Jogando: Gone Home (PS4/XBOX One)

Gone Home foi uma surpresa bacana para mim, mais de um ano atrás, quando eu o adquiri no Steam. Era um jogo diferente, estranho, encantador, que trazia um certo ar de mistério sem nunca cambear para o terror completo. O conceito de um jogo sem inimigos, sem desafios externos, em que a narração era o único objetivo, cravou o jogo no meu subsconsciente.

Agora o jogo está disponível também no XBOX One e no PS4. E o que mudou? Quase nada – a não ser talvez pela unicidade do jogo ter sido um pouco diluída, por jogos igualmente incríveis como Ether e Everybody goes to Rapture. Ainda assim é difícil não indicar Gone Home – principalmente se você nunca jogou e estiver disposto a encarar algo diferente.

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Nada de monstros. Nada de fantasmas.

Gone Home é bonito. Mas mais do que isso ele é fundamentalmente realista e funciona. A casa da família Greenbriar é impecavelmente construída, camada sobre camada, como uma casa de verdade. A cozinha é confortavelmente bagunçada, como a de uma família de verdade que more numa casa, enquanto cada um dos quartos conta tanto sobre seu ocupante quanto um personagem em si faria. E isso é, ao mesmo tempo, absolutamente fantástico e absolutamente necessário em Gone Home, visto que o jogo não tem absolutamente nenhum outro personagem além de você e da casa – e considerando que você é, essencialmente, um cursor, o único personagem é a casa.O som cumpre o seu papel com fidelidade, com a música digna de destaque em montar uma ambientação que é, ao mesmo tempo, fantasticamente densa e absolutamente reconfortante. Acredite em mim, dependendo de como você encaixou a história na sua cabeça, de quais pedaços do puzzle escolheu pegar e se concentrar, ir a algumas salas tem o efeito psicológico de ir a Raven Holm em Half Life 2.

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E nós não vamos a Raven Holm!

Gone Home é curto? Sim… é difícil defender um jogo que dura, mesmo que você explore muito bem a casa, umas 2 horas. É difícil? De forma alguma. O jogo não tem desafios em si, apenas a narração exploratória silenciosa, que você faz em sua própria velocidade. É muito difícil passar a ideia de quão incrivelmente legal é Gone Home sem você jogar em si – mas é um senhor jogo, se você estiver de cabeça aberta para algo novo e completamente diferente do padrão.

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Bom divertimento.

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Jogando: Hyrule Warriors: Legends (3DS)

É fácil fazer um review de Hyrule Warriors – é só dizer “É Dinasty Warriors mas com personagens de Zelda em vez de personagens clássicos da literatura chinesa.”.

Até o momento onde a pessoa, provavelmente um usuário Nintendo que NUNCA jogou Dinasty Warriors, Samurai Warriors ou Gundam Warriors, vira para você e diz: Putz…. nunca joguei um desses!

O…. K….

(Respira. Pensa. Respira de novo)

É como um beat’en up, tipo street of rage, mas com um mundo bem maior e UM MONTE de inimigos! Mas põe um monte mesmo!!! Mesmo!

Inimigos… inimigos por todos os lados!

O Wii U ganhou uma versão HD (1080p – 60fps) no ano passado e agora o 3DS vai ganhar a versão dele… que embora não esteja nem nos 480p e não descole dos 30 FPS é MUITO LEGAL.

Realmente bem legal

Em Hyrule Warriors você escolhe um dos personagens disponíveis e atravessa um campo, cumprindo pequenos objetivos espalhados (domine essa área do mapa, destrua essa criatura, etc…) enquanto faz purê com hordas de inimigos pelo caminho. Hordas! Mesmo! Não raro seu contador de mortes vai passar das centenas – algumas vezes, em batalhas colossais, vai bater nos milhares. Se as sequências em si não fossem tão curtas, a pequena variação de golpes somada a pequena variação de inimigos e ao ato repetitivo de massacrar hordas após hordas, provavelmente tornariam o jogo chato. Não é o caso aqui: Hyrule Warriors: Legends tem mapas menores, objetivos em menor número e mais bem dispostos e foi feito para ser jogado em pequenas partidinhas de 10 as 20 minutos – nunca será exatamente cerebral, mas não é cansativo.

Não é exatamente um Professor Layton, mas diverte legal

Os gráficos não são um desbunde, como no Wii U, mas seguram a onda legal, principalmente porque a tela do seu 3DS vai ser bem menor do que a TV que você joga Wii U (nós esperamos). O som é bem legal, com vozes bem escolhidas, efeitos sonoros bacanas e versões elétricas e mais agitadas dos temas clássicos de Zelda. Para uma versão de bolso de um jogo raro de ver em um portátil Nintendo, e considerando o número de coisas se mexendo e tentando te matar na tela, a apresentação é muito boa.

