… e Eiji Aonuma quer outro “Link Crossbow”!

Eiji Aonuma, diretor de “Wind Waker” e “Twilight Princess” é… quem diria… um dos (poucos) grandes fãs do xexelento Link’s Crossbow Training, é, esse mesmo, aquele que vem acompanhando o Wii Zapper. E, em entrevista à revista “games?”, Aonuma falou da vontade de criar uma seqüência para o game: “Para falar a verdade, gostaria de fazer um ‘Link’s Crossbow Training 2’. Acho que deveríamos fazer algo maior e melhor no gênero de tiro em primeira pessoa, baseando-se em nossa experiência com o primeiro jogo”

Aonuma volta a carga com a possibilidade de um modo multiplayer online na provável seqüência: “Por exemplo, o primeiro jogo era um título prioritariamente para se jogar sozinho. Desta vez poderíamos adicionar um modo verdadeiramente multiplayer, colocando jogadores para atirar juntos, através da [Nintendo] Wi-Fi Connection”

O bom do futuro é que ele ainda não aconteceu! Resta esperar!

Jogando Dead Space: Extraction

Se você não esteve morando embaixo de uma pedra nos últimos 2 anos
ouviu falar da nova franquia de survival horror da gigante Eletronic
Arts, a EA, Dead Space, lançado para X360 e PS3. O jogo segue a
história de Izaac Clarke, um engenheiro que vai abordo da USG
Ishimura, uma nave escavadora, apelidada de “planet craker”
(quebradora de planetas), cuja função é exatamente essa: arrancar
pedaços de planetas e minera-los em gravidade zero. A merda atinge o
ventilador e a nave está tomada por zumbi… aham… digo Necromorphs,
humanos e animais mortos, reanimados pelo poder de … um… bem… o
jogo não explica se é místico, mas com certeza tem um componente
biológico no meio, que só podem ser mortos por desmembramento, uma
maneira curiosa e extremamente divertida de mostrar o poder da engine
gráfica da EA. O jogo virou um sucesso de público e crítica e ganhou
uma continuação para Wii, na forma de Dead Space: Extraction…e sim,
eu sei o que você está pensando: Porra Marcel! Mais um shooter on
rails, como House of the Dead Overkill (bom) e Ghost Squad (muito
bom)… estou farto de rip-offs baratos no Wii!!!

Calma lá amigão… Dead Space: Extraction é, sim, um Shooter on
rails… mas é um SENHOR jogo!

Os gráficos são fantásticos… não fotos não trazem tudo que esse game
tem para você… da forma milimétrica como a Ishimura foi representada
(as salas, corredores, janelas… tudo está exatamente na mesma
posição, mas em condições bem melhores, do que durante a visita de
Izaac) a reimaginação do planeta onde o marker está, com efeitos
fantásticos de luz e sombra, fogo e água pra lá de bem feitos e uma
animação dos inimigos soberba, o estúdio novato, Visceral Games,
mostra que veio com tudo e mais um pouco. O som também é lindo… ou
melhor… horrível… mas isso é tudo que você realmente precisa em um
game de horror: música quase inexistente e som sólido e perfeitamente
utilizado.  Mas é o gameplay e a história que realmente cativam. O
controle é perfeito! P e r f e i t o!!! Sem tirar nem por um dos
melhores usos do IR do Wiimote, com direito a lançar uma serra e
controla – lá depois de disparo de forma a cortar pernas e pescoços,
levitar e arremessar objetos com a telecinesia e mesmo levantar o
wiimote junto a orelha e chacoalhar várias vezes para ativar os
flares, que por um bom período do jogo são a única fonte de iluminação
na obscurecida Ishimura. Sem falar na facilidade de mirar em juntas,
pescoços e garras, usando a mira do sistema.

