A Big N anunciou que vendeu, só nas terras do Tio Sam, nos nove meses desde o lançamento, mais de 4 milhões de 3DS. Isso mesmo, 4 milhões em nove meses!!! Some a esse numero estonteante a marca de 1 milhão de Mario Kart 7 vendidos no EUA e 1 milhão de Ocarina of Time 3D no mundo todo…
… E como boas notícias não podem deixar de andar juntas The Legend of Zelda: Skyward Sword ultrapassou um milhão de unidades vendidas nos EUA com a Big N confirmando que Mario Kart Wii já vendeu mais de 11 milhões de unidades e New Super Mario Bros DS vendeu mais de 10 milhões.
O Video Game Awards, um evento de premiação criado pela Spike TV, cresceu e ficou internacionalmente reconhecido como o Oscar dos Videogames. Menos cult que o prêmio Famitsu e mais sério que o Best of Best Videogames da Gamespot a comparação é bastante justa e o prêmio vem surpreendendo ano após ano com milhares de trailers, anúncios e aparições.
O VGA desse ano não foi diferente e embora eu não concorde com o jogo do ano (eu acho que Zelda Skyward Sword merecia mais) a única surpresa real foi a total ausência de Gears of War 3 em qualquer lugar da lista. Vamos a ela:
JOGO DO ANO: The Elder Scrolls V: Skyrim
ESTÚDIO DO ANO: Bethesda Game Studios
MELHOR JOGO de XBOX 360: Batman: Arkham City
MELHOR JOGO de PS3: Uncharted 3: Drake’s Deception
MELHOR JOGO de WII: The Legend of Zelda: Skyward Sword
MELHOR JOGO de PC: Portal 2
MELHOR JOGO para PORTÁTIL: Super Mario 3D Land
MELHOR SHOOTER: Call of Duty: Modern Warfare 3
MELHOR JOGO AÇÃO/AVENTURA: Batman: Arkham City
MELHOR RPG: The Elder Scrolls V: Skyrim
MELHOR MULTIJOGADOR: Portal 2
MELHOR JOGO DE ESPORTE INDIVIDUAL: Fight Night Champion
MELHOR JOGO DE ESPORTE COLETIVO: NBA 2K12
MELHOR JOGO DE CORRIDA: Forza Motorsport 4
MELHOR JOGO DE LUTA: Mortal Kombat
MELHOR USO DE CONTROLE POR MOVIMENTO: The Legend of Zelda: Skyward Sword
MELHOR JOGO INDIE: Minecraft
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Batman: Arkham City
MELHOR CANÇÃO NUM JOGO: “Setting Sail, Coming Home (End Theme)” por Darren Korb – Bastion
MELHOR TRILHA SONORA: Bastion
MELHORES GRÁFICOS: Uncharted 3: Drake’s Deception
MELHOR INTERPRETAÇÃO MASCULINA: Mark Hamil como Joker – Batman: Arkham City
MELHOR INTERPRETAÇÃO FEMININA: Ellen McLain como GLaDOS – Portal 2
MELHOR JOGO POR DOWNLOAD: Bastion
MELHOR DLC: Portal 2 Peer Review
JOGO MAIS AGUARDADO: Mass Effect 3
Houve ainda diversos trailers novos como a revelação do novo Alan Wake, do novo survival horror da Naughty Dog (a resposta da Sony ao Left 4 Dead) e dois trailers de cair o queixo: Mass Effect 3 e Metal Gear Rising.
E aí concordam com os vencedores? Discordam? Opiniões aí embaixo…
A Lenda de Zelda: Skyward Sword é o melhor jogo do Wii. Ele é o jogo que os donos de Wii ficaram esperando 5 anos para terem. A culminação da tecnologia e do paradigma da Nintendo de que controles por movimento podem, sim, mudar o mundo para sempre. Não só isso mas é o melhor Zelda já feito, destronando Ocarina of Time, Link’s Awakening e, meu favorito, Wind Waker.
Ouso dizer mais: Se Skyward tivesse sido o primeiro Zelda do Wii, ao invés de Twilight Princess, a biblioteca de jogos do Wii seria bem melhor. Eu explico: ao lançar um game adaptado do Game Cube, com poucas melhorias visuais e controle por movimento implementado de forma “encaixada” a Nintendo, acidentalmente, passou um recado ao mercado que isso era aceitável no Wii. E as produtoras entupiram o console de ports de jogos de PS2 e PSP, com pequenas melhorias visuais e quase nenhum aproveitamento dos controles por movimento.
