Nintendo revela os números do Wii U e confirma que não irá para o mercado de mobile!

6,1 milhões. Esse é o número total de Wii U vendidos desde o lançamento do console em Novembro de 2012.

Sim… isso é um problema gigante!

Porque, embora 6,1 seja melhor que 4,8 do XBOX One e pior que 7 milhões de PS4… seus concorrentes diretos fizeram essas vendas em 6 meses!

Ops!!!

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A situação tá preta

O 3DS ainda continua mandando bem, não tanto quanto a Nintendo esperava, mas muito muito bem. É só o Wii U que parece patinar sem sair do lugar. Segundo o presidente da Nintendo, Satoru Iwata, em um evento para os investidores que fechou esse semestre da empresa, a empresa continuará a investir em uma linha de jogos ainda mais sólida, parceiras ainda melhores com Third Parties e mais exclusivos. O presidente aproveitou o evento ainda pra jogar um aviso ao mundo: A Nintendo não irá, enquanto estiver sob seu comando, produzir jogos Mobile…

…. ever…

… ever…

O cara foi taxativo “O Mobile não é o lugar da Nintendo. Nem agora, nem em nenhum momento da minha administração. Temos nossas plataformas e nossas plataformas serão auxiliadas pelo mobile, mas não estarão, jamais, contidas nele. Você terá um app de Miiverse, um app de Bravely Default, um app de Mario Kart, mas terá que estar em um console Nintendo para efetivamente jogar esses games.”.

Mas será que a Nintendo pode mesmo dar as costas a um dos mercados mais lucrativos dos games de hoje em dia? Principalmente estando não tão bem assim nos lucros?

Só o tempo dirá…

Editorial: Nintendo e o século XXI

Eu nasci em 1980. E cresci cercado por Nintendo e SEGA. Mais Nintendo do que SEGA, por uma larga margem, mas é importante saber que, desde os meus 6 anos, eu estava enfiado de cabeça no universo de videogames.

E, por mais engraçado que isso possa soar, na segunda metade da década de 80 havia o Master System e a havia o NES (na verdade havia uma plenitude de “NESes” do CCE Super Game ao Phantom System, do Bit System ao Turbo Dactar) mas não havia uma guerra em si entre seus donos – no Brasil a Tec Toy fazia um serviço maravilhoso em termos de propaganda e empolgação com os produtos do Master e os usuários de plataformas Nintendo tinha versões abrasileiradas dos jogos, mas não havia contenda ou muita discórdia entre as plataformas. A guerra entre SEGA e Nintendo, que ferozmente atingiu os EUA e a Europa, no final da década de 80/começo da década de 90, só foi ser sentida aqui no Brasil depois de 93 – com o SEGA Saturn e o SONY Playstation (Venha conhecer como ele quase foi um acessório do SNES – clique aqui) já quase colocando a cabeça para fora do útero materno.

Eu acho, portanto, que nunca senti muito a briga em si. Tive o Mega Drive e o SNES (em uma nota detalhe, ainda tenho meu Mega Drive e meu SNES só não está mais comigo porque ele está servindo a um amigo meu, que precisava dele para certos jogos japoneses imensamente chatos de funcionar em unidades americanas), tive o PS1 e o Nintendo 64 (e me arrependo até os ossos de não ter tido um Saturn… situação que vou corrigir em breve) e, ainda tenho, um PS2, dois XBOX, um Gamecube, um Dreamcast, um XBOX 360, dois PS3, um Wii, um Wii U sem falar em GBA, DS, DS lite e 3DS – onde pode-se falar que, quando o assunto é videogame, eu tenho toda a reserva de uma prostituta de 3 tetas. Algumas pessoas gostam de videogame – PARA MIM É QUASE UMA RELIGIÃO.

Mas eu não me contento só em tê-los. Não… eu os estudo. Meu TCC de Facul foi sobre videogame, meu TCC de pós graduação foi sobre avanços em sistemas eletrônicos de videogames e meu TCC de MBA foi sobre o mercado brasileiro de videogame e sobre seu futuro. Ale’m disso eu sou o tiozinho que normalmente é chamado para compor mesas de graduação quando videogame ou games surgem – por diversas universidades de Campinas. Eu os desmonto, monto, conserto e faço frankestein com eles. Eles são tão família quanto meus cachorros. Conheço suas história, suas trivias, suas peculiaridades. Sei a diferença entre um JVC Wonder Mega e um Intel GIGA Drive.

E estou realmente assustado com as perspectivas de futuro. E sou tão culpado delas como quase todo mundo.

