… quanto mais os R$ 105,00 que a Tecmo está cobrando no Steam. Fujam desse game.

E joguem Ninja Gaiden Black.

 

Jogando: Rambo: The Videogame

Rambo, ou mais exatamente o senhor John Rambo, foi um ícone na minha infância. As pessoas tinham camisetas do Rambo, brinquedos do Rambo, lancheiras do Rambo, jogos de lápis de cor do Rambo, canetinhas hidrocor do Rambo, estojo do Rambo, desenho animado do Rambo, Rambo (os filmes) em VHS, etc…. Rambo (assim como o Exterminador do Futuro) era uma máquina de imprimir dinheiro – ícones bombados da testosterona masculina, capazes de varrer os campos de batalha dos anos 80 dos nossos inimigos comunistas.

Gosto de pensar que nosso gosto evoluiu, gosto de pensar que as novas gerações, presenteadas com atores de verdade que tinham o advento de serem treinados por artistas marciais para fazerem suas cenas de forma crível, ao invés de gigantes de academia sem um pingo de talento (Stallone era um pusta ator…. o governador da califórnia, nem tanto), teriam muito mais dificuldade em aceitar Sly ou Schawzi. Pela bilheteria de Mercenários – eu estou um tanto quanto errado.

E, aparentemente, o ressurgimento de Sly em mercenários (e a outra dúzia de filmes de ação que ele tem feito nos últimos tempos para provar que está em ótima forma física) vem mexendo com o imaginário popular. Por que não fazer um jogo de mercenários? Uuuhhmmm…. foi feito, não deu muito certo, vendeu mal, etc… Ok

Por que não fazer um jogo do Rambo?

Infelizmente ninguém na mesa de reunião naquele dia conseguiu nenhuma boa razão para não fazer um jogo baseado na quadrologia de filmes de John Rambo. Ora… eu simpatizo com o executivos: First Blood é um excelente filmes, Rambo: First Blood 2 é bem divertido e John Rambo é, na falta de uma palavra melhor, catarse pura em forma de chumbo voando, em seus últimos 15 minutos na tela.

E não é difícil pensar em um jogo do Rambo hoje – se entregue a Treyarch, a produtora interna da Activision responsável por metade dos CoD da Terra, eles te dariam um jogo relativamente aceitável, com música e vozes tirados convincentemente do material fonte e boas cenas de ação e de Stealth, tudo em primeira pessoa, com direito a veículos e uns 6 modos multiplayer.

Infelizmente o jogo foi feito super as pressas por uma minúscula produtora chamada Teyon e publicada pela Reef (se você nunca ouviu falar delas, sinta-se tranquilo… eu sou a porra de um especialista em mercado e nunca ouvi falar delas). As empresas esperavam que seu jogo do Rambo fosse jogá-las no mercado de games Triplo A.

Felizmente seremos poupados do que a Teyon e a Reef consideram material triplo A… porque Rambo: The Videogame vai vender menos que uma mochila de criança com um gambá morto dentro. E existem tantas razões para isso que é até difícil localizar exatamente qual vai matar o jogo, mas acho que podemos começar pela jogabilidade.

Lembram de Time Crysis, esse jogo aqui ó:

Então, parece legal né?! Uma pistola para mirar na tela e um pedal para se proteger, com o qual seu personagem se escondia. A pistola tinha uma mira muito bacana e você conseguia acabar com seus inimigos com facilidade. Rambo usa o mesmo método de controle….

…. mas SEM A PISTOLA, SEM O PEDAL!!!

E sem a graça também!!!

Parece que o pessoal jogou Time Crisis (e suas continuações) durante horas e não entendeu absolutamente nada do que fazia o game legal. Mirar na tela com uma pistola é legal – dirigir uma mira num direcional analógico não é legal. Pisar numa pedaleira para se esconder é muito legal – dar um toque em um botão para se esconder não é, nem um pouco, legal. E tudo isso sem considerar que o cursor se move na velocidade de uma era geológica e que o botão de proteção/cobertura funciona quando se sente a vontade. Não é tão ruim quanto eu estou fazendo parecer… é muito… muito… pior.