Pronto. Agora que deixamos esse fatores em pratos limpos podemos começar a conversar sobre o game de um ponto de vista objetivo.
O gráfico de Skyward Sword vai ser comentado e recomentado por anos a fio. Seu estilo gráfico quase como uma pintura impressionista, mesclando estouro esperados de polígonos com um efeito de borrão fazem com que os objetos distantes pareçam saídos de uma pintura feita a pinceladas fortes, enquanto os objetos mais próximos tem um estilo gráfico composto apenas pelas cores, sem linhas de definição marcadas, quase como uma graphic novel em aquarela – é lindo, inovador e se aproveita completamente das capacidades do Wii. A animação dos personagens é soberba, com movimentos realistas, olhos imensamente expressivos e linguagem corporal verdadeiramente convincente. Os monstros são incrivelmente bem feitos e realmente funcionam no ambiente deles, os cenários são perfeitos e favorecem a exploração e os personagens principais são tão incríveis que você vai rir e chorar com eles. Se isso não fosse o suficiente Zelda entra de sola na música orquestrada e destrói. A melhor Saga de games do planeta, que já tinha uma das melhores trilhas sonoras de todos os tempos, implode o pavilhão auricular de todo mundo e invade o lugar com armas disparando músicas fantásticas. De músicas lúgubres e tenebrosas a melodias alegres e descontraídas, Skyward Sword é um trabalho de mestre, uma obra prima do sempre genial Koji Kondo e um complemento mais do que perfeito a nada modesta apresentação criada pelos gráficos do game.
O controle é absolutamente fantástico. A Nintendo finalmente conseguiu controle 1:1 e os movimentos exatos que você fizer com seus braços serão transferidos para sua espada. Você, é claro, não precisa fazer o movimento com força total e destruir o braço depois de algumas horas de jogo, um simples movimento mais rápido naquele ângulo e direção já farão o serviço. Tudo isso sem considerar que você voa, e controla diversos itens, usando o controle quase como uma avianhãozinho de brinquedo, subindo e descendo a mão em diversas direções. Link se move com perfeição, usar os itens é sempre divertido, voar com seu Wingloft é estarrecedor de tão bom e todos os aspectos do controle mostram que, se bem usado, os controles por movimento criam mais uma camada de imersão do gamer no game.
E se a história do game não te encantar….
… só posso concluir que substituiram seu coração por um forno de microondas!
Zelda sempre foi uma história sobre crescimento. Sobre deixar para trás uma vida ídilica ou conhecida e partir rumo ao novo, ao desconhecido. Se em Wind Waker você era forçado pelo amor fraternal em relação a sua irmã e em Ocarina of Time a descoberta que sua vida era uma plácida tela de mentiras cobrindo um batismo de sangue, Skyward Sword é sobre amor. A nova Zelda, que ainda não é realeza visto que o reino de Hyrule ainda não existe, ama Link – de uma forma terna, real e completamente humana. Eles estão apaixonados. É claro na maneira como eles se olham, na maneira como se tocam e na maneira como se comportam. Não é um namorico de pés arrastados e olhos no chão – é uma amizade que cresceu, virou amor e continua caminhando em direção a algo imenso e maravilhoso. E aí essa relação é violentamente rompida pela necessidade dos dois crescerem, em poucos dias, e aprisionarem um ser imensamente maligno que vai destruir tudo. A vida dos dois muda completamente em poucos dias e nessa bagunça criada por Gihahim (o vilão do game), muitas coisa serão explicadas: da origem da roupa verde a constituição de Hyrule, da razão da diferença entre Hylians e Hyruleans (Elfos e Humanos, respectivamente) a construção da espada mestre. Skyward Sword responde 25 anos de dúvidas e abre milhões de novas possibilidades para a série.
Pela primeira vez, de forma séria, é possível ver como os games se conectam e que realmente existe uma timeline. Pela primeira vez consegue-se entender certas partes do universo da franquia sem buscar explicações externas. A Nintendo fez o Silmarillion de seu Senhor dos Anéis e, embora mais solitário e com bem menos nomes, não é nenhum milímetro menos épico.
A lenda de Zelda: A espada voltada para o céu (sim… essa é a tradução de Skyward Sword) é um jogo que vai ser falado por anos. Ele mescla um estilo gráfico, que assim como em Wind Waker, jamais vai envelhecer com milhares de conquistas técnicas feitas ao longo do caminho de 5 anos do Wii no mercado. Ele também carrega uma dose enorme de carinho de sua equipe de desenvolvimento, de tradução e de localização, com uma apresentação que é, no mínimo, estelar. Esse game é a culminação do que a Nintendo vem pregando a anos, mesmo em um mercado que parece soterrado por sangue, soturnidade e gráficos em HD. Zelda não é Skyrim, Gears, Uncharted ou Mass Effect – e nem deve ser. É um game perfeito, com notas perfeitas (40/40 na famitsu – só isso já diz tudo) e que veio para a lembrar a todos nós.