Em primeiro lugar quero deixar claro uma coisa que a Nintendo parece não ter percebido. A única coisa que parou o filho de 8 anos de alguns amigos de jogar Lego qualquer coisa no seu Wii U, no último Natal, foi o fato que o moleque estava destruindo Minecraft em um seu Ipad. Ou seja, a mudança de mercado que o senhor Iwata cita não está no reino do mercado futuro – ela está aqui, na sala, conosco, nos olhando com aquela cara de quem quer entrar na conversa. E por mais que eu não goste dela, e abomine a ideia de jogar videogame em um tablet ou smartphone (principalmente porque a maior parte dos jogos que me interessam não foram feitos para serem controlados com uma tela sensível ao toque), meu celular novo conecta via bluetooth com um controle de PS3 sem o menor problema, tornando completamente inválida a minha reclamação (eu estou com um emulador de PS2 instalado no meu celular e jogando FF X de novo – um jogo que eu tenho original, no PS2, logo não estou cometendo nenhum crime). Ou seja – o mercado se acomodou as minhas reclamações e está tentando solucioná-las.  Emuladores podem acompanhá-lo em seu celular e os jogos de muitas empresas custam entre 60 a 99 centavos – clássicos do mega drive ou do PS1, do arcade ou do Neo Geo, trazidos com gráficos melhorados a sua disposição no seu celular ou tablet.

Tudo isso sem falar em jogar em nuvem. Para que instalar ou baixar um jogo quando posso, por streaming, jogá-lo em qualquer lugar, salvar e continuar de onde parei, mesmo que eu esteja em outro aparelho. Posso começar uma “partida” de civilization V em meu Notebook, continuá-la em meu celular a caminho do serviço e prossegui-la, a noite, no lap top da minha namorada, sem instalar absolutamente nada nem ter que levar um único arquivo de um lugar para outro. A Sony promete fazer isso com seu Playstation NOW. Ao mesmo tempo a Microsoft me oferece vários jogos no universo de Halo, nos próximos meses, para fazer companhia ao já fantástico Halo: Spartan Assault, todos via nuvem, se eu me juntar ao grupo do Windows Phone – tentador, para não dizer mais nada.

Enquanto isso a Nintendo toca trombetas para me dizer que eu posso unir minha conta do Wii U com a minha do Nintendo 3DS – mas continuo tendo que pagar 5 dólares por Castlevania do NES em cada uma das plataformas, pois o mesmo game, que pode ser emulado com facilidade por qualquer carroça de escritório (com som e imagem melhores que os originais), não pode ser comprado só uma vez e utilizado em todas as minhas plataformas Nintendo na minha conta.

Unificar contas e manter seus produtos disponíveis para você em suas múltiplas plataformas, uma oferta que a Sony vem fazendo com os jogos de PS1 desde 2007, na dobradinha PS3/PSP, e com essencialmente tudo, na dobradinha PS4/PSVita, a Nintendo continua incapaz de me oferecer em 2014 – quase 7 anos depois de sua concorrente japonesa.

Mas eu não vou culpar a Nintendo sozinha. Não senhor… TODAS as empresas japonesas, salvo a Sony, parecem ter tidos imensos problemas em fazer o salto para o universo, e os videogames, HD. Da Capcom a Konami, que entregaram a maior parte de suas franquias para desenvolvedores estrangeiros (com resultados horríveis ou tão diferentes do material fonte que afastou a maior parte dos fãs – estou olhando para você DMC ^_^) passando pela plethora de empresas japonesas que simplesmente lançaram seus jogos a níveis estratosféricos de produção Hollywodianas e acabaram por cavar suas próprias covas (e não lançar nada) chegando a Square Enix que hoje vive de produções de seus estúdios internos adquiridos (Crystal Dynamics, Eidos, só para citar alguns) e promessas, parecendo incapaz de recuperar a glória de FF VI, Romacing Saga ou Dragon Warrior VIII (eu não vou nem citar coisas do calibre de Terranigma ou Chronno Trigger).

Mas nenhuma dessas softhouses tem consoles. E nenhuma delas tem que vender  esses consoles em universos tão distintos quanto o Japão (onde a Square tem todos os FF até o X2 lançados em versões lindas para celulares) e os EUA (onde CoD é a norma e multiplayer online é uma necessidade no seu jogo – uma necessidade muito maior que história ou diversão. Quando um RPG, como Mass Effect 3, ganha um modo multiplayer, você sabe que as coisas passaram dos limites). E nenhuma delas tem que aprender pelo erro a precificação mundo afora.

Porque, sim, a Nintendo está tendo que aprender a precificar conteúdo digital. Porque o japonês médio compra várias e várias vezes o mesmo game (um grande amigo que retornou de lá recentemente, após ficar 9 anos, me mostrou que havia comprado Final Fantasy I e II em três formatos diferentes no tempo que ficou lá) e paga 5 a 15 dólares por ele sem chiar muito, mas o consumidor americano quer mais pelo seu dinheiro (como eles mesmo dizem “More Bang for your buck”) e, com o Steam, a XBOX Live, a PSN, a Play Store e outros serviços online ofertando catálogos de jogos do passado a preços muito inferiores aos costumeiramente praticados pela Nintendo – a casa fica pequena para a produtora japonesa. A situação fica pior ainda quando tenho que comprar várias vezes os mesmos jogos, porque não consigo utilizá-los em diversas plataformas diferentes – talvez eu pagasse sem pensar 10 doletas por Mega Man X do SNES, se soubesse que poderia utilizar tanto no 3DS quanto no Wii U… mas quando tenho que pagar 8 dólares por cada versão do jogo, fica bem mais difícil de engolir.