A história virou o que chamei de “Lost de DE”, pois foca-se em um
grupo de sobreviventes da colônia que descobre o marker, tentando
descobrir a verdade, chegar a Ishimura e de lá fazer uma tentativa de
fuga. O interessante é que sabemos como essa história acaba. A
Ishimura vai cair, derrubar o pedaço do planeta, Izaac vai chegar,
etc… Então você basicamente está seguindo um grupo de disfuncionais
com a expectativa de vida de uma mosca de banana. O jogo não se apega
a nenhum dos sobreviventes, pois vários deles morrem… alguns
enquanto você os estava controlando!!!! A sensação é fantástica.. pois
você é surpreendido pela narrativa e chacoalhado pelo game de lado a
lado – tentando desesperadamente levar seu sobrevivente a um lugar seguro
– enquanto os necromorphs babam e rosnam corredor abaixo.

Os únicos pontos negativos do game se referem exatamente a ele ser um
shooter on rails, mais exatamente a imersão e o sistema de inventário.
Por exemplo: Sua saúde é regenerada imediatamente após você pegar um
item, mas você tem que pegar o item assim que o ver na tela, pois você
nunca sabe quando seu personagem vai simplesmente virar a cabeça e
você o perderá. Dentro dessa mesma reclamação há a questão de itens espalhados em salas que seu personagem põe a cabeça por 10 segundos… tempo no qual você deve atirar em algo e ainda pegar um item. O outro lado do problema é a imersão… nada de melhorar suas armas em mesas, aqui tudo acontece on-fly, pegando itens, o que tira a estratégia da equação. Além disso você deve seguir exatamente o que o game deseja, sem a opção de tentar um outro caminho ou examinar a fonte de um determinado som (uma fonte constante de sustos na versão do XBOX 360/PS3).

No mais é um senhor jogo… com tudo que poderia se esperar do prequel de uma das melhores novas franquias de todos os tempos. O que o futuro tem para Dead Space ninguém sabe… mas por enquanto a história do marker está muito bem contada. Recomendado!!!

Nintendo lança Wii motes sabor Jujuba!

Não exatamente mas quase. São as novas cores para o Wii mote, que assim como o recém lançado Jet Black, já vem com o Wii motion plus (uma pena que não seja da cor do corpo do controle, como no preto). Ambas as cores serão lançadas no dia 14 de fevereiro nos EUA e devem sair ao preço padrão de Wii mote com wii motion plus US$ 49,99.

Jogando “The New Super Mario Wii”

Era 24 de dezembro de 1992. Aquele cheiro de comida gostosa na mesa, aquele converseira dos milhares de parentes em casa, aquele suor frio nas mãos enquanto todo mundo esperava dar meia noite, trocar os presentes e encher o bucho. Havia um pacotão naquele canto. E você sabia o que era. Quando seus pais liberaram o acesso (“dar o presente” seria forçar o verbo ao ponto de ruptura, visto que foi você que buscou a caixa e pôs na mão dos seus pais) ao conteúdo da caixa você a atacou sem dó nem piedade. E era um Super Nintendo.

Você o ligou na tomada, colocou na TV, os primos rodeando, a conversa baixando de volume, enquanto suas mãozinhas se preparavam para colocar o único cartucho que vinha na caixa dentro do aparelho: Super Mario World.

O natal, o ano novo, os primeiros seis meses do ano, acabaram naquele segundo. Quando você viu o que teria que fazer para chegar ao final, abrir os 96 mundos e conhecer cada recanto do game, você surtou. Agora imagine se naquela época, todos os seus primos que estavam te olhando pudessem ter entrado na dança. E no dia seguinte seus pais. Quão mais fácil seria convencê-los a comprar games para você, se você pudesse colocá-los lado a lado com você e fazê-los sentir a emoção de chutar o traseiro pontudo do Bowser.

E não machuca nada, nada se o game ainda for bonito de viver.