Com mais de 535.000 unidades vendidas em uma semana de lançamento!!! 535.000 unidades!!! Se contar que o game saiu a meia noite do dia 20 e contar até a meia noite do dia 27 (ontem, domingo, último dia do feriado da black friday – a sexta feira louca onde os americanos normalmente compram como insanos) são 192 horas, ou seja, 11.520 minutos, ou ainda 691.200 segundos. São 535.000 unidades em 691.200 segundos… conseguem fazer a conta?
Eu faço para vocês. É um zelda vendido a cada 1,29 segundos. Aproximadamente 46 Zeldas vendidos a cada minuto! E isso considerando que as lojas tinham que fechar a noite, que lojistas tinham que comer, usar o banheiro e todas essas coisas não divertidas e que não dão XP.
Sem falar que Zelda fez explodir a venda do Wii, mesmo o videogame sendo o mais vendido dessa geração e basicamente todo mundo, e a Vó de todo mundo, já tendo um. O Wii vendeu mais de 495.000 unidades só no fim de semana da black friday. Eu nem vou fazer a conta disso… mas eles sumiram das lojas.
“Aparentemente os boatos da morte do Wii foram claramente exagerados.” foi tudo que disse o presidente da Nintendo da America, super Reggie Fill-Aimes, em um arroubo claramente Sherlockiano.
Não há nada mais clássico em videogame do que ir salvar alguém: seja seu irmão, sua namorada ou seu peixinho dourado. Videogames literalmente se construíram sob a imagem de que você atravessa dezenas de fases saltando, batendo ou dirigindo para salvar alguém de um destino pior que a morte (ou da morte – se o vilão for mais realista e tiver menos imaginação). Ao longo dos quase 40 anos de videogame, no entanto, uma classe de pessoas foi sequestrada mais do que todas as outras classes juntas: Princesas.
Não é só nos contos da Disney que a princesa tem a chance de ser sequestrada, mas as vezes, muito muito de vez em quando, uma princesa é mais legal e mais “macha” que seu suposto salvador. Essas são as princesas mais bad-ass fucking awesome que já vimos. E adoramos elas por isso.
Princesa Nina (Breath of Fire – Super Nes)
Durante a era de ouro dos JRpgs no SNES você podia contar que sempre haveria um Breath of Fire, a famosa série de RPG da Capcom, para te salvar da seca entre um lançamento da Square e outro. E em todo Breath of Fire você podia contar que o heroico e draconiano Ryu iria se encontrar com a fantástica princesa Nina. Diferente da maior parte dos JRpgs, no entanto, a jovem Nina não tinha nada disso de magia branca, curandeira e o escambau. A menina queria sangue! Ela controlava o vento e o fogo e usava magia negra a torto e a direito – e enquanto Ryu costumava acordar nu e sem memória após usar seus poderes Nina matava centauros, que tentaram sequestrá-la, com as mãos e magia, quando tinha 8 anos! Isso tudo sem falar que em Breath of Fire 4 ela se infiltra no território inimigo para salvar sua irmã, Princess Elina, o que faz dela não só uma princesa fantástica mas uma princesa-salvadora-de-princesas… Nina 1, Princesas da Disney 0.
Elika (Prince of Persia – 360 e PS3)
A princesa Elika, do último príncipe da persia a merecer este nome, era atlética, acrobática e a jovem senhora de uma terra fantasiosa onde ela possuía o conhecimento e a magia para combater um DEUS maligno. Sim… eu disse D E U S. A menina combate um Deus, o ponto alto do seu personagem é que ele tem um a mula. Elika pode pular, rolar, subir, descer e fazer todas as peripécias que o príncipe faz tão bem quanto ele… e ela ainda voa… sim… A única razão para o seu personagem estar no jogo é participar daquelas lutas um a um segurando uma espada e considerando que um terço do seu arsenal de golpes consiste em jogar Elika no inimigo, para que ela faça algo e volte perfeita para o seu lado, tenho certeza que o nome do jogo deveria ser Princess of Persia and the random guy who lost a donkey (A Princesa da Pérsia e o cara qualquer que perdeu uma mula).
