E lá vamos nós… depois de sermos esquecidos pela Nintendo por DUAS semanas (que é isso Nintendo… duas semanas… tá faltando jogo para lançar?)…
Secret Command
Não, você não está vendo uma versão do Master do classico “commado” da Capcom, com super Joe e o escambau. Você está vendo Rambo 2 – ou mais exatamente o jogo que foi chupadaço sem a menor cerimônia pela US Gold para criar Rambo 2 do master.
Secret Commando é um shooter de visão aerea onde seu objetivo é “Enfrentar o exercíto inimigo e trazer seus colegas soldados da morte certa!” – frase incentivadora do manual. Reparem que o manual te deu uma ordem sem nem se dar ao trabalho de lhe dizer o que seus colegas foram fazer lá ou porquer você sozinho terá que resgatá-los das garras do exercíto inimigo (General! General! – diz o jovem soldado ao velho homem – Não deveríamos ficar aqui onde é seguro e só avançarmos quando tivermos, sei lá, suporte aéreo, suporte terrestre, uma faca, algo assim? – Ao qual o velho homem responde – E deixar seus companheiros morrerem? Tenha bolas! – aquele soldado fugiu, então o General enviou o tiozinho da limpeza e tivemos esse game).
O game é simplório, mal-feito e xexelento, com músicas mornas e sem diferenciação – pessoalmente acredito que o exercíto inglês usou esse game antes da guerra das malvinas, forçando seus soldados a jogarem e então dizendo que foi produzido pelos argentinos. O resultado todo mundo lembra. Você não vai querer comprar esse jogo.

California Games
22 anos atrás era assim que Wii Sports seria… mas as semelhanças acabam aí.
Ao contrário do nível de “polido como a porra de um espelho de prata” do clássico da Big N, Califórnia Games da Epyx é fraco. E perceba que não estou usando o termo ruim… apenas fraco. Os gráficos eram bons quando o jogo foi lançado e a música é inexistente, mas ambos envelheceram como leite… ficaram rançosos e quebradiços, e colocando em perspectiva que esse jogo já foi relançado umas 15 vezes (todos os consoles de 8 bits/16 bits (e o Jaguar) tinham uma versão) você vai perceber porque não estou exatamente saltitando de alegria com o lançamento.
No entanto, o jogo é divertidinho e o controle continua no talo, muito muito superior a versão para o Mega Drive ou Super Nes. O jogo tem 5 minijogos: Surf, BMX, Skate, Patins e uma coisinha de ficar chutando a desgraça de uma bolinha para cima (vou chamar de embaixada) – que divertem por umas 3 horas e aceitam dois jogadores (em alguns esportes – na maior parte deles – apenas um por vez). É ruim, mas bem melhor que secret command, seu por 600 Wii points.

Tecom Bowl Arcade
Por que eu coloquei arcade aí em cima? Para diferenciar da conhecidissima e divertidissima versão do NES. Eu coloco ese jogo na minha classificação “Socorro, fiquei cego com Eter e não consigo pedir ajuda pois sou mudo!”. Em sua versão do NES você pode jogar com um dos jogadores de um time ou com dois players, cada um controlando um jogador de um time, ou como o treinador, onde você escolhe o movimento a ser feito e seus jogadores o fazem da melhor forma que puderem, os pequenos imbecis acefálos. Mas essa não é a versão do NES! Não! Não senhor! Por que lançar a versão do NES quando podemos cobrar o mesmo para lançar uma versão que não tem o modo treinador, só possui 8 movimentos e que só tem dois times (Os Wildcats e os Bulldogs) – pelo menos aceita quatro players… mas o único lugar em que você vai achar quatro players para jogar Tecmo Bowl Arcade é na saída de um túnel do tempo que venha direto do século 17 – onde as pessoas ainda ficavam impressionadas com qualquer coisa com luzes e movimento. Os gráficos envelheceram mal, as músicas são mínimas e desengonçadas, o controle é bom, mas sem sal – Seu por, glup, 600 Wii points.

Pulseman
Sim… SIm…. SIM…. um ponto de luz em títulos infectos que assolam o Virtual Console, Pulseman é um jogão do Mega Drive/Genesis, daqueles que faziam você cabular aula para ir na casa de um amigo que os tinha e ficar lá mandando ver no game. A história é meio estranha: Você é um ser meio humano, meio cybernético, criado pelo brilhante Dr Yoshiyama, que se apaixonou por uma criação dele e uniu seu DNa ao dela, criando você. Só que o resultado de seu nascimento foi que o papai enlouqueceu e soltou centenas de monstros para dominar o mundo, virando o terrível Dr. Waruyama. Agora cabe a você derrotar seu pai e o exército dele e por um fim a ameaça. É meio que uma mistura de Megaman com Jerry Springer (aqui no Brasil substitua o Jerry Springer pela Marcia Goldschmidt e seus quadros tipo – Tive um filho com o leiteiro mas meu marido não quer criá-lo!).
O controle é perfeito e os estágios tem um desenho que o desafia sem cansar ou amargurar – uma especial atenção a dada a habilidade Voltecker, onde Pulseman vira uma bolha de energia e sai queimando tudo no caminho batendo e rebatendo nas paredes – os gráficos são excelentes para o Mega Drive/Genesis e por terem uma direção de arte matadora continuam atuais (parece um game WiiWare ou XBLA – mais um ponto para a eterna luta entre GRÁFICOS MATADORES x DIREÇÃO DE ARTE) e o som é simplesmente fantástico. A duração pode ser um pequeno problema, já que o jogo não chega a ter 4 horas se você for bom, e a dificuldade pode frustar os mais casuais, 3 vidas, 5 continues e 3 energias é tudo que você tem, sem choro nem vela. Mas é um jogão, que com certeza vale seus 900 Wii points.