Tudo isso sem falar no problema de vender o Hardware. Uma coisa é vender um game a 8 dólares para quem já tem o celular para rodá-lo. Outra, completamente diferente, é fazer essa pessoa comprar um hardware portátil, pagando algo entre 200 a 300 dólares e convencê-lo a carregar isso consigo para onde ele for – porque existe todo um nível de inconveniência em carregar um 3DS, principalmente o XL, por aí. Sem falar que o celular já é parte de sua vida pessoal e professional. Para muitas pessoas ele também é a principal plataforma de acesso a redes sociais, sua câmera fotográfica e seu principal player de media – dentro desse contexto fica muito difícil fazer alguém adquirir um portátil sem algo que realmente chame sua atenção ali. Um fato que o Vita, com sua ausência de jogos únicos e seus ports de PS3 que podem ser jogados, com qualidade superior, em casa no próprio PS3, tem atestado de forma dolorosa.

E já que tocamos no ponto do centro de entretenimento, que tal falarmos do que o Wii U não é? Desde o GameCube a Nintendo bate na tecla de “Oferecer videogames, não centro de entretenimento”, principalmente quando colocada de frente com o fato que seus dois concorrentes diretos, o XBOX e o PS2, roubaram muitas vendas do GameCube simplesmente porque rodavam DVDs. Ora… não seria o mesmo erro agora, ver que seu Wii U POSSUI um drive de Blu Ray, mas não pode ser usado como seu player? Ou que a única opção de software de steaming presente no aparelho seja o Netflix (que a maior parte das novas TVs já tem nativo)? Ou que o Nintendo TVii é um fracasso completo e que ninguém utiliza ela? Não seria a hora de entender que o mercado quer um centro de entretenimento e está disposto a dar uma chance para um aparelho que toque Blu Ray, seja meu centro de streaming, receba os vídeos do meu PC e jogue na minha TV e, depois de tudo isso, RODE JOGOS. Nenhuma dessas outras tarefas são exatamente árduas no hardware (o Ouya e sua ridícula configuração estão aí para provar) e elas dariam ainda mais valor para a tela sensível ao toque no meio do controle – não é difícil imaginar a família assistindo um filme em Blu Ray, através do Wii U, na TV, enquanto o filho se diverte com algum jogo do Virtual Console, no Wii U GamePad.

Aliás… falando que também tenho minha culpa em cartório… eu tenho um PC com um drive de Blu Ray ligado a minha TV como meu centro de entretenimento (via HDMI) e meu celular é minha principal plataforma de acesso a redes sociais e eu não desgrudo dele. Carrego meu 3DS para todo lugar que eu vou (principalmente porque eu estou sempre de mochila) mas mesmo eu tenho que entender que, para a maior parte das pessoas, é inconveniente.

Então sim… o mercado mudou. A tecnologia mudou. E nós mudamos. Os gamers como um todo ficaram mais velhos, mais exigentes e com menos tempo para jogar. Somos adultos agora, que pagam contas e tem jornadas diárias de 9 a 12 horas de trabalho. Quando vamos jogar queremos mais do que as experiências únicas proporcionadas por aparelhos, queremos praticidade, rapidez, queremos utilizar nossos celulares para ativar remotamente nossas máquinas e iniciar downloads que estarão prontos quando chegarmos em casa. Queremos jogos triplo AAA a nossa disposição e queremos que exista uma comunidade online forte e vigorosa por trás deles, onde encontraremos amigos e rivais e teremos experiências diferentes de tudo que já tivemos até hoje. E, os 240 milhões de prejuízo sobre lucro esperado da Nintendo parecem ser uma reflexão disso. Afinal, eles deveriam reavaliar seus preços de conteúdo digital e simplesmente lançar seu catálogo de produtos nos principais serviços de downloads digitais – não deveriam? Ou, melhor ainda, que tal um celular da Nintendo? Algo como um Xperia Play, mas da Nintendo?

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Algo assim, certo?

E se eu te disser que a Nintendo pensou nisso anos atrás? E que ela cancelou tudo porque o controle não era confortável e o resultado gráfico dos jogos não era excelente?

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Ops….

E é aí que as minhas opiniões diferem da maior parte das pessoas. E a razão pela qual eu tenho tanto receio com relação ao futuro do mu hobby, da minha, por falta de uma palavra melhor, religião. Porque eu acho que, em nossos novos e multimilionários jeitos de jogar e ver videogames, nós estamos esquecendo alguns pontos básicos sobre eles. Alguns pontos que essa empresa japonesa chamada Nintendo vem tentando lembrar todo mundo a quase 3 décadas.