Zelda (A Lenda de Zelda – todos os videogames da Nintendo)
Diferente da princesa Peach, Zelda nunca foi uma menininha vestida de rosa. A jovem princesa, em todos os jogos, é mostrada como um “moleque”. Ela sabe lutar, sabe montar, é inventiva e sempre domina algum poder místico – nem que seja a habilidade de pedir ajuda telepaticamente. Além disso a desgraçada tem uma seita de ninjas que trabalham para ela (Os sheikas. O que? Eles não são ninjas? Então como você chama pessoas que entram e saem da onde querem, sem serem vistos e que conseguem lutar com batalhões de pessoas usando nada a não ser a mãos – essa é a definição de Ninja). Some a isso o conhecimento e o cérebro para administrar um reino e o fato de que ela é dona de um dos artefatos mais poderosos dos mundos de fantasia e a princesa se torna muito mais do que um rostinho bonito.
Marle (Chrono Trigger – Super Nes, DS e PS1)
Se você achava que princesa rebelde era a Princesa Léia, pense de novo! A Princesa Nadia do reino de Guardia foge de sua obrigações usando o nome falso de Marle para um dia de diversão escondida de seu pai, o excêntrico rei de Guardia, e por uma combinação de amizades estranhas, curiosidade, protótipos e uma pendente criado 12.000 anos atrás com material advindo de um meteoro que era na verdade um ser terrível que vai destruir a humanidade, a princesa vai parar na idade média. Enquanto a maior parte das pessoas iria ficar catatônica com tal experiência a princesa simplesmente se arma de uma besta e de muito entusiamo. Terra devastada pós-apocalíptica? Vamos lá dar uma olhada! Parasita espacial elditriano? Vamos socar as fuças dele! Rainha dos seres humanos pré-históricos? Vamos ser amigas! Marle é impulsiva e ansiosa, mas não porque ela não sabe o que é o perigo… e sim porque ela sabe que vai dar conta!
Sun Liam (Jade Empire – Xbox e Xbox Originals)
Eu tenho duas palavras para vocês: Batman feminino! Eu podia acabar isso aqui. Quando descobre que seu sábio e corajoso pai está tomando diversas decisões menos do que honradas no comando do império de Jade a jovem Sun Liam deixa para trás uma vida chata de pompa e cerimônia para fazer justiça durante a noite, vestida como uma sexy ninja roxa, chamada de Silk Fox (raposa de seda). Durante o dia uma princesa fofinha e toda cuidadosa com que o fala ela se transforma numa fêmea fatal durante a noite, atrapalhando os planos de Death Hand, o vilão do jogo, e soltando frases que fazem seu personagem ficar rubro de decoro. Além de linda, rica, extremamente competente em uma briga e cheia de bugigangas a desgraçada está certa que seu pai é inocente e fará de tudo para salvar o reino. Em suma… Lady Batman.
Concordam… discordam… deixem suas idéias aí em baixo!
O GameCube foi um excelente videogame mas 10 anos depois do lançamento dele o número de acessórios no mercado começou a rarear. E quando fica mais raro, lei da oferta e da procura, fica mais caro. E se um dos seus controles quebrar em um mês de contas caras? Ou se só quiser mais alguns controles para completar 4? O Mini quer te dar uma idéia
O cara, o homem, o mito, a lenda, o presidente da Nintendo da America Reggie Fils-Aimes avisou geral: A Big N vai repetir o sucesso do Wii no Wii U.
“O Wii U vai entregar uma experiência diferenciada, que só pode ser conquistada com duas relas. Se tudo que nós estivessemos oferecendo fossem jogos em HD, isso já foi feito milhares de vezes nos últimos anos. Nos vamos tirar vantagens das duas telas, da conectividade, dos controles por movimento e vamos repetir a mudança de paradigma de mercado que fizemos com o Wii e o DS.” disse o executivo claramente excitado com o prospecto de mudar o mercado de novo, e prossegue dizendo “Tenham certeza que mais jogos serão lançados para o Wii, principalmente depois de passada essa janela de lançamento do 3DS. Há milhões de unidades lá fora e nós não vamos deixar esses usuários de mãos vazias.”.
Em dezembro de 2006 o Wii tinha acabado de sair e quase ninguém sabia nada sobre ele – principalmente fora da mídia especializada. As pessoas estavam acostumadas a comprar Playstation e o Game Cube amargou um segundo lugar pesaroso em sua geração. Logo as pessoas tinham uma certa dificuldade em entender o que era aquele controle remoto estranho.