E não é só isso. Você lembra aquele trecho no Rambo 1 onde Rambo mata todos os policiais na cidadezinha? Não? E aquela onde ele invade uma base inimiga no Rambo 3 usando nada a não ser a faca (em uma sucessão tão xexelenta de Quick Time Events que dá vergonha de continuar jogando)? Também não? Deve ser porque esses TRECHOS NÃO EXISTEM!!!!

Como assim? A única coisa boa que você tinha, que era os trechos retirados dos filmes, e você consegue CAGAR nisso também, Rambo: The Videogame?

Os gráficos são péssimos e lembram alguns dos jogos iniciais do PS2, com texturas lavadas e mal feitas e movimentação que lembra um fantasma de filmes japoneses do começo da década de 70. As vozes foram retiradas dos filmes, assim como a aparência dos personagens, mas é aí que acaba o mérito da parte sonora – TODAS as músicas são ruins, perdas completas de tempo e todo o departamento sonoro parece vindo de um seriado de TV brasileiro de baixo orçamento (explosões são surdas e miúdas, som de metralhadoras são baixos e nada convincentes, quando Rambo mata alguém com a faca parece que está cortando um boneco, etc…). É péssimo além de qualquer nível de redenção.

É sério… eu poderia continuar aqui a noite toda batendo no cavalo morto que é Rambo: The Videogame, mas eu realmente não preciso. O jogo é xexelento além da conta e horrível. Nem mesmo os cenários destrutíveis conseguem salvar essa porcaria sem tamanho que tem o rosto do jovem Stallone. Não jogue, nem mesmo se você for um fã absurdo de Rambo.

Não vale a pena!

Watch Dogs está a caminho do Wii U! Mas vai sofrer um atraso…

Segundo a Ubisoft a versão do game no console da Nintendo sofrerá um atraso… devido ao GamePad. Sim! O controle com uma tela no meio! Segundo a produtora “diversas mudanças de jogabilidade foram implementadas no port do game para o console da Nintendo devido aos diferenciais do mesmo.”. Isso significa que, embora usuários do Wii U vão ter que esperar mais pelo game, eles devem jogar uma versão um pouco diferente do mesmo.

Ok pessoal… agora é só esperar um pouquinho mais!

SEGA anuncia Sonic Boom!!!

Um projeto ambicioso e imensamente caro, feito em conjunto com a Nintendo, vai levar dois jogos, com histórias e situações diferentes (um no Wii U e um no 3DS), assim como uma série de TV e, possivelmente, um filme, para as mãos dos fãs do ouriço mais rápido do mundo.

Trailer do desenho

A série leva Amy Rose (a eterna namorada do Sonic), Tails Miles (a raposa de duas caldas que todo mundo ama odiar), Sonic (se você não sabe quem ele é sai daqui antes que eu te dê uma coça) e uma versão power Bombada do Knuckles até uma nova terra… um suposto paraíso. O desenho deve ser lançado no segundo semestre de 2014, na Cartoon Network americana, e terá 52 episódios de 11 minutos na primeira temporada.

Trailer do game

Os games utilizaram uma nova engine e parecem beber muito fortemente numa mistura entre Sonic Generations e Sonic Lost World. Agora só resta esperar! E torcer!

 

Gosta dos troféus em Smash Bros? Tem um 3DS e um Wii U? Então prepare-se para ter muito trabalho…

Porque o conjunto de troféus das duas versões são diferentes.

Segundo Sakurai, diretor do jogo ambos jogos terão seus próprios troféus, com modelos e tipos diferentes, sendo que os troféus da versão do 3DS devem se centrar em jogos e personagens dos portáteis Nintendo enquanto o Wii U vai pegar a ponta dos consoles de mesa.

saria

E a Saria do 3DS… para deixar todo mundo com água na boca

Na prática isso significa que, se você realmente quiser ter todos os troféus, vai ter que gastar centenas de horas em duas versões do jogo, em duas plataformas diferentes, para conseguir pegar a todos. Acredite em mim… vai ser o trabalho mais gostoso da sua vida!