1) Não é sobre gráficos, é sobre diversão

O Wii U tem uma saída HDMI e diversos processos internos que limpam gráficos de jogos de Wii para quem eles fiquem ainda melhores e mais bonitos na sua TV de 60 polegadas. Mas você vai me dizer, com todas as forças que isso é feio?

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Ou ainda isso?

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2) Jogos são sobre controles e como eles tem que funcionar com perfeição.

E é por isso que pessoas ainda tem seus Nintendos 64… porque não existe controle melhor para jogar Super Mario 64, Paper Mario ou Goldeneye do que aquele no qual o game foi desenhado para funcionar. E, saindo da Nintendo, já tentou emular Saturn? Fica horrível e não importa o controle que você conecta a sensação é sempre que algo está errado. Jogos estão conectados, irremediavelmente, a plataforma no qual foram lançados, e é muito difícil jogá-los de forma perfeita fora delas.

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Ou alguém acha que isso aqui pode ser PERFEITAMENTE emulado num teclado? Ou numa tela sensível ao toque?

3) Multiplayer é sobre amigos e pessoas que você gosta. Na mesma sala que você se possível

Desde o Nintendo 64… não… apaga isso… desde Super Mario Kart no SNES a Nintendo vem tentando colocar você e sua família, seus amigos, seus amores, para jogar junto. Seja com quatro controles e Mario Party no Nintendo 64, quatro controles e Mario Strikers no seu GameCube, 4 Wii motes em Wii Bowling no Wii ou 4 Wii motes VS um Wii Game Pad em NintendoLand, a Nintendo vem tentando fazer você jogar multiplayer com pessoas fisicamente próximas de você. Dividir um momento com parentes e amigos. Porque videogame é sobre diversão. E com mais gente tudo fica mais divertido.

E, provando mais uma vez que não é uma coisa só da Nintendo… alguém lembra de Chu Chu Rocket ou Sonic Shuffle no Dreamcast?

Multiplayer online é o futuro e tem que existir. Para unir pessoas que se gostam e estão distantes naquele momento. Não para substituir contato humano.

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Videogames sobreviveram duas grandes crises, 77/78 e 83/84, e mudaram, juntos com seus usuários. E, assim como a Atari, a NEC, a SNK e a SEGA, talvez tenha chegado a hora da Nintendo entender que o que ela representava morreu nos usuários. E não digo, em momento nenhum, que isso também não é culpa dela. Eu me somo ao coro de milhões que continuam pedindo um F-Zero de Wii U, um Kid Icarus de Wii ou Earthbound novo em qualquer plataforma. Eu me somo ao coro de milhões que querem que o aparelho seja aberto a TODAS as third parties e que a Nintendo produza uma power house que esteja, se não no mesmo nível tecnológico que seus concorrentes, superior (como o SNES e o Nintendo 64 para seus respectivos tempos). Mas, ao mesmo tempo, consigo entender que isso não é o “jeito Nintendo de ser”. Não faz parte da base da empresa. Da missão dela. Do que ela acredita.

Eu entendo o que Shigeru Miyamoto, criador de Zelda e Mario, de Nintendogs e Donkey Kong, quer dizer com jogo com Kokoro – jogo com “coração”, com alma, que não exista só porque o público está pedindo mas para ser um clássico inesquecível que vai marcar todos que o jogarem. E espero que essa empresa continue criando hardware diferente e incrível e continue revolucionando o mercado de videogame de todas as formas que vem fazendo nos últimos 30 anos.

Porque o dia que não houver mais um novo console/portátil Nintendo… será o dia que eu vou virar as costas para o mercado de consoles e abraçar, completamente e (ainda mais) apaixonadamente o mercado retrô. E o Steam.

Bom divertimento a todos!

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A resposta de Miyamoto quando perguntaram porque ele não criava jogos para iOS/Android

Nintendo perdeu 240 milhões!!! Seu presidente vai renunciar!!! O que realmente aconteceu?

Então vamos por partes!

Primeiro! Calma!!! O presidente da Nintendo não está renunciando nem o que está acontecendo é notícia nova! Na verdade já está acontecendo a 3 anos! E não é difícil entender porque.