O mais engraçado é que eu consigo me ver tentando explicar para as pessoas o que era o controle do Wii porque eu devo ter feito isso umas 20 vezes na Fnac e na Saraiva, aqui em Campinas. E as pessoas ficavam me olhando… olhando… e aí perguntavam se o PS3 não tinha um daquele jeito…
… conseguem imaginar quão mal eu me senti quando vi o Move?
Depois do excelente Kirby: Mass Atack do 3DS (que por problemas de capital eu ainda não consegui colocar as mãos) a Nintendo resolveu lançar um Kirby para Wii. Eu estava aparvalhado, esperando por uma nova revolução no gênero, como foi Epic Yarn (review aqui) e Mass Atack.
Kirby Return to Dream Land definitivamente não redefine o gênero nem reinventa a roda. É um jogo limpo, liso, rápido e direto ao ponto que aparentemente não foi mirado em mim.
Foi mirado na sua imrã mais nova, na sua namorada e na sua mãe.
Eu explico. Kirby Return to Dream Land (ou RDL, para encurtar) é fácil…. não… mais fácil… ainda não chegou lá… mais fácil. O controle usa o wiimote de lado, você come os inimigos com um botão, aperta o outro para pular (e se apertar várias vezes Kirby vai dando flutuadas – o que na prática significa que você só caí em um buraco se esquecer de usar os dedos para apertar o botão) e aperta um terceiro para usar superpoderes que podem destruir todos os inimigos do cenário, botar fogo em certos objetos ou mesmo golpear o cenário e fazê-lo se deformar. Coma o inimigo e aperte para baixo e você adquire os poderes dele – o que facilita ainda mais navegar pelas fases coloridas e maravilhosamente animadas desse jogo. Você (ou a sua irmã, namorada, ficante, etc…) podem chamar até outras 3 pessoas para jogar cooperativamente (a dificuldade não se ajusta, logo fica ainda mais fácil), que jogam com Meta Knight, King Dedede e Walde dee (se você não conhece nenhum deles, fique frio, eles são como a turma do Bowser, mas do Kirby – tipo se odeiam, mas trabalham juntos, etc…). Você come os inimigos, rouba os poderes, mata mais inimigo usando os poderes, chega ao chefão (que é sempre algo em cores pastéis e nada violento) e luta com ele com toda a violência de uma luta de travesseiros de plumas de ganso entre as princesas de Mônaco – o que é, segundo me disseram os especialistas em guerras de travaesseiros da realeza, muito próximo de zero violência.
Graficamente falando Kirby RDL bate um bolão – sim… a piada foi intencional (pra quem não entendeu Kirby é uma bola…. rosa… que infla… e gira…. B A T E U M B O L Ã O) , com cenários muito bem construídos, animação soberba e efeitos de qualidade, com um profusão de partículas. O som é digno da Nintendo com melodias clássicas de Kirby misturadas a novas batidas e fantásticas e inovadoras músicas. Esse é sobre muitos aspectos o Kirby mais próximo do Kirby do Nes e do Kirby do Game Boy em muitos anos, um verdadeiro retorno as raízes. Só que Kirby era relativamente desafiador…
… coisa que Kirby RDL definitivamente não é!
Se souber o que está fazendo o jogo vai tomar-lhe pouco mais de 7 horas, relativamente curto para um jogo atual, mas do tamanho certinho para jogadores e jogadoras com menos tempo livre e paciência do que os veteranos. A dificuldade da primeira jogada é perfeita para treinar os comandos e quando você terminar a primeira vez era habilitar um novo modo de jogo que permite atravessar a aventura de novo com apenas metade da saúde de Kirby o que vai aumentar um pouco o desafio – nada que fará o jogo terrivelmente difícil, mas um bom desafio para o que só jogam videogame de vez em quando.
Se você quer trazer alguém especial para o mundo dos games, sugira Kirby Return to Dream Land. A aventura principal pode ser jogado sozinha ou a dois (ou três e quatro se o seu relacionamento for assim aberto) e os minigames que acompanham o game são divertidos e fazem excelente uso do Wiimote. Não é o jogo clássico que os fãs da bolinha rosada estavam esperando, mas é um excelente game para quem só quer esfriar a cabeça e passar algumas horas divertidas sem explodir ninguém, metralhar ninguém ou usar a cabeça do Deus sol como lanterna.
Que tal 100? Segundo o mestre Shigeru Miyamoto o próximo Zelda terá entre 50 a 100 horas de jogo, contando com um modo diferenciado para uma segunda jogada. O designer também confirmou que The Legend of Zelda: Skyward Sword terá um modo de pistas, semelhante as cavernas que contam o que você deve fazer no Ocarina of Time 3D, para facilitar aos iniciantes.