Segundo o presidente Satoru Iwata, durante a reunião para acionistas com os resultados do último semestre da Nintendo, a Nintendo está preparando consoles para “países emergentes” que tenham pouco contado com videogames da maneira padrão que o mercado trabalha. “Podem ser países atingidos por um nível imenso de pirataria, que impossibilitaria o mercado como ele normalmente é, ou países onde a estrutura de venda simplesmente não existe para sustentar o hardware.” disse Iwata.
Iwata confirma que esses novos dispositivos não serão simplesmente novos Wii U ou 3DS mais baratos, mas sim sistemas completamente novos voltados para as peculiaridades dos mercados onde serão lançados. Eles terão trava de região e serão comercializados mais ou menos da mesma maneira que a Sony está lidando com o Vita Tv no Japão.
Embora Iwata não confirme quais “países emergentes” ele cita, não é preciso ser um gênio para juntar um mais um e descobrir que o principal novo alvo da Nintendo é a China. O que faz completo sentido – durante o tempo em que os videogames eram oficialmente proibidos lá e todos os aparelhos eram cópias ilegais de sistemas estrangeiros rodando cópias ilegais de jogos estrangeiros a Nintendo, com a permissão do governo Chinês, colocou o “iQue”, um mini Nintendo 64 que era carregado com Roms em uma Quiosque personalizado utilizando uma mídia regravável específica do console. Agora que o mercado está aberto para as empresas de games é um filão de 1,5 bilhões de pessoas, mas que tem tantas peculiaridades e tantos graus de censura, que deve dar um trabalho razoável para empresas colocarem seus jogos lá… a menos que seus jogos sejam conhecidos por serem familiares, simpáticos, notoriamente não violentos e muito muito bons.
Será que veremos um renascimento da Nintendo na China… e como eu faço para colocar a mão nesse hardware novo que vai sair por lá?