Mas antes de mais nada vamos contextualizar. E para conseguirmos fazer isso eu terei que explicar dois conceitos bem fáceis de macro-finanças: Net income e expected income. Expected income, ou receita esperada, é a receita que é repassada/fixada aos investidores como esperada naquele ano. É com base nela que as pessoas compram e vendem ações no mercado presente e mercado futuro, assim como investem (ou retiram seu dinheiro) de determinado mercado.  Como essa expectativa é gerada? Com base em estatísticas, pesquisas de opinião e relatórios de crescimento. Ela é documentada como se fosse a receita real da empresa e é com base em atingi-la e ultrapassá-la que todas as estratégias corporativas são feitas – ELA NÃO REFLETE OS CUSTOS DE MANUTENÇÃO DA EMPRESA OU SUA SAÚDE FINANCEIRA! Então, quando você ouve nos jornais que determinada empresa teve um lucro recorde de tantos milhões, e em cima dessa receita esperada aqui, não do que a empresa realmente vendeu. Net income, por outro lado, tem o lírico nome de receita real em português e significa exatamente isso. É o quanto uma empresa lucrou de forma líquida, depois de todos os seus custos operacionais fixos (eletricidade, impostos, salários, acionistas, etc…) e variáveis (bônus, acidentes de trabalho, perdas de produtos, lotes com defeitos,  etc…) terem sido descontados. Em outras palavras é quanto tutu a empresa fez depois de retirado tudo que ela gastou naquele ano. Para uma empresa estar solvente esse valor, o net income, tem que ser maior que os custos que ela tem. Se não for ela está gastando mais do que ganha e vai acabar indo a falência se não mudar sua estratégia. Ou seja, o net income reflete o valor real que a empresa fez de lucro no ano. Expected income é quanto ela “prometeu” aos investidores que faria.

O que houve então? A Nintendo tinha uma expectativa de lucro (Ou seja, um expected income) de 55 bilhões de yens (pouco meno de 528 milhões de dólares) para o final do ano fiscal dela (30 de Março) – esta expectativa estava atrelada a venda de 9 milhões de unidades Wii U e 38 milhões de jogos de Wii U, além de 18 milhões de unidades de 3DS. O que houve é que, embora tenha vendido duas vezes mais do que a expectativa de jogos de 3DS, a empresa vendeu 13,8 milhões de 3DS, 19 milhões de jogos de Wii U e, tristemente, apenas 2,8 milhões de unidade de Wii U no período.

Isso é grave! Muito grave! Apenas para comparações, o XBOX One vendeu pouco menos que isso em 4 semanas, e o PS4 está quase encostando no dobro disso em pouco menos de dois meses. Ou seja, os concorrentes fizeram em um mês o que a Nintendo não fez de Março de 2013 a Março de 2014.

Com base nesses dados uma reunião de emergência com a mesa de direção da empresa e seus principais acionistas foi feita em Tóquio na sexta (17). Nela o presidente Satoru Iwata informou a triste notícia, culpando a elevação do preço internacional do Yen, a péssima aceitação do Wii U, a parca infraestrutura online da empresa e a concorrência de tablets e smartphones pela não entrega do resultado, que ficará 25 bilhões de yens (cerca de 240 milhões de dólares) abaixo do esperado. Ou seja, a firma não deu prejuízo, como várias agências de notícias brasileiras adoraram estampar (ESTADÃO, FOLHA, UOL ….. Informação é coisa séria galera. Não dá para deduzir e fazer nas coxas. Aliás… parabéns ao Carta Capital pela excelente cobertura da situação) mas ficou muito muito longe do que era o esperado.

Tá Marcel… mas se a empresa não deu prejuízo, porque todo o barulho?

Porque se uma empresa não entrega o lucro esperado por 3 anos seguidos (Lembrem-se, de 2006 a 2011 a Nintendo foi a empresa de videogame com o maior crescimento de valor de ações do mercado – graças as excelentes vendas do Wii e do DS), seja por margens grandes ou pequenas, ela começa a perder confiança do mercado. E preço de ações. E sem ações valendo muito as empresas perdem visibilidade, e linhas de crédito, e apoio de bancos, e participação em auxílios governamentais, etc… Ou seja, a incapacidade de atingir os posicionamentos originalmente dados aos acionistas pode sim colocar a firma em uma situação muito muito complicada. E fazê-la fechar as portas.Agora é o momento em que você pergunta que diferença isso faz para o jogador médio. Nenhuma, né?! Ao contrário. Se os investidores acharem que o mercado de videogame não está dando dinheiro irão levar suas verdinhas para outros mercados o que leva a falência de empresas menores (o que já está acontecendo a muito), cancelamento de jogos em produção (o que também já está acontecendo) e menos dinheiro para experimentar coisas novas ou para produzir super títulos, como Mass Effect 3 ou Skyward Sword, que ficarão mais raros e mais espaçados.

Então… sim… isso é uma notícia grave. Muito grave. Tão grave que quase levou a renúncia do presidente atual da empresa (que ficou no cargo a pedido do board, a mesa de acionistas). E tão grave que pode mudar tudo que conhecemos da empresa até hoje “Por mais terrível que seja acredito que o chão se moveu sob nós. O modelo que seguimos até hoje, de vender um aparelho a 300 dólares e jogos a 50 dólares para ele, selecionando cuidadosamente nossos parceiros, parece ter morrido.” disse o senhor Iwata durante a apresentação “É hora de voltar atrás e olhar para dentro. Reavaliar nossa estrutura e reestudar nossa estratégia de mercado.” completou o executivo.