O jogo é bem legal, mas não é bem um Zelda. É um beat’en up relativamente repetitivo que diverte mas não encanta. Se você gosta de Dinasty Warriors, ou seus equivalentes japoneses ou de robôs vale uma compra, caso contrário, espere por uma promoção para pegar ou tente sua sorte em um dos outros 4 Zeldas de 3DS.

Bom divertimento.

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O que nós perdemos – Superman (Factor 5)

Aproveitando a semana de lançamento de Batman V Superman…

Trailer bem aqui

… que é um filme 7/10 com alguns problemas, mas muito muito divertido, é hora de falar do que poderia ter sido o ÚNICO realmente bom jogo do Superman.

A Factor 5 é uma pequena companhia americana que trabalhou muito perto com a LucasArts por muitos anos, principalmente criando os simuladores X-Wing, Tie Fighter, Rogue Squadron, entre outros, além de ferramentas para adaptações de jogos de PC, com as propriedades de George Lucas, como a incrível versão de Indiana Jones do Nintendo 64.

Depois de criar uma pérola no Nintendo 64 e duas no Gamecube a empresa assinou um contrato de exclusividade para criar 3 jogos no, ainda para ser lançado, PS3. Por razões negociais e financeiras, ao final do processo todo, apenas um dos jogos planejados foi lançado, o criticamente aclamado, mas muito pouco vendido, LAIR, sobre voar em dragões e cuspir fogos em tropas inteiras. Um jogo bom – mas nem de perto tão incrível quanto Rogue Squadron 2 ou Rogue Leader.

Sem um grande contrato por trás e sem perspectivas de produzir nada no momento para o Wii a empresa foi procurada pela Crash Entertainment, uma pequena empresa da Califórnia que pegava patentes comerciais de Hollywood e fazia a ponte entre estúdios de cinema e estúdios de games – com o objetivo de criar games que acompanhassem lançamentos cinematográficos. A Crash queria a experiência da Factor 5 com jogos envolvendo vôo para um novo jogo a ser lançado junto com a continuação de Superman Returns, de Brian Singer (que, GRAÇAS AOS DEUSES DO CINEMA, nunca aconteceu). Sem ter um script, uma data de lançamento ou qualquer ideia além de “Metallo, Darkseid e Doomsday aparecem no filme” a empresa começou a criar assets que permitissem a aceleração da criação de um jogo posteriormente. Por mais de 2 anos a Crash injetou dinheiro no projeto, e na Factor 5, enquanto a Warner dançava em volta da cadeira do que seria feito com a propriedade intelectual Superman.

O final da história… todo mundo sabe: Brian Singer desiste de continuar seu horrívelmente recebido Superman: Returns. A Warner reboota a franquia com Man of Steel em 2013 (curiosamente, o nome do jogo da Factor 5), a Crash entertainment nunca vê a cor do dinheiro que investiu e vai a falência, levando, em sua queda, a Factor 5. Os criadores de algumas das melhores adaptações de PC para consoles – mortos por um jogo do Superman.

Mas seria Superman: Man of Steel bom?

Porra! Pior que seria sim!

O jogo tinha diversas ideias competentes e estava em cerca de 60% de desenvolvimento quando foi cancelado. Existiam grandes chances desse ser O jogo do Azulão. Uma pena que nunca colocamos a mão nele!

Sony VR tem preço e data de lançamento!

O antigo Morpheus, o óculos de realidade virtual do PS4, ganhou o nome de Sony VR e agora tem formato final, preço final e data de lançamento final!

Se não atrasar…

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… óbvio.

Os óculos mais legais que você vai comprar em 2016 vão te custar 400 dólares (sim… o mesmo que o videogame em si… Papapicho!!!!) e vão exigir a PS Camera (que custa cerca de 60 doletas e ainda faz mais coisas que o Kinect) para funcionar. Ou seja… No mínimo US$ 400,00 se você já tiver câmera, controles e um PS4. 460 se você precisar da câmera. 860 se for precisar do PS4.

Caro? Deixa eu te contar um segredo: O Vive, da HTC, um óculos de realidade virtual para o PC, custou US$ 800,00 no lançamento. E ainda exige um PC top de linha para rodar.

De repente 860 doletas não parece um preço assim tão alto para ter realidade virtual na sua sala né?!

O lançamento do Sony Vr ocorrerá em Outubro numa caixa com uma parafernália de cabos e acessórios (que permitirão que as pessoas assistam na sua TV o que você está vendo no VR)…

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… e, depois do NX, será a coisa para se gastar dinheiro no final do ano!

Estamos salivando!