The New Super Mario Bros Wii é exatamente isso: Uma versão reimaginada do clássico Super Mario World com gráficos modernizados (e lindos… o jogo é lindo demais… rodando em cabo de vídeo componente é uma obra de arte), com músicas perfeitas de Koi Kondo, controle perfeito e diversão multiplayer para toda a família. E o mais importante, se você for do tipo de jogador que somos aqui no Mini, é a dificuldade, não impossível, mas bem ao gosto de Super Mario 3 do NES. Tão mais difícil que os jogos padrões atuais que a Nintendo o usou como o primeiro game a receber o “Super Guide”. E o que é o Super Guide? É uma espécie de piloto automático para videogame, gravado por uma pessoa na Nintendo jogando o game. Após um número de mortes em um mesmo lugar ou uma demora acentuada para passar de determinado estágio, um bloco verde aparecerá, acompanhado de uma mensagem dizendo que se lhe der uma cabeçada você entrará em um Super Guide mode. Se você o fizer  o jogo muda o personagem para o Luigi e toma o controle do personagem, mostrando a maneira mais fácil de atravessar um abismo ou que roupas, itens e técnicas podem ser usados para vencer determinado estágio ou vilão. Se você tocar no direcional tomará o controle desse “Luigi” meio fantasmal, uma forma do jogo lhe dizer que ainda está em Help Mode; deixe de tocar o controle por algum tempo e Luigi retoma sua jornada para o final da fase. O modo ainda mostra truques sujos, locais onde se pode amontoar 1ups entre outros requintes para que os amadores cheguem aos níveis dos profissionais.

Mas embora fantástico o game não é perfeito. Falta algo simples, algo que qualquer outra empresa no mercado teria colocado em um jogo tão voltado ao multiplayer – jogatina online. Por que diabos eu não posso jogar com outro jogador que conheço, friend codes ou não, ao invés de jogar com aquele primo chato ou irmão fedelho que está do meu lado. Melhor ainda, porque não posso competir contra outros jogadores online, com direito a Leader boards e outras bugigangas online. Por alguma razão a Big N continua considerando a internet um lugar meio perverso e não foi dessa vez que Mario e Luigi irão para o reino do Freakzoid. Ah… outra coisa rápida… queremos um patch para que possamos gravar nossas próprias fases e deixá-las para a posteridade, como os replays de Super Smash Bros Brawn. Faça acontecer Nintendo… já!

No mais o jogo é fantástico, vividamente merecedor de estourar a boca do balão em número de vendas em qualquer lugar. Estamos torcendo por você Mario… manda ver!

PS: A histórinha envolvendo o SNES é a exata maneira como eu consegui o meu!

Quem disse que o Wii não tem filmes e seriados?

Os usuários japoneses já tem acesso no “Wii no Ma Channel” (canal da sala da família do Wii) e estão assitindo filmes (em 480P) além de animes e seriados. O sistema, antes um enigma, vai exigir uma banda largar asquerosa de poderosa, pois ao pagar pelo “aluguel” você ganha o direito de assistir aquele determinado programa em Streaming, assim como o Youtube. O aluguel dura entre 48 a 72 horas e custam por volta de 200 yens.

Além de assitir na TV, alguns programas estão vindo com a opção de baixar o arquivo para levar no DSi… vale ressaltar que o arquivo ainda desaparece no final do “aluguel”. Os únicos vídeos permanentes são os trailers, de jogos e filmes.

A Nintendo já apresenta conteúdo da Disney, Warner, Sesame Workshop, Toei, NHK, TV Asahi, Pokemon CIA, Asmik Ace Entertainment e Warp Star, entre outros – e confirmou que o canal está a caminho dos EUA (e de nós… embora tenho dúvidas sobre nossa qualidade de conexão) no primeiro trimestre de 2010.

Dia de ação de graças…. graças a Deus!!!

Saíram os resultados de venda da “Sexta-feira negra” (Black Friday), como é batizada a última sexta feira antes do dia de ação de graças nos EUA, quando muita gente vai as lojas não só para comprar coisas para o feriado mas também para fazer o grosso das compras de Natal. E uma certa empresa sediada em Kyoto não poderia estar mais feliz!