Em uma nota mais leve em uma notícia tão pesada os principais designers e diretores da empresa ofereceram um corte voluntário de salários e a empresa esclarece que não haverá demissões ou fechamento de estúdios de nenhuma forma. Mas as mudanças estão a caminho – no dia 30 desse mês a Nintendo reunirá seus acionistas para uma demonstração das novas estratégias para a empresa no triênio 2014/2015/2016. É esperar para ver!

Capa Nintendo eShop Downloads da Semana Nintendo Blast

Matando Rumores: Crash Bandicoot voltando para a Sony?

A internet foi pega por um tufão de informações depois que, durante meros segundos, no último trailer do PS4, uma imagem surgia…

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A imagem parecia mostrar que Crash Bandicoot, que era o mascote do PS1, estaria retornando como um exclusivo da Sony. Somado a imagem o fato que o site oficial da franquia estava fora do ar e que o nome da Franquia e do Personagem não mais constavam no site da Activision (atual dona da Franquia) pareciam solidificar essa suspeita.

Crash tem um lugar muito importante na mentalidade de muitos gamers que passaram bons anos com o PS1 e seria uma aquisição excelente para a Sony Entertainment. Faria todo o sentido do ponto de vista comercial e de solidificação da marca.

Mas não é verdade.

Executivos na Sony confirmam que a Activision é a dona da Franquia e que não houve nenhuma mudança nessa situação. Adam Boyle, diretor de conteúdo da Sony entertainment America tweetou que fãs da Franquia deviam perguntar sobre novidades paras a Activision. A Activision confirma que está fazendo diversas mudanças na Franquia, mais ou menos como fez com Spyro, e essa é a razão do site oficial estar fora do ar.

Ou seja… nada de novo aqui senhores!

 

 

Não sabe brincar: Nintendo bloqueia o acesso ao swap-note (Troca-Cartas) do 3DS

Para quem não tem um 3DS o swap note (chamado em português de Troca-Cartas) é um app do 3DS que faz exatamente o que o nome sugere: ele permite trocar pequenas mensagens, desenhadas ou escritas, entre usuários, muitas vezes acompanhadas de imagens capturadas ou fotos em 3D.

Pois bem; a Nintendo está bloqueando o uso desse app por tempo indeterminado.

Segundo a gigante japonesa isso se deve a detecção de inúmeros usuários, menores de idade, que estavam trocando fotos “impróprias” retiradas com as câmeras 3D, através do serviço. Segundo um porta voz da empresa “Até conseguirmos uma forma de controlar que tipo de imagens estão sendo enviadas, e em que contexto, o serviço será retirado do ar. Pedimos desculpas pela inconveniência.”. O travamento atinge 3DS do mundo todo e será realizado na próxima vez que você entrar online com seu 3DS – MESMO QUE NADA APAREÇA NA TELA RELACIONADO A UM UPDATE. Acredite em nós… tá travado.

Não sei bem o que pensar dessa cruzada da Nintendo em “moralizar” o troca-cartas mas imagino que vai falhar… o Google Glass ainda não saiu direito do beta testing e já tem pornografia criada com ele!

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Centro de entretenimento minha bola esquerda: O PS4 não quer suas músicas!!!

Em nenhum formato! A Sony confirmou hoje que o PS4 não rodará CDs de música (gravados ou originais) nem aceitará nenhum mídia digital sonora, qualquer que seja o formato dela! Ou seja… você não vai poder ouvir nenhum ACC (um formato criado com auxílio da própria Sony… inclusive), MP3, MP2, WAV, Midi ou qualquer outro formato digital que você tenha. Segundo a Sony as músicas tocadas no aparelho terão que vir do serviço Sony Music Unlimited, já presente nos celulares Xperia.

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Mesmo no modo onde o PS4 acessa seu computador remotamente (que não estará funcional no lançamento – a Sony promete que a funcionalidade deve chegar em algum momento do primeiro semestre de 2014) ele NÃO lerá suas músicas. A Sony ainda não confirmou sua política com relação a vídeos em diversos formatos, mas não ficaremos surpresos se ela der uma de Microsoft e travar a exibição de qualquer formato de mídia que não seja por streaming controlado por ela ou comprado em sua loja online.

Cinco jogos que não deveriam existir – Parte 1

Entretenimento é uma obra humana. As vezes você precisa de outros humanos para entregá-lo para você (jogos, filmes, etc…) e as vezes você precisa da interação com outros seres humanos para tê-lo (sexo, tênis, clube da luta, etc…). O problema dessa equação é que, as vezes, os seres humanos que estão te entregando esse entretenimento falham…

… e falham miseravelmente.

Aqui estão cinco exemplos de videogames onde essa falha foi tão miseravelmente absurda que faria muitos gamers prefeririam um tiro de calibre 12 nas gônadas.

Athena

O que você espera de um jogo cuja premissa é que Athena (sim… a deusa Athena… aquela que fez Seiya e companhia passarem pro maus bocados) está entediada e precisa se curar de seu Tédio? E a maneira como ela faz isso é fazer você percorrer centenas de telas recheadas de porcos humanoides, javalis com tacapes e homens girafas.

Você viajará do “Mundo de X” para o “Mundo de qualquer outra palavra que a equipe de desenvolvimento aprendeu em inglês naquela semana” enquanto Athena tenta equilibrar sua mastodônica cabeça no alto dos ombros e utilizar o que só posso descrever como uma furadeira azul bebê para combater algo que você, e seus amigos, vão discutir durante dias se era uma batata ou um pedaço enorme de merda voando em sua direção com violência.

Os gráficos são tão horríveis que você tem certeza que só seriam conseguidos com centenas de horas de trabalho intensivo de uma equipe e a única razão de você saber a cada minuto o que está controlando é que Athena é rosa pink com o que parece uma lâmpada fluorescente verde neon grudada no peito. Todos o que queríamos, em 1988 ou hoje, é que Athena entende-se, finalmente, que ela está entediada porque está dentro dessa porcaria de jogo.

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Super Pitfall

Super Pitfall é provavelmente o mais grotesco mal uso da palavra SUPER na história da língua escrita ou falada. Esse jogo mal pode ser qualificado como jogo, menos ainda como entretenimento. Você, supostamente, joga com uma versão indiana, anã e com um chapéu de mineiro de Pitafall Harry, que está tentando salvar sua sobrinha de um bando de canibais – mas depois de 30 segundos tentando controlar Pitfall Harry você vai descobrir que quer que ele morra… não só isso… Você quer que ele, a sobrinha, todo mundo que ele conhece, todo mundo que ele um dia já viu e, especialmente, a equipe de desenvolvimento desse jogo, encontrem uma morte que envolva muito dor, imensa dor, indescritível dor e, aí, canibais.

Não é que o controle não funcione… ele só não faz o que você quer que ele faça! Aperte um botão e Pitfall Harry fará alguma coisa, que não necessariamente bate com a ação esperada para aquele botão. E isso é… 95% do tempo… Sério… se os controles não fizerem você se suicidar os gráficos com certeza irão. E não tente aumentar o som ou verificar se o cabo de áudio soltou do seu NES/Phanton System/Generation NEX – essa massaroca sem alma é a música do jogo… mesmo… Infelizmente.

Pitfall não é um nome tão bom assim que você ache que ele vai vender seu cartucho, principalmente se sua nova obra não tiver ABSOLUTAMENTE nada com o original e não mereça nem mesmo estar no mesmo prédio, quanto mais na mesma seção de uma loja. Pitfall do Atari 2600 vai dar a você boas lembranças, enquanto Super Pitfall vai dar a você vergonha e vontade de usar uma marreta com toda a força contra o cartucho. A melhor coisa que você pode fazer é destruir o cartucho, combinar os pedaços com papel machê, macarrão, cola e fazer arte: “Olhem! Eu fiz um pato com meu Super Pitfall!! Que Quackrível!!!”.

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Chakan

Chakan é o que acontece quando você deixa um grupo de programadores em contato com revista da Vertigo e uma quantidade pecaminosa de energéticos e refrigerante. “Ei! Vamos fazer um jogo?” “Sim! E vamos fazer com o herói mais true e rebelde de todos os tempos!”

Aí eles fazem um game sobre um espadachim escocês (qualquer semelhança com os Highlanders NÃO é mera coincidência) que era tão orgulhoso de suas habilidades que desafiou a morte (que maduro da parte dele) e venceu. A morte o condenou a imortalidade, mas não aquela imortalidade bacana onde o cara fica rico e parecido com o Brad Pitt por toda a eternidade… não senhor… o cara continua apodrecendo e fica parecendo uma mistura de uma múmia egípcia e um modelo de aviso de gangrena de propaganda antitabagista. Agora o senhor bad boy quer encontrar o ceifeiro sinistro para “acertar as contas”.

Ok…. quão mais adolescente está trama pode ficar?

De qualquer forma a história de Chakan ainda é a melhor parte do game. O controle é escorregadio e nojento, as armas que o espadachim tem acesso só acertam o inimigo quando estão posicionadas do jeito certo, na distância certa, se o jogador tiver escovado os dentes, feito a lição e orado voltado para Meca e o sistema de poções, que exige combinar dois itens para formar uma poção é tão intuitivo quanto dirigir um guindaste de 30 eixos. Some a isso gráficos que parecem HQs vistas através do fundo de uma garrafa de vinho e um conjunto de músicas e sons que vão fazer VOCÊ suplicar pela presença da morte e você vai entender como um game do Genesis/Mega Drive aparece sempre no Ebay, completo na caixa, por menos de 10 doletas.