Para o dia de ação de graças, ela preparou dois combos para o Nintendo DSi (O primeiro com games do maior, melhor e mais fantástico encanador do mundo: Mario. O aparelho é azul metálico, inédito nos Estados Unidos, e vem com os games “Mario vs. Donkey Kong: Minis March Again”, “Dr. Mario Express”, “WarioWare: Snapped!”, “Mario Calculator” e “Mario Clock”. Já o segundo traz uma coleção de games “cabeça”, com um DSi branco gelo, com “Brain Age Express: Arts & Letters”, “Brain Age Express: Sudoku”, “Brain Age Express: Math”, “Clubhouse Games Express: Card Classics” e “Photo Clock”.) cada um com 5 games, um combo para o Wii (com o console, dois wiimotes com wiimotion plus, 2 nunchucks e Wii Sports Resort) e se seguraram firme… afinal o Wii vinha ganhando mercado feito louco após o corte de preço (posição meramente acadêmica – o Wii subiu 85% desde de o corte).

O resultado foi estrondoso! 550.000 Wiis vendidos  – MEIO MILHÃO DE WIIs – … mais de 1 milhão de DS e DSi vendidos – UM MILHÃO DE PORTÁTEIS – basicamente 2,5 portáteis a cada segundo em que as lojas estiveram abertas na sexta e sábado!!! Consegue imaginar isso? Muitos lojistas não conseguiram… e acabaram de mãos vazias. “Holiday shoppers are finding value in our products’ prices, and through a gameplay experience that is unique to Nintendo” (Muitos lojistas estão descobrindo o valor de nossos produtos, a experiência gamer que é única da Nintendo) disse Cammie Dunaway, vice presidente de vendas & marketing, ao comentar o desempenho da empresa na sexta feira negra.

Pena pelo balde de água fria Sony e Microsoft. Talvez ano que vem? Quando todo mundo e suas avós e mães tiverem um Wii? Quem sabe?

Scribblenauts pode estar chegando ao Wii!!!

Um dos jogos mais originais da terra pode estar chegando ao console da Nintendo. Segundo Marius Fahlbusch, diretor técnico da 5th Cell, o game pode estar chegando ao console de mesa da Big N: “Certamente seria interessante fazer esse jogo no Wii, estamos sempre procurando fazer coisas novas e vamos continuar por esse caminho”. Scribblenauts, com seu original sistema de combinação de quebra cabeça e ação (tem um review do game no mês de novembro aqui no Mini) foi uma das grandes surpresas da E3 2009, recebendo inúmeras premiações de sites em categorias como “melhor jogo original” e “melhor game de portátil”.

Já estamos salivando!!!

A Nintendo é de todo mundo… mas principalmente das mulheres!

Durante um evento realizado pela BMO Capital Markets para investidores e empresas do ramo dos jogos eletrônicos, Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo para os Estados Unidos, ressaltou a força que o Wii tem com o público feminino nas Américas.

Em um gráfico fornecido pela Nintendo, a divisão entre os público masculino e feminino por todos os consoles da atualidade é, respectivamente, de 33,3 milhões e 11,7 milhões.

Em outro slide, o resultado da pesquisa ressalta a força do Wii entre o público feminino: 80% das mulheres o jogam, seguido de 11% do Xbox 360 e 9% do PlayStation 3. Em um cálculo aproximado, pelo menos nove milhões de mulheres nas Américas jogam o Wii. Segundo o executivo, “Isto não aconteceu por acidente. É o resultado de uma tentativa deliberada de expandir o mercado”.

A Nintendo nunca escondeu sua estratégia de fazer jogos que tenha apelo para uma ampla faixa de público. Dessa filosofia nasceram games como “Wii Sports”, “Wii Fit” e “Wii Play”, alguns dos maiores sucessos do videogame.