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Bible Adventure

Bible Adventures é um jogo extremamente estranho. Ele tem a premissa de unir a diversão de aprender sobre Deus com a excitação de se fazer tarefas repetitivas e de andar a esmo – e é um jogo tão bom e carregado do poder divino que nunca recebeu nem mesmo o selo de aprovação da Nintendo (sim… é um jogo ilegal… criado por uma empresa que se aproveitava de fazer jogos cristãos para não licenciar seus jogos com a Nintendo). Aparentemente Deus não dá a mínima para o processo legal…

O jogo era composto de três games em si: Noah’s Ark, Baby Moses e David and Goliath. David and Goliath parecia Rad Kid, mas tirando toda a diversão – era um side scroller xexelento com um controle horrível onde você guiava algo que parecia um anjinho batalhando contra pessoas usando o que o manual definia como uma atiradeira, mas que o movimento do personagem sugeria serem jatos de cuspe. Noah’s Ark consistia em tentar, inutilmente, controlar um anão barbudo de Tolkien, vestindo uma túnica branca, para que ele conseguisse 2 animais de cada tipo para colocar na arca – depois de algumas tentativas você vai querer que o dilúvio venha e apague qualquer chance de sobrevivência dos animais, de Noé, da arca e de todo mundo envolvido, direta ou indiretamente com a produção desse jogo. Baby Moses era, de longe o mais estranho dos jogos, onde você controlava a mãe de Moisés e tinha que carregar seu filho, como um fardo em cima da cabeça, ao longo da fase e pular serpentes e desviar de guardas que tinham lanças – se fosse atingido bebê Moisés caí da sua mão e afundava na água que era a base da tela (onde essa desgraçada tá correndo? Na beira do Nilo?). O mais engraçado era que você podia completar a fase normalmente, sem o bebê, se tornando efetivamente invencível aos ataques das serpentes, gatos e guardas do faraó e tudo que recebia no final do estágio era a frase “Você conseguiu! Mas esqueceu o bebê Moisés! Tente novamente!” – Bible Adventures não queria que as crianças se sentissem mal com sua incapacidade de levar a porra desse bebê de chumbo até o final do estágio e ainda recebessem uma frase como “Você não viu que derrubou a porra da criança? Sua vaca egoísta! Agora você e o seu povo vão perecer na mão do Faraó, sua meretriz!”.

A cada duas fases, em qualquer um dos jogos, você tinha que responder perguntas divertidíssimas sobre a bíblia, mas mesmo que você errasse o jogo simplesmente continuava. Não havia qualquer diversão a ser extraída dele a não ser, talvez, jogar o bebê na água e rir de sua falta de flutuabilidade. Os únicos possíveis usos desse jogo são: utilizá-lo no lugar de orações ao senhor teu Deus, caso sua agenda esteja mega apertada, ou fazer juramentos com ele “Coloque sua mão esquerda sobre Bible Adventures, levante sua mão direita e repita…”. O cartucho, no entanto, parece capaz de operar pequenos milagres, como continuar operacional depois de ser deixado na casa do cachorro por 6 semanas, multiplicar peixes e partir o mar – desde de que mantido limpo, longe de altas temperaturas e no seco.

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Extreme Sports with the Berestein Bears

Chamar esse jogo de “Extremo” é como chamá-lo de “Horrível”: em ambos os casos você está pegando muito leve! O jogo consiste em controlar um urso, ou uma ursa, nenhum deles particularmente mais radical que o outro, em 4 eventos esportivos: sledding (slalon na neve), kayaking (Kaiaque), biking (BMX) e skateboarding (Skate). Todos eles contém a exata mesma quantidade de radicalidade extrema – um urso de pelúcia se movendo, vagarosamente, entre pedras e obstáculos, na tentativa, EXTREMAMENTE BEM SUCEDIDA, de humilhar quem quer que seja pego jogando isso!

UAU! Quatro eventos são como quatros jogos em um, né? Mas a única coisa que muda é a cor do fundo e o objeto no qual seu urso senta/monta/se equilibra – um jogo claramente feito para cegos que seriam as únicas pessoas na terra a não perceberem que a neve foi pintada de azul para seu Kaiaque deslizar.

Os gráficos deveriam vir com uma carta médica dos artistas envolvidos explicando que eles estavam sob pesada, e proibida, medicação quando fizeram esse jogo e controlar seus ursos é completamente impossível. Mas esse comentário final nem deveria ser necessário… se você continuou a jogar Berestein Bears depois de tentar o segundo evento, você tem graves problemas… mas se conseguiu se divertir com Berestein Bears, você provavelmente também conseguiria se divertir batendo sua cabeça na parte de dentro de um refrigerador abandonado, seu anormal